História Requintes de Malvadez - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Lésbica, Paixão, Romance, Traição
Exibições 52
Palavras 2.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom dia pessoal, desculpem a demora, acabei não tendo tempo para postar antes, mas mais vale tarde do que nunca kkkk. Aqui vai um novo capítulo.

Capítulo 17 - Isso muda tudo!


Fanfic / Fanfiction Requintes de Malvadez - Capítulo 17 - Isso muda tudo!

- Filha?!- Vera olhava alternadamente para Gabriela e para a menininha que saíra do banheiro. - Você não estava indo se encontrar com outra pessoa?...

- …Sim, “outra pessoa”… – Disse franzindo o cenho e apontando com as duas mãos para a garota. – O que é que você pensou? Que eu estava vindo me encontrar com uma amante? Era isso que você estava pensando?… - Perguntou incrédula.

- Sim… E não me olha com essa cara de “onde é que você foi buscar essa ideia ridicula”, porque eu ouvi você chamando alguém de meu amor ao telefone e depois você mentiu descaradamente para mim, disse que ía ao médico, que não se estava sentindo bem e entrou num hotel… o que é que você queria que eu pensasse?

- Bem, não sei, tudo menos que eu ía matar o trabalho para dar uma rapidinha… . Respondeu irónicamente.

- Hum, que eu me lembre não seria a primeira vez…você já faltou ao trabalho para…você sabe… - Observou arqueando as sobrancelhas.

- Isso foi diferente, foi com você…minha chefe, eu estava apenas te obedecendo… - Justificou.

- Mamã, o que é uma “anante”? – Perguntou Verônica puxando a aba da blusa de Gabriela.

Ela e Vera fitaram-na estarrecidas, sem saber o que dizer. Gabriela tapou os ouvidos da filha.

- Tá vendo? Graças a você minha filha aprendeu uma nova palavra!

- Não põe as culpas em mim!

- Foi você que me seguiu até aqui para conferir se eu tinha uma amante! Não Vera, pode ficar descansada, boas noticias, sou só SUA amante e de mais ninguém, viu?! - Disse sacásticamente e daí começou a divagar, como se estivesse falando com os seus botões. – É… sou sua amante porque você quer, estou esperando você fazer de mim uma mulher honesta…

- Eu preciso de tempo, as coisas não são assim… E você está desviando o assunto…

- Mamã, quem é?…”anante”?

- NÃO! – Disseram as duas em únissuno, gesticulando em simultâneo. – É uma amiga da mamã…

Verónica contorceu-se a rir, observando Vera e Gabriela constrangidas, repetia... - “Anante”… “anante”… “anante”…

De repente, a porta abriu e surgiu um homem alto, loiro, com um estilo meio desleixado, com a barba por fazer de pelo menos três dias.

Verônica, abriu um grande sorriso. “Papá, papá! Olha, “anan…” - Gabriela, colocou a mão na  boca de Verônica, antes que ela completasse a palavra.

-  Uê, o que é que você está fazendo aqui? E quem é essa? – Inquiriu num tom agressivo.

- Vera, esse é Ricardo, o pai da minha filha…  - Apresentou Gabriela com um certo desprazer.

- Papá, você demorou! – Constatou com uma expressão amuada Verônica, cruzando os braços.

Gabriela aproximou-se e pode sentir o hálito forte a alcool que emanava dele. Fitou-o furiosa.

- Vera, você pode por favor levar a minha filha lá para baixo, me espera no hall de entrada do hotel, não vou demorar… - Vera aceitou. Gabriela, baixou-se, segurou os ombros da filha e disse. – Nikki, esta é a amiga da mamã, a Vera. Eu preciso que você me espere com ela, enquanto eu converso com o papá.

- È amiga da mamã? -  Verônica repetia tudo o que ouvia. – A mamã vai conversar com o papá? Ahhh, tá bem… - Disse como se tivesse entendido tudo.

Vera estendeu a mão para a menina, mas ela esticou os dois braços pedindo colo. Vera baixou-se e ela entrelaçou os seus pequenos braços á volta do seu pescoço.

- Se precisar de mim, já sabe… - Disse para Gabriela.

Mal fecharam a porta e começaram os gritos, Verônica assustou-se com o barulho repentino de vidro quebrando e apertou Vera com força.

Ouviu-se Ricardo voceirar. – Você não tinha nada que estar aqui, estava tudo bem até você chegar!

- Você deixou a nossa filha de três anos sózinha num hotel para ir beber! Seu irresponsável! - Respondeu Gabriela no mesmo tom. Os xingamentos continuavam.

Vera acariciou os cabelos de Verônica que fitava a porta encolhida no seu colo. – Vai ficar tudo bem, tá? Você gosta de sorvete? – Ela olhou para Vera, com os seus grandes olhos castanhos claros e abanou a cabeça afirmativamente, ainda sobressaltada.

Vera apressou-se a sair dali, com a menina no seu colo.

Entrou numa lanchonete mesmo ao lado do hotel e pediu o sorvete infantil minimilk, á base de leite.

Tentou sentar Verônica na cadeira, mas ela não quis sair do seu colo, abraçando-a com mais força ainda e encostando a cabeça no seu ombro.

- Você é muito parecida com a sua mãe, sabia? – Verônica anuiu com a cabeça. – Quantos anos você tem? – A menina olhou para mão e ficou contando os dedos, depois desceu o polegar e o mindinho.

- Três anos! – Exclamou Vera com um ar espantado. Verônica sorriu e começou a falar e a gesticular animadamente, embora Vera não conseguisse perceber o que ela estava dizendo colocou a mão no queixo, fitou-a com um ar sério, semicerrou os olhos e meneou continuamente a cabeça, como se não só entendesse o que ela estava falando, mas também concordasse. A empregada de mesa chegou com o sorvete, entregou-o directamente na mão de Verônica, sorriu simpáticamente e disse. – Linda, a sua filha.

- Não, não…- Vera devolveu o sorriso e ainda tentou explicar -  Ela não é… - Antes que pudesse terminar a frase a empregada de mesa já tinha ido.

Verônica se lambuzou toda com o sorvete, esquecendo todas as suas anteriores preocupações.

Quando Gabriela chegou, Verônica já tinha terminado de comer, tinha uma mochila que pousou nas costas da cadeira.

- Oh meu amor, o que foi que te deixou assim? – Verônica abriu um largo sorriso – “Sovete”!

- A Vera te deu sorvete? Você agredeceu?

- “Obigada” – Respondeu timidamente.

- Não tem de quê, meu anjo.

- Mamã, o papá tá onde?

- O papá teve de sair, então agora você vai ficar com a mamã, já estava com muitas saudades da minha filhinha linda! – Disse Gabriela com um grande entusiasmo.

- Oba! – Exclamou Verônica partilhando da sua alegria.

- Agora nós vamos ao parquinho, para você brincar um pouquinho e para mamã falar um pouco com a Vera…

O parque era próximo e por isso foram mesmo a pé. Mal chegou, Verônica correu logo em direcção ao escorrega. Gabriela gritou uma série de precauções que ela deveria tomar, mas a menina já estava entretida e pareceu nem sequer a ter ouvido.

Sentou-se num banco, junto a Vera, observando atentamente a sua filha brincar.

Olharam uma para a outra e Vera inspirou profundamente e tornou a olhar em frente, para onde estava Verônica.

- No formulário que você preencheu se candidatando á vaga de estágio, você colocou um pisco na opção que dizia que você não tinha filhos… - Falou calmamente.

- Eu tinha receio que desconsiderassem a minha candidatura se assinalasse “Mãe Solteira”. Não seria a primeira vez. Depois quando a gente se começou a envolver, eu queria te contar, você não sabe quantas vezes pensei nisso. Mas achava sempre que não era o momento certo e fiquei esperando por uma oportunidade…

- Não diga isso! Não diga que foi falta de oportunidade porque nós passámos um fim-de-semana inteiro juntas, você me fez um ultimato para deixar o meu marido e em nenhum momento foi capaz de me dizer “Já agora eu tenho uma FILHA”! – Gabriela sentia a decepção no tom de voz de Vera.

- Você tem razão. Mas é que eu achei que era cedo para termos essa conversa… Filhos

- Sim e era de facto muito cedo, se você já não tivesse um!

- Me perdoa por favor, não queria perder você. Achei que era demasiado cedo e demasiado para te contar, para exigir de você que me aceitasse já com uma filha.

Porque eu e ela, somos um, somos um pacote duplo, estamos agregadas e eu não posso ficar com ninguém que não reconheça isso.

Achei que te estaria pressionando muito e a forçar você a tomar uma decisão e como não sabia qual seria…fui adiando. – Gabriela falava de forma sincera e arrependida - O Ricardo foi o maior erro da minha vida, você viu a peça, tem um letreiro gigantesco na testa, com letras garrafais, em neon piscante com a palavra “problema”! Todos me avisaram só eu que estava passando por uma fase rebelde, conturbada da minha adolescência é que não vi isso… A Verônica nasceu e ela não é um erro, é a coisa mais maravilhosa que eu já fiz! Eu sei que apanhei você desprevenida…

- Gabriela, você prestou falsas informações para a sua entidade empregadora, mentiu para mim, enquanto sua chefe, mas o pior mesmo foi ter omitido esse pequeno “pormenor” de mim, sendo eu a pessoa com quem você está numa relação nesse momento. Algo tão importante, dessa dimensão, Meu Deus Gabriela, uma FILHA, você tinha de me ter contado! – Observou Vera exasperada, depois continuou calmamente em tom de conclusão. - Isso muda tudo! Vou te dizer algo que você parece ainda não ter percebido…

- Eu sei o que você vai falar, você detesta que mintam para você, me avisou desde o 1º dia o que aconteceria se eu o fizesse e agora não tem outra opção se não terminar tudo comigo, me despedir. A maioria das pessoas se assusta mesmo quando eu digo que tenho uma filha, ou já não querem ter nada sério e depois do traste do Ricardo, não me envolvi mais com ninguém, você é a 1ª pessoa que entra na minha vida que vale mesmo a pena e agora eu assutei você também. – Gabriela fez uma pausa e fitou Vera com um sorriso triste, mas conformado. - Você quer que eu saia da sua vida… Era isso que você ía dizer, não é? É muito para você…

Vera colocou dois dedos na sua boca, interrompendo-a e olhou fundo nos seus olhos - Não, boba! Eu te amo! – Você parece ainda não ter percebido isso… Eu te amo. Não é o número de filhos que você tem que vai mudar o que eu sinto. Sua filha é linda! Igualzinha a você, uma cópia fiel… Claro que eu também a aceito na minha vida, como parte do pacote, parte de você… Também disse que não te ía deixar ir tão facilmente…  - Apesar do sorriso debochado, Gabriela notou a emoção na sua voz. Sentiu vontade de beijá-la ali mesmo, mas apenas acariciou ternamente o seu rosto.  - Agora isso muda tudo porque nós vamos ter de começar a incluí-la nos nossos programas…

- Vera, você tem certeza? Eu sei que você não pediu isto, e se precisar de um tempo para pensar…

- Não, não preciso de tempo para pensar em nada, sabe o que é que eu preciso?

- O quê?

- … Comer… Estou esfomeada…

- Vamos lá para minha casa almoçar, aí eu te apresento á minha mãe…como amiga, pode ficar descansada…  - Tranquilizou-a Gabriela.

- Ok, então acho que hoje vou conhecer a sua mãe… Isso sim é pressão… – Observou sorrindo.

- … E os meus tios, primos… - Continuou.

- Gabriela, se vai estar tanta gente não é melhor eu ir em outro dia? Eles podem estranhar…

- Não, besteira! Além disso, também vai lá estar a minha melhor amiga, a Marta…

- Aquela moça com quem você estava um dia almoçando no restaurante Gula, ao pé do escritório?

- Sim, como é que você sabe?

- Eu também estava lá almoçando nesse dia com a Alberta. Nossa! Acho que já é tempo de eu e a sua amiga nos conhecermos, estou ansiosa…Vamos? – Disse com um sorriso enigmático que passou despercebido a Gabriela.

- Sim, vamos. – Disse levantando-se do banco. - Agora me diz uma coisa… você disse que me amava independentemente do número de filhos e se eu tivesse, sei lá 20? – Perguntou desafiadoramente.

- Talvez eu não me tenha expressado bem, deixa que eu retifique a minha frase por favor,  “Não é o número de filhos que você tem que vai mudar o que eu sinto…desde que inferior a 20…” – Afirmou com um sorriso trocista.

- 19? – Questionou Gabriela.

- “Não é o número de filhos que você tem que vai mudar o que eu sinto…desde que inferior a 20…ou 19” – As duas riam-se enquanto se dirigiam para Verônica.



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