História Remember Me - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orgulho e Preconceito
Tags Orgulho, Preconceito, Romance, Universo Alternativo
Exibições 118
Palavras 4.885
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoinhas do meu coração! Essa semana eu vim mais cedo por um motivo especial.
Dezesseis anos! Daqui a pouco já vai ficar idosa kkkk
Denise, meu amor, eu desejo tudo de bom para você e eu espero que você goste do seu presente aí em baixo.
Boa leitura!

Capítulo 11 - Terrible Tea Party Part 2


Elizabeth entrou na casa e foi até a sala tentando entender o que tinha acontecido. O que o senhor Lynton poderia ter para dizer para William? Será que ele tentaria afasta-lo dela? Elizabeth estacou de repente com esse pensamento. Ele não tentaria fazer isso, não é? Que direito ele tinha de dizer qualquer coisa sobre ela para William? Ele não era seu irmão ou seu guardião. O que a preocupava era que ele tenha visto o que aconteceu entre ela e o senhor Darcy no jardim. Ela corou só com o pensamento de que alguém tenha visto aquele momento que lhe pareceu tão...íntimo.

Quando Elizabeth entrou na sala, sua tia exclamou, “Bem, que bom que vocês finalmente decidiram se juntar a nós. O chá está quase frio!” Só então Madeline percebeu que Elizabeth estava sozinha. “Lizzy, onde estão o senhor Darcy e o senhor Lynton?” A expressão aflita no rosto de Elizabeth a fez ficar em estado de alerta. “Deus do céu! Eles estão brigando?!”

Todos os outros ocupantes da sala estavam olhando para Elizabeth assustados. Elizabeth sorriu e deu de ombros, tentando esconder sua própria frustração com toda aquela situação. “O senhor Lynton disse que precisava falar com o senhor Darcy.”

“Ele o quê?!” O Coronel Fitzwilliam se levantou rapidamente e foi em direção à porta, se desculpando com as mulheres. Se virando para Elizabeth, ele pediu que ela lhe mostrasse o caminho para o jardim. Assim que eles deixaram a sala, o Coronel abaixou o tom da voz para conversar com ela. “Me conte tudo senhorita Elizabeth.”

“Tudo?” Elizabeth estava surpresa. Ele realmente esperava que ela contasse tudo o que aconteceu entre ela e William?

O Coronel sorriu. “Bem, parece que Darcy não perde tempo mesmo.” Ele riu quando viu as bochechas vermelhas de Elizabeth. “Eu quis dizer que quero que me conte tudo relacionado a Lynton e Darcy.”

“Oh, claro.” Elizabeth então contou ao Coronel toda a conversa que presenciou entre os dois cavalheiros e terminou com uma pergunta que não saia de sua cabeça. “Por que o senhor Lynton iria querer falar com o senhor Darcy? Sobre o que eles teriam de conversar?”

O Coronel olhou para Elizabeth com um sorriso largo e uma sobrancelha levantada. “Sobre o que você acha que eles estão falando? Ou talvez eu devesse dizer, de quem eles estão falando?”

Elizabeth corou. “Sobre o que o senhor Lynton poderia falar sobre mim para o senhor Darcy?” De novo, sua única resposta foi um sorriso. Elizabeth bufou. “Que direito o senhor Lynton tem de se meter nos assuntos dos outros?”

“Você quis dizer, nos seus assuntos com Darcy, certo?” Diante do olhar embaraçado de Elizabeth, ele riu. “Não se preocupe senhorita Elizabeth. Darcy não desiste fácil do que ele quer. E acredite, ele sabe o que ele quer.”

“É bem provável que ele decida que eu não valho a pena todo esse trabalho.” Elizabeth murmurou baixinho.

Mas o Coronel a ouviu. “Acredite senhorita Elizabeth. Isso nunca vai acontecer.”

Elizabeth se virou para ele surpresa. “Como você pode ter tanta certeza? O senhor Darcy malmente me conhece!”

“Eu realmente preciso responder essa pergunta?”

Elizabeth não respondeu aquela pergunta retórica. Ela parou em frente à porta que levava até o jardim. “É aqui Coronel. Por favor, traga-os de volta, de preferência ilesos.”

“É claro, mas você tem certeza de que quer Lynton ileso?” Rindo, o Coronel entrou no jardim.

Elizabeth sorriu e balançou a cabeça, voltando para a sala onde estavam sua tia, Georgiana e sua irmã.

Assim que entrou, Georgiana pulou da cadeira e veio em sua direção. “Lizzy! O que está acontecendo? Por que o senhor Lynton quer falar com meu irmão? Conta tudo.”

Elizabeth sorriu diante do entusiasmo de sua amiga e se sentou ao lado de sua tia. Ela encarou as três mulheres ansiosas antes de falar. “Antes que o senhor Darcy e eu pudéssemos voltar para a casa, o senhor Lynton apareceu e pediu que eu voltasse sozinha para que ele pudesse conversar com o senhor Darcy. Só isso.”

Jane e Madeline se entreolharam e Elizabeth percebeu isso.

Georgiana bufou. “A audácia daquele homem! Que direito ele tem de questionar William sobre você?”

“Por que todos estão achando que o assunto da conversa sou eu? Talvez seja outra coisa completamente diferente.” Mas nem a própria Elizabeth acreditava no que estava dizendo. Ela sabia que eles estavam falando sobre ela, e não sabia exatamente como se sentia sobre isso.

As outras três mulheres trocaram olhares divertidos. Jane foi quem respondeu sorrindo. “Lizzy, você sabe que isso não é verdade.”

Elizabeth se virou para sua tia. “Sabe, isso tudo é culpa da senhora.”

"E eu me responsabilizo totalmente. E eu concordo com Georgiana, o senhor Lynton realmente não tem o direito de questionar o senhor Darcy. Mas isso deixa algo bem claro para nós.” Madeline sorriu para Elizabeth. “O senhor Lynton está interessado em você, se não estivesse, por que confrontaria o senhor Darcy?”

Georgiana disse sua opinião sobre o assunto confiante. “Eu acredito que ele está dizendo para William que ele não vai interferir. Ele não vai tentar conquistar Lizzy porque sabe do interesse de meu irmão.”

Jane e Madeline se entreolharam de novo enquanto Elizabeth olhava para Georgiana chocada. Percebendo que havia falado mais do que deveria, Georgiana corou, mas disse, “Bem, é verdade.”

Madeline sorriu. “Estou ansiosa para que os cavalheiros voltem.”

Elizabeth olhou frustrada para sua tia. Ela estava pensando seriamente em fingir uma dor de cabeça para escapar de toda aquela bagunça.

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William observou Elizabeth se afastar desejando poder estar com ela. Se apenas Lynton não houvesse os interrompido! Por que a senhora Gardner o convidaria? Ele também estava interessado em Elizabeth? Ou talvez na senhorita Bennet? Para o próprio bem dele, é melhor que ele estivesse interessado em outra. Elizabeth era sua e de mais ninguém. Seus pensamentos foram interrompidos quando Lynton pigarreou. Sua postura enrijeceu automaticamente quando ele se virou para encara-lo. Lynton tinha uma expressão dura no rosto. William levantou as sobrancelhas. “Então? Você pediu para falar comigo. É melhor que seja importante Lynton. Nós somos convidados aqui. Seria falta de educação manter nossa anfitriã esperando.”

“Acredite, é importante Darcy. Quanto a manter a nossa anfitriã esperando, você deveria ter pensado nisso quando ficou tanto tempo aqui fora sozinho com a senhorita Elizabeth.”

A expressão de William ficou sombria. “Eu me ofereci para vir buscar a senhorita Elizabeth. E eu não vejo como isso pode ser assunto seu. Você está se metendo onde não deveria Lynton.”

“Não Darcy, é você quem está fazendo o que não deveria.” Lynton se empertigou ao máximo de sua altura para enfrentar William, que era decididamente mais alto. “Eu não acho que você percebeu a situação perigosa em que pôs a senhorita Elizabeth.”

William deu um passo em direção à Lynton, sua postura ainda mais agressiva. “E o que você quer dizer com isso?”

Lynton abaixou o tom de sua voz. “Você sabe exatamente o que eu quero dizer Darcy.”

“Como se atreve? Quem é você para me questionar Lynton? Você não é o irmão mais velho da senhorita Elizabeth, nem seu guardião. Você é apenas um conhecido, nada mais do que isso.”

“Não, eu não sou o irmão dela, nem seu guardião. Mas eu me importo com a senhorita Elizabeth e eu não quero que ela se machuque. E você também não é nada mais do que um conhecido. Eu sei que você mandou Richard descobrir quem ela é. Além do mais, não acha que é um pouco cedo de mais para estarem próximos como eu encontrei vocês dois quando cheguei aqui?”

William estava enraivecido. Ele nunca teve tanta vontade de socar outra pessoa na vida. A audácia daquele homem! Questionando seus motivos, suas intenções? Mas antes que ele pudesse responder a Lynton, Richard chegou.

Richard observou a cena diante dele. Lynton e Darcy estavam de frente um para o outro, com expressões furiosa e punhos fechados. Bem, parece que ele chegou bem na hora para impedir que aqueles dois agissem como garotos apaixonados e idiotas. Richard balançou a cabeça exasperado. “Cavalheiros, eu devo questionar a sanidade de vocês se preferem ficar aqui fora quando há tanta beleza em apenas uma sala dentro de casa.”

“Nós já terminamos aqui.” William se virou para entrar na casa.

“Não terminamos não.” Lynton estendeu a mão e o segurou pelo braço.

William empurrou a mão de Lynton para longe e se virou para ele usando sua voz mais assustadora. “Eu só vou dizer isso uma vez Lynton. Elizabeth é minha. É melhor você desistir agora, por que eu já ganhei.”

Lynton olhou para William surpreso. “Você fala da senhorita Elizabeth como se ela fosse apenas um prêmio a ser conquistado e possuído.”

“É claro que ela não é! Mas ela já é a dona do meu coração e eu já possuo o dela. Eu não vou te dizer de novo Lynton. Você não tem nenhuma chance.”

Lynton apenas o encarou assustado. “Você é louco. Como você pode dizer isso Darcy? Você a conheceu há menos de uma semana. Eu pelo menos dancei com ela e conversei com ela por mais de meia hora. Você nem mesmo teve isso. Eu não vou desistir dela sem uma briga. Então é melhor que você esteja preparado Darcy. Eu não vou te ceder essa batalha.”

Richard levantou as sobrancelhas. “Com toda essa conversa sobre batalhas e prêmios, qualquer um pensaria que são vocês dois os membros do Exército, não eu.”

William ignorou o seu primo. “Pois saiba que você vai entrar nessa batalha para perder.”

“Por que nós não deixamos que a senhorita Elizabeth decida, Darcy?”

Richard bufou. “Se a senhorita Elizabeth visse o jeito que vocês dois estão se comportando, até eu poderia entrar no páreo e conquista-la para mim!”

William se virou para seu primo, irritado. “Richard! Fique fora disso!”

Richard balançou a cabeça. “Eu prometi à senhorita Elizabeth que os traria de volta ilesos. E se vocês continuarem desse jeito, acho que não vou conseguir manter minha promessa. Como um cavalheiro, não posso permitir que isso aconteça. Então vamos guardar as nossas espadas e voltar para junto das damas. Acho que vocês dois tem que impressionar uma jovem senhorita.”

Com a menção de Elizabeth, ambos os homens relaxaram. Lynton olhou para William e estendeu sua mão. “Que o melhor homem vença.”

William ignorou a mão estendida. “Não se preocupe, eu vou.”

Richard revirou os olhos. “Vocês são tão maduros.”

William suspirou exasperado. “Richard, por que você ainda está aqui mesmo?”

“Bem, neste exato momento eu estou aqui para impedir que você trucide o Lynton.”

Lynton parecia ofendido quando se virou para Richard. “E quanto ao perigo de eu trucidar o Darcy?”

Richard apenas riu. “Lynton, olhe para ele. O homem é uma montanha. Além do mais, eu tenho certeza de que se ele o encarar por tempo o suficiente, você vira pedra. Então, vou lhe dar um conselho Lynton. Não tente o enfrentar. Você vai perder.”

Lynton estava afrontado. “Isso foi uma ameaça?”

Richard bufou. “É claro que não!” De repente o rosto dele perdeu todos os traços de diversão e ficou muito sério. “É uma certeza.” Richard encarou Lynton até que ele desviou os olhos, imcapaz de segurar seu olhar. Richard balançou a cabeça satisfeito. Ele então se virou para William. “Prontos para entrar no campo de batalhas cavalheiros?”

William bufou e se virou para Lynton com o olhar o mais neutro possível. “Lynton, eu espero que saiba que as minhas intenções são totalmente honradas.”

Lynton sorriu levemente. “Eu sei Darcy, as minhas também são.”

William apenas balançou a cabeça. Ele ainda achava que seria melhor para Lynton se ele desistisse. Mas se ele estava determinado a tentar conquistar Elizabeth, ele vai terminar completamente desapontado. Lembrando do comentário que Lynton fez sobre o que ele viu quando chegou no jardim, William disse, “Lynton, você não vai mencionar o que viu entre a senhorita Elizabeth e eu a ninguém, estamos entendidos?” William abaixou os olhos para olhar dentro dos olhos de Lynton, que era menor do que ele. Ele não iria permitir que Lynton espalhasse rumores sobre ele e Elizabeth.

A resposta de Lynton foi categórica. “É claro que não. Isso não me ajudaria em nada, ajudaria?” Depois de dizer isso, ele começou a andar de volta para a casa.

Richard e William seguiram num passo mais lento. Richard parecia estar se divertindo com toda aquela situação. “Afinal de contas, o que realmente aconteceu entre você e a senhorita Elizabeth?”

“Não meta o nariz onde não foi chamado Richard.”

“Bem, seja lá o que for, deve ter sido bom. A senhorita Elizabeth corou como uma rosa quando eu lhe pedi para me contar tudo.”

William parou bruscamente e se virou para Richard alarmado. “Você pediu para Elizabeth contar tudo para você? Richard!”

“Calma Darcy, quando eu pedi para a senhorita Elizabeth 'me contar tudo' eu estava falando sobre você e...” Richard indicou com o queixo Lynton, que andava alguns passos à frente deles.

“Ela parecia preocupada? Aflita? Eu não queria ter permitido que ela voltasse sozinha debaixo dessas circunstâncias.”

“Ela estava bem. Aquela mulher tem mais força do que um batalhão de soldados.” Richard apontou para Lynton, que estava prestes a entrar na casa. “Por falar nisso, é melhor você adiantar o passo. Lynton já está na sua frente.” Diante do olhar confuso de William, ele disse, “Quem chegar na sala primeiro vai conseguir sentar na cadeira mais próxima a da senhorita Elizabeth.” Alarmado, William quase correu para alcançar Lynton.

Enquanto assistia seu primo alcançar seu rival, Richard esfregou as palmas das mãos juntas. “Agora a diversão vai começar!”

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Elizabeth esperava na sala, nervosa. Por que os cavalheiros ainda não voltaram? Por que estavam demorando tanto? Ela estava sentada ao lado de sua tia, que estava tomando seu chá calmamente enquanto Jane e Georgiana conversavam entre si.

Madeline se inclinou para falar em voz baixa. “Você gostou do tempo que passou com o senhor Darcy, Lizzy?”

Elizabeth olhou para sua tia surpresa. Então de repente tudo fazia sentido. “Tia! Você planejou tudo isso!”

Madeline sorriu. “É claro que sim. Depois da nossa conversa essa manhã, eu percebi que você estava desenvolvendo sentimentos pelo senhor Darcy. Então eu decidi dar a vocês dois uma oportunidade para conversar. Sozinhos. Bem, não sozinhos. Eu pedi para o senhor Smythe ficar no jardim para dar uma impressão de propriedade. Eu lhe dei ordens estritas para ficar há uma distância de onde pudesse ver, mas não ouvir.”

Elizabeth balançou a cabeça maravilhada. “Tia, eu nunca achei que a senhora pudesse ser tão, tão...”

“Malévola?” Madeline sugeriu sorrindo. “Bem, eu tive ajuda. Jane estava mais do que disposta a ajudar.”

Elizabeth arregalou os olhos quando as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixaram. “Foi Jane quem me impediu de voltar para a casa.”

Madeline confirmou com a cabeça. “Eu mandei uma mensagem para Darcy House pedindo a Georgiana que arranjasse um motivo para vir um pouco mais cedo. Assim seria o senhor Darcy quem iria até o jardim te buscar. E eu tenho que dizer Lizzy, ele se voluntariou tão rapido!” Elizabeth corou. “Eu espero que você tenha aproveitado os minutos que lhe arranjei Lizzy.”

Nesse momento, uma pequena confusão fez com que todas na sala olhassem para a porta um tanto assustadas. O senhor Darcy e o senhor Lynton entraram na sala ao mesmo tempo. Eles pararam na ombreira da porta e observaram as posições dos outros ocupantes da sala. Vendo que havia apenas uma cadeira vazia perto de Elizabeth, os dois foram ao mesmo tempo naquela direção. Elizabeth arregalou os olhos assustada. Era desconcertante ver dois homens vindo em sua direção ao mesmo tempo tão determinados. Do lado dela, Madeline riu baixinho. Bem, isso vai ser interessante.

Lynton conseguiu ficar com a cadeira ao lado da de Elizabeth. Depois de lançar um olhar triunfante na direção de William, ele se virou para Elizabeth com um sorriso largo. Elizabeth virou a cabeça levemente para William, que estava fuzilando Lynton com os olhos. Sentindo o olhar de Elizabeth sobre ele, sua expressão se tornou uma de desapontamento. Com um pequeno sorriso, ele parou atrás da cadeira de Elizabeth.

Só então Richard entrou na sala e se sentou ao lado de Jane e de Georgiana. Vendo que Lynton estava sentado ao lado de Elizabeth, com William pairando atrás dela, Richard sorriu. Ele se inclinou para Georgiana. “Perdi alguma coisa?” Georgiana respondeu negando com a cabeça.

Madeline pigarreou e sorriu levemente assim que entregou uma xícara de chá para Lynton e perguntou a William como ele gostaria que o chá dele fosse preparado.

Elizabeth respondeu automaticamente. “Só limão.”

Madeline piscou para Elizabeth. “Igual à Lizzy.”

Notando o sorriso no rosto de William, Lynton franziu o cenho. Ele percebeu que se Elizabeth sabia como William tomava o chá, então eles tinham passado mais tempo juntos do que ele havia imaginado. Ele precisava virar o jogo à seu favor, e rápido. “ Foi-me dito que você gosta de Shakespeare senhorita Elizabeth.” 

“Sim, eu gosto. Não conheço muitas pessoas que não o façam.”

“E quais são as suas peças favoritas? Ou você prefere os sonetos?”

“Eu gosto das comédias de Shakespeare, embora,” Aqui Elizabeth parou para olhar para William antes de continuar. “Eu esteja começando a entender que as tragédias dele nos dão uma nova perspectiva sobre a vida.”

Lynton estreitou os olhos irritado enquanto assistia William e Elizabeth trocarem olhares. Ele decidiu mudar de assunto. “Gosta de ir ao teatro senhorita Elizabeth?”

Elizabeth teve que olhar para ele. “Oh, sim. Gosto muito.”

“Já teve a oportunidade de ir ao teatro desde que chegaram em Londres?”

“Não, ainda não. Mas eu tenho certeza de que nós vamos ter a oportunidade de ir ao teatro até o final dessa Temporada.”

“Então eu ficaria feliz se você, a senhorita Bennet e o senhor e a senhora Gardner pudessem se juntar a mim na minha cabine privada para a opera de amanhã à noite.”

“Oh!” Elizabeth estava dividida. Ela queria muito ir ao teatro. Mas também não queria dar ao senhor Lynton a impressão de que ela estava interessada nele.

Antes que ela pudesse dar uma resposta, Georgiana se pronunciou. “Oh, mas William e eu estávamos esperando que todos vocês pudessem se juntar a nós na nossa cabine amanhã à noite. Na verdade, Jane e eu estávamos falando nisso agorinha. Não é mesmo Jane?” Georgiana se virou para Jane lhe implorando com os olhos que confirmasse sua história.

“S-sim, nós estávamos falando do quanto gostamos de ir ao teatro.” Jane corou levemente. Nunca foi boa com mentiras.

Richard tentou esconder o sorriso. Isso estava ficando ainda melhor do ele imaginou. Ele casualmente se inclinou em sua cadeira para assistir ao show.

Georgiana, notando a expressão travessa de Richard, se inclinou para sussurrar. “O que você está fazendo primo?”

Richard apenas levantou as sobrancelhas. “Assistindo ao show.”

Jane se virou para ele irritada. “Quer dizer que te agrada ver minha irmã em uma situação que a deixa cada vez mais desconfortável?”

Richard se endireitou às pressas na cadeira. “Não, é claro que não! Mas não vou negar que me diverte ver meu primo cada vez mais irritado.” Ele olhou de relance para William. “Na verdade, parece que tudo o que ele quer fazer no momento é jogar Lynton pela janela.” Se levantando, ele foi até a senhora Gardner. “Bem, parece que nós temos um dilema. Vocês não podem ficar em duas cabines ao mesmo tempo.”

William também se dirigiu à senhora Gardner. “Se vocês estiverem disponíveis amanhã à noite, eu ficaria feliz em ter vocês em minha cabine.”

Madeline olhou para Elizabeth, dividida. Lynton ofereceu sua cabine primeiro, mas ela sabia muito bem onde sua sobrinha gostaria de ficar.

Lynton levantou a cabeça para olhar para William. “Eu já fiz um convite Darcy. Seria falta de educação fazer o mesmo convite também.” Antes que ele pudesse continuar falando, Georgiana o interrompeu.

“Nós fizemos o convite antes. Só porque quem o fez foi eu não faz com que nosso convite seja inválido.” Georgiana fez uma carranca para Lynton. Homem irritante! Será que ele não conseguia ver que Lizzy não estava interessada?

Surpreso com a hostilidade de Georgiana, Lynton tentou raciocinar com ela. “Mas senhorita Darcy, eu pedi diretamente à senhora Gardner. Por isso meu convite tem prioridade.”

 Wiliam tinha reparado que Elizabeth estava cada vez mais aflita com a situação. Tentando aliviar sua preocupação, ele decidiu oferecer uma bandeira branca. Se virando para Lynton, ele disse, “Ei tenho a solução perfeita. Podemos assistir a ópera todos juntos. A minha cabine tem espaço mais que suficiente para todos nós. Eu ficaria feliz em estender meu convite para incluir você também Lynton.”

Lynton encarou William por um momento para tentar determinar seus motivos. Decidindo que não valia a pena pressionar o assunto, ele pigarreou. “Eu fico feliz em aceitar. Obrigado Darcy.”

Lynton então se virou para Elizabeth. “Eu virei buscá-la para a Ópera amanhã à noite às oito horas senhorita Elizabeth.”

William enrijeceu a postura e disse secamente. “Eu vou levar a senhorita Elizabeth ao teatro Lynton. Ela vai ficar na minha cabine.”

“E é por isso que eu vou levá-la Darcy.” Lynton estava começando a sentir dor no pescoço de ter que olhar para William ao falar com ele. Por que ele tinha que ser tão alto? Richard estava certo, o homem é uma montanha.

Se essa situação estivesse acontecendo com qualquer outra pessoa, Elizabeth teria rido até a barriga doer. Mas tudo o que ela queria fazer nesse momento era gritar. Madeline, notando a agitação de sua sobrinha, pôs a mão sobre a dela, tentando conforta-la.

Richard também percebeu a aflição de Elizabeth e decidiu tentar ajudar. “Bem, não tem espaço suficiente em uma carruagem para nós oito, então vamos ter que nos dividir em duas carruagens.”

William se virou para seu primo agradecido. “Eu sugiro que um de nós leve a senhorita Elizabeth para a Ópera e o outro a traga para casa.”

“Eu a trarei para casa.” Lynton disse rapidamente.

“Como quiser.” William cedeu.

Elizabeth se levantou de repente, assustando a todos na sala. Se virando para os cavalheiros, ela falou quase não conseguindo conter sua raiva. “Bem, eu fico feliz que vocês tenham decidido tudo de acordo com a vontade de vocês. Mas no futuro, cavalheiros, seria melhor perguntar à dama em questão em vez de decidir tudo entre vocês.” Depois disso, Elizabeth saiu da sala da forma mais graciosa que pôde. Homens!

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Todos na sala ficaram chocados depois da saída de Elizabeth. Jane rapidamente se levantou para ir atrás dela, mas Madeline a impediu. “Não Jane, eu vou. Eu a pus nessa bagunça, e eu vou tira-la dela.” Madeline saiu para ir atrás de sua sobrinha.

Aqueles que ficaram na sala estavam extremamente desconfortáveis. William fechou os olhos, furioso consigo mesmo. Como ele pode ser tão estupido? Não importa se Lynton estava mostrando interesse nela, ele nunca deveria ter permitido que seu ciúmes passasse por cima da opinião de Elizabeth. Eles estavam falando dela como se ela nem estivesse na sala! Como se ela não tivesse capacidade para decidir por si mesma! William gemeu, correndo as mãos pelo cabelo.

Richard foi até seu primo e apertou seu ombro em uma tentativa de consolo. “Bem, pior do que está não pode ficar. Não se preocupe Darcy, nem tudo está perdido. Embora você talvez tenha que ceder essa batalha em particular para Lynton, você ainda pode vencer a guerra.”

William olhou para Richard exasperado. “Você ouviu o que Elizabeth disse Richard? Ela está certa! Nós nem mesmo perguntamos o que ela queria. Eu sou um idiota.”

“Não primo, você é um idiota apaixonado. Tem uma diferença.” Richard sorriu. “Peça desculpas e tudo vai ficar bem.”

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Elizabeth não olhou para onde estava indo. Ela só queria se afastar o máximo possivel daqueles dois homens irritantes. Quando viu que estava perto do jardim, decidiu ir naquela direção. Saindo da casa, ela parou quando pisou na grama e respirou fundo. Fechando os olhos, ela virou o rosto na direção do sol, deixando que seus raios aquecessem seu rosto. Elizabeth ouviu passos se aproximando e, sabendo que era sua tia, disse, “Desculpe pelo meu comportamento lá dentro tia.”

“Você não tem porque se desculpar. Outros são culpados, não você.”

Suspirando, Elizabeth se virou para Madeline. “Eu só queria que as coisas não fossem tão complicadas. Eu não consigo fazer isso, lidar com dois cavalheiros ao mesmo tempo. É demais para mim.”

“Só é demais para você porque você não deseja que os seus sentimentos sejam divididos, estou certa?”

Os olhos de Elizabeth se encheram de lágrimas. “Oh, tia! Eu não quero causar dor a ninguém. Mas eu não sei como dizer ao senhor Lynton que eu não quero...que eu não...”

Madeline abraçou Elizabeth gentilmente. “Me desculpe Lizzy. Seu tio estava certo. Eu não devia ter feito isso com você.”

Secando as lágrimas, Elizabeth riu. “Não, eu sei que a senhora só estava tentando ajudar. A senhora só queria observar os dois e me dar uma opinião imparcial.”

“Mas eu deveria saber que você não precisa da minha opinião imparcial. Você é esperta o suficiente para entender seu próprio coração.”

Elizabeth adquiriu uma expressão solene. “Eu ainda não tenho certeza sobre muitas coisas tia. Mas eu sei que eu não tenho futuro com o senhor Lynton. Eu não posso fazê-lo acreditar que poderia haver algo entre nós, lhe dar falsas esperanças, e continuar com a consciência limpa. Eu não posso fazer isso. Eu me recuso.”

“Então o que você vai fazer?”

Determinada, Elizabeth se virou para voltar para a casa. “Por agora eu serei diplomática. Não vou humilhar o senhor Lynton numa sala cheia de pessoas.”

Madeline riu. “Eu espero que não. Vamos voltar Lizzy. Eu vou apoiar qualquer que seja a sua decisão.”

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Todos se viraram para a porta quando Elizabeth entrou na sala. Ela parou diretamente na frente de William e Lynton. Olhando os dois cavalheiros nos olhos, ela disse, “Peço desculpas pela minha saída abrupta mais cedo, fui muito rude.” Quando os dois abriram a boca para protestar, ela levantou a mão. “Eu agradeço pelo convite para ir a Ópera. No entanto, o Coronel está certo. Nós não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. O senhor Lynton realmente fez o convite primeiro.” Vendo o olhar de William se entristecer, ela continuou rapidamente. “Mas, como o senhor Darcy também fez um convite para o senhor Lynton se juntar a ele, não é meu direito remover o convite de outros.” Falando diretamente para William, ela disse, “Eu fico muito feliz em aceitar seu convite em nome da minha família.” Depois desse pronunciamento, William sorriu largamente para Elizabeth, a alegria que sentia iluminando seus traços. Se ele já era extremamente atraente, naquele momento ele estava maravilhosamente lindo. O coração de Elizabeth deu um pulo e ela teve que se lembrar de continuar respirando. Para não fazer uma besteira, como se jogar nos braços dele, Elizabeth se virou para o senhor Lynton. “Tenho certeza de que vamos nos divertir bastante.”

Sorrindo, Lynton disse, “Tenho certeza que sim senhorita Elizabeth.” Pigarreando, ele fez uma pergunta. “Quem você deseja que a leve ao teatro?”

Elizabeth olhou para as expressões esperançosas nos rostos dos dois cavalheiros. Essa era uma oportunidade perfeita para deixar claro quem era o seu favorito. Mas se ela pedisse para William a levar, como ela queria, seria muito constrangedor quando eles estivessem todos juntos no teatro. Chegando a uma decisão, ela  deu o veredito. “Eu vou na carruagem do meu tio. Nós encontramos vocês lá.”

William estava desapontado. Mas ele sabia que a decisão dela era a mais sábia. E ele estava feliz por não ter que ver sua Elizabeth no braço de outro homem. Agora ele só tinha que garantir que ela sentasse ao lado dele no teatro.

Elizabeth sorriu para os dois cavalheiros e se virou para Jane, Georgiana e o Coronel. “Quero me desculpar com vocês também. Desculpe se os deixei desconfortáveis.”

Richard se apressou em assegura-la. “Não precisa se desculpar senhorita Elizabeth. Nós entendemos.” Ele sorriu gentilmente para ela.

Georgiana segurou a mão de Elizabeth e  a levou até o outro lado da sala. Sentando no sofá, ela externou toda a sua animação. “Estou tão feliz que você vai conosco para a Ópera amanhã à noite. Estou tão ansiosa. Ouvi falar muito bem da Soprano que eu quase implorei para o meu irmão me levar.”

“Que Ópera nós vamos ver?” Elizabeth perguntou com tanto entusiasmo quanto Georgiana.

“Le Nozze di Figaro. (As Bodas de Figaro). A Soprano, Angelica Catalani*, dizem que ela tem uma voz angelical.”

“Eu não conheço essa Ópera, é Mozart?”

“Sim, e amanhã ela vai ser apresentada em italiano.”

William veio e se sentou ao lado de sua irmã. “Você entende italiano senhorita Elizabeth?”

Elizabeth negou com a cabeça. “Temo que meu conhecimento de italiano é limitado senhor Darcy. Mas eu sei o suficiente para não ficar perdida.”

“Eu ficaria feliz em traduzir para você senhorita Elizabeth.” A voz grossa e baixa de William estava laçada com intensidade; seu olhar, constante. “Tem uma ária no segundo ato que é muito bonita. Seria uma pena se você perdesse o seu significado.”

Elizabeth estava quase sem ar olhando para William. “Eu vou esperar ansiosamente.”

William sorriu, um brilho secreto em seus olhos. “Eu também.”


Notas Finais


*Angelica Catalani foi uma soprano italiana que foi para a Inglaterra em1806 e foi um sucesso instantâneo. Ela fez o papel de Suzanne na primeiríssima produção londrina da ópera As Bodas de Figaro em 1812. Conveniente, não?

Então é isso pessoal. Espero que tenham gostado e fiquem ligados porque domingo que vem tem muito mais!


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