História Remember Me To Her - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Juugo, Kakashi Hatake, Kakuzu, Karin, Konan, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Obito Uchiha (Tobi), Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shisui Uchiha, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko
Tags Itaizu, Memórias, Naruhina, Naruto, Sasusaku
Exibições 12
Palavras 1.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Vida Cotidiana


Capítulo I

Meus olhos fitaram os olhos carmesim.

Digamos que eu estou com uma rixa com a minha adversária ruiva, quero dizer a chefona ruiva. A qual Ino a julgava de “ruiva despeitada”.

Estreitei os olhos, e os cocei em seguida. Não querendo fitar o ser dos cabelos como fogo.

Eu era sua assistente. Ela era a estilista da marca. Era uma das marcas mais famosa do Japão, a famosa A&T, com perfumes, peças femininas, produtos, e sapatos, e acessórios mais vendidos.

— O que a srta. Karin necessita? — inquiri com certo desprezo na voz, mas disfarçando claro. Não queria ser demitida. Mas ora, ela era irritante.

Ela me encarou como se fosse óbvio, mesmo que não seja tão óbvio assim.

— Não me diga que esqueceu, Haruno?

Foi a vez de encará-la. Não consegui absorver suas palavras. Me esqueci de algo?

— Desculpe-me. Tem algo que posso ajudar?

Ela estalou a língua, como chicote. E bufou.

— Dã! Os temas para o desfile de inverno para o mês que vem! Você os trouxe? — indagou Karin.

Temas. Desfile. Inverno.

Ai, meu Deus!

— O prazo é para hoje, senhorita? — indaguei, e isso tirou uma careta de Karin.

— Não. Mas é para amanhã — respondeu, e isso me fez relaxar. — Não esqueça de trazê-los ou amanhã estará... você já sabe.

Ela ficou calada, enquanto fazia o que pedia. Sentei-me na cadeira, e fitei o computador de volta, voltando a teclar no computador, arrumando as propaganda para a publicação e também para informar as pessoas.

Mas não era necessário esse tipo de publicação, já que o evento era anual. Nas épocas de inverno, e de verão, as principais épocas do ano para ocorrer os melhores eventos.

Enquanto clicava no ícone, percebi ainda a presença da ruiva. E levantei os olhos, ela parecia... pertubada?

— Srta. Karin, você precisa de alguma coisa? — indaguei, sendo educada. Eu não a suportava, não pelo simples fato de ser minha chefe, mas ela abusava do meu bom-senso.

Ela gosta de zombar dos meus projetos, e dos diversos temas apresentados sempre à nossa acessora de imprensa. E rindo do estado do meu rosto, ou me atazanando logo de manhã, falando que nunca me viu com um homem. Ria das minhas custas!

A vida é minha, Deus! Os únicos homens que vejo na vida, é o meu primo Matsui, e o Naruto-baka. Isso que só tínhamos relação entre amigos e parentes.

Ela me olhou, como se pensasse para dizer mesmo para mim, ou a outra pessoa que não seja eu.

Acabei me sentindo estranha ao analisar o semblante de Karin.

— Não. Não é nada — respondeu, saindo entre os saltos, e passando pela porta de vidro e fechando-a em seguida. — E não esqueça, Haruno!

Estreitei os olhos, passando a língua nos lábios, fitando a porta. Talvez eu estivesse louca.

Dei de ombros, e olhei o celular na minha mesa. Vendo que havia recebido uma mensagem.

Desbloqueei o celular, vendo que era mensagem de Ino.

Tem como nos encontrarmos depois do seu expediente? Quero tanto conversar contigo, Testuda.

Suspirei, indo responder. Já fazia tempo em que nós duas não saímos, pois o trabalho dela acabou tomando seu tempo, assim como o meu.

Claro, Porquinha. Por que não? Quer me encontrar aonde?

Ela acabou respondendo de imediato, assim que li sua resposta, acabei voltando ao meu amado trabalho. Me distraindo com os temas que poderia pensar mais tarde.

***-***

Passei meu cartão, marcando o fim do meu expediente. E sendo logo observada por aquele ser esguio com os dentes de tubarão.

— Hime — sorriu. Me pergunto do por que de me chamar de princesa. Sendo-se que de princesa eu não tinha nada.

Eu o olhei com uma cara de poucos amigos.

— Qual é, Hime, não precisa ficar fazendo essa cara para mim — sorriu maliciosamente.

Seu apelido era irritante.

Eu sempre o via aqui, ele mal me conhecia para dar-me um apelido. Sem dizer que, seria ele algum acompanhante de alguma funcionária da marca?

Eu dei de ombros revirando os olhos, e deixei o ser sozinho, enquanto andava para fora do prédio comercial. E olhei para as luzes que brilhavam às dezessete horas da tarde, iluminando as ruas de Sakae.

Meus olhos acompanhavam as luzes celofanes das lojas do centro de Nagoya. Enquanto me direcionava ao meu ponto de encontro com Ino.

As pessoas andavam juntas, já que era hora da maioria das pessoas saírem de seus respectivos empregos. Indo embora a fim de descansar em seus lares por terem feito uma atividade de trabalho tão longa pelo dia.

Meus olhos avisataram a silhueta feminina e curvalínea de Ino, com suas roupas sociais femininas arroxeadas, e os saltos altos. O cabelo loiro claro preso em um alto rabo de cavalo, tocando suas costas eretas.

— Oi, Porquinha! — exclamei quando me aproximei dela. Ela me olhou um pouco assustada, mas me abraçou com carinho, transmitindo seu calor e recheado de seu perfume de jasmim costumeiro.

— Oi, Testuda! Estava morrendo de saudades — disse com sua voz alegre contagiosa, me deixando muito feliz por vê-la. — E você está bem?

— Um pouco cansada, mas estou bem — sorri ao desfazer o abraço.

— E o seu cabelo? — indagou, meio assustada por ver que cortei meu cabelo.

— Ainda rosa — respondi, tocando minha madeixa rósea. Ela riu. — E curto.

— Sei — assentiu. — Eu ando bem, estou muito contente de te ver, sério.

— Vamos em algum lugar onde possamos comer? — sugeri. — Eu estou com fome.

Ela sorriu e concordou. Caminhamos até uma doceria. Um cheiro de café sendo moído impregnou nas minhas narinas dando uma sensação agradável ao lugar. Isso fez com que minha barriga roncasse por lembrar de comida, tudo que almejava naquele momento.

Sentamos nos bancos estofados da doceria, meus olhos logo encontraram os diamantes de Ino. Trocamos um sorriso cúmplice e recebemos um cardápio.

Pedi um café, necessitava de cafeína. E pedi qualquer coisa doce.

— E como vai a vida?

— A ruiva despeitada que inferniza a minha vida que você quis dizer? — indaguei.

— Não, rapazes mesmo — respondeu com certo desprezo. Claro, Ino sabia o meu problema de trabalho. E ainda mais o meu problema tão explícito com rapazes, e se é que eu me dava o trabalho em pensar em homens.

Soltei um bufo.

— Por que insiste? Não tem ninguém — respondi. — A não ser o cara que vejo toda noite quando acabo o meu expediente.

— Não vale, tem que ter beijo — explicou balançando a cabeça. Ino, a rainha da pegação no colégio, na faculdade. Me pergunto, como ela consegue viver assim?

— Não sou como você, se tenho um homem, o negócio precisa ser sério — respondi, me aconchegando no estofado.

Ela sorriu de jeito estranho, encostando o queixo nas mãos cruzadas e os cotovelos apoiados na mesa.

— Você é tão romântica, Testuda — sorriu. — Mas não existe um homem como em livros de romance que você lê, com que possa ter algo sério. O mundo já não é o mesmo.

— Não quero perder as esperanças. Quero ver quando você se apaixonar de verdade — comentei. Ela fez um bico.

— Eu não sei o que é me apaixonar. Nunca chegou um homem que bagunçasse totalmente a minha vida — disse ela, apoiando o queixo numa mão só.

— Um dia chega amiga, um dia chegará — falei. Ela me olhou e sorriu nos lábios rosados. — E aí, como anda o seu emprego?

— Meu emprego — ela começou sorrindo. Eu nunca estive tão feliz em conversar com a Ino.

***-***

Sentei no estofado do trem, suspirando em seguida. Com os fones de ouvido, e me distraí no celular.

Quando o cheiro de perfume penetrou em minhas narinas, me deixando aturdida. E instintivamente olhei para o lado, me deparando ao ser ruivo ao meu lado.

Os cabelos, a cor de seus cabelos eram as cores diferentes, me perguntei se era natural. Pois eram lindos.

— A cor do seu cabelo é lindo — soltei, tampando a boca com a mão. Ele me olhou assustado, mas sorriu.

— Obrigado.

Eu senti minhas bochechas queimarem ao ouvir sua voz aveludada, mas boa de se ouvir. Seus olhos castanhos eram tão atraentes.

— São naturais? — me permiti dizer, já que ele não ficou tão incomodado com meu elogio.

— Naturais. Herdei de meus pais — respondeu ele com simplicidade.

— Lindos — falei, novamente.

Ele não se intimidou. Até sorriu para mim, mostrando uma certa tranquilidade ao conversar comigo — uma completa estranha.

— Seu cabelo também tem uma cor diferente, é natural? — indagou me olhando.

— São, mas eu realmente não sei de quem herdei essa cor de cabelo. Meu pai ou minha mãe — respondi. — Era motivo de chacota no colégio por causa do meu cabelo e da minha testa.

— Não vejo tão ruim — disse ele. Sorri por dentro, sentindo meu coração sorrir. Vi que ele esteja sendo sincero comigo.

— Diga isso a uma criança que não sabia diferença entre óleo de cozinha e mel — resmunguei. — Só percebe a diferença quando experimenta o óleo, e sabe que não é gostoso.

O ruivo riu e concordou.

— Sim, isso é verdade — disse ele. Percebi o seu uniforme sob o sobretudo negro.

Ele trabalhava numa das maiores empresas jornalísticas do Japão. Abri os lábios ao constatar isso.

— A propósito, eu sou Akasuna no Sasori — apresentou-se, todo polido e educado. E estendeu-me a mão.

— Haruno Sakura — também me apresentei, apertando sua mão em seguida. Esperava eu, que ele não sentisse a gelidez de minha pele.

— A&T, não é mesmo? — indagou com sua voz macia.

— Sim.

— Já ouvir falar na assistente pessoal de Uzumaki Karin — comentou.

— Sério?

— Sim. E soube que você faz tudo o que ela pede, ela não consegue fazer nada sozinha, eu acho — disse Sasori me olhando.

Ponto a ele. Karin não sabe fazer nada sem mim!

— O estilo de moda dela não é de acordo com a marca — comentou ele sério.

Ela não é de acordo com a marca, você não está entendendo.

— Hã... moda? — indaguei, após a ficha cair. — Você que escreve...

Ele concordou antes que eu surtasse no trem, com várias pessoas desconhecidas me olhando.

Jamais imaginei.

Caramba, eu estava com Akasuna no Sasori, o maior crítico de moda da revista mais famosa e vendida por toda Nagoya!

Esses dias poderiam ficar assim para sempre?

Continua...



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