História Requintes de Malvadez - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbica, Paixão, Romance, Traição
Exibições 107
Palavras 1.185
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sorry, pela demora. Net MUITO lenta mesmo. Mas aqui vai, espero que gostes...

Capítulo 3 - Não tem medo, não?


Fanfic / Fanfiction Requintes de Malvadez - Capítulo 3 - Não tem medo, não?

- Não vou, não vou, não vou! Me deixa dormir mãe!

- Levanta! Não sei o que se passou no seu primeiro dia de trabalho que te deixou assim, mas você tem de se levantar e ir trabalhar!

- Eu arranjo outro emprego!

- Como se arranjar emprego fosse assim tão fácil! Além disso, você queria tanto trabalhar nessa empresa, vivia falando que essa era uma das melhores e a sua primeira escolha… Vá levanta!

- Eu não vou levantar sob hipótese nenhuma e encarar a minha chefe que concerteza come bebés ao pequeno almoço! Não vou, não vou e não vou! É a minha palavra final!

 

Gabriela benzeu-se e entrou no escritório, como se estivesse a caminho da forca.

Vera estava no seu gabinete admirando a vista e bebendo café quando a recepcionista a avisou que Gabriela tinha chegado.

Discou o número da sua extensão e chamou-a até ao seu gabinete, segundos depois Gabriela bateu na porta e entrou.

Vera sentou-se ainda com o seu copo de plástico na mão, fitando-a por detrás dos seus óculos, avaliando cada movimento seu.

- Você voltou. – Constatou Vera.

- Surpresa? – Perguntou Gabriela em tom de desafio.

- Muito… - Vera cruzou as pernas e sorriu. Gabriela sentiu um calor subindo pelo seu corpo.

- 75% das pessoas não sobrevivem ao 1º dia…

- Pois é, eu ainda estou aqui… - Falou Gabriela de forma irreverente.

- …95% não sobrevivem ao 2ª dia… - Disse Vera arregalando os olhos.

- Não consigo pensar em nada pior do que o 1º dia, em que você me obrigou a despedir aquela pobre senhora, destituindo-lhe de todos  os seus direitos. – Falou como se não tivesse nada a perder.

Vera sorriu, parecia divertida com a sua angústia.

- Você é muito petulante… menina. Não tem medo, não? – Inquiriu com um sorriso no rosto.

- Não. – Afirmou Gabriela perentóriamente.

- Pois devia… - Vera assumiu uma postura séria. - Vá buscar sua pasta. Vamos sair.

 

Gabriela sentia-se nauseda. - Porque é que eu fui dizer aquilo, “Não consigo imaginar nada pior do que o 1º dia…”! – Pensou para si própria ao ler “Corredor da Morte”.

- Prontinho! Aqui está o seu cartão de autorização. – Disse Vera toda animada como uma criança pronta para ir numa visita guiada da escola. – Ah já me ía esquecendo, não se escoste às grades, não fale com ninguém e não se afasta do guarda que está na nossa frente. Se você não seguir alguma dessas instrucções é provável que eu acabe tendo de tirar você daqui dentro de um saco de plástico preto! O que seria um autêntico desperdicio… – Sussurrou a última parte e conseguiu deixar Gabriela corada.

As mãos de Gabriela tremiam. O guarda destrancou a pesada porta cinzenta, fazendo-as seguir pelo chamado corredor da morte, um local onde os piores criminosos aguardam o dia da sua execução. Os presos estavam excitados com a presença das duas advogadas, gritavam todo o tipo de impropérios e atiravam rolos de papel das suas celas. Elas não se deixavam deter e seguiam em linha reta.

Um dos presos começou gritando o nome de Vera e outros o seguiram como se fossem uma claque organizada, “ Vera! Vera! Vera! …”.

- Porque é que eles estão gritando o seu nome? Melhor, como é que eles sabem o seu nome?

- Fui eu que coloquei alguns deles aqui… - Disse descontraidamente.

- Qual é o propósito da nossa vinda? Porquê você quis que eu acompanhasse você aqui?

- É isso que você pensa? Que veio me acompanhar? Que ingénua! Não querida, eu é que vim acompanhar você. – Disse passando-lhe um processo para as mãos.

Temos um cliente no corredor da morte e você vai explicar para ele que o último apelo que fizemos foi rejeitado… ah, a colega que estava no caso pode ter cometido um pequeno erro que levou em ultima análise à rejeição do pedido. Agora já não podemos fazer mais nada, era o nosso último recurso…

- E porque é que essa colega não vem explicar tudo para o homem? Porque é que tenho de ser eu? – Perguntou Gabriela ao mesmo tempo que corria os olhos pelo processo.

- Pois é, ela até veio, mas ele acabou a agredindo, então não deu tempo para explicar tudo…

- Agora vai você e explica… Ás vezes temos de tomar uma pela equipa.

- E se ele me agredir também?

- Você tem de garantir que isso não aconteça. Além disso, o guarda vai estar lá conosco o tempo todo. Você é mesmo o que parece ser…uma bolinha de cristal que se cair no chão se quebra inteira, estou certa? – Questionou Vera troçando do seu nervosismo. Apenas para contrariá-la Gabriela não fez mais nenhuma pergunta e seguiu em frente. Depois se arrependeu, era óbvio que devia ter aproveitado aquele tempo para se inteirar ao máximo sobre o processo.

Mais uma vez, Vera a meteu numa roubada, um trabalho de Hercules. O cliente que estava no corredor da morte tinha uma postura bastante agressiva. Queria saber todos os promenores técnicos do seu processo e Gabriela não tinha tido tempo suficiente para estudar o seu caso e responder ás suas questões. Tremia, suava frio e por vezes até gaguejava, enfim Gabriela estava rolando num leito de espinhos.

Se as coisas continuassem assim não demoraría muito a contrair uma úlcera, ou a ter um esgotamento nervoso.

Vera a observava e comportava-se básicamente como um ábitro, interferindo o minimo possível. Utilizava expressões como “ …a minha colega vai explicar detalhadamente como isso aconteceu..” e “…a minha colega vai fazer um resumo de todo o historial do processo…”, delegando-lhe completamente a responsabilidade de falar.

 

Saiu do presídio, totalmente desanimada e para baixo. Se a intenção de Vera era baixar a sua crista, tinha-o conseguido.

- Que mulher horrível, intratável, desumana, a própria semente do demo. O que viria a seguir na escala de martírio que Vera parecia ter preparado exclusivamente para si? - Pensava Gabriela.

- Quer comer picolé? – Perguntou Vera interrompendo os seus pensamentos.

- Como? – Perguntou Gabriela, pensando ter ouvido mal.

- Estou com vontade de comer picolé, você quer? – Inquiriu Vera.

- “Picolé”? -  Perguntou Gabriela incrédula.

- Sim, você não sabe o que é um “picolé”? Não teve infância, não?

Pararam numa lanchonete, Vera pediu um picolé de morango e baunilha e Gabriela de chocolate.

Sentaram-se na esplanada, de frente uma para outra.

- Nossa, tanto chocolate, você não enjoa, não?

- Nunca enjoo de algo tão doce e que me dá tanto prazer… – Respondeu Gabriela.

 

Nesse momento, um pedaço do picolé caiu na blusa de Vera, fazendo-a proferir um palavrão de desagrado.

Gabriela, ofereceu-se para limpar. Levantou- se da cadeira, caiu de cara no peito de Vera, exactamente onde escorria um fio do picolé e lambeu. Sentou-se no colo dela e sugou mais um fiozinho de picolé.

 

- Gabriela?... Gabriela? – Vera despertou-a do seu devaneio. – “ Nunca enjoa de algo tão doce que te dá tanto prazer” e vai deixar aí o picolé derretendo? – Gabriela foi recambiada de volta para a terra e lambeu o picolé que estava derretendo na sua mão.



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