História Renascer - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Neville Longbottom, Severo Snape
Tags Neville Longbottom, Severus Snape, Sneville, Yaoi
Exibições 94
Palavras 3.221
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eh meus amados, não foi dessa vez que consegui terminar a fanfic no prazo, mas não posso sentir-me sozinha. O De”Li”Pa animalesco trouxe muitos vasilones para o hall dos não-xablaus.

Vou ser franca no porquê de ter perdido o prazo. Alguns de vocês não devem saber, mas estou desempregada desde 2014, ano em que meu pai faleceu e o qual cai doente.

Agora já fazem dois anos de desemprego e eu estou mal, pois as contas chegam e não há como pagar. A situação financeira não está nada boa e meu psicológico também não. Eu vejo as coisas aqui em casa e tal, aí eu procuro emprego e não consigo. Já recebi tanto não além das humilhações dos entrevistadores, que fiquei triste.

E eu sou um ser sensível em alguns casos e aí tudo culminou em me deixar bad, e somando-se a isso surgiu um ex-amigo de escola me perseguindo e me aterrorizando. Fiz BO na Polícia, mas não deu em nada.

Então com esses problemas todos e minha depressão, além do aniversário de morte do meu pai e alguns problemas familiares eu fiquei muito mal. Não havia como escrever algo alegre e compatível com o que havia imaginado de início para a fanfic. Então de última hora eu fui montando tudo, mas não deu tempo pois nos últimos momentos do segundo para o terceiro capítulo passei mal demais e não deu para concluir.

No mais gente eu gostaria de agradecer a todos que leem as histórias que escrevo, aos que comentam e aqueles poucos que se tornam amigos ali no Face e dão um upzinho no meu astral. Então beijinhos e boa leitura do final de “Renascer”.

Capítulo 4 - Capítulo 4 - Tandem


Fanfic / Fanfiction Renascer - Capítulo 4 - Capítulo 4 - Tandem

fi·nal·men·te | adv.
1. Por fim; em conclusão.
. Expressão usada para acrescentar algo ao que já foi dito.

§

Por ser final de semana Neville pôde respirar tranquilo porque não teria aulas com Snape até a próxima semana, o que o deixava menos apreensivo, mas não tirava de sua cabeça os temores que sentia. Ao menos tinha Trevor consigo novamente, e isso já era um motivo de alegria, além de que sábado era dia de visita a Hogsmeade.

Decidido a esquecer o ocorrido ele levantou-se da cama pela manhã bem cedo, tomou um longo banho e seguiu para o café da manhã junto com os outros membros de sua casa. A frente ele podia ver Ron brigando com Harry que parecia fingir ouvir tudo, enquanto acenava em consentimento e para quem conhecia bem o entrosamento do Golden Trio, podia notar com facilidade que a falta de Hermione com eles era o motivo de toda a discussão.

Neville mesmo sendo considerado um bobão perante a todos conseguia ver, assim como todo o resto da escola que Ronald e Hermione se amavam, mas havia uma mente de toupeira no lugar do cérebro do garoto que não conseguia se declarar para a menina. 

O que acarretava em toda aquela confusão.

Ele riu quando Hermione sentou-se enfadada a mesa e não dirigiu uma palavra sequer ao ruivo que ficou possesso comendo o dobro que o normal, acarretando assim uma crise de vômito e mal-estar que o fez perder a visita ao povoado, mas conseguiu fazer com que ele e Hermione se acertassem. Neville sorriu tristemente perante a isso. Ah se o amor fosse fácil assim, ele já teria se confessado para Snape e não estaria ali fugindo sempre que o outro aparecia em sua direção.

Ele tanto se abstraiu em pensamentos que nem notou que o café da manhã terminara e que ele ainda seguia sentado, enquanto Luna e Harry o aguardavam.

— Neville você não vai a Hogsmeade? – Perguntou Harry preocupado com a expressão aérea do amigo.

— Não se preocupe Harry, não vê que ele está apaixonado – ditou Luna calmamente.

Neville corou até a raiz dos cabelos com o comentário da amiga. Podiam dizer o que fosse de Luna, mas ela não era nada lunática como muitos criam e notara o porquê daquela sua distração.

— Então quer dizer que você está de olho em alguém Neville. Quem é, por acaso eu conheço? – Perguntou enquanto se levantavam os três saindo do Grande Salão e seguindo para a Torre de Gryffindor, enquanto Luna foi-se para a Ravenclaw.

Seu rosto se afogueou mais ainda e foi impossível tentar negar, estava estampado em sua cara que ele se encontrava apaixonado e por alguém conhecido, pois viviam praticamente quase a vida inteira ali dentro do castelo e romances com pessoas de fora era quase impossíveis de se manter por muito tempo devido à distância. Então Neville optou por dizer a verdade.

— A Luna está certa, eu meio que estou apaixonado – ditou encabulado.

— Não tem como você estar “meio apaixonado” Nev, ou é por inteiro ou não é. Me diz você fica meio bambo, com borboletas no estômago e sem sabe como falar ou agir perto dela?

— A verdade é que não é dela. É dele – respondeu temeroso da reação do amigo.

— Sem problemas. Agora responda o que perguntei, por favor – pediu tranquilo.

Neville se avermelhou ainda mais, pois não esperava em nenhum momento que Harry fosse tão mente aberta assim. Ele achava que por ter vindo do mundo muggle ele talvez tivesse algum preconceito, mas ao visto não era assim. E notando que o amigo estava calado demais, talvez ainda aturdido por sua tranquilidade quanto ao assunto, que Harry os puxou para um corredor vazio e sentou-se perto dele para conversarem melhor.

— Aposto que você pensou que eu iria ter algum preconceito, não é mesmo?

— Está tão óbvio assim o meu medo? 

— Sim. Às vezes você é muito fácil de se ler Neville, mas pode ficar calmo eu não tenho preconceito nenhum. Sirius e Remus namoraram um tempo, um dos gêmeos prefere garotos e o outro ambos, até Ron acha que poderia ficar com algum menino se Hermione já não fosse 100% em sua vida. Entenda que não é porque convivo com muggles que vou ficar com nojo de você nem nada. 

Aquilo aliviou o coração de Neville a tal ponto que ele achou que talvez, só talvez, poderia até mesmo dizer por quem estava sentindo as borboletas voarem em seu estômago. E reunindo coragem sabe-se lá de onde ele tomou forças e falou:

— É o Snape.

— O Snape, aquele da Slytherin, nosso professor de poções? – O outro acenou positivamente – Tem certeza Neville? Porque os sintomas de amor que você está sentindo por ele talvez sejam só o medo que ele te dá – Harry ditou tentando se assegurar dos fatos.

— Eu tenho certeza absoluta. Eu sinto tudo isso perto dele, mas eu também sinto longe dele quando penso nele. É estranho. Faz pouco tempo que eu descobri que gosto de caras, e o professor Snape me faz sentir coisas que…

— Coisas que você achou que nunca sentiria, que te deixam nervoso, suando frio pelas mãos e com medo de se portar que nem um idiota perto dele.

— Exatamente.

— É caro amigo, posso dizer com toda a convicção que você está irremediavelmente apaixonado por nosso mestre de poções Severus Snape.

— E como você sabe tão bem disso Harry? – Perguntou Neville mais aliviado por tudo.

— Porque é o mesmo que sinto com a Ginny, agora vamos antes que o horário da partida pra Hogsmeade acabe – e dito isso correram rapidamente para a torre.

No entanto mal eles sabiam que o dito mestre de poções estava naquele mesmo corredor fazendo uma pequena ronda e ouvira toda a conversa ocorrida minutos antes, e no momento encontrava-se sem reação devido a notícia que descobrira. Neville Longbottom estava apaixonado por si e era algo de longa data, ou seja… e sua mente funcionou num estalo e com as vestes esvoaçando correu pelos corredores e escadas acima até o despacho por detrás de uma gárgula. 

O Escritório do Diretor Albus Dumbledore.

Severus estava tão possesso quando entrou na sala, que deixou de lado toda sua boa postura de professor e começou uma série de impropérios contra Albus que encontrava-se degustando um caramelo de limão com muito gosto. 

— Você! – Gritou Severus apontando-lhe um dedo em riste.

— Olá meu rapaz, aceita um caramelo de limão?

— Deixe de lado esses doces Albus, eu sei o que você está armando – ditou furioso enquanto andava de um lado para o outro na sala.

— E o que estou armando meu caro rapaz? – Perguntou Albus ainda com o caramelo em mãos olhando-o sorridente.

— Não se faça de inocente Albus, eu te conheço muito bem e de modo que sei como ages, não duvido em nada que o pedido que me fez dias atrás foi tudo parte do seu plano. Eu só não entendo onde você quer chegar com ele – respondeu entes de enfim se sentar e aceitar o bendito caramelo das mãos do diretor.

— Severus meu querido, você pode negar, mas tenho certeza que nesses últimos meses você notou como o jovem Longbottom mudou bastante tanto em aparência como em atitude. E eu creio que os sentimentos dele por si não são de via única, eu vejo em seus olhos que você sente algo por ele.

— Eu não sinto nada pelo menino que não seja desprezo ¬– respondeu um tanto irritado.

— Podes negar o quanto quiser Severus, mas uma hora ou outra o amor vence meu caro. Eu só espero que no seu caso ele possa lhe salvar antes que seja tarde demais. Agora se me der licença meu caro eu preciso descansar um pouco e creio que você também.

Dito isso não houve mais remédio ao pocionista do que se dirigir para as masmorras e rojar a Merlin e Morgana que Albus estivesse errado, para o seu próprio bem.

…… ……

Alguns meses se passaram, o Natal enfim chegou junto com as festas de fim de ano. Eis que numa tarde de meados de abril, que do alto da torre pode se ouvir o badalar do relógio seguido enfim pelo choro de uma fênix, que lamentava a morte de seu amado diretor e do professor que ali se encontrava.

Ninguém sabia dizer com exatidão o que ocorrera naquele dia, sabe-se somente que o Natal já estava a chegar quando em pleno sábado foi-se encontrado os corpos como se a dormir estivessem.

Albus fora encontrado sentado com uma taça de chá a sua frente enquanto Severus na cadeira oposta encontrava-se com uma em mãos quase a cair do seu colo. Com medo de que aquilo fosse obra de algum tipo de ataque das forças das trevas, os corpos foram examinados, mas nenhum tipo de veneno, feitiço ou maldição fora encontrado. E o mesmo podia-se dizer do escritório e habitações pessoais de cada um.

A escola ficou de luto por quase duas semanas, nas quais foi-se realizado todos os preparativos para o enterro duplo de ambos os magos. Em cada corredor podia se ouvir um estudante aqui e ali que se lamentava pelas mortes, ocorridas, e mesmo que Snape não fosse bem quisto por algumas pessoas, nem elas foram insensíveis de não chorarem sua morte.

Neville mesmo era uma delas. O rapaz ficara não consternado com seu infortúnio que entrou em estado catatônico. Foi necessário que Madame Pomfrey administrasse algumas poções calmantes no menino, para que ele não entrasse em depressão. Mal sabia ela que a dor em seu coração não se restringia somente a perda do Diretor, mas também pela perda do seu grande amor.

Após o funeral cada estudante seguiu para alguma parte do castelo, pois o momento de luto fora estendido. Ninguém tinha grandes condições de seguir adiante, cogitava-se até de se encerrar as aulas antes do previsto.

Minerva que agora tinha o posto de Diretora interina, decidiu por enviar os alunos para casa antecipadamente, com uma nota aos pais de cada pelo motivo da mudança de datas. Com tudo encaminhado os alunos foram dispensados, no entanto Neville não desejava deixar a escola antes do fim do ano letivo.

Ele não se sentia bem, e temendo pelo seu estar, lhe foi autorizado a quedar-se na escola até o último dia de classes, mesmo que essa não viesse a ser feita. Minerva e Pomfrey se compadeceram do rapaz, que tão novo sofrera tantas perdas.

Seguindo o exemplo de Neville, alguns outros alunos que também não puderam retornar para casa antecipadamente, ali ficaram incluindo Luna, que por desejar ajudar seu amigo ali ficou.

O mês se passou e pôr fim a data do retorno as suas casas chegara. Decidido a enfrentar seus temores e junto a Luna que já sabia do seu segredo, Neville seguira até as masmorras com o intuito de visitar pela última vez aqueles aposentos que tantas lembranças lhe traziam.

Tomado pelo valor de sua coragem Gryffindor, ele adentrou no despacho examinando com o olhar e algumas vezes com os dedos a habitação de seu amado professor. Luna por outro lado ficou a divagar, até o momento que encontrou uma gaiola num canto escondido do lugar.

— Olha Neville, parece o Trevor – ditou enquanto erguia a gaiola à altura dos olhos e a mostrava ao amigo.

— Parece mesmo – respondeu um pouco melancólico.

— Será que era do professor? Eu não acho que ele tivesse um animal de estimação, mas esse é tão parecido com ele.

— Luna é impossível que um sapo seja a cara do professor – respondeu agora um pouco sorridente.

— Mas o Trevor se parece com você, não tanto agora que você está um pouco mais alto e magro. Antes vocês dois eram pequenos e fofinhos, – falou pensativa – acho que vou ir comer um pudim. 

E dito isso deixou a gaiola com Neville e saiu a saltitar para a cozinha. Enquanto isso o rapaz ficou ali a olhar o sapo sem saber o que fazer. Decidiu procurar algum indicativo do porquê daquele sapo, até que ele próprio atinou de que talvez ele fosse mesmo de estimação.

— Acho que o professor só não queria que você fugisse ou que alguém soubesse que ele o tem. Deve ter sido por isso que ele soube cuidar tão bem de Trevor, falando nele você o quer conhecer? Vocês seriam bons amigos, vai ser bom assim ninguém fica sozinho.

Tirando então o animal da gaiola ele guardou no bolso antes de deixar a habitação, mas não sem antes se despedir com um singelo adeus professor Snape, para o lugar.

…… ……

Alguns dias se passaram e Neville cuidada muito bem do seu sapo Trevor e do outro ao qual apelidara de Severus em homenagem ao professor.

As férias foram agradáveis, a cada dia que passava ele cuidava dos seus sapos, ajudava sua avó, visitava seus pais e luzia feliz por todo o belo jardim que possuía. 

E a vida assim se seguiu até que um dia antes do seu aniversário de 17 anos, uma figura trajada com os emblemas do Ministério a porta de sua casa batera.

Era um advogado do Ministério da Magia, mais precisamente do setor de heranças, testamentos e documentos mágicos. O senhor John Knut como se apresentara, havia pedido desculpas por vir em tão tarde hora, mas como o testamento que trazia em mãos só lhe fora entregue recentemente ele não pode vir mais cedo.

Neville ficou sem entender de quem poderia se o testamento, até que sua mente se elucidou lembrando-se que talvez o Diretor houvesse lhe obsequiado algo pós morte, triste, mas ao tempo que contente, ele deixou que o homem entrasse em casa.

A mansão encontrava-se no momento vazia, fora por eles dois, pois sua avó estava em visita a uma de suas muitas amigas de alta classe, embebendo seus ouvidos de como tinha orgulho do neto.

— Novamente senhor Longbottom, peço-lhe minhas sinceras desculpas por aparecer tão tarde – desculpou-se mais uma vez o homem antes de sentasse numa cadeira oferecida pelo rapaz.

— Não há necessidade disso, eventualidades acontecem senhor Knut. Aceita algo para beber ou comer?

— Claro se não for incomodo – respondeu rapidamente.

Neville então chamou um elfo e pediu-lhe que fosse servido duas xícaras de chá quente com algum doce para degustarem.

Alguns minutos depois o mesmo elfo voltou, trazendo o pedido e com um ploft foi-se embora na mesma rapidez com que veio. Neville entregou uma das porcelanas ao advogado enquanto ficou com a outra.

— Antes de mais nada agradeço pelo chá e bolo, mas como disse vim a negócios, – ditou enquanto pousava a xícara vazia na mesinha de centro. – É meu dever como representante legal do Ministério da Magia informa-lhe que o já falecido mestre em poções, Severus Prince Snape deixou em vida um testamento que lhe nomeia como responsável por todos os bens do mesmo quando atingir a maior idade.

— Ele fez o quê? Isso é impossível! – Gritou exasperado.

— Receio que não. Aqui estão os documentos, junto com uma carta ainda selada que deverá ser aberta somente quando o senhor completar a maior idade – respondeu entregando algumas folhas e a dita carta a Neville, que as pegou sem acreditar.

Resolvido depois todas as dúvidas do rapaz, o advogado seguiu porta afora, mas não sem antes notar um par de sapos perto dos jardins de entrada.

— Vejo que o senhor já está cuidando do animal, isso é bom.

— Ele também faz parte do testamento? 

— Sim, eu até mesmo havia me esquecido de mencionar isso, pois cria que com o tempo decorrido o animal já teria morrido – disse em tom indiferente o que deixou Neville um tanto chateado.

— Senhor Knut, é só isso mesmo que havia para fazer correto? – O outro cabeceou em assentimento, – então se me der licença eu preciso organizar algumas coisas em casa antes de poder ler os documentos com mais calma.

Dito isso o homem foi-se embora com um simples aparatamento, deixando Neville estupefato com tudo. Seguindo para dentro de novo, ele pegou seus amigos e seguiu com ambos para o quarto e desquitando-se de sua roupa decidiu tomar um banho rápido antes de deixar na cama.

Com Trevor de um lado e Severus do outro, Neville agora lia o testamento com muita calma, ao que parecia tudo estava nos conformes legais como havia dito o homem. Seu professor tinha lhe deixado como o responsável por todos os seus bens incluindo os que se encontravam no castelo.

— Eu devo ter muito azar ou muita sorte mesmo. O homem que amo morre e deixa tudo que tinha em vida para mim. Ah rapazes eu estava sentindo que era correspondido, porque ele tinha que morrer? – Perguntou já choroso enquanto abraçava seus sapos e se punha a dormir com a intenção de deixar de lado aquela dor.

Naquela noite, Neville sonhou com seu professor novamente. No sonho o homem lhe beijava e confidenciava que já tinha um plano para sair livre daquela guerra, mas que era preciso que o rapaz fosse forte, que ele aguentasse tudo que iria vir a ocorrer nos próximos meses.

No outro dia quando acordou Neville sabia que já era seu aniversário e ansioso por tudo que ocorreria decidiu ler a tal carta do seu professor. O que estava nela ele jamais poderia imaginar:

 

Caro Neville,

 

se está a ler isso significa que nosso plano deu certo, tudo irá ficar bem. Eu espero que tenha encontrado o anfíbio que habitava minhas acomodações, peço que lhe cuide bem, pôs preciso voltar inteiro para você seu menino tolo. 

 

Creio que a poção que fiz lhe deixou totalmente sem memória dos últimos ocorridos, então serei breve. Você conseguiu mesmo me conquistar, tanto que soube do intuito de Albus e me ajudou com o feitiço canlandırmak, e se ele deu certo como assim imagino agora sou o sapo que achou nas masmorras. 

 

Em breve poderá fazer a nova troca de corpos, e não se preocupe, eu voltarei para você, meu menino tolo. Só lhe peço que não chores e me aguarde, logo a poção deixara de fazer efeito e você se lembrará de nos.

Com amor, todo seu Severus Snape.

 

E ali o coração de Neville caiu em prantos, e as lembranças foram ressurgindo a cada momento. Uma aula e outra onde ele e Severus ficavam abraçados, juntos em frente ao fogo aproveitando a presença um do outro. Um outro momento em que brigavam porque ele desejava beijar seu professor, que se negava dizendo que só o faria quando fosse a hora certa. E qual seria essa hora, perguntava o rapaz e ele respondia quando o plano der certo, o Lord estiver destruído e nada nem ninguém nos impedir de ficarmos juntos.

Neville chorou ao sentir aquele turbilhão de emoções passando em seu corpo, seu olhar procurou pelo par de sapos e ele encontrou Severus a lhe olhar, como se entendesse tudo. Abraçando-o firmemente Neville olhou nos olhos do anfíbio o qual sabia que levava a alma de seu amado enquanto falava.

— Eu vou esperar Severus e quando tudo estiver acabado, vamos poder nos beijar de verdade como você me prometeu até lá não saia do meu lado nunca.

O sapo então coaxou como que se a responder e ali naquele quarto a descansar sobre a cama a carta no fim dizia: Que tu venhas a renascer, em um novo corpo, a mesma alma, até que tu possas retornar. Renascer para ti Neville.

※ ※ ※


Notas Finais


É gente eu demorei com o final, mas ficou bonito, fala ae hein. Foi seguindo essa madrugada a ouvir o lindo do Duke Dumont com Ocean Drive que tive o insight de inspiração para concluir tudo.

Esse último capítulo foi gigantesco, nem eu mesma acreditei nisso. E caso alguém duvide, Severus consegue voltar ao seu corpo, um dia quem sabe eu traga para vocês o beijo final da história hein?

No mais agradeço a todos que leram, beijinhos para vocês e que muito amor essa vida lhes traga u.u


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