História Remember Me - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Tags Haikyuu, Kagehina, Lemon, Yaoi
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Palavras 3.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey leitor(a)! Trago-lhe um novo capítulo! Ele estava previsto para este ultimo domingo mas a internet simplesmente me odeia...enfim, espero que a qualidade do cap' de hoje esteja boa o suficiente para recompensar a demora ^^
Deixe seu comentário ele me ajudam a continuar meu trabalho! Espero te ver no próximo capitulo!

"Dê valor aos momentos, e não as lembranças. Por que o passado nunca volta"

Capítulo 3 - O presente não tem culpa do seu passado


O dia estava frio, levemente nublado, a terra estava úmida devido a chuva de curto prazo que ocorreu pela manhã daquele dia. Hinata estava a vasculhar seu quarto, em busca de algo que o ajudasse a se lembrar de alguma coisa sobre seu passado. A sensação de não saber sobre si mesmo não havia saído de seu ser, sua mãe lhe respondia toda vez que a fazia uma pergunta sobre si, mas mesmo assim sabia que não importava o quanto tentasse, sempre faltaria alguma informação. Depois de muito vasculhar, só encontrando itens banais, avistou no fundo da gaveta um celular que julgou ser seu. Ligou o aparelho e logo de cara, o que lhe chamou atenção foi seu wallpaper. Haviam duas pessoas na imagem, ele sorrindo abertamente e um garoto de cabelos pretos e olhos azuis, este sorria minimamente, um sorriso quase imperceptível, mas verdadeiro. Quem era aquele? Sua mãe não havia comentado sobre seus amigos, então não fazia ideia de quem era o moreno da imagem, mas parecia ser importante para si, afinal, tinha uma foto com ele como wallpaper. Perguntaria sobre ele a sua mãe depois. Entrou nas mensagens, se surpreendeu,  haviam várias não lidas, enviadas entre o tempo do acidente e seu despertar. Ele até pensou em abri-las mas primeiramente procurou ler as mais antigas, desde a sua primeira. Não conhecia nenhum dos nomes de seus contatos, mas parecia que suas respostas eram sempre enviadas animadamente, isso o fez sorrir. Havia conferido somente suas primeiras conversas, com companheiros que pareciam não ter contato consigo a um bom tempo pelas datas serem antigas. Não teve tempo de terminar seu "trabalho" pois a voz de sua mãe o chamando-o para a janta despertou-o, desviando a atenção do aparelho e indo para cozinha. O tempo parecia estar passando muito rápido... Sua mãe e Natsu estavam sentadas a mesa, na cadeira de sua irmã haviam duas almofadas nas quais a garota se equilibrava, isso a fazia ficar de seu tamanho. Shouyou sentou-se na cadeira ao lado da mãe e serviu-se. Ultimamente o que mais fazia era pensar, as vezes até se pegava a olhar para um ponto aleatório do comodo em que estava, com os pensamentos dispersos, em alguns casos até por horas.

 

-Hey...Okasan... - Pronunciou o ruivo pela primeira vez desde que se sentara. A mulher olhou para ele, gesticulando com a mão esquerda para que prosseguisse - Você não se sente incomodada? - A morena lhe olhou confusa.

 

-Como assim Shouyou? - Sua voz tinha certa relutância, realmente não estava entendendo sobre o que o filho falava.

 

-Sobre tudo que esta acontecendo...Você sabe...Não se sente incomodada por eu nem ter me lembrado de minha própria mãe quando acordei? - Falou abaixando o tom de voz a cada palavra, e seus olhos agora fitavam os dedos dos pés. Existia certa melancolia em sua voz, não estava trazendo trabalho a mulher a sua frente não é? Ou...estava?

 

-Filho, olha pra mim - Pronunciou levantando a cabeça do garoto com a ponta dos dedos - Não é um sentimento de incomodo. É obvio que fiquei horrível quando soube que você não se lembrava de mim, que não se lembrava de ninguém...mas não foi sua culpa, você não escolheu por isso. O importante é que você esta vivo, esta aqui ao meu lado, está melhorando. Não tem ideia do medo e angustia que me consumiam toda vez que entrava naquele quarto e te via lá, deitado naquela cama, inconsciente - Assim como o filho fizera antes, sua voz igualmente ia abaixando o tom - Eu tive medo de te perder...Pode não se lembrar mas ainda é você ai dentro, sempre será! - Ela sorria minimamente e o brilho no olhar foi voltando aos poucos - Encare tudo isso como uma vitória, sorria como sorria quando ganhava uma partida no vôlei! Eu sei que sente um peso no coração por não saber sobre si, mas fazem somente três dias desde que você despertou, ainda temos muios anos para te fazer lembrar, para fazer esses sentimento ruim sumir...

 

-Eu...- O garoto ficara atordoado com as palavras da mãe - ....obrigado, realmente, muito obrigado! - Agradecimentos foram as únicas respostas que passaram pela sua cabeça. Mas a mãe ficou satisfeita somente com essas palavras. Natsu observava a cena calada, não entendia muito bem o porque do irmão estar tão triste por causa disso.

 

-Onii-chan! - Chamou a garota fazendo o irmão, e a mãe, a olhar - Por que fica tão triste com isso? Você não tem a oportunidade de recomeçar e criar novas lembranças? - Ela o olhava confusa. Shouyou parou para pensar, processar o que a irmã acabara de lhe dizer. Ela estava certa. Ele estava tão preocupado com lembranças borradas que se esqueceu que aquilo era o presente, e sem demora vinha o futuro. Era muito pouco tempo para usar apenas com seu passado incerto. Obvio que não desistiria de saber quem foi, mas apesar de tudo deveria se preocupar em quem seria daquele dia em diante. O que ninguém conseguiu lhe falar desde que acordara, uma simples criança lhe disse em alguns segundos. Ele sorriu em resposta - Você pode me ler uma história hoje Nii-chan? Você sempre fazia isso para que eu pegasse no sono! - A pequena formou um enorme sorriso nos lábios quando viu o irmão assentir.

O jantar se passou calmamente, após a conversa com sua família Hinata ficou mais calmo, era como seu a tenção houvesse lhe dado uma folga, que ele sabia ser temporária. Sua mãe havia lhe feito tomar os remédios receitados pelo médico e trocar as ataduras.

 

-Isso arde! - Choramingou o ruivo enquanto a mãe desinflamava um ferimento no pulso esquerdo que havia ficado de fora das bandagens, o que o fez consequentemente piorar. 

 

-Já estou terminando - Falou a morena rindo baixinho do exagero do filho - Fora esse do pulso esquerdo, seus outros machucados ainda doem muito?

 

-Um pouco, um leve incomodo. Os remédios ajudam! - Disse sorrindo.

 

-Tudo bem então. Amanhã vou lhe acordar cedo. Preciso que venha junto comigo até seu colégio, vou acertar algumas coisas com o diretor - Ela se levantou e recolheu a caixa de primeiros socorros, se aproximou do rosto do filho e beijou seu rosto - Boa noite pequeno.

 

-Não me chame assim! - Reclamou Shouyou fazendo certa feição infantil.

 

-Você não gostava quando eu lhe chamava disto antes - Falou a mulher segurando o riso com a pequena lembrança nostálgica - Natsu deve estar te esperando para que você conte a ela uma história - A mulher sorriu ternamente.

 

-Oh! É mesmo! Estou indo - Dito isso foi até o quarto da irmã, ainda meio perdido, mesmo que a casa não fosse tão grande - Natsu...? - A chamou, e logo a garota levantou o olhar ao mais velho - Desculpa, eu tinha me esquecido do seu pedido...Então, onde está o livro que quer que eu leia?

 

-Hã? Você não lia um livro! Você me disse uma vez, que lia o que estava escrito na sua imaginação - Pronunciou-se a baixinha. De começo o garoto ficou um pouco confuso mas logo entendeu o que sua irmã lhe havia dito, era ele que criava as histórias. Se sentou na borda da cama ao lado da mais nova.

 

-Ok...Podemos começar uma nova história? Como um recomeço? - Natsu assentiu animada pela ideia, já estava cansada da antiga - Ok...- Ele pensou por certo tempo antes de começar - Dessa vez será um começo bem curto, ok? - A baixinha concordou meio impaciente - Existia um garoto, era feliz e nunca viam ele tirar o sorriso do rosto. Todos os dias ele acordava e dava bom dia ao seu coração por estar tão cheio de lembranças boas...mas uma dia ele acordou de um jeito estranho, se sentia vazio. Mas porque? Porque? Porque?! Eis a resposta...as memórias dele foram roubadas por sentimentos ruins, foram arrancadas de seu coração, por isso ele estava vazio. Aqueles que se importavam com ele faziam de tudo para ver aquele sorriso costumeiro novamente, conseguiam mas não era igual a antes...era...meio sem emoção, aquilo machucava não só em si mas também naqueles que viviam consigo...Bom, por hoje é só, amanhã eu prometo que te conto mais um pedacinho! - Ele se aproximou da irmã e repetiu o gesto que sua mãe fizera em si, beijou o rosto de Natsu e se levantou a cobrindo - Boa noite...

Depois de sair do comodo e desligar as luzes foi até seu próprio quarto e deitou na cama. Sua cabeça borbulhava em "Porque?" Assim como o personagem da historias que contara para sua irmã. Afinal, o personagem principal daquele conto, de certa forma o representava.

 

* . * . * . *

 

-Filho... - A mãe de Hinata o chamava baixinho enquanto balançava seus ombros levemente. Mesmo leves, os toques acordaram a ruivo - Ohayo Shouyou! - Falou assim que o filho abriu os olhos.

 

-Huuuum...? Ohayo... - O garoto pronunciou-se baixinho com a voz sonolenta.

 

-Vamos, levante e se arrume! - Disse sua mãe com um enorme sorriso estampado no rosto - Tente ser rápido, eu te acordei bem mas tarde do que você geralmente se levantava então vamos chegar depois do começo das aulas. Hinata acena com a cabeça positivamente se levantando, meio zonzo pelo sono - Pode por uma roupa normal, você só ira me acompanhar, não vai voltar aos seus estudos ainda...Depois desça para tomarmos café - Após sua fala, a morena sai do quarto.

 

Assim como sua mãe lhe pediu, Hinata se trocou, pegou  celular pois julgou poder ser útil e desceu indo sentar-se ao lado da mãe.

 

-Onde está Natsu? - Perguntou o ruivo estendendo o braço para pegar a jarra com suco de morango.

 

-Eu a levei para a escola antes de te acordar - Respondeu a mulher observando o filho despejar o conteúdo avermelhado no copo. Parecia que ela havia ficado longe do seu filho por um ano, não por um mês. Era reconfortante saber que ele já estava acostumando-se novamente a sua família, ela estava com medo que a perda de memória mudasse sua personalidade, mas para sua alegria, ele continuava o mesmo - Só vai beber isso? - Arqueou a sobrancelha esquerda - Você precisa comer! Ficou somente a base de soro todo esse tempo e não quer comer nada!?

 

-Eu não sinto fome... - Se pronunciou com um minimo bico formado nos lábios. A mulher riu nasalmente da expressão do filho e voltou a falar.

 

-Ok, mas não se acostume. Precisa se alimentar direito - Após sua leve "bronca" o ruivo levantou-se, sua mãe fez o mesmo andando até a porta sem deixar de pegar sua bolça que estava em umas das cadeiras da cozinha. Em quanto caminhavam, ambos lado a lado, a morena lembrou-se de perguntar algo ao baixinho - Shouyou, você viu quem estava batendo na porta ontem a noite? Eu ouvi mas estava muito cansada e nem sequer fui abrir...

 

-Não, nem ouvi nada - Olhou para a mãe com cara de confusão.

 

-Ah, tudo bem - Respondeu sorrindo ao garoto.

 

Hinata somente seguia sua mãe, prestando atenção no caminho que passavam mas, infelizmente, não conseguia decora-lo de primeira. A caminhada fora um pouco longa, mas ele sempre conseguia olhar para um canto aleatório e achar algo interessante neste, somente para se distrair. A estrutura onde entraram era grande, quase do mesmo tamanho que o hospital, julgou o ruivo. Os corredores estavam vazios pelo fato das aulas já terem começado. Passavam pelos corredores enormes e subiam alguns lasses de escadas. Por fim a mãe de Hinata bateu em uma porta antes de ouvir um murmuro meio baixo como concedimento de sua entrada. Havia um homem sentado a uma cadeira por de trás de sua mesa que estava com pilhas de papelada. Ele sorriu se levantando e cumprimentando os dois a sua frente.

 

-Sra.Hinata! É um prazer recebe-la aqui - Fez uma referencia e os dois a sua frente repetiram seu gesto - Shouyou, como vai? Já recebeu alta pelo jeito! - Disse sorrindo para o garoto que se encolheu levemente pela aproximação do homem.

 

-É... - Falou simplista e em tom baixo.

 

-Então, é justamente sobre isso que eu quero lhe falar... - A voz da mulher estava firme, e queria terminar com a conversa rapidamente mas tinha certeza que ela se prolongaria por um bom tempo, e assim foi. Passaram pelo menos duas horas debatendo sobre o ocorrido do mês passado até o que fariam dali para frente. Eles falavam seriamente e Hinata muitas vezes perdia o foco da conversa por não estar participando da mesma e acabava por ficar pensando em coisas aleatórias.

 

- Sobre a senhora quiser que ele fique mais um tempo em casa, eu entendo mas não seria melhor que ele voltasse logo? Assim poderia ser mais rápido sua adaptação, seus antigos amigos o ajudariam. A matéria esta cada vez mais acumulada e será mais complicado para que ele consiga as decora-las se ficar mais tempo fora. Ele não quebrou nenhum osso, portanto contanto que não faça movimentos bruscos seus machucado não pioraram - A mulher sentada na cadeira a sua frente parou para pensar um pouco. Realmente não era má ideia, se o filho estivesse de acordo ela não teira nada contra.

 

-E então Shouyou, o que acha? - Chamou o garoto que despertou de seus pensamentos olhou rapidamente na direção da mãe.

 

-Sobre o que? - A mulher soltou um longo suspiro - Desculpa, eu não estava prestando atenção...

 

- Sobre você voltar logo para o colégio, será melhor não acha? - Disse o diretor antes da mãe do garoto.

 

-Ah, podes ser - Ele não sabia se gostava ou não daquele lugar, afinal, ele não tinha ideia do que passou ali, queria saber, mas infelizmente a vida simplesmente havia escondido suas lembranças onde ele não conseguia encontra-las. Era como um pique-esconde feito em um labirinto de espinhos, ele não podia sequer escalar os muros do mesmo ou então se cortaria, a saída dele ainda era um mistério mas ruivo estava determinado a acha-la.

 

-Ele não poderá voltar para as atividades do clube por um bom tempo - Clube? O garoto ficou confuso por um tempo e embrou-se que a mãe mencionou esse tal clube na noite passada, mas não tocou no assunto, perguntaria mais tarde - Fora isso, já resolvemos tudo. Ele pode pegar o conteúdo atrasado com algum colega de classe e voltar na próxima semana. Eu falarei com os seus professores e o capitão do time de vôlei. Espero que como a senhora disse, realmente seja temporário. Melhoras Hinata.

 

O garoto agradeceu-lhe com um sorriso no rosto. Ele e sua mãe saíram da pequena sala e foram para a saída. No caminho de volta Hinata pegou seu celular novamente e lembrou-se de perguntar a mãe quem era o garoto de cabelos negros de seu wallpaper.

 

- Mãe - Chamou a atenção da morena que logo o olhou - Quem é esse? - Ele estendeu o celular para que a mãe analisasse a imagem. Demorou cerca de segundos para que o garoto viesse a sua mente, ela sabia da relação do filho com o levantador.

 

- Este é Kageyama Tobio, seu....amigo - Ela falou meio relutante, queria falar de uma vez ao garoto o que realmente era do moreno, mas achava melhor não. Não que não aceitasse a relação, foi a primeira a lhe dar força quando o ruivo havia ficado confuso diante daqueles novos sentimentos, somente achava que não era boa hora. Se Hinata não se lembrava, a partir do momento em que ela contasse sem que ele sequer tivesse o visto o outro, ficaria desconfortável na presença no maior, ela tinha certeza.

 

-Ele era importante para mim? - A pergunta surpreendeu a mulher - É que sabe, parece ser uma foto importante por eu ter a colocado como wallpaper... - Justificou o baixinho. A mais velha sorriu.

 

-Sim, ele era, assim como você era importante para ele - Ela viu que ele esperava que ela continuasse sua fala, e assim fez - Ele não era muito de demonstrar sentimentos, mas de longe dava para ver o quanto vocês tinham uma importância incrível um para o outro. 

 

-Sério? Que legal! Como ele era? -  O olhar do ruivo transbordava em curiosidade e empolgação. A morena riu nasalmente.

 

-Ele talvez fosse um pouco fechado mas com você parecia mais aberto, vocês tinham uma sincronia perfeita, tanto no vôlei quanto fora dele. Não sabia lidar muito bem com elogios, principalmente os seus - Riu ao se lembrar da reação, ou falta dela, quanto o ruivo elogiava o levantador - Vocês eram realmente bem próximos e pareciam saber quando um dos dois estava mal. Tinham suas brigas, na maioria das vezes bem infantis, mas nunca algo realmente sério - A morena falava  de certa forma orgulhosa do casal, já que com o ex-marido não fora tão bem assim. Não sabia que o acidente havia sido, mesmo que sem a intenção, devido a uma briga dos dois garotos.

 

Shouyou ouvia tudo atentamente, nenhuma informação poderia passar despercebida. Então, realmente o garoto de cabelos negros - que agora sabia chamar-se Kageyama - era importante para ele. Queria conhece-lo novamente e de preferencia logo.

 

* . * . * . *

 

Estavam todos do time na quadra antes de que eles fossem para casa, Daichi queria avisa-los sobre o a atual situação do meio de campo e quanto antes falasse, melhor seria. Estavam calmos, menos é claro, Kageyama. Ele estava com pressa, conseguiu ver as luzes ligadas na noite anterior na casa de Hinata, mas mesmo que tocasse a campainha ninguém lhe atendia, era provável que estivessem dormindo mas acabaram por se esquecer de desligar a lampada. Talvez se ele tentasse chegar mais cedo conseguiria, haviam terminado o treino muito depois do previsto no ultimo dia.

 

-Bom, eu vou direto ao ponto -Começou assim que percebeu a atenção de todos sobre si - Vocês devem ter notado a falta do Hinata nesse ultimo mês, não é? - Todos assentiram - O diretor veio falar comigo sobre isso, não sei se recordam-se de que o diretor trouxe um tempo atrás o telefone do colégio para que Takeda atendesse - Alguns responderam um "sim", outros simplesmente moveram a cabeça em confirmação - Era de um hospital - Tão logo que pausou sua frase a continuou - Eles haviam recebido um paciente e tinham somente o telefone da Karasuno como referência para alguma informação deste tal paciente...Ele havia sido atropelado e batido fortemente a cabeça no impacto com o chão. Este ficara em coma por mais ou menos um mês, até que a poucos dias atrás acordou. Mas ,infelizmente, não tinha lembrança alguma do que estava fazendo no hospital, nem mesmo quem era si...Este paciente era Hinata

A informação fez com que o levantador sentisse o aperto no coração aumentar. A culpa começava a lhe consumir, então o acidente fora após a briga que teve com o menor... Tentava digerir tais palavras mas simplesmente não conseguia, eram informações demais para assimilar tão rapidamente. Aos poucos foi juntando os pequenos pontos aos fatores, realmente fazia sentido, a mãe do ruivo deve de ter ficado com o filho no hospital neste tempo. O garoto nunca atendia o celular e sua mãe mal devia ter tempo para atender o seu. Takeda-Sensei não devia saber muito sobre o assunto e somente ter lhes ajudado dando o número da mãe do rapaz para o hospital.

Um nó se formara a contra gosto na garganta do moreno, os olhos levemente arregalados. Não tinha como não lembrar-se das palavras que falara a Hinata antes de tudo isso ocorrer: Me esqueça

A culpa não saía de si. Aquilo estava fazendo com que seu coração doer. Mas, de certa forma, não era sua culpa, se soubesse não diria aquelas palavras, curtas e dolorosas, mas tiveram um efeito tão ruim que queria bater em si mesmo por não ter escutado a porra da sua cabeça. Por que não seguiu o ruivo quando o viu correndo para longe? Por que ficou com tantos ciumes de Hinata com o levantador da Nekoma? Por que não demonstrou que aquilo era somente medo de perder o menor ao invés de deixar a raiva dominar-lo? Tudo só contribuiu para que seu orgulho falasse mais alto, para que perdesse Shouyou.



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