História Remix de Gelo e Fogo - Capítulo 13


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Aegon Targaryen, Arianne Martell, Daenerys Targaryen, Jon Snow, Lyanna Stark, Margaery Tyrell, Rhaegar Targaryen, Robb Stark, Samwell Tarly, Tyrion Lannister
Tags Crônicas De Gelo, Fogo, Game Of Thrones, Universo Alternativo
Visualizações 178
Palavras 4.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nesse capítulo vocês vão reparar que eu mudei a idade de alguns personagens. Mas juro que é pra história fluir melhor, no original os personagens tem idades muito diferentes, mas numa realidade escolar preciso deles com idades mais próximas para justificar proximidade.

Capítulo 13 - Desprezo e Desejo - Cersei e Tommen


Cersei

 

A mulher loira entrou no Tribunal espumando de raiva. Ainda era de manhã, e ela acordou achando que somente precisaria ir para aquele lugar durante a tarde. Não que ela precisasse estar lá naquele momento, mas estava com tanta raiva que não conseguiria mais trabalhar. Precisava entender o motivo pelo qual o julgamento de seu cliente foi adiado.

Ela saiu do elevador e logo rumou para o gabinete do juiz Eddard Stark. Abriu a porta sem nem bater. Lá estavam dois jovens estagiários e Howland Reed, assessor de Ned. Howland era um homem baixo e magro, tinha cabelo e barba castanho claro, mas que já estavam sendo marcadas com o tempo. O homem rapidamente se levantou.

– Sra. Targaryen? – O baixinho parecia assustado.

– Ele tá aqui, Howland? – Cersei perguntou, apontando para a porta que ficava ao lado da mesa do Reed.

– Está, mas o dr. Baratheon e Davos estão aí dentro. – Ele respondeu.

A loira não queria nem saber. Foi até a porta e meteu a mão na maçaneta. Ela ouviu Howland protestar alguma coisa, mas ela não deu atenção. Apenas abriu a porta e entrou com tudo.

Dentro da sala de Ned Stark estavam o próprio, juntamente com Stannis Baratheon e Davos Seaworth. Stannis, o irmão de Robert Baratheon, era um homem alto, com expressões duras no rosto. Sempre ficava de cara amarrada, tanto que já tinham fortes rugas em seu rosto. Ele possuía pouco cabelo negro, mas tinha uma cheia barba de mesma cor. Seus olhos azuis-escuros transpareciam sua severidade. Davos era um homem um pouco mais baixo que Stannis. Era um homem com cabelos e barba grisalhos, que um dia já foram castanhos. Ele transparecia mais tranquilidade que o outro, e seu olhar era sereno e calmo. Os dois usavam ternos.

Stannis era juiz, assim como Ned. Ele era um homem difícil de lidar, se importava muito com a lei e pouco com quem julgava. Era impaciente e nunca estava aberto a uma conversa. Cersei odiava quando um de seus processos caíam no gabinete do Baratheon, porque sabia que ele nunca estava disposto a ouvir o que a defesa tinha a dizer. Ele se achava muito justo, mas muita gente questionava a justiça que ele tanto aplicava.

Davos, por outro lado, era um homem mais fácil de lidar. Era o assessor de Stannis, e sempre estava disposto a conversar e a entender o lado do acusado. Ele entendia o duro trabalho que os agentes da Justiça tinham, por isso ele sempre era ponderado e preocupado. Ele entendia que aplicar a lei à risca nem sempre era a solução da humanidade, muitas vezes a situação exigia um pouco de desprendimento do juiz. Sempre que Cersei tinha um processo no gabinete de Stannis, ela primeiro conversava com Davos, para que este falasse com Stannis. Parecia que Davos era o único que Stannis de fato ouvia.

Os três olharam para ela assim que entrou na sala. Howland rapidamente apareceu atrás dela, dizendo:

– Dr. Stark, me desculpa, eu tentei impedi-la.

– Tudo bem, Howland. Você não conseguiria, eu a conheço bem demais para saber isso. – Ned rapidamente falou. A voz dele causou ainda mais raiva a ela.

– Precisamos conversar. – Ela exigiu. Não estava se importando com o olhar de desprezo que Stannis lhe lançava, estava cagando pra ele. Se ela pudesse, o empurraria pela janela.

Ned olhou para Stannis e falou:

– Stannis, se não se importar, conversamos sobre esse processo depois. Cersei não nos deixará em paz até conseguir o que quer.

Stannis o olhou, pasmo. Logo, ele respirou fundo e começou a se dirigir para a saída.

– Você sempre foi mole demais com ela, Eddard. Ela precisa te tratar com mais respeito. – Ele olhou para Davos. – Vamos, Davos.

Davos assentiu com a cabeça e saiu junto com Stannis.

Ora, quem Stannis achava que era? Cersei deveria tratar Ned com mais respeito apenas porque ele era juiz? Ela viu Ned Stark de maneiras que ninguém mais acreditaria, ela viu tudo dele, ela esteve no coração dele. Não é porque ele agora era chamado de “Vossa Excelência” que ela deveria trata-lo de maneira diferente. Ela fez dele o homem que ele é hoje. Se ele é juiz, é por causa dela. E não por causa da vadia da Ashara Dayne. Cersei fez de Ned um grande homem.

Ned se levantou, ao passo que Cersei fechou a porta da sala dele. Ela sabia que ninguém conseguiria ouvir o que eles conversariam ali, até porque se já ouvissem ela já teria sido processada por desacato de autoridade, de tanto que ela já o xingou em outras ocasiões. Mas o que ela podia fazer? Ned só fazia besteira, sempre fez. Parecia que ele fazia besteira apenas para ela ter que ir ao gabinete gritar com ele, como nos velhos tempos.

– Pelo jeito o Oficial de Justiça a avisou. – Ned começou, dando a volta e encostando-se na mesa, cruzando os braços.

– É, me avisou. – Cersei se aproximou dele, com raiva. Jogou a bolsa dela em uma das cadeiras próximas. – Seu idiota! Por que você adiou o julgamento?

– Recebi um requerimento de adiamento por parte da promotoria. O dr. Lannister encontrou novas testemunhas e pediu mais tempo de investigação.

– Qual Lannister?

– Tyrion.

– Tyrion é um filho da... – Ela começou a dizer, mas rapidamente foi interrompida.

– Sua mãe. – Ned completou a frase por ela.

Ela suspirou. Aquilo não podia negar, mas não teve um dia em sua vida que ela não desejou que o irmão mais novo não fosse filho de sua mãe. Assim, ela ainda teria uma mãe.

– Tinha que ser ele. Apenas está fazendo isso para tentar ganhar de mim. Uma coisa infantil. – Ela alegou.

– Não acho que seja isso. Antes de você assumir o caso ele já falava que estava convencido que o acusado estava mentindo.

– Mas o réu está falando a verdade.

– Tenho que presumir isso se não tiver prova contrária. Mas se a promotoria acredita que achou o rastro de novas provas, preciso dar um tempo para que eles possam dirimir essa minha dúvida.

– Você não está sendo justo. Você sabe que não tem provas o suficiente que ensejariam na condenação do réu. Você sabe muito bem disso. Não há milagre nesse caso, todos os indícios apontam para o mesmo lugar, e isso só nos dá uma conclusão lógica. – Ela disse, apontando para ele. – Adiar isso foi golpe baixo. Se a investigação não conseguiu nada até agora, mais uma semana não mudará nada.

– Então por que você está tão preocupada? Se não vai mudar nada, é só aguardar um pouco.

– Você sabe que um processo criminal não é fácil. Responder por isso pode trazer muitos problemas, o homem pode perder o emprego dele. – Cersei tentou argumentar com a razão. Ela sabia que Ned era um cubo de gelo, usar da emoção não lhe traria resultado nenhum, e ficar brava com ele não adiantava.

Ele já devia estar acostumado a ver Cersei gritando com ele. Ela grita com ele desde que se conheceram.

– Se o homem não foi demitido até agora, não será. – Ele suspirou. – Cersei, estou tentando ser justo aqui. Se uma semana a mais pode conseguir elucidar esse caso, assim o farei. Você não pode acreditar mesmo que um rapaz matou o outro por legítima defesa, não quando disse que a vítima estava parecendo um zumbi assassino. Isso é algo que minha filha inventaria.

Cersei sabia que aquela história provavelmente era verdade. Agora ela sabia. Não acreditou de início, mas depois que ouviu a história de Daenerys, relacionou tudo. Realmente existiam traficantes de branco, que vendiam uma droga especial que eles próprios preparavam. Aquela informação já era o suficiente para causar a dúvida nos jurados e, portanto, absolver o réu.

Mas ela não podia falar aquilo para Ned Stark. Se falasse, Daenerys e Jon seriam intimados para depor em juízo. Aquilo significava que toda a história dos dois contra o traficante seria revelada, e Ned poderia acabar descobrindo a relação da Targaryen com o filho dele.

Ela não podia contar isso a Ned Stark. Tinha que defender aquele segredo, para bem da própria filha. Contar aquilo poderia estragar tudo o que a filha deseja, tudo o que ela tanto quer. E se uma pessoa que disse a verdade fosse condenada injustamente à pena de morte, que seja. Cersei mataria aquele acusado se fosse necessário para que Daenerys conseguisse o que quisesse.

– Você sabe que eu, como defesa, tenho que sustentar tudo que o meu cliente alegou. Se eu acredito ou não, isso não importa. O que importa é que você está adiando o inevitável. – Ela o olhou de cara feia. – Você está fazendo isso só para me afetar.

– O quê? – Ned pareceu desconfortável.

– É. Você faz isso sempre. Sempre arruma alguma coisa para complicar minha vida nos seus processos.

– Cersei, isso não existe. Eu estou sendo totalmente profissional, e peço o mesmo de você.

– Profissional... – Ela deu uma risada sarcástica. – Você pede para que eu esqueça tudo o que você fez e seja profissional. Só pode estar brincando. Você com certeza faz isso para me provocar. Espero que tenha a consciência limpa, a vida de uma pessoa está em suas mãos.

– Eu sei disso. – Ele falou. – Eu sou um bom juiz.

Cersei riu mais ainda.

– Sabe porque você é um bom juiz? – Ela ficou bem próxima dele, e pressionou o peito do homem com o seu dedo indicador. – Você é assim porque eu fiz você desse jeito.

– Quê?

– Isso mesmo que você ouviu. Não foi a sua puta dornesa que fez você assim. – Assim que ela falou aquilo, viu que Ned ficou com raiva. – Não foi mesmo. Fui eu. Fui eu quem pegou aquele moleque esquisito e tímido que não conseguia falar em público e transformei ele no que você é hoje. Fui eu quem te motivou a continuar aquela faculdade. Fui eu quem te fez crescer. Mais ninguém, Ned. Apenas eu.

– Chega, Cersei.

– A sua dornesinha devia me agradecer. Não, melhor. Você devia me agradecer. Mas a única coisa que você fez, Ned Stark, foi me abandonar.

– Cersei...

– Eu me abri pra você. Eu te entreguei meu corpo, minha alma e meu coração. Eu estava disposta a conquistar o mundo com você. Mas quando eu me abri, você destruiu o meu coração.

– Você sabe que não foi isso que aconteceu.

– Foi isso sim. Quando eu compartilhei tudo de mim, você simplesmente me abandonou por algo besta.

– Algo besta? Você está se ouvindo, por acaso?

– Você é ridículo, Ned. Tem a mente tão fechada que não consegue enxergar o mundo de outra maneira. – Cersei respirou fundo. – Agora você tá com essa vadia dornesa. – Ned pareceu ficar com mais raiva. – E eu fiquei com alguém bem melhor que você.

– Pelo menos você e os Targaryen têm gostos parecidos em relação a isso. – Ele respondeu, com a cara fechada e com uma voz de desprezo.

Na mesma hora Cersei virou com a mão na cara dele. O tapa gerou um barulho alto, fazendo com que o homem fechasse os olhos. A loira estava com os olhos marejados. Por mais que quisesse negar, aquele homem na sua frente foi uma parte importante de sua vida. Ver ele falando daquela maneira com ela a lembrou daquele dia de tantos anos atrás.

Eddard respirou fundo.

– Me desculpe, eu não devia ter falado isso. – Ele pareceu sinceramente arrependido, mas ela não ligava.

– Ele não sabe. Ninguém mais sabe. Apenas você. – Ela confessou com os olhos verdes ainda marejados.

– Sério? – Ele pareceu surpreso. – Você nunca contou isso a ele?

– Pra quê? – Cersei pegou sua bolsa e olhou nos olhos acinzentados de Eddard. – Quando eu sou honesta e me abro de verdade pra alguém, é isso que eu ganho. Desprezo. Pra quê fazer isso novamente? – Ela falou e foi em direção à porta.

– Cersei, espere... – Ned pediu.

– Vai tomar no seu cu, Stark. – Ela foi ríspida e abriu a porta da sala do juiz.

Assim que ela saiu da sala de Ned, não parou para nada. Rumou para a porta do gabinete para sair daquele lugar o mais rápido possível e ouviu Howland a chamando novamente:

– Sra. Targaryen...

– Vai tomar no seu cu também, Reed. – Cersei praguejou, interrompendo o homem e saindo rapidamente do gabinete.

Ela andou veloz pelo prédio, sendo acompanhada apenas pelo barulho de seu salto. Pegou o elevador, chegou no térreo e rapidamente saiu. Ouviu uma ou outra pessoa a chamando na entrada, mas ela estava nem aí para as outras pessoas. Precisava chegar até o seu carro.

Assim ela o fez, ao sair do prédio. Chegou no seu carro, um grande SUV Range Rover de cor vermelha. Entrou no carro e rapidamente o trancou. Colocou as duas mãos no volante e gritou. Gritou até não aguentar mais. Não iria chorar, já chorou demais por aquele relacionamento fracassado. Não estava puta porque ainda o amava. Estava puta porque ela sentiu que investiu tanto naquele relacionamento, naquele homem, para terminar daquela maneira.

Ela sabia o que queria fazer, portanto, sabia o que iria fazer. Ela fazia apenas o que queria, aquilo era força, ter a discricionariedade de fazer o que deseja. Fracas são as pessoas que dobram a sua vontade por algo externo como honra ou costumes, como Ned Stark. Uma pessoa forte era aquela que fazia tudo dobrar à sua vontade, e Cersei era assim. Ela era uma leoa, um dragão, era uma rainha. Todos deveriam se curvar, e tudo deveria ser à sua vontade.

Ela estava em Porto Real, então não demorou para chegar em seu destino, que se encontrava no mesmo distrito. Foi com o carro até a entrada do estacionamento, abaixou o vidro e olhou para o segurança. Logo o homem abriu passagem para ela, deixando com que ela estacionasse ao lado de uma bela BMW.

Cersei saiu do carro, pegou o elevador e foi até o último andar. Assim que abriu, andou até a frente de uma secretária sentada a um balcão. A mulher de cabelos negros logo sorriu para ela e começou falando:

– Sra. Targaryen. É um prazer vê-la.

– Onde está meu marido? – Cersei chegou perguntando, sem sorrir ou retribuir a educação da moça.

– Na sala dele. – Ela pegou o telefone. – Vou ligar para ele e avisá-lo de que a senhora está aqui.

– Não! – Cersei rapidamente falou. – Não é necessário. Eu vou lá.

– Como a senhora quiser. – A secretaria disse colocando o telefone de volta no gancho.

Cersei andou para dentro do lugar. Sempre era como ela queria, só podia ser daquele jeito. Se fosse de outro, não prestaria. Andou pelas várias pessoas que trabalhavam em seus respectivos computadores, até chegar próxima de uma sala de vidro, com uma porta de madeira bem ornamentada. Dentro da sala ela podia ver Rhaegar Targaryen trabalhando.

O homem era lindo. Alto, com um cabelo prateado que ia até os ombros e olhos cor índigo, vestindo uma camisa e calça social. Ele ainda não tinha reparado na presença da esposa em seu andar de trabalho, até que a própria abriu a porta de sua sala, sem bater. Ele se surpreendeu com a entrada da loira.

A sala tinha uma estante com livros, a mesa de Rhaegar com um bonito computador e uma estátua de dragão, duas poltroninhas para convidados e um sofá encostado ao lado contrário da porta.

– Cersei? – Ele perguntou se levantando. – O que você tá fazendo aqui a essa hora?

Mas a Lannister não respondeu. Apenas trancou a porta, foi até a cortina do vidro da sala e a fechou. Ela sabia que a sala era a prova de som, para que ninguém do lado de fora pudesse ouvir qualquer conversa, e a cortina era segura, eles não seriam vistos.

– Cersei? – Ele perguntou novamente, dando a volta na mesa.

Ela apenas foi em direção ao homem e lhe deu um beijo agressivo. Dançou com a língua contra a dele o mais rápida e ferozmente possível. Foi um beijo intenso e profundo, cheio de desejo e luxúria. Logo deixou claro suas intenções com aquele beijo. Os dois se separaram.

– O que deu em você hoje? – Ele perguntou desnorteado.

Ela apenas sorriu e avançou no pescoço dele. O lambeu, passando a língua do início do ombro até a ponta de sua orelha. Ela ouviu um curto gemido dele e mordeu a ponta de sua orelha. Começou a desabotoar a camisa do homem enquanto beijava seu pescoço. Ao terminar, tirou a camisa dele e a jogou para longe.

Colocou a palma de sua mão contra o peito dele e o empurrou no sofá. Ele se sentou lá e ficou apenas olhando para ela. Cersei desceu de seus saltos e jogou os sapatos longe com os pés. Rhaegar fez menção de levantar em direção a ela, mas Cersei ergueu o pé até o peito dele e o deixou parado no sofá.

– Quietinho. – Ela ordenou. A primeira palavra que ela disse desde que chegou.

Rhaegar deu seu melhor sorriso pervertido e a obedeceu. A loira tirou seu blazer e começou a desabotoar a sua própria camisa.

– Cersei, não sei se é uma boa ideia fazerm... – Rhaegar começou a falar, mas parou assim que Cersei terminou de desabotoar a camisa e se desfez dela. Ao olhar o corpo bem conservado dela, ele ficou calado. Aquilo a fez sorrir.

– O que você tava falando? – Ela perguntou, arqueando a sobrancelha e sorrindo.

Mas ele não respondeu com palavras. Passou a mão na perna da mulher e levemente arranhou sua coxa. Aquilo a fez tremer, e ela sentiu uma excitação de um jeito que não sentia há muito tempo. Rapidamente se despiu da saia e de sua calcinha, e quando nem tinha percebido Rhaegar já estava abaixando sua calça.

O Targaryen tinha o corpo cheio de músculos e bem definido. Ele estava tão excitado quanto Cersei, e aquilo a fez sorrir mais ainda. Ela rapidamente pulou no colo do marido e o beijou novamente, dessa vez com ainda mais luxúria que antes. Em meio ao beijo, ela sentiu Rhaegar abrindo seu sutiã. Ela se separou dele e o ajudou a se livrar de sua última peça de roupa.

De maneira bem veloz, Rhaegar foi com a boca em seu mamilo esquerdo e começou a chupá-lo. Cersei gemeu alto quando sentiu o contato da língua do homem e passou a mão pelos cabelos prateados deste. Com a outra mão ela procurou o pênis dele. O segurou e sentou-se nele.

Cersei gemeu mais alto ainda quando sentiu-o penetrando-a. Ela não ligava se alguém lá de fora a ouvisse rugindo, que se fodam. Ela tinha o que queria, na hora que quisesse, onde quisesse e da maneira que quisesse. E naquele momento ela queria apenas sentir o pênis de Rhaegar violá-la.

Ela cavalgou o marido em um ritmo acelerado. Não estava com paciência – na realidade, nunca estava – para fazer cerimônias. Apenas queria aquilo, e sentia por todo o seu interior que ele queria aquilo tanto quanto ela, mesmo que tenha acontecido de maneira inesperada.

Ele continuou brincando com os seus peitos enquanto ela fazia todo o trabalho pesado. Mas logo ele a puxou pelo pescoço e a beijou ferozmente. Aquilo a fez diminuir um pouco o ritmo, mas aproveitar o beijo do homem enquanto ele estava dentro dela era maravilhoso.

Cersei não estava fazendo aquilo porque a conversa com Ned Stark a excitou. Estava fazendo aquilo porque precisava fazer.

Sempre que ela conversava com Ned, ele a desprezava de alguma forma. Sempre a tratava mal, sempre a diminuía, sempre a tratava como se ela fosse inferior, pecadora, indigna. Mas ela não precisava daquilo. Ela tinha um rei. Um homem de verdade, que não ligaria para detalhes tão pequenos do passado dela.

Quando Cersei conversava com Ned, ela se sentia rejeitada, abandonada. Mas quando ela estava com Rhaegar, ela se sentia desejada e amada. Por isso ela precisou fazer aquilo. Se sentiu péssima do jeito que o Stark falou com ela, a olhou e a tratou. Mas com o seu Targaryen, ela sabe que ele não deseja nenhuma outra mulher no mundo mais do que a deseja. Ela sabia que conseguiria chegar a qualquer momento no trabalho dele e o fazer ficar mais duro que qualquer coisa, transar com ela, e não parar até satisfazer o desejo dos dois.

Ela odiava Ned Stark. Ele era um ingrato filho da puta. Sem ela, ele não seria nada. Sem ela, nem mesmo a vadia Dayne iria querer algo com ele. Sem ela, ele nunca teria conseguido nada na vida. Ela se abriu totalmente com ele, confessou coisas que ela não teve coragem de contar a mais ninguém, mas assim que descobriu, ele a abandonou, ele destruiu seu coração.

Mas não importava agora, ela iria se vingar. Iria se vingar não diretamente, mas iria atingir um dos pontos mais importantes na vida de seu ex-namorado. Afinal, ela iria ajudar sua filha, Daenerys, a ficar com o filho de Ned Stark. E Cersei conhecia Daenerys bem demais, sabia que elas eram muito parecidas.

Quando chegasse o momento em que Jon Stark entregasse tudo dele, todo o seu coração para Daenerys Targaryen, Cersei faria sua cunhada destruí-lo. Ela faria Dany destruir Jon. Da mesma maneira que Ned Stark a destruiu antes.

A vingança podia tardar, mas ela seria deliciosa.

 

Tommen

 

Era seu primeiro dia de aula, e Tommen já estava querendo voltar para casa. Não gostava muito da escola, não por conta das matérias, que ele conseguia cuidar de tudo muito bem, mas não gostava dos outros alunos. Ele era sempre zoado por ser gordo, por ser um nerd, ou qualquer outro insulto que eles inventassem na hora.

Por esse motivo, Tommen não gostava muito da escola. Não tinha muitos amigos e sofria na mão dos valentões. Ao menos tinha um bom amigo, que sofria tanto quanto ele. Mas era bom não sofrer sozinho, provavelmente seria uma criança muito triste se passasse por tudo aquilo sem ele.

Tommen Lannister e Rickon Stark estavam indo para o almoço, durante o intervalo. Evitavam os caminhos óbvios, principalmente aqueles que poderiam cruzar com uma das pessoas que o rapaz menos gostava e a arqui-inimiga de seu melhor amigo, Lyanna Mormont.

Tommen era loiro, com olhos verdes-esmeraldas. Ele era um pouco mais alto que Rickon, um menino de rebeldes cabelos castanhos e olhos violetas, mas o Stark era bem mais magro que o Lannister.

Rickon era um menino esquisito. Até mesmo Tommen, que era taxado de esquisito pelos outros garotos e amigo do Stark, conseguia identificar aquilo. O moreno parecia às vezes que não tinha sentimentos. Era muito frio, direto e honesto. Não tinha medo de falar o que queria.

Na verdade, parecia que ele não tinha medo. Os dois já se envolveram em muitas brigas porque o amigo não conseguia fingir para os valentões de que estava com medo. Sempre que alguém chegava, Rickon apenas olhava para a pessoa sem reação. Se envolver em tantas brigas, ao menos, desenvolveu um pouco de coragem em Tommen.

Antigamente ele fugiria de qualquer briga, mas atualmente, dependendo do motivo ele até conseguiria ir com Rickon para a agressão. Porém, ele não era nada agressivo, repudiava aquilo. Já seu amigo, não ligava de socar alguém.

Aquela era uma das características de Rickon que o rotulavam como “estranho da escola”. Lyanna Mormont não perdia uma oportunidade de importunar o Stark, dizendo que ele devia ser um autista ou ter algum distúrbio mental, que ele deveria ir a um psiquiatra e ser internado.

Aquilo deixa Tommen bravo, mas parecia que Rickon não ligava para as implicância de Lyanna.

Rickon estava contando como o primo Gendry tinha ficado no final das férias, com febre e passando mal, mas que no primeiro dia de aula já tinha melhorado. Aquele devia ser um cara muito azarado.

– Escuta, Rickon. A gente tem que ir ver o novo filme de Star Trek. – Tommen sugeriu.

– Eu tenho que ver com os meus pais. Sua mãe deixa? – Ele perguntou.

– Se eu pedir acho que ela levaria a gente. Tenta ver com a sua mãe, ela é amiga da minha.

Mas logo que viraram o corredor, se depararam com uma cena terrível. Dois valentões da turma deles, velhos conhecidos dos dois, estavam importunando uma garota novata. Ela estava encurralada na parede, e parecia que os dois estavam falando coisas terríveis com ela.

Não precisava ser um gênio para saber sobre o que falavam. Aquela garota novata era Shireen Baratheon, pelo que ela se apresentou na aula. Era a primeira vez dela em uma escola de verdade, passou o resto da vida estudando em casa. Ela era prima dos primos de Rickon. E Tommen sabia onde aquilo daria. Já começou a se preparar emocionalmente para o inevitável.

Rickon fechou a cara e caminhou em direção aos valentões. Tommen foi logo atrás, acompanhando o amigo. Ao se aproximarem, um dos valentões se virou para eles e falou:

– Não venham se meter vocês dois.

– Deixem a menina em paz. – Tommen pediu, ainda acompanhando Rickon, que já estava alcançado o que falou.

– Por que você quer defender essa coisa feia? – O valentão que tinha se virado para eles perguntou.

Mas assim que ele fez aquela maldita pergunta, Rickon fechou o punho e o meteu na cara do garoto. O Stark era desses, não avisava, não pedia. Se estivesse com raiva, ele iria descer a porrada. Mesmo que depois apanhasse muito. E acredite, os dois apanhavam.

Rickon logo girou o outro braço e desceu com o punho na cara do mesmo rapaz. Este foi para trás, cambaleando. O outro valentão logo veio para cima de Rickon e deu um soco no rosto dele. Tommen deu dois passos largos e também socou o segundo valentão no rosto. Rickon aproveitou que o primeiro atingido ainda estava longe e também foi para cima do segundo, ficando dois contra um.

Foi necessário apenas mais um golpe de Tommen e outros dois de Rickon para que o segundo valentão logo saísse correndo pelo corredor. O primeiro, que estava ao longe, provavelmente se recuperando dos primeiros golpes, foi embora logo atrás. Ele sabia que sozinho não aguentaria.

Os dois apanharam tanto nos anos anteriores, que agora estavam começando a aprender a bater. Aquilo era bom, mostrava aos outros que não eram mais alvos fáceis. Se conseguissem manter aquela pose, provavelmente ninguém mais iria pegar no pé dos dois. Quer dizer, com exceção de Lyanna Mormont. Eles nunca iriam bater nela, era uma garota.

Quer dizer, Tommen nunca iria bater. Não podia falar por Rickon, o rapaz dos olhos violetas fazia coisas imprevisíveis.

O Lannister se virou para a garota, que agora estava sentada no chão, abraçando as próprias pernas e com as costas contra a parede. Ela tinha cabelo negro e grandes olhos azuis, que contrastavam com a característica mais peculiar da menina.

Ela tinha uma grande marca de queimadura que passava pelo lado esquerdo de seu pescoço e subia até a metade esquerda de sua bochecha esquerda. Tommen sabia que aquilo era resultado de queimadura pois já tinha visto seu pai trabalhar com isso. Jaime sentia muita pena de vítimas de queimadura, então ele era um pouco mais emocional quando pegava casos de incêndios criminosos ou homicídios por meio de fogo.

Seja lá o que aquela garota passou, ela deve ter sofrido um pouco. Continua sofrendo, na verdade, já que os idiotas estavam a importunando por conta daquilo que deve ter sido um trauma na vida da menina.

– Não precisa ficar com medo. – Tommen disse, agachando-se e ficando de frente para a menina. – Eles não vão voltar. E se voltarem, pode chamar a gente.

– Quem são vocês? – Ela perguntou com uma voz doce e amedrontada.

– Eu sou Tommen Lannister e aquele é Rickon Stark.

– Stark? – A menina olhou para o moreno que ainda estava de pé, um pouco mais distante dela do que Tommen. – Você é primo de Gendry e Edric?

– Sou. Você também, né?

– Sim. Sou Shireen Baratheon.

– Por que nunca te conheci antes? – Rickon perguntou.

– Meu pai não gosta muito quando eu saio de casa. – Ela respondeu, ficando mais triste.

Rickon ia comentar alguma coisa, provavelmente do pai dela, mas Tommen o olhou de maneira repreensiva. Não era o melhor momento de falar de coisas tristes agora, a menina estava assustada. A pior coisa que queriam era que ela começasse a chorar ali.

– Você quer almoçar conosco? – Tommen a convidou, levantando-se.

– Vocês não vão querer almoçar com alguém como eu. – Ela respondeu, olhando para o lado.

– Então tudo bem. – Rickon disse, para desespero de Tommen. – Vamos, Tommen. – Ele terminou de falar se virando e caminhando em direção ao refeitório.

– Rickon! – Tommen o repreendeu novamente, deste vez com palavras.

O Stark suspirou e olhou para o Lannister.

– Não podemos obriga-la. – Ele se defendeu.

– Não precisaremos disso. – Tommen respondeu com convicção. Ergueu a mão para Shireen. – Nós não ligamos para isso. Nós somos os excluídos da escola, não tem como você ser mais zoada que a gente.

A Baratheon olhou para a mão dele, e logo em seguida olhou nos olhos dele. Eles ficaram se olhando nos olhos por um tempo, talvez ela estivesse avaliando se eles seriam diferentes dos outros. Ela pegou a mão de Tommen.

– Os zoados têm que se unir então. – Ela disse, fazendo com que Tommen sorrisse.


Notas Finais


Como eu disse, coloquei Tommen, Rickon, Shireen e Lyanna Mormont com 10 anos de idade, mesmo Shireen ser tipo um ano mais velha que Lyanna e Tommen, e Rickon ser uns cinco anos mais novo que os outros no original. Mas não queria deixar o Rickon sem amiguinhos, então fiz uma adaptaçãozinha (assim como outros).
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