História Repressed Feelings - Capítulo 6


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Ana Paula Padrão, Drama, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Pana, Paola Carosella, Romance
Visualizações 244
Palavras 2.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente! Eu sei, eu sei, eu tô muito atrasada e eu realmente sinto muitíssimo por isso! O capítulo está pronto faz 1 mês mas infelizmente por conta de uma falta de comunicação entre nós (autoras) ficamos esses dias todos sem postar e sem dar nenhuma explicação para vocês. Me desculpa mesmo, espero que vocês gostem e não desistam de mim! Hahah. Desculpa, de verdade.

Capítulo 6 - Encontros e despedidas


Paola 

Quando sinto os raios que estão vindo da janela aberta me atingirem sou obrigada a levantar. Quando abro os meus olhos sou atingida em cheio por uma dor de cabeça horrível, obrigada, uísque! Levanto devagar e fecho a cortina, quando viro para ir ao banheiro, me deparo com um pequeno corpo esparramado por toda a cama. Como é folgada! Rio do meu pensamento e faço o meu caminho até o banheiro. Opto por não acordar Ana agora, ainda não sei como encarar ela depois daquela declaração. Tomo um banho e fico alguns minutos tentando jogar fora todas as minhas inseguranças e medos, termino o banho na esperança de que todos esses sentimentos tenham ido embora junto com a água. Coloco um vestido branco soltinho e acordo Ana.

-Bom dia, preguiça!- balanço seus ombros e ela apenas resmunga algo- A Fran vai chegar daqui a pouco e você não vai tomar café com ela- Digo levantando da cama

-Já acordei!- ela diz sentando e ficando tonta- Cadê a princesa?

-Ainda não chegou mas já deve estar chegando- Ana concorda com a cabeça e fica olhando para um ponto específico no quarto por longos segundos, escuto ela respirar fundo e passa as mãos pelos cabelos, tentando arrumar aquela bagunça castanha- Bom, você sabe onde ficam as coisas, caso queira tomar um banho. Eu vou preparar o nosso café- digo meio sem graça e saio rápido. Fecho a porta do quarto e, por mais estúpido e adolescente que seja, eu me encostei na mesma e fiquei alguns segundos tentando regular minha respiração, nem ao menos sabia que estava tão nervosa assim. Estou perdida e confusa. Respiro fundo e vou fazer o café para as minhas pessoas favoritas.

Ana Paula

Assim que Paola fecha aquela porta, eu me afundo novamente nos lençóis e tento aspirar o máximo do cheiro dela presente neles, abraço o seu travesseiro e fico alguns minutos naquela posição. Repasso a noite de ontem na minha cabeça diversas vezes, o sorriso em meus lábios é inevitável. Eu estou completamente apaixonada por Paola Carosella, e ela também está por mim! Eu tenho vontade de gritar isso aos quatro ventos. Levanto e tomo um longo banho, visto a roupa do dia anterior e desço as escadas, encontro Paola cozinhando e ela está tão concentrada que não ouso a interromper.

-Você podia me ajudar ao invés de ficar me olhando de longe- ela diz sem tirar os olhos do que estava fazendo

-Você parecia tão concentrada, não queria atrapalhar- me sento em uns dos bancos da bancada- Cadê sua princesa?

-Ela deve estar chegando- finalmente desliga o fogo e me olha

-Meu Deus! Que cheiro divino- digo tentando beliscar e recebo um tapa- Ai!- recolho minha mão e faço beiço

-Que feio, senhorita! Vamos esperar Fran- ela leva tudo para a mesa e escutamos a campainha tocar- Olha ela aí!- ela sai apressada e eu vejo um furacão loiro agarrar seu pescoço e encher seu rosto de beijinhos- Meu amor! Que saudade

-Também, mamãe!- elas entraram em uma bolha, naquele momento só existiam elas duas e eu fui totalmente ignorada. Não fiquei chateada e muito menos sem graça, ver as duas no seu mundinho foi uma das melhores coisas, eu conheço muitas facetas da Paola, mas essa foi uma das que mais gostei de conhecer. A Paola mãe. A forma que ela abaixava o tom, abria um sorriso e escutava atentamente o que Fran dizia, fez com que eu me apaixonasse por ela umas 5 vezes em menos de 2 minutos.

-Tenho uma surpresa pra você, meu amor!- ela colocou a menina no chão e a mesma quando me viu saiu correndo em minha direção

-TIAAAA!- Ela pula em meu pescoço, igual como fez com sua mãe e começa a brincar com o meu cabelo

-Bom dia, anjinho- beijo seu rostinho- Como foi sua noite?

-Foi muito legal! Eu assisti um filme que eu não lembro o nome agora, mas era muito muito legal- a coloquei sentada na cadeira e Paola começou a servir o café para ela. A menina ficou o café todo contando a história do filme e as vezes perguntava o que eu fazia ali tão cedo, mas logo Paola respondia, agradecia aos céus por isso. Quando terminamos eu ajudei Paola com a louça mesmo ela alegando que visitas não faziam isso.

-Precisamos conversar sobre ontem- puxo depois que eu seco o último prato e ela guarda

-Precisamos- ela abre um sorriso envergonhado- Eu...- Ela ia falar mas meu celular começa a tocar- Pode atender

-É Walter- digo encarando a tela do celular

-Essa conversa é mais importante que essa- aponta para si e depois para mim- Não acha?- retira o avental e o lenço dos seus cabelos e me encara- Podemos ter essa conversa depois.- Ela sorri pra mim- Fran, vem se despedir da Ana

-Por que você já vai embora?- a pequena cruza os braços e faz um beiço. Igual a mãe

-A tia tem muito trabalho pra fazer, mas eu volto aqui de noite- Olho para Paola e ela confirma- Para conversamos- beijo a loirinha

-Agora já pro banho, mocinha- mesmo fazendo birra a menina vai- Até a noite então

-Até- nos despedimos apenas com uma troca de sorrisos.

Ana Paula

Chego em casa e encontro tudo em silêncio, as cortinas das janelas estão todas fechadas o que deixa o ambiente da sala parecendo noite. Deixo as chaves na mesinha de centro e vejo Walter sentado no sofá dormindo. Respiro fundo, subo, tomo um longo banho e troco de roupa, quando desço, Walter não está mais dormindo.

-Quer café?- ele passa por mim abrindo todas as cortinas e sentando na poltrona

-Não, eu já tomei- ele levanta a sobrancelha e toma um gole da sua bebida- Vamos conversar?

-Claro- Ele sorri pra mim e respira fundo- Como chegamos aqui, Aninha?

-Eu não sei, acho que foi a rotina- sento no sofá a sua frente, ele sorri sem humor algum e leva a xícara mais uma vez a sua boca

-Não foi só isso, nós sabemos- ele deixa a xícara na mesinha e pega a minha mão- Eu gosto muito de você, de verdade! Não duvide disso- ele aperta mais ainda nossas mãos- Você foi como uma luz pra mim, quando estava tudo escuro você apareceu- sorrimos e vejo uma lágrima solitária cair- Diversas vezes você me salvou de mim mesmo, dos meus monstros e esteve aqui nos piores e melhores momentos- ele beija a minha mão- Tem muitos meses que eu venho ponderando todas essas coisas, Aninha! E foi por essas coisas que eu continuei com esse casamento- fiz menção de responder mas ele pediu que eu esperasse- O casamento é feito por muitas coisas, só que ele não pode ser sustentado por gratidão.- Eu concordo- Não há mais aquele tipo de amor aqui- aponta pra si e depois pra mim- Há um outro tipo de amor, há gratidão, amizade e carinho.- limpo as lágrimas e ele começa um carinho em minhas mãos

-Você é muito especial pra mim e eu não queria que chegássemos aqui, nessa situação- respiro fundo- Eu realmente não queria. Também pensei muito em todas essas coisas, e não podemos continuar com isso só porque achamos que estamos em dívida ou algo do tipo, só vamos nos machucar mais ainda- ele concorda e limpa uma lágrima do meu rosto- Eu vou estar aqui sempre por você, assim como sei que você vai estar sempre aqui por mim- ele concorda e é a minha vez de depositar um beijo em sua mão

-Você é o ser mais maravilhoso que eu já tive o prazer de conhecer, e que sorte a minha poder ter me casado com você- ele suspira e se ajoelha em minha frente- Ana Paula de Vasconcelos Padrão, você me daria a honra de ser a minha melhor amiga?- rimos e ele levanta, se sentando novamente

-Pensei que já fosse sua melhor amiga- digo secando umas últimas lágrimas que insistiam em cair

-Você entendeu- rimos e Sofia se faz presente se enroscando em minha perna- Eu venho visitar a nossa filha toda semana- ele a pega no colo e começa a fazer um carinho em seu pelo

-Claro, tem que pagar a pensão também, tá pensando que é fácil?- rimos mais ainda. Ficamos mais um tempo conversando e decidimos que vamos entrar com a papelada no dia seguinte. Walter arruma uma mala com apenas algumas peças de roupas.

-Se cuida, Aninha! Te amo- ele me abraça e deposita um beijo em minha testa

-Você também!- suspiro- Também amo você- ele fecha a porta e eu me encosto na mesma, igual naqueles filmes de romances, fico sentada ao pé da mesma em um choro incessante por horas.

Paola

Quando vejo o nome do marido ou ex marido de Ana Paula no visor do celular, sou puxada de volta a realidade, a noite anterior de nada tinha servido, Ana Paula ainda continua casada, isso não tinha mudado, e nem a mesma sabia se ia mudar ou não. Logo depois que Padrão vai embora, arrumo Fran e fico brincando a manhã toda com ela, na hora do almoço nos divertimos fazendo pequenas pizzas e confesso que sentia falta dessa interação com a minha pequena. Depois do almoço a ajudo em algumas atividades da escola e a mesma me enche de perguntas sobre Ana Paula. Não adianta, não tem como escapar e tirar essa baixinha dos meus pensamentos. Quando finalmente consigo colocar Fran para dormir, eu pego meu celular que fora esquecido por mim o dia todo, há várias mensagens, porém, nenhuma da pessoa que eu mais queria saber notícias. Respondo algumas que são realmente importantes e me deito na cama, meu pensamento vai para Ana Paula, novidade alguma. Viro a minha cabeça e vejo as horas marcadas no relógio em cima da mesinha, 21h, começo a ficar chateada por Ana não ter dado nenhum sinal de vida, quebrando a promessa que fez a Fran mais cedo dizendo que voltaria à noite para vê – lá. Fecho os meus olhos por alguns minutos, estou exausta, amanhã é segunda e logo voltaria toda a rotina novamente. Suspiro já cansada pensando na semana lotada que teria pela frente. Sou tirada dos meus pensamentos com o meu celular tocando, o pego e o meu coração acelera, leio o nome no visor e atendo.

-Alô- escuto um suspiro do outro lado da linha- Você tá bem?

-Sim, ainda é tarde para cumprir minha promessa?

-A Fran já está dormindo- digo meio triste, queria muito ver Ana, olhar no fundo daqueles olhos e dizer que tudo ficaria bem- Mas eu não me importaria se você viesse

-Estou aí em 30 minutos- ela desliga o celular. Vou ao quarto de Fran e a mesma permanece dormindo tranquilamente, desço as escadas e fico esperando ansiosamente Ana.

Ana Paula

Depois de ter chorado por um bom tempo eu resolvo tomar um longo banho, depois que saio começo a arrumar algumas coisas, separar algumas coisas de Walter, sim, eu sei que é muito cedo para isso e que quem deveria fazer isso era ele, mas eu preciso urgentemente ocupar a minha cabeça com alguma coisa. Depois de arrumar o quarto, eu decido cozinhar, vou ao mercado comprar alguns ingredientes que não tinha em casa, demoro mais do que o previsto e quando dou por mim já estou com o carrinho cheio de frutas, legumes e outras novidades enlatadas, já conseguia ouvir a bronca de 3 horas vindo da Paola. Quando penso na imagem dela, logo as borboletas no meu estômago acordam e fazem a festa, o sorriso em meus lábios escapa e eu suspiro balançando a cabeça, afim de me concentrar na minha tarefa, vou ao caixa e pago tudo, preparo o jantar devagar, na companhia de um bom vinho e da minha playlist da bad tocando ao fundo. Como um pouco e guardo o resto na geladeira, atento para o relógio e o mesmo marca 21h, suspiro e ligo para Paola. Em 20 minutos estou em frente a sua casa, aperto a campainha e a mesma não demora a atender, me sinto atacada com a sua beleza. Seus cabelos estão levemente bagunçados, soltos, caindo sobre seus ombros.

-Entra- ela abre espaço e eu entro meio tímida- Você quer beber alguma coisa?

-Não, estou bem- coloco as mãos no bolso e ficamos nos encarando- Precisamos conversar

-Claro- ela aponta pro sofá- Como ficaram as coisas?- Eu conto tudo, com o menor dos detalhes, Paola me escuta atentamente e em momento algum me interrompeu, as vezes ela fazia uma pergunta ou observação- Eu não quero ser insensível ou algo do tipo- ela busca os meus olhos- Como fica a nossa situação?- busco sua mão e começo um carinho ali

-Eu gosto muito de você, de verdade! Você foi uma libertação pra mim. Meu Deus! Você foi como um sopro de vida, você me trouxe a vida de novo- finalmente eu conecto o nosso olhar- Mas eu não posso fazer isso com você, não posso te prender a uma coisa que nem eu mesma sei se algum dia vou poder te dar- ela retira suas mãos das minhas e passa as mesmas pelo cabelo, um claro sinal de nervosismo

-O que você está dizendo?- rebate

-Eu não quero uma relação agora, eu preciso de um tempo pra mim e não posso ser egoísta e te prender a mim, para depois te decepcionar- agora é a minha vez de procurar pelos seus olhos- Paola, olha pra mim, por favor!- tento pegar sua mão mas a mesma não deixa

-É melhor você ir embora antes que a Fran acorde e te veja aqui

-Por favor, não me afasta- suplico

-Por favor, Ana- ela não disse mais nada, eu apenas peguei a minha bolsa e fui embora dali.


Notas Finais


Mais uma vez desculpa! Críticas? Elogios? Cartinhas de amor? Me chama lá no Twitter, @mdsmader. Esse capítulo vai pra Victoria porque a bichinha vive me pedindo pra postar e fica só na promessa, né? Tá feliz agora, Vic???


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