História Renascida das cinzas - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Mom...


Fanfic / Fanfiction Renascida das cinzas - Capítulo 1 - Mom...

 

'' — Olá minha querida, você se lembra de mim? Bem, eu espero que sim. Muito tempo passou, eu acho, já que, possivelmente, você irá assistir esse vídeo com seus completos quinze ou dezesseis anos, certo? Meu amor, eu só quero que você saiba que eu te amo, tudo bem? Minha intenção nunca fora abandoná-la, mas sinceramente? Nem eu sei direito o que aconteceu comigo.

 

Eu sei que não sou mais aqui para te ajudar ou te proteger do mal que cerca esse mundo tão... hipócrita. Quando pequena, você não entendia o significado dessa palavra, mas agora adolescente, você deve ter uma certeza consciência sobre o que significa, certo? Eu espero que sim.

 

Eu... me desculpa, filha. Me desculpa por tudo que você foi obrigada a passar... eu te amo muito. E sinto muito por não estar mais com você ai. Droga, ele esta vindo. Phoenix, eu só quero te pedir uma coisa: Não importa o que aconteça, nunca deixe de ser você mesma em qualquer momento, seja essa garota doce e gentil que você é. Eu preciso ir, meu amor. Até...''

 

Essa era a quinta vez que eu assistia esse vídeo, e diferente do que minha mãe planejou, eu não estava vendo esse vídeo com dezesseis ou pelo menos quinze anos. Eu descobri essa fita cassete aos nove anos, exatamente no dia que eu perdi a única pessoa que se preocupava comigo. Minha mãe.

 

— Posso entrar querida?

 

Uma voz masculina invadiu meus ouvidos, virei minha cabeça lentamente e dei de ombros para o homem, que entrou no quarto em seguida. Eu voltei minha atenção para a TV que estava pausada, dando um deslumbre maior sob o rosto de minha mãe. Ela estava derrotada, mesmo tentando esconder isso no vídeo. Se ela era minha melhor amiga, então por que mentia para mim de tal forma? Eu nunca iria entender isso. Pelo menos não agora. Assim que eu senti a mão firme de meu pai em meu ombro, eu senti uma longa necessidade de gritar com ele e xingá-lo de todos os nomes que uma criança de nove anos sabia. Mas eu não poderia ser injusta com ele naquele momento, mesmo eu tendo uma certa consciência de que ele estava feliz com a morte dela.

 

Eu volto meu olhar para a televisão, Helina, o nome verdadeiro dela, era bela. Seus cabelos negros e voasantes deixavam-na mais linda do que o normal. Como eu invejava-a.

— Vamos, querida?

 

— Não me chame de querida como se você se importasse comigo.

 

Murmuro dando, como meu pai sempre diz, mais um dos meus showzinhos de drama, mas adivinhe? Eu estava me lixando para o que ele pensava – ou - falava. Antes que eu pudesse me levantar da cama, eu senti minha barriga sendo aprisionada contra o tecido roxo do cobertor e o hálito de bebida de Joshua – meu pai – contra minha nuca.

 

— Escuta aqui sua pirralha, se você me desobedecer novamente, eu vou fazer a mesma coisa que eu fiz ontem. Você se lembra? Então é melhor me obedecer. E vai se arrumar, daqui a pouco estamos saindo.

 

Assim que terminou sua frase, Joshua deu de costas e saiu do quarto, me deixando sozinha naquele local enorme junto com meus pensamentos. Por que ele me odiava? Por que era tão mau comigo sem eu fazer nada? E... por que ele fez aquilo ontem?

 

Eu nunca irei entender isso.

 

***

 

O frio em Holloway era insuportável. Meu corpo estava 100% coberto por um casaco enorme marrom e eu ajeitava o tempo todo o cachecol em meu pescoço. Por mais que tivesse passado um ano desde a morte de minha mãe, nunca encontraram o corpo dela, até que a mesma fora encontrada enterrada na floresta deixando apenas seu rosto a mostra. Meu coração despedaçou-se. Assim que os coveiros começaram a enterrar o corpo de Helina, meu corpo embrulhou, mas eu não desviei meus olhos do caixão. Eu precisava ser uma boa filha, por ela.

 

Eu me lembrava perfeitamente do dia que minha mãe me contou o motivo para eu me chamar Phoenix, eu me senti extremamente especial para ela. Eu me senti única e amada. Mas esse amor acabou quando ela foi seqüestrada e minha vida virou um inferno. Mas a idéia de saber que eu nasci morta me aterroriza, e se... Minha filha nascesse assim? E se ela não tivesse minha sorte? Eu nunca iria conseguir suportar a idéia de perder um bem tão precioso. As vezes eu me surpreendo com a tão pouca idade que eu possuo. 9 anos, da para acreditar? Pois é, nem eu.

 

Após alguns minutos de total silencio, os coveiros aparecerem segurando um enorme caixão de madeira enquanto caminhavam até uma parte aberta e coloca o caixão lá, afastando-se em seguida. Não hesitei em dar de costas e caminhar até o caixão lentamente, com medo do que eu poderia ver naquele negócio.

 

A aproximação de meu pai me deixava enojada, sua respiração perto de minha cabeça me deixava com vontade de mandá-lo se afastar, mas não acho que seria muito justo com as pessoas que foram ali ver um funeral, e também, eu aprendi a ser educada em momentos de tristeza para a minha família, mesmo sendo uma ariana.

 

Aos poucos, a neve começava a cair na terra fofa com pequenos sinais de grama a vista. Tremi os dentes e abracei meu corpo enquanto andava até o caixão, mas meu corpo parou assim que vi o rosto de Helina. Seus cabelos negros e naturalmente volumosos estavam parecendo o cabelo da Morticia Adams, e isso fez com os pelos dos meus braços se arrepiassem. Me aproximo mais um pouco do caixão e sinto as lágrimas chegando e deslizando pela minhas bochechas grandes e rosadas devido ao frio.

 

— Mamãe... — Sussurro com um fio de voz, passando a luva de couro em sua bochecha por cima do tecido de renda que cobria seu corpo de insetos, mesmo que ela fosse devorada por eles assim que enterrada. — Não me abandone, por favor. Eu não sei o que eu faria sem você. Por favor, por favor...

 

— Phoenix, precisamos ir querida. — A voz enjoada de meu pai soa perto de meu ouvido, fazendo com que toda a raiva que eu guardei por um ano inteiro viesse a tona. — Phoenix?

 

— É sua culpa. — Grito sem esconder minha decepção e minha raiva pelo homem barbudo atrás de mim, viro meu corpo e levando a cabeça para encarar seus olhos cinzentos quase esverdeados, assim como os meus. — É sua culpa a morte da única pessoa que se importava comigo. É a merda da sua culpa que minha mãe foi enterrada do outro lado da cidade. Quer saber de uma coisa? Eu te odeio, e eu nunca vou te perdoar pela morte dela. Nunca!

 

Sinto meu corpo relaxar com o meu desabafo e saio de perto do caixão sem antes olhar para minha mãe uma ultima vez. A falta dela doía meu peito, e agora eu conseguia entender o significado de amar alguém tanto que só de imaginar perdendo ela já faz com que seu coração doa até o ultimo segundo. Limpei minhas lágrimas com força e voltei a andar sem me importar com as chances de eu ser estuprada ou seqüestrada nessas ruas vazias. Mas sinceramente? Eu estava me lixando.

 

Minha mãe sempre reclamou de mim falando palavrão tendo oito anos – quando ela desapareceu –, mas eu sempre usava as mesmas desculpas que despistava ela: Meu pai. Eu nunca tive um bom relacionamento com meu pai, porque eu me lembro de uma noite que minha mãe tinha saído para o shopping com as amigas dela e eu recusei o convite, então fiquei no quarto a noite inteira, já que meu pai trabalhava muito naquele ano, mas as coisas mudaram quando eu escutei a porta da frente se batendo e eu sai do meu quarto lentamente e desci as escadas.

 

Agora, imagina seu pai, seu HERÓI, deitado no sofá arrancando a roupa de uma mulher e em seguida, nus enquanto gemiam? Naquele dia, eu subi para o meu quarto sem fazer barulho e eu pesquisei na internet o que raios eles estavam fazendo. E foi assim que toda a sanidade de uma menina de sete anos sumiu.

 

— Phoenix Serena Godfrey Marrot, volte aqui agora! — Escutei o grito de meu pai, fazendo com que eu revirasse os olhos e me virasse para o homem que estava no auge dos trinta anos. — Vem, vamos fazer uma viagem daqui algumas horas.

 

— Viagem? Viagem para onde? — Pergunto com a sobrancelha arqueada ainda duvidosa com aquele novo papo, é claro que ele não iria me perdoar tão facilmente. Eu era como ele.

 

— Noruega. — O homem respondeu calmamente, o que me deixou mais curiosa ainda, mas não hesitei e agarrei sua mão assim que o homem aproximou-se e adentrei a Ferrari vermelha.

 

***

 

Sem muita pressa, eu pegava as roupas em meu guarda-roupa e colocava dentro da mala de viagem, que era a única que eu possuía, já que desde meus cinco anos eu nunca sai para outra cidade, ou sequer país.

 

— Esta pronta, Serena? — Eu tinha um ódio mortal pelo nome Serena, e meu pai fazia questão de me chamar assim, ou pelo nome completo OU de querida, o que me irritava mais ainda.

 

— Sim, só falta os sapatos. Eu preciso levar quantos? — Pergunto me virando e encarando o homem, que continuava com as roupas de mais cedo.

 

— Leve chinelos, será o máximo que você irá usar lá. Termine logo essa mala, daqui alguns minutos sai o avião, e não podemos perde-lo. — O homem diz saindo do quarto sozinha, me deixando abismada no enorme cômodo.

 

Chinelos? Isso era sério? Para que eu iria usar chinelos em uma viagem para a Noruega? Mas isso não importa, pelo menos eu irei sair dessa zona de conforto por um tempinho. Caminho até a sapateira que ganhei da minha tia e pego os únicos chinelos que tenho no mesmo, jogando na mala em seguida e fechando o zíper da mala.

 

Esta na hora.


Notas Finais


Hello little girls, estou de volta depois de tanto tempo.Bom eu estava com bloqueio criativo e resolvi apagar a fanfic, agora estou reescrevendo ela.

Beijos, até o próximo capítulo


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