História Repentinamente - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 1.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá mais um capítulo fresquinho,bye!

Capítulo 4 - Dia cansativo


Enquanto caminhávamos notei que Uriah não ligou para avisar que chegaria em casa tarde nenhuma vez então lhe perguntei –“Seus pais não vão ficar preocupados com você chegando tarde em casa?”.

Uriah –“Meus pais estão fora do país á trabalho, eu moro com os meus dois irmãos e eu sempre chego tarde em casa por causa dos meus cursos então não haverá problemas”.

–“Você tinha algum curso hoje?”.

Uriah –“Não, mas, eles não precisam saber disso”.

Fico me perguntando se não tem mesmo problema.

–“Me desculpe te convidar assim do nada”.

Uriah –“Não tem problema já te disse, agora quem tem que se divertir é você!”.

Chegamos às lojinhas de jardinagem e Uriah me perguntou –“Você tem dinheiro?”.

Assenti que sim com a cabeça e entramos na primeira, havia uma cerquinha decorativa para canteiros achei linda, mas, não daria o suficiente para o resto dos canteiros mesmo assim não resisti à tentação e a comprei.

Depois fomos á lojinha ao lado, Uriah olhou para o meu pé e disse –“É melhor comprarmos terra para cobrir aquele buraco”.

–“Verdade”.

Foi aí que tive uma ideia e se plantarmos uma flor naquele buraco e fazê-lo dele um canteiro? É simplesmente brilhante, pensei e logo depois contei á Uriah que concordou comigo na hora.

Passamos por diversas lojas e nenhuma daquelas flores me satisfez, entretanto encontramos coisas muito interessantes como uma placa escrita: A Beleza da Natureza é pra ser Admirada e outras coisas que ao vermos compramos.

E como não achávamos nada descansamos em um banco.

Uriah –“Havia muitas flores lindas e você não escolheu nenhuma delas, por que?”.

–“No colégio há diversas flores bonitas e eu quero que o nosso jardim pareça bem natural para que as pessoas admirem a natureza como ela simplesmente é, sem contar que a flor que estamos procurando deve ser especial vovô diz que se quer algo especial deve ser especial”.

Ele ri ao ouvir os meus motivos e diz –“Pois é, o seu avô está certo só que encontrar essa flor especial parece mais difícil do que pensávamos”.

Uriah –“Vou comprar dois sorvetes espere aqui”.

Fiz um positivo com o dedão e lá se foi ele, de repente ao meu lado se inicia uma briga e uma mulher mal encarada saí correndo dali com uma expressão enraivecida e quando olho para o lado aonde havia acontecido a briga vejo uma senhorinha chorando, ela estava sentada no banco e a sua expressão parecia muito triste.

Eu me aproximei para perto dela com a minha cadeira de rodas e pergunto –“Senhora o que se passa por que chora?”.

A velhinha me encara e diz –“A mulher do meu filho quer se livrar das flores do nosso jardim porque quem as plantou foi ele e o mesmo morreu e é uma lembrança muito dolorosa para a família, acontece que eu não encontro ninguém que queira ficar com as  flores”. Ela diz apontando para uma muda de florzinhas pequenas do tamanho do meu polegar algumas até menores, elas se assemelhavam ao formato de uma estrela e a coloração delas era a mesma: branco.

–“Foi por isso que brigaram?”.

Velhinha –“Sim, ela quer se livrar delas rapidamente ainda enquanto pode”.

Ainda enquanto pode? Como assim? Essas perguntas ecoavam em minha mente, só percebi que estava sendo além de intrometida, muito mal educada afinal nem sequer me apresentei apropriadamente para aquela senhora.

–“Desculpe-me senhora, esqueci de me apresentar o meu nome é Marjorie”.

Velhinha –“Muito Prazer Marjorie o meu nome é Armandina, eu é que peço desculpas por preocupá-la com algo tão banal”.

–“Isso não é banal, é algo importante de alguém especial para você eu lhe entendo porque também tenho algo de valor sentimental muito grande assim como a senhora”.  Tirei de dentro da blusa um colar.

Dona Armandina –“ É muito bonito...” Disse ela coçando a sobrancelha e continuando –“Muito bonito esse coração ao contrário com pedrinha”.

–“É uma folha de um trevo a pessoa que me deu está com a outra metade que completa o trevo”.

Dona Armandina –“Oh, então o rapaz que lhe deu deve ama-la muito”.

–“Como a senhora sabe que é um rapaz?”.

Dona Armandina –“ Minha filha eu também já fui jovem e sei quando um rapaz quer agradar uma moça como você”.  Ela sorri.

–“Embora eu não se realmente ele se lembra de mim já se passaram muitos anos e eu ainda não o encontrei”.

Ela pega as minhas mãos e coloca a muda de flores no meu colo e diz –“Senhorita se não tiver problema gostaria de ficar com as flores?”.

­–“Sim, não tem problema vou cuidar delas com muito carinho”.

Dona Armandina –“Fico feliz em ouvir isso e eu sinto que em breve encontrará o jovem pelo qual procura”.

–“Obrigada”.

Dona Armandina –“ Ora não foi nada criança, agora eu terei de ir se não meus familiares ficarão preocupados até breve Marjorie”.

–“Até breve Dona Armandina!”.

Nos despedimos e eu voltei para o meu banco e cinco minutos depois apareceu Uriah.

Uriah –“Você é rápida já encontrou a flor que procurava?”.

–“Digamos que ela veio ao meu encontro”.

Uriah delicadamente pós a muda no banco e entregou-me o sorvete que comprou, o sabor era de café, o meu favorito não sei como ele soube só sei que acertou na escolha e o dele era de doce de leite, eu sei porque roubei um pouquinho do dele.

E depois passeamos pela cidade por um tempo, me senti culpada por ele estar carregando a maioria das compras entretanto ele não parecia se importar e depois voltamos para a escola ele me ajudou colocando a terra no buraco, plantando a muda de flor e a colocar a cerquinha ao redor.

Percebi que esqueci de alimentar os animais e fui em direção á eles e Uriah em seguida me alcança perguntando –“Aonde você vai?”

–“Vou alimentar os animais é meu dever, ué”.

Uriah –“Você não vai conseguir nada com esse pé quebrado”.

–“Mas eu não quero abusar da sua bondade”.

Uriah –“Você não quer é ficar me observando fazer todo o trabalho sozinho,não é?”.

É verdade que eu estava entediada por não fazer nada , entretanto, não é tão ruim assim ver ele trabalhando afinal tudo de ruim tem o seu lado positivo e isso inclui esse tipo de situação.

–“Em parte também é isso”.

Uriah –“Tudo bem irei realizar o seu desejo”. 

Uriah entrou na jaula dos coelhos e colocou todos eles em uma gaiola depois abriu a porta da jaula e fez a cadeira de rodas entrar lá em seguida fechou a porta da jaula soltou os coelhos e assim pude dar comida á eles e enquanto estavam distraídos saímos da jaula,depois me pós em seus ombros;carregando-me para alcançar a gaiola dos pássaros para alimentá-los, me guiou pelos corredores até a sala do jardim de infância e segurou o aquário para me ajudar.

 –“Você realmente é muito atencioso”. 

Uriah –“Você não desistiria tão facilmente” Diz ele.

Depois disso voltamos ambos para as nossas casas e eu fiquei pensando na bondade de Uriah em me ajudar, minha mãe estava com uma caixa cheia de garrafas pet que iria colocar fora e eu curiosa perguntei –“Aonde conseguiu essas garrafas?”.

Mãe –“As séries iniciais estavam usando essas garrafas para o trabalho de ciências como sobrou muitas, eles as deixaram na diretoria para mim resolver o que fazer com elas acontece que com todo o meu trabalho acumulado acabei levando-as para casa sem querer”.

–“E parece que você já achou um lugar para elas”.

Mãe –“Ainda não, por isso vou jogá-las fora”.

–“Não foi isso o que eu quis dizer,bom...Posso ficar com elas?”

Mãe –“Não sei o que pretende fazer com  elas mas,toma são todas suas”.

–“Obrigada”.

Jantei e em seguida com a ajuda da minha mãe subi para o meu quarto e ainda na cadeira de rodas comecei a recortar as garrafas e quando termino, mamãe entra.

Mãe –“Filha já está tarde, vamos dormir?”.

Eu concordo com a cabeça e ela me põe na cama.

–“Mãe eu quero fazer uma surpresa para um garoto da minha sala chamado Uriah, mas para isso preciso mantê-lo ocupado a tarde toda você pode fazer isso por mim?”.

Mãe –“Se é por você eu faço”. Diz dando uma piscadela.

Acordei cedo e chamei a minha mãe para me ajudar, tomei café da manhã e fui para a escola  mais cedo do que o normal e entrei na estufa á procura de Analu e foi como eu previ ela estava ali, eu me aproximei dela chamando-a pelo seu nome.

Analu –“O que foi Marjorie?”.

–“Se você não estiver ocupada de tarde, me ajudaria com o jardim?”.

Analu –“Mas é claro!”.

–“Eu quero fazer uma surpresa para o Uriah já que ele anda me ajudando muito ultimamente”.

Analu –“Ele vai adorar pode contar comigo!”.

Depois de terminarem as aulas Analu me ajudou bastante, eu estava muito animada para ver a reação dele.

Pov’s Uriah

Depois das aulas a diretora me pediu para limpar,tirar o pó das estantes e reorganizar todos os livros em ordem alfabética alegando que a bibliotecária estava de folga e as crianças da pré-escola já estariam lá a partir de amanhã, como era um pedido da própria diretora eu aceitei.

Mas,logo vi que foi o meu maior erro que cometi,a biblioteca era enorme e com certeza demoraria uma eternidade para fazer todo o trabalho mesmo assim espantei a preguiça e fui ao trabalho quando terminei já estava tarde e eu estava muito cansado.

Analu foi em minha direção e disse que Marjorie queria me ver no jardim,quando eu entrei fiquei espantado havia canteiros de garrafas pet recortadas e do outro lado mais canteiros de garrafas pet só que a diferença é que as garrafas estavam inteiras e com líquidos dentro,cada garrafa com um liquido de cor diferente e o mais impressionante era que todas eram fosforescentes.

Ao de cada canteiro havia uma plaquinha, eram as mesmas placas das quais compramos no outro dia,inclusive naquela florzinha que plantamos.

O Jardim estava lindo,depois nós dois fomos para as nossas casas e eu fiquei pensando em alguma maneira de retribuir a surpresa que ela me fez.

Pov’s Marjorie.

Chegando em casa,eu comecei a lembrar o quanto Uriah parecia cansado e então resolvi perguntar á minha mãe qual era a “ocupação” que submeteu ao pobre Uriah.

Mãe –“Ah aquilo? Ele só limpou, tirou o pó das estantes e reorganizou todos os livros da biblioteca aleguei que a bibliotecária estava de folga”.

–“Então basicamente você mentiu para ele fazer o trabalho da bibliotecária, não é?”.

 Mãe –“Na verdade era uma meia mentira, a bibliotecária realmente tirou folga o que eu menti foi que as crianças viriam amanhã á biblioteca mas,o lado bom foi que a biblioteca está mais brilhante do que o habitual”.

Vovô –“E Como sempre você se aproveitou da situação”.

Mãe –“O meu trabalho era mantê-lo ocupado e foi o que eu fiz”.

Eu fiquei com uma gota na cabeça e dei meus pêsames á Uriah mentalmente.

Continua...


Notas Finais


Espero que gostem.


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