História Renegados - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Horácio Slughorn, Lílian Evans, Minerva Mcgonagall, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Remo Lupin, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Magia, Severo Snape, Severus Snape
Exibições 180
Palavras 3.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Falta bem pouco para acabar, mas espero que estejam gostando.
Vou tentar fazer fics mais curtas, embora tenha acontecido algo recentemente comigo que vai me deixar bem fora do prumo por um tempo (espero que não muito), rezem ou orem por mim, pra quem não acredita em orações, manda energia positiva.
Eu vou precisar.

Então, sem mais.
Boa leitura.

Capítulo 10 - Capítulo 10


Thiago olhava incrédulo para Lilian. Ela não entendia o que estava acontecendo, olhava para o copo de suco de abóbora desconfiada.

-O que pôs no meu suco? - ela começou a se desesperar. Só uma coisa poderia soltar sua língua da forma que fez.

-Você sabe o que tem aí! Não precisa se fazer de tonta. Então qual era seu intuito? Você gosta de mim ou do Ranhoso? - ele perguntou baixinho.

Estavam no salão comunal da grifinória, poucos estavam fora da cama aquelas horas, em sua maioria alunos do último ano que curtiam o período pós-provas.

-Eu gosto dos dois - ela soltou sem se segurar pelo efeito da poção.

-De quem você gosta mais? - Thiago ficou vermelho.

-Se… verus… - ela tentou ao máximo se segurar mas foi impossível.

-Ah, claro! - Thiago se levantou transtornado - E por que está comigo?

-A família Potter é influente no mundo do bruxo. Não teria como uma nascida trouxa como eu, se dar bem no mundo bruxo só com inteligência. Por mais que eu ame o Severus, não teria como a gente ficar junto em um mundo que vai nos desprezar. Por isso, quando ele me chamou de sangue-ruim, eu achei que era uma oportunidade para seguir o caminho que era necessário- ela começou a chorar descontroladamente.

Thiago estava em pé olhando Lilian que estava em uma poltrona com uma expressão de pedra. Ela parecia tão pequena, tão frágil…

O rapaz ainda esperou mais alguns instantes até a poção sair do sistema da jovem.

-Bom, acho que agora o efeito já passou - disse ele olhando no relógio de pulso - Saiba, Evans, que eu nunca me preocupei com o fato de você ser trouxa, mas não posso ficar ao lado de uma pessoa com um caráter desse tipo. E olha que para alguém como eu dizer algo assim, significa que você desceu muito baixo - ele se encaminhou para o dormitório mas foi impedido por Remo que interceptou no meio da sala.

-Entenda que ela está confusa - ele disse preocupado - Ela gosta de você.

-Ela gosta é do meu dinheiro e do meu nome - disse Thiago se soltando olhando o amigo com uma expressão zombeteira - Mas pode ficar com ela se quiser, afinal são feitos um para o outro.

Assim que Remo viu o amigo desaparecer pelas escadas foi se sentar próximo a Lilian.

-Eu nunca vou te perdoar pelo o que fez! - Lilian se levantou andando rápido para seu dormitório.

Remo ficou sob o olhar atento e curioso dos grifinórios que ali estavam. Ele sorriu cansado olhando as chamas da lareira.

“Parece que minha idiotice me fez ficar sozinho, afinal.”

Ele sabia que assim que Sirius e Pedro soubessem o que aconteceu, eles também lhe virariam as costas. Sirius era muito agradecido à família Potter, e Pedro sempre ficava do lado de Thiago não importando o que fosse.

“Serei um lobo solitário daqui para frente!”




 

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Severus correu para a sala dele e de Alana, assim que entrou a viu sentada em uma poltrona fofa lendo um livro pesado.

-Alana! - ele gritou a assustando.

-O- O que foi? - ela o encarou assustada.

-Leia! - ele estendeu o pergaminho que havia chegado de noite.

Em um primeiro momento ele achou que fosse um trote, mas assim que leu o conteúdo do pergaminho percebeu que na verdade a coruja estava com o fuso horário trocado.

Alana leu rapidamente e abriu um enorme sorriso.

-Uma faculdade na Noruega. E com tudo pago! Oh Severus. Estou tão orgulhosa de você - ela se levantou e o abraçou feliz. - Mas como descobriram suas notas? Nós ainda nem ficamos sabendo ainda.

Os dois se sentaram no chão onde haviam muitas almofadas enquanto admiravam o selo da Faculdade de Artes Ocultas da Noruega.

-Você sabe que esse pessoal costuma ter olheiros em todos os lugares - ele pegou da mão dela relendo extasiado. Se ele se aplicasse bastante na faculdade, em três anos seria um Mestre de Poções. Pouquíssimas pessoas eram aceitas naquele curso, por isso existiam tão poucos Mestres na arte, o próprio Slughorn não o era apesar de ser habilidoso, somente os considerados brilhantes eram convidados a fazer o curso.

-E quando você vai? - Alana perguntou tentando esconder os sentimentos contraditórios.

-Como assim? - Severus tirou os olhos do pergaminho e a olhou rapidamente - Como assim, quando ‘eu’ vou? Você vai comigo. - disse ele como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Mas como assim? Aqui diz que você tem tudo pago, não dá para levar acompanhante - Alana ficou feliz ao perceber que ele estava considerando levá-la, mas precisava ser realista, não poderia ir para um lugar sem saber como iria viver.

-Não pensa que vou deixá-la para trás, não é? Pensei que queria se ver livre de sua família - ele retrucou sem entender.

Alana corou.

-Bom, claro que quero. Se você acha que daria certo eu ir para a Noruega, eu suponho que possa achar um emprego - ela disse já pensando nas possibilidades, mesmo que fosse um emprego simples na Noruega trouxa.

-Mulher minha não precisa trabalhar, eu posso muito bem estudar de dia e trabalhar de noite.

-Claro, e acha que o curso de Mestre de Poções é fácil assim? Eles já te dão bolsa integral por que você vai precisar de todo o tempo disponível estudando. Além do mais, eu não sou sua mulher e mesmo se fosse, posso muito bem trabalhar. - ela beijou-lhe a ponta do nariz fazendo o rapaz sorrir.

-Parece que a futura Sra. Snape vai ser muito voluntariosa - ele a abraçou enterrando o rostos em seus cabelos ondulados.

-Tem certeza disso, Severus? - Alana se sentia apreensiva.

Ele a puxou um pouco para que pudesse olhá-la nos olhos.

-Vamos para a Noruega, vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para sobreviver naquele lugar. Você vai deixar sua família horrível para trás e eu vou deixar meu pai bêbado para que os vermes do sofá o comam vivo. E assim que tivermos oportunidade, iremos nos casar e sua avó vai ao nosso encontro para abençoar nossa união, entendido? - ele disse como se estivesse fazendo uma lista simples para o mercado.

Alana abriu o maior sorriso que seu rosto permitia.

-Bom, já que parece que você tem tudo planejado, acho que não tenho como retrucar - ela sentia as mãos dele passeando por seu corpo.

-Não, parece que não - ele disse com a voz rouca.

-Tem certeza, Sev? - Alana sussurrou de encontro aos seus lábios.

-É o que eu mais quero - ele assaltou a boca de Alana com sua língua exigente.

Alana gemeu e entrelaçou os dedos nos cabelos de Severus, ela adorava mexer em seu cabelo, o que fazia o jovem se lembrar constantemente de não cortá-los mesmo que a oportunidade se apresentasse.

Aos poucos, sem notarem, Alana já estava deitada no chão sentindo o corpo pegar fogo enquanto Severus a acariciava e apertava de encontro ao seu corpo.

-Sev, me faça sua - ela gemeu necessitada.

Severus precisou de todo o seu autocontrole para não fazer o que era pedido. Ele beijou sua testa e se sentou ao lado dela, tentando ignorar o quanto ela parecia apetitosa.

-Você não… - a voz dela falhou e o outro só conseguiu rir.

-Sua boba, eu te quero mais do que tudo - a beijou levemente - Mas vai ser de uma forma especial. Aguarde até a formatura, sim? Já tenho tudo preparado.

Alana sorriu aliviada enquanto sentia os beijos e mimos de Severus. Ela imaginava como aquilo poderia ficar melhor do que já era.




 

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A formatura foi linda. Todos os alunos ficaram impressionados com o que foi feito no Grande Salão. Nunca viram o lugar tão majestoso, tão decorado e colorido, nem mesmo no Natal.

Só com os alunos do último ano presentes o lugar parecia enorme e brilhante. Até os fantasmas das casas estavam ali para se despedir dos alunos que viram todos os dias durante sete anos.

Severus sentiu vontade de gargalhar ao perceber que Lilian Evans e Remo Lupin estavam sendo evitados não só pelos Marotos, mas também como pela Grifinória inteira. Ao saber o que Alana tinha feito, Severus não pôde deixar de ajudar espalhando a história por toda a Grifinória.

Até mesmo parecia que ele e Alana estavam recebendo alguns olhares bem condescendentes daquela casa. Isso era a única coisa que irritava o jovem.



 

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-Severus, não posso ficar no corredor, daqui a pouco o Filch aparece - Alana sussurrou para a porta da sala deles no quarto andar. Severus pediu que ela esperasse do lado de fora logo após receberem os diplomas e serem dispensados do Grande Salão.

-Prontinho - ele abriu a porta assustando Alana - Não sou muito bom em transfiguração mas acho que ficou bom - ele se afastou para que ela pudesse entrar.

Alana ficou sem voz, o lugar estava simplesmente lindo, a lareira crepitava esquentando o lugar. O sofá e muitas poltronas haviam sumido, porém uma grande cama redonda de dossel ocupava o meio da sala. A visão da cama fez Alana corar pelo o que estava para acontecer ali, embora ainda assim se sentisse ansiosa pelo o que poderia ser.

Sem lhe dar muito tempo para pensar, Severus abraça Alana por trás e beija seu pescoço causando arrepios à jovem.

-Eu te quero tanto - ele sussurrava enquanto mordia e beijava o pescoço de Alana.

-Oh, Sev - ela estava sem fala, se virou para que pudesse beijar seu homem.

Seu homem.

Estava tão lindo nas vestes que ela havia lhe presenteado. As vestes eram inteiramente pretas, extremamente elegantes, delineava seu corpo marcando os lugares certos. A única coisa que ela pensou que poderia ter em menos quantidade eram os botões. Aqueles malditos botões, por que ela não tinha pensado nisso antes?

Mas antes que ela pudesse pensar mais um pouco em como ele estava bonito naquela roupa, ela sentiu seu corpo ser deliberadamente depositado na cama fofa. Gemeu ao ter o corpo de Severus pressionado ao seu.

-Você me deixa louca - ela gemeu sentindo Severus levantando parcialmente sua saia para apertar as fartas coxas.

-Eu te deixo louca? - ele achou graça - Você tem ideia do que faz comigo?

Ele pressionou o corpo contra o de Alana que sentiu ser a dureza contra sua intimidade. Ela abriu as pernas permitindo que Severus se encaixasse em meio a elas, os dois dançaram e gemeram enquanto se sentiam, enquanto as bocas não permitiam que nem mesmo a falta de ar as separasse.

Alana sentia pequenos choques descerem por sua espinha enquanto tentava sentir mais do corpo de Severus.

Aqueles malditos botões…

-Eu te ajudo se você fizer o mesmo - Severus riu se ajoelhando na cama já abrindo os botões. Alana sentiu o sangue subir para seu rosto e também fez o possível para abrir os botões de sua capa.

Severus terminou primeiro, embora sua roupa fosse mais complicada. O dorso nu deixou Alana sem fala e a fez esquecer o que estava fazendo, se sentou e grudou os lábios ao corpo do namorado que gemeu sentindo a língua sedenta em seu corpo. Não demorou muito para que ela percebesse os mamilos sensíveis e lhes desse a devida atenção.

Logo após, foi a vez de Severus explorar. Nenhum dos dois queria esperar muito, a vergonha que qualquer um pudesse ter, havia sumido em meio aos gemidos e aos beijos intensos.

-Alana quer parar com isso? - Severus tentava fazê-la para de beijar seu corpo.

-Eu gosto - ela fez biquinho.

-Merlim - Severus sentiu o membro dar uma fisgada diante daquela visão - Eu preciso estar dentro de você.

Ele deitou em cima da jovem sugando seus seios enquanto brincava com sua intimidade. Alana rebolou em sua mão sentindo o corpo esquentar.

-Se...ve-rus - ela sentiu ele descer a boca mordendo aqui e ali, sugando sua pele de forma pecaminosa.

-Tão gostosa - ele disse chegando em seu centro. Alana quase morreu com a língua que a enlouquecia.

-Se...Sev, vem para mim! - a voz da jovem saiu tão manhosa que mesmo que Severus tentasse se segurar, não conseguiria.

-Pode doer um pouco - ele se posicionou na entrada da jovem pincelando o membro naquele lugar apertado.

-Por Merlim, rápido Severus! - ela o puxou para um beijo selvagem.

Severus entrou aos poucos, sua sanidade o abandonava a cada minuto mais e mais naquele lugar molhado.

Alana não pôde dizer que sentiu dor, afinal de contas estava totalmente fora de si. Era estranho ter algo dentro de si, mas quando Severus começou a se mover, primeiro de maneira lenta e depois de forma alucinada, ela parou de pensar.

Ele sugava um seio de Alana e então entrava nela com força fazendo ela gritar de prazer arranhando suas costas com as unhas grandes.

-Isso...Isso.. como pode… - Alana não conseguia raciocinar, só queria ser consumida por aquele fogo.

Severus apertava suas coxas, as manuseando deliciado com a carne sedosa sob seus dedos. Não iriam aguentar aquilo muito tempo, eram jovens e inexperientes, acrescentado a isso, não estavam fazendo o menor esforço para prolongar o ato, estavam afogados um no outro, afogados na dança dos corpos suados um contra o outro, no frenesi das bocas, das línguas, dos choques de prazer.

Ele aumentou a força das estocadas sem poder aguentar mais, Alana apertou os dedos nos lençóis de algodão gemendo alto enquanto acompanhava o ritmo alucinado com os quadris. Severus gemia baixinho de encontro ao seu ouvido, Alana não aguentou tantos estímulos diferentes e gozou puxando Severus para si, que urrou ao sentir o membro ser engolido daquela forma deliciosa liberando o gozo também.

-Eu jamais… Eu não achava … que fosse assim - Severus disse sem fôlego caindo na cama trazendo Alana para si.

-Achou que era como? - ela riu deliciada.

-Menos incrível? - ele disse em dúvida fazendo os dois rirem  - Droga, eu esqueci da poção contraceptiva - ele gelou.

Alana riu.

-Eu tomei antes da cerimônia de formatura - ela o beijou languidamente.

-Garota sapeca.

Após alguns minutos em que os dois repassavam mentalmente o que havia acontecido ali, Severus achou que Alana já havia pegado no sono, mas se surpreendeu quando ouviu a pergunta.

-Quando iremos para a Noruega?

-Daqui um mês - ele a puxou e olhou naqueles lindos olhos castanhos - Daqui um mês seremos só nós dois.

-Para mim parece perfeito - então fechou os olhos com um suspiro satisfeito. Severus não demorou a imitá-la.




 

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Aquele mês foi uma correria, Severus tentou o melhor que pôde aguentar seu pai bêbado, não seria bom ter que pagar um mês de pousada. A faculdade da Noruega havia mandado apenas sua passagem e alguns tickets que serviam como vale refeição para usar na viagem, por isso não tinha dinheiro nenhum, ficou preocupado como iria conseguir pagar a passagem de Alana e sua estadia, mas ela o tranquilizou por coruja dizendo que sua avó iria ajudar.

Aquilo o deixou aliviado embora não gostasse muito da situação. Apesar de tudo, sabia que não conseguiria sustentar Alana enquanto estivesse estudando, teria que deixá-la trabalhar afinal.

“Não seja machista!” - era o que as corujas dela diziam com frequência.

Ele ria quando lia isso.

Mandou uma coruja para Alana marcando a hora e local de onde iriam partir.

Agora estava tudo pronto para a vida nova dos dois. Para Severus aquilo parecia um sonho. Pela primeira vez na vida sentiu que seria verdadeiramente feliz.





 

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Era segunda-feira, ele deixou um pedaço de pergaminho para o pai que aquela da manhã deveria estar caído em alguma sarjeta morrendo de bêbado. Por mais que não gostasse do homem ir embora sem nem avisar que estava partindo para nunca mais voltar era, em sua concepção, falta de educação. E de pessoas sem educação já bastava Tobias Snape.

Deu uma última olhada na casa que um dia foi sua prisão, mas a partir daquele dia seria apenas uma lembrança dolorosa e aparatou.


 

Severus estava ficando ansioso, olhava no relógio de pulso gasto e no grande relógio da Praça de Trafalgar, esperando intensamente que um dos dois estivesse errado, ou os dois. Havia um portal atrás de uma grande fonte de centro da praça. Ele e Alana deviam se sentar nela de forma disfarçada às 10:00 em ponto, assim seriam transportados para o trem que os levaria à Noruega. Mas já era 9:30 e nem sinal de Alana. Severus usava as vestes que ela havia lhe dado de Natal. Apesar de ser uma roupa elegante ainda era estranha aos olhos dos trouxas que passavam ali e lhe apontavam estranhando as roupas pretas.

Ele pensou em ir com uma roupa trouxa, mas tinha que admitir que trouxa ou bruxa, aquelas vestes eram a melhor roupa que ele tinha, fora algumas partes do uniforme de Hogwarts que ele poderia retirar o símbolo da escola e usar como uma veste bruxa normal.

-9:45. Alana o que está fazendo? - ele gemeu baixinho.

-Severus Snape? - uma voz o sobressaltou.

Ele se virou e viu uma senhora vestida em um casaquinho roxo trouxa muito elegante.

-Sim? - ele respondeu se levantando para conversar com a senhora.

-Eu deveria ter imaginado - ela sorriu amável - O reconheci pela roupa, ajudei Alana a comprar.

Severus a olhou confuso por um momento.

-A senhora é avó da Alana?

-Sim - ela sorriu e se sentou no banco em que Severus esteve sentado pelos últimos cinquenta minutos, fazendo gesto para que ele a imitasse- Estou aqui por causa da minha neta.

-O que aconteceu com ela? - ele se sentou levemente já esperando pelo pior.

-Ela não virá- a senhora analisou o semblante de Severus, notando o quanto a notícia o devastava por dentro.

-Ela desistiu?

-Não! Não meu querido - ela tomou uma das mãos do jovem na sua - Nesse mês, depois que ela retomou da escola, eu pude ver o quanto ela estava feliz. Ela me contou dos planos de vocês, e eu confesso que fiquei muito feliz e prometi ajudar. Mas por fim, aconteceu algo que eu não esperava - a senhora fechou o semblante em tristeza.

-E o que foi? - Severus sentiu o sangue gelar.

-Os pais dela encontraram as correspondências de vocês.  Eles tiraram a varinha dela e a trancaram em casa - ela começou a chorar baixinho - Eu não pude fazer nada, ela apenas teve tempo de me dizer a hora e o local que se encontrariam. Nem mesmo eu, permitem que chegue perto dela.

-Mas precisamos fazer algo - Severus se alterou não acreditando no que ouvia - Vamos no Ministério da Magia!

A senhora sorri tristemente.

-Infelizmente as leis podem fazer muito pouco por nós. Famílias tradicionais como a nossa costumam ter as leis no bolso. Foi assim que descobriram que era você, o remetente das corujas. Apenas uma ligação via flú foi o suficiente para saber tudo sobre sua vida. E assim eles a trancaram para que ela não “envergonhasse a família.”

-O que eu faço agora? - ele cobriu o rosto com as mãos.

-Vá, meu filho. Você precisa ir - ela deu batidinhas em seu ombro - Quando voltar, daremos um jeito.

-Mas, e Alana, como ela ficará? - ele a olhou preocupado.

-Não se preocupe - ela sorriu confiante - Eu nunca falhei em proteger minha neta. Vai demorar para que a vigilância sobre ela diminua, mas eu vou cuidar dela. Você se corresponde comigo, tentarei passar o que disser da melhor forma possível.

-Mas…

-’Mas’ nada! - ela rebateu séria dessa vez - Eu quero minha neta tenha um bom futuro, portanto vá e volte um mestre.

Severus viu que ela o repreendia mas sorria por dentro, logo entendeu porque Alana a amava tanto.

-Senhora…

-Janette.

-Ah, sim, Senhora Janette. Cuide dela, Alana é a coisa mais preciosa que eu tenho - ele tentou segurar uma lágrima, mas foi impossível.

-Minha também, meu menino.

Os dois deram um abraço breve porém cheio de significado.

-É melhor ir - a senhora disse olhando o grande relógio que marcava 9:59.

Severus se levantou e pegou a pequena valise onde se encontravam suas poucas coisas encolhidas, em sua maioria livros, e andou a passos incertos em direção à fonte. Cada passo pesava mais e mais em seu coração, se sentou na lateral da fonte e olhou Janette Faravell que não havia se mexido um milímetro sequer.

Os trouxas ao redor pareciam não notar sua presença agora.

Janette ergueu a mão em um sinal de despedida poucos instantes antes do relógio bater as dez horas e Severus sentir um puxão forte no corpo.




 

Continua >>>>>>>>>>>

 


Notas Finais


Eu quase sempre ferro com os finais,né?
Hahahaha


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