História Requintes de Malvadez - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Lésbica, Paixão, Romance, Traição
Exibições 69
Palavras 1.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite, segue novo capitulo, espero que gostem...

Capítulo 16 - A Mentira


Fanfic / Fanfiction Requintes de Malvadez - Capítulo 16 - A Mentira

Vera, desceu os óculos e analisou mais uma vez a informação que aparecia no seu portátil. Estava á mais de 10 minutos, lendo e relendo a mesma frase.

Gabriela estava sentada no lado oposto da sua secretária, digitando um documento e Vera podia sentir os olhares quentes que ela lhe lançava.

- Pode parar…

- Parar com o quê? Não estou fazendo nada… - Disse Gabriela com um ar inocente.

- Está me desconcentrando me olhando dessa forma…

- Talvez se você não tivesse colocado esse vestidinho justo, com um decote tão prometedor, os meus olhos não vagueassem tanto…quem me está desconcentrando aqui é você…

- Ah, coitadinha! Agora eu sou a culpada…

- Sim e eu a vitima! Você está praticamente me forçando a ir até aí e a fazer coisas… - Disse mordendo o lábio.

Raquel bateu á porta e entrou rápidamente, deixando uns papeis em cima da secretária de Vera que agradeceu.

Deteve-se ao reparar que Gabriela estava fitando Vera com um sorriso. Quando Gabriela percebeu que estava sendo observada, voltou atrapalhadamente a sua atenção para os papeis em cima da mesa.

- Mais alguma coisa Raquel? – Perguntou Vera fixando-a de forma intimidadora.

- Não, Doutora. – Respondeu e saiu de seguida, fechando a porta.

- Tira esse sorriso bobo da cara, as pessoas vão acabar percebendo… - Repreendeu-a Vera.

- É que fica dificil disfarçar o tempo todo… Quando é que você vai falar com o Artur?

- Logo, logo…

Gabriela levantou-se, foi até á secretária de Vera e começou massageando os seus ombros - Vê se não demora muito… - Vera suspirou e fechou os olhos ao sentir o toque suave das suas mãos. Gabriela inclinou-se desviou uma mecha do seu cabelo e começou a chupar o seu pescoço. Depois fez a cadeira giratória virar para si, apoiou os joelhos entre as pernas de Vera que deslizou as mãos pelas suas costas segurando-a e beijou-a de forma suave e terna. Justamente quando os beijos se estavam intensificando Raquel entrou novamente pela porta quase as flagrando. Gabriela, afastou-se num ápice de Vera.

- Espero não ter de repetir tudo novamente para você, percebeu o que te expliquei ?– Questionou Vera simulando estar agastada.

- Sim.

- Sim, o quê? – Vera arqueou as sobrancelhas.

- Sim…doutora.

 - Pode acabar então de fazer o documento na sua sala e depois passa a informação para o Doutor Rubens.

Gabriela bufou. Raquel observava a interação das duas, algo apreensiva.

- Doutora, faltavam estes documentos. – Disse pousando algumas folhas em cima da mesa.

Gabriela começou recolhendo as suas coisas. Aproveitou que Raquel estava de costas e abriu os braços, olhando para Vera com uma expressão de frustação e inconformismo por ter de abandonar a sua sala.

Vera baixou a cabeça, não conseguindo evitar um sorriso. Raquel saiu junto com Gabriela.      

Percebeu que ela estava descontente, e supôs que fosse por Vera lhe ter dito algo desagradável. Mais uma vez, tentou consolá-la. Quando chegaram na receção, mais duas colegas se juntaram á conversa. Uma delas deu duas pancadinhas nas costas de Gabriela, encorajando-a a aguentar. Falou que apesar de Vera ser extremamente rígida, era uma das melhores advogadas do país e quem trabalhava com ela acabava sempre por aprender bastante.

- Ela não é má… - Afirmou Gabriela deixando todos perplexos.

Vera chegou nesse preciso momento e chamou-a á sua sala.

Os cochicos continuaram depois de virar costas e acompanhá-la.

Ela entrou e fechou a porta.

- Eu ouvi, vocês conversando…Gabriela, o que você estava fazendo?

- Estava te defendendo…

- Amor, você não pode! Você vai ser a única e elas vão estranhar… - Constatou exasperada.

- Mas elas pensam que você é praticamente a semente do demo, não te conhecem… você é a pessoa mais doce e maravilhosa que eu conheço… - Disse acariciando o seu rosto.

- Você não ía dizer isso… Oh meu Deus, você ía dizer isso! – Exclamou observando-a. - Ainda bem que te interrompi… - Vera começou a explicar. - Gabriela, eu assumi a Robalinho Advogados, muito nova. Pela minha idade, aparência e pelo facto de ser mulher, as pessoas não me levavam a sério. Mas a partir do momento em que assumi esta postura de durona, a atitude delas mudou e eu consegui que me respeitassem e que se focassem apenas no meu trabalho. Isso é muito importante para mim…- Gabriela segurou as mãos e sorriu carinhosamente. - Percebi. Eu quase destruí a sua reputação. Pode deixar se é importante para você, também é para mim…

Gabriela voltou para a receção onde ainda se encontravam em conversa a suas três colegas que a olharam com curiosiedade.

- E aí? – Perguntou Inês.

- Como estava dizendo ela não é má... é pior do que isso! Quando a conheci, pensei que ela fosse o capeta, agora tenho certeza. Obrigada pela força de vocês, ela relamente me trata…mal, muito mal e me faz sentir…mal.  – Falou Gabriela, sem jeito coçando a cabeça.

Vera sorria no corredor, ouvindo-a falar.

 

Mais tarde, foi até á sala de Gabriela, queria fazer-lhe uma surpresa e convidá-la para almoçar.

Abriu a porta de fininho e ouviu o final da conversa que ela estava tendo ao telefone.

- Calma, calma meu amor, estou indo aí te buscar, não precisa chorar mais… se acalma, num instantinho estou aí…

O coração de Vera disparou de imediato, teria ouvido bem? Gabriela realmente chamou a pessoa do outro lado da linha de “meu amor”. Sentiu um frio na barriga, uma súbita ansiedade. Tornou a fechar a porta, devagar para que a sua presença não fosse notada. Encostou-se na parede, inspirou profundamente e tentou controlar o medo e os pensamentos que lhe sobrevinham à mente. Recompôs-se  e usou a sua racionalidade, afinal não havia motivo de alarme, para muitas pessoas é normal utilizar termos carinhosos quando falam com outros. Estava se stressando, sem motivo algum.

Devia estar conversando com alguma amiga, ou até quem sabe um familiar que estava precisando de ajuda. Sorriu de si própria, por achar por breves instantes que Gabriela podia estar lhe traindo. Bateu á porta e entrou.

Gabriela estava arrumando as suas coisas, parecendo muito agitada e incomodada. Antes que dizer o que fosse, ela comunicou-lhe que estava de saída e que não poderia trabalhar no período da tarde.

- Mas está tudo bem? Para onde você vai com tanta pressa? – Perguntou Vera.

Gabriela deteve-se  em frente á porta, hesitou por alguns segundos e respondeu, sem encará-la. - Estou indo ao médico, não me estou sentindo muito bem. Devo estar com algum começo de gripe… - O coração de Vera tornou a acelerar, sabia que Gabriela estava mentindo, iria se encontrar com alguém. - Vai ao médico… - Proferiu decepcionada como se estivesse assimilando a informação.

Gabriela pareceu notar isso, porque virou-se, caminhou até ela, deu-lhe um selinho nos lábios e pediu que não se preocupasse. Bateu a porta e Vera ficou sózinha na sala com suas inseguranças e incertezas. Impulsivamente, decidiu segui-la. Pediu a Raquel que desmarcasse todos os seus compromissos no período da tarde e dispensou o motorista. Entrou no carro e pisou fundo no acelerador até avistar o carro de Gabriela. Manteve uma certa distância para não ser vista. Gabriela conduzia rápido pela estrada e buzinava impaciente cada vez que uma  viatura a forçava a abrandar a sua velocidade, ou demorava um pouco mais a realizar alguma manobra fazendo-a consequentemente esperar. Estacionou o carro de qualquer forma e saiu correndo, entrando num hotel.

Vera não queria acreditar, mas estava vendo com os seus próprios olhos. Bateu no volante se sentindo enganada e não satisfeita saiu e seguiu na direcção do hotel.

Perguntou na receção para que quarto tinha ido a jovem que acabara de entrar.

A principio o moço mostrou-se reluntante em lhe dar essa informação, mas Vera usou o seu charme e justificou-se dizendo que apenas queria devolver algo que a moça tinha deixado cair.

- Não tem problema, pode dizer qual o quarto, ela vai ficar muito agradecida...- Afirmou com um sorriso.

O rececionista acabou por lhe dar a informação.

Vera subiu no elevador. As suas mãos estavam geladas e o seu corpo tremia, tal era o tamanho do seu nervosismo. Parou em frente á porta do quarto, onde sabia que Gabriela estava e respirou fundo, preparando-se mentalmente  para o que poderia acontecer. Bateu e Gabriela abriu prontamente, como se estivesse esperando alguém.

Ficou pálida quando viu que era ela. Vera entrou, sem pedir licença e começou a perscrutar o local. A cama estava arrumada, mas haviam cervejas em cima da mesa e muitas beatas de cigarro no cinzeiro.

- Onde ela está? – Inquiriu.

- Ela quem?

- Ora, a sua médica quem mais? Gabriela, faça-me um favor e não insulte a minha inteligência!

- Como você descobriu? – Perguntou Gabriela desconcertada.

- Eu ouvi você falando ao telefone…

- Eu queria te contar, juro que queria, mas tinha medo da sua reacção… - Expressou Gabriela com a mão na cabeça.

- Você me enganou… - Disse Vera, com mágoa na voz.

- Sim, é que… a nossa relação…aconteceu tudo tão rápido…não tive tempo…estava procurando o melhor momento para te dizer, não queria perder você… - Tentava se explicar Gabriela.

- Não teve tempo, nem oportunidade para me dizer que já estava envolvida com outra pessoa?

Me poupe! – Disse perentóriamente.

- Como? Envolvida com outra pessoa? Espera do que é que você está falando? – Questionou Gabriela como se já não estivesse entendo mais nada.

- Como do que é que eu estou falando? Você acabou de admitir...

Nesse momento , ouviu-se um som vindo do banheiro e as duas ficaram silenciosas, fitando a porta que se abriu alguns segundos depois.

Saiu uma menina que não devia ter mais de 5 anos, com cabelos castanhos, um vestidinho azul escuro e umas sabrinas escuras, com umas meias brancas. Tinha uns olhos castanhos cor de mel, iguais ao de Gabriela e estava com um ar choroso.

- Essa é a minha filha Verôncia, desculpa não queria que você descobrisse assim. Queria ser eu a te contar…

O pai dela a deixou no hotel e saiu dizendo que já voltava. Ela me ligou desesperada porque estava sózinha e já faz um bom tempo que ele foi.


Notas Finais


E agora? Qual vocês acham que vai ser a reação de Vera?


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