História Renegados - Capítulo 5


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Self Inserction, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Entrevista 3


- O que você acha sobre a forma como a sexualidade é tratada nos dias atuais?

- Não sei. Acho que todo mundo devia ser livre pra trepar com quem quiser.

- Então, vários exemplares do livro foram queimados em praça pública por um grupo de jovens homossexuais que seguravam vários cartazes com os dizeres “queremos mais amor e menos preconceito”. Ao escrever a história, sua intenção foi realmente gerar toda essa polêmica?

- Eu vi a notícia. E não, minha intenção ao escrever o livro não foi essa.

- Mas você deveria saber que aquela cena da “punição” ao jovem homossexual com um plugue anal forçado causaria essa revolta.. não?

- Olha, a culpa não é minha se meia-dúzia de viados viram algo no livro que não gostaram e se revoltaram. Eu sou uma bruxa sendo queimada na fogueira.

- Ah. Uhm, certo. Então o que você acha sobre o casamento gay e o movimento LGBT?

- Por mim, tudo bem, isso não é da minha conta. Estou de bem com qualquer um, desde que fique longe de mim.

- Não entendi. Você é a favor ou contra o movimento?

- Veja bem, eu não tenho preconceito. Eu só não perco tempo com coisas que não vão mudar nada na minha vida.

- Mas há mães que estão perdendo seus filhos por conta do preconceito que está envenenando a sociedade. E o machismo hoje em dia nunca foi tão grande como antes. Vivemos em tempos quase medievais. E você está querendo dizer que não tem nenhum posicionamento só porque isso supostamente não o atinge?

- Você perguntou isso para saber minha opinião ou para me impor a sua, esperando que eu concorde?

- Ah.. não, não foi isso.. Mas como se sente em relação aos ideais do personagem do livro?

- Em relação ao quê exatamente?

- Sobre a forma como ele pensa. Sobre todos aqueles monólogos sobre a punição para os “seres inferiores”, ou seja, mulheres, gays, lésbicas, transsexuais, negros e... A frieza que ele demonstra quando está fazendo aquelas coisas com as garotas em frente à câmera e... por Deus, ele arranca toda a pele do corpo da garota negra porque, uhm, sente nojo. Ele violenta uma mulher, uma criança, por diversão, e filma tudo isso. E você conta o livro inteiro diretamente sob sua perspectiva. Isso foi uma tentativa de torná-lo mais humano?

- Ah, não. Você sabe, como humanos, somos capazes de coisas terríveis. Alguns apenas resolvem agir, outros não. Eu não poderia torná-lo mais humano do que ele já é. Esqueça os monstros debaixo da cama ou escondidos no armário. Eles moram dentro de nós. Isso não deve ser novidade pra ninguém, mas o que a maioria não sabe é que eles saem todos os dias para comer. E estamos muito centrados em nós mesmos para nos darmos conta de que alimentamos os malditos todo santo dia, nas mínimas ações.

- Certamente, somos capazes de tudo, mas também podemos ser bons uns com os outros. Temos o livre-arbítrio de escolher entre o bem e o mal.

- Sim, temos a chance de fazer o bem. E quantos de nós aproveitam essa chance? O diabo criou o homem à sua imagem e semelhança. Nós jogamos lixo nas ruas e maltratamos as pessoas mas continuaremos esperando um mundo melhor com pessoas melhores. A verdade é que nos escondemos por trás de uma máscara de bondade. Não faço mal a ninguém. Mas não ajudo ninguém. Isso pode me definir como uma pessoa boa, ou mesmo uma má?



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