História •Resident Evil: Uma Nova História• - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~_GirlOnTheWall_

Postado
Categorias Navio Fantasma (Ghost Ship), Resident Evil, Titanic
Personagens Ada Wong, Albert Wesker, Alice, Chris Redfield, Claire Redfield, Jack Krauser, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Nemesis-T Type, Personagens Originais
Tags Horror, Navio, Original, Poseidon, Survival, Terror, Zumbi
Visualizações 28
Palavras 1.886
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello Goes, aqui é a garota no muro (GirlOnTheWall, vulgo Lady Blue) em seu primeiro capítulo escrito — depois de muita conversa com Lord Vader, haha — apresento o “senhorita adrenalina” onde duas pessoas protagonizarão, mas fiquem tranquilos, muitos personagens ainda estão por vir, então, beijos, e comentem o que acharam se desejarem!

Capítulo 4 - A Senhorita Adrenalina


Fanfic / Fanfiction •Resident Evil: Uma Nova História• - Capítulo 4 - A Senhorita Adrenalina

Sky Lewins se levantou bastante assustada e tremendo. Com certeza tivera tido um pesadelo, mas para sua infelicidade não se recordava. Ela estava com pressentimentos ruins desde que deixara sua mãe no cais e entrara em Azamara Journey. Mas por quê? Tudo era perfeito, o cruzeiro de luxo, as pessoas simpáticas, o clima agradável, as tantas atividades de lazer e diversão como piscina, palestras, danceteria, cinema, shows, e ainda sim ela sentia aquele aperto no estômago, como se algo estivesse errado...

 ... Talvez, uma resposta não tão convincente seja a de que ela avistara uma movimentação estranha na cozinha, quando errou o caminho para a biblioteca nesse imenso navio. Suspirou, e afastou os lençóis. Mais um dia em um dos melhores cruzeiros do mundo, só que sozinha. As férias da faculdade estavam deixando ela preguiçosa e ao menos conseguira tocar em um de seus livros.

            Ela tinha sorte — ou quase — o pai a deixara quando era criança, começou a trabalhar na adolescência em uma cafeteria malfadada de sua cidade e depois de batalhar muito, finalmente conseguira a tão sonhada bolsa de estudos integrais, e cursar sua paixão: medicina.

            Era só o primeiro dia no navio, com certeza faria alguma amizade, já que pessoas do mundo todo estavam ali, ela deduzia aproximadamente duas mil pessoas (pouco, para essa época do ano).

            As dimensões do navio eram assustadoras, e tal qualidade a fazia pensar em desastres, e ria-se, por ser tão idiota, já que desde Titanic isso não acontecia. Fez tudo que lhe era de necessário e saiu, em busca do ótimo café da manhã servido por ali.

***

  Os cozinheiros estavam frenéticos e agitados na cozinha colossal do navio, enquanto o chef experimentava e aprovava pratos, e chegava a dispensar alguns rejeitados pelos tripulantes do navio. Mal eles sabiam que o vírus mortal da Umbrella estava ali, esperando para ser ativado.

***                                               

—Mark! — gritou a vozinha simpática e gentil da Akemi Myazaki, sua amiga de tantos anos.

O jovem de vinte e dois anos se surpreendeu com aquilo, e se virou de onde estava para vê-la. Ela e seus melhores amigos — James e Fenrir — estavam parados olhando para ele, e a garota vestia roupas de banho.

— Oi? —disse ele, fechando seu caderno onde escrevia músicas e por vezes desenhava, para dar atenção a eles.

— Eu tentei dizer a ela que você não tava a fim, tanto quanto eu, mas é difícil dizer não para a Akemi — disse James se aproximando de Mark.

— Nunca se diz não a uma dama — declarou Fenrir, fazendo uma reverência a Akemi, que corou de leve.

Fenrir Alioth era um rapaz exótico do tipo gênio frio e calculista, com leves doses de cavalheirismo para não perder a prática. Com apenas 19 anos, já era médico e portador de uma aparência atraente, porém misteriosa: Sempre com looks ao estilo goth, com algumas tatuagens religiosas pelos braços, olhos acinzentados, postura séria, cabelos grisalhos, e sempre usava uma bandana preta cobrindo sua boca (por vezes uma máscara punk de oxigênio), e era isso que o deixava sombrio e misterioso. A sua amizade com a figura iluminada de Akemi, o irreverente e esquentado James, e o pacífico Mark era bem curiosa para os expectadores.

Mark Madison sempre relaxou do seu modo, e o que mais o acalmava e tranquilizava era estar com pessoas simples, e embora tenha gastado muito tempo guardando dinheiro para esse cruzeiro, sentindo que ali mudaria sua vida de alguma forma, mas quando entrou ali, nada fazia muito sentido.

Quer dizer, era sonho de muitos estarem ali desfrutando, mas desde que perdera sua mãe para o câncer, ele tentada encontrar o prazer que a vida havia lhe roubado e isso era angustiante a tal ponto que estar na área onde serviçais descansavam o trazia mais perto de si.

Sentia falta de seus irmãos, sim, mas eles se virariam sozinhos. A maldita melancolia o tomava, e mesmo com seu todo senso de humor de um comediante que era de seu espírito livre de artista, ele apenas queria ser deixado em paz.

            Ele achava que aquelas pessoas da parte nobre do navio o estranhavam, pela sua aparência chamativa — cabelos vermelhos sedosos, belos olhos escuros, pele branca contrastando, físico de um típico vocalista de boy band e três piercings na orelha, indicando uma fase rebelde que jamais passaria — e atraente, sendo que tinha uma postura nobre, que divergia com toda sua personalidade, o deixando quase irresistível, convergindo de opiniões do que ele achava.

            — Você demorou tanto para juntar esse dinheiro para se divertir supostamente, porque agora quer se isolar? — pergunta James, usando calça e camisa branca diferente de Fenrir que parecia ir a um enterro, se sentando ao lado de Mark.

            — Desculpa galera... Eu acho que vou sair mesmo, tomar um ar, a vista daqui é linda... — disse ele.

            Akemi sorriu, o que a deixava fofa em seu biquíni azul ciano. Além de oriental, ela possuía brilhantes olhinhos azuis, cabelos louros lisos e soltos e uma beleza quase angelical. Meiga e simpática, sempre fora seu sonho estar ali, em Azamara Journey, tanto que seus pais providenciaram sua passagem para a menina de dezoito anos ali curtir com seus amigos (que não curtiam tanto assim).

            — Isso ai, vem com a gente! — disse ela.

            — Errado. Eu vou para perto da proa, lá é um ótimo lugar para apreciar a paisagem e me inspirar — falou Mark, se levantando.

            — Nesse caso você pode fazer companhia à moça, porque eu preciso escrever para a revista, como esse lugar é bom e incrível com piscinas, shows embora eu ache uma perda de tempo pagar caro para fazer algo que você pode fazer em casa e blá, blá...— disse James sarcástico com seus cabelos louros caindo sob a testa.

            Fenrir soltou uma leve risada, cruzando os braços.

            — Mais tarde eu passo lá... E você Akemi, melhor sair da área de serviço, é proibido circular por aqui usando traje de banho. — gritou Mark, ao longe, se afastando.

            — Esse Madison... Nunca muda — falou Fenrir, enquanto alguns funcionários da limpeza olhavam torto a garota, que resolveu sair dali o mais rápido.

            — Bom, você vai ter que ir comigo agora, haha — disse a garota pegando na mão de James, enquanto ele revirava os olhos. — E você também, Fenrir seu malvado — brincou ela, pegando no braço dele e o levando junto.

            — Da fruta que você não come querida, eu devoro! — respondeu James, sendo arrastado por ela.

            Fenrir franziu a testa, a viagem seria longa ali, mas potencialmente divertida com aqueles malucos chamados “seus amigos”.

            Mark riu deles, e caminhou, deixando-se levar até a ponta do navio, enquanto pensava em seus irmãos. Ligaria para eles mais tarde, com certeza. Viu alguns funcionários zanzando, pessoas se divertindo, descansando em espreguiçadeiras e quando pode chegar perto da proa do navio, avistou algo que o hipnotizou.

            Tirando a equipe de comandantes, marujos e etc., ele pôde ver uma garota, afastada de todos os olhares, se aproximar devagar da ponta do navio. Aquilo era assombroso, diante do tamanho deste e do perigo grave que estar ali fazia.

            Ele foi até lá, sem tirar os olhos dela, caminhando em passos largos e decididos. Chegou sem emitir qualquer som por trás da garota, que agora já estava na ponta, e que havia subido nas barras de metal que protegiam. Aquela pequena mulher estava ali, um pequeno ponto do horizonte localizado em cima da ponta de um dos maiores transportes marítimos.

            — Ei... Garota... — chamou Mark Madison, meio nervoso.

            Ela que aparentemente estava tranquila e calma, levou um susto ao ouvir aquela voz lhe apanhando em seus pensamentos, e acabou se desequilibrando. Mark correu para pegá-la, que por sorte caiu para trás, em seus braços, mas com a queda acabou derrubando os dois.

            — Uou... Você é meio pesada... Não que seja gorda, claro, é que... Droga jeito ruim de começar as coisas... — disse ele, em cima dela.

            Ela corou forte, e apesar de sentir raiva dele, o contemplou nos olhos, fascinada pelo que encontrara ali.

            Mark, por sua vez, piscou três vezes de maneira rápida, para ver se aquela garota era real... Ele se perguntava como poderia existir uma alma tão bela assim? Aqueles olhos verdes oliva o encarando, deixando ele embaraçado, os cabelos louros em vários tons soltos dela que estavam caídos sob ele, seu rosto perfeito e por fim sua boca que parecia ser tão intocada...

            — Senhor, pode por favor sair de cima de mim? — perguntou ela. — Ou irei gritar...

            — Desculpe. — ele se levantou rápido, e a ajudou também.

            Ela vestia calça jeans, blusa preta, um moletom xadrez leve e tênis. Além de linda era casual, pensou ele.

            — Eu pensei que você iria... Se matar, estava num lugar alto, e subiu nas...

            — Claro que não, senhor, eu estava apreciando aqueça vista incrível... — justificou ela com sua voz moderada — E queria ver melhor, mas você me impediu...

            — Como você irá apreciar algo com as costas estiradas num caixão? — disse ele, erguendo a sobrancelha.

            Ela comprimiu os lábios, e se virou, mas ele a deteve.

            — Olha, desculpa, esse meu senso de humor não ajuda às vezes... Sou Mark... Olha, eu fiquei preocupado com você... Mas me enganei pelo visto, peço perdão a você...

            Ela parou, e o encarou por algum tempo.

            — Que isso... Você tem razão eu fui tola, quase morri querendo me aventurar além da conta... Meu nome é Sky Lewins. — disse ela, estendendo a mão.

            Mark beijou as costas da mesma, e Sky se surpreendeu.

            — Quis ser gentil, apenas... — disse ele.

            — É que não é todo dia que um rapaz como você faz algo do tipo... — disse ela, timidamente.

            Ele sorriu, e os dois andavam.

            — Seu nome é diferente... Sky... Soa algo persistente... — disse ele, divagando com as mãos no bolso.

            — O seu é que é legal... “Sky”? Há, há, eu acho meu nome esquisito — disse ela.

            — Mark é um apelido, nem um nome completo é! Mark vem do que? De Marcos, Markinson? — zoou ele.

            — Pára, Mark é legal — disse ela.

            Ele parou na frente dela a examinando.

            — Sky... Ainda não entendo... O que uma garota estava fazendo na ponta do Azamara? — o indagou, curisoso.

            — Eu estudo medicina. Sou fascinada pelo corpo humano, e queria saber o que é sentir a adrenalina, o medo... Pode parecer idiota, mas foi incrível... — disse ela,

            — Eu não acho idiota, acho diferente, inspirador, único. Você não é comum, isso é bom — disse ele. — Procurar experimentar sensações é... Instigante. Tenho um amigo no ramo da medicina...

            — Sério?

            — Sim... Ah, você sabe quem vai cantar e tocar hoje aqui?

            — Sim! — falou ela. — Soube que a Beyoncé cantará no baile hoje... — respondeu a garota.

            — Mas o que me interessa mesmo é que David Guetta vai tocar na danceteria depois do baile e parece que um convidado surpresa vem com ele(soube pelas más línguas), o que acha de ir comigo? Quem sabe você conhece meus amigos, inclusive o médico que está aqui...

            — Eu gostaria de ir sim... Obrigada... — animou-se ela, contida.

            Eles se olharam intensamente, e ele sentiu uma queimação no estômago... Como poderia sentir algo assim tão cedo, acabara de conhecê-la!

            — Preciso ir, até logo senhorita adrenalina... — disse ele, num risinho, se aproximando dela e a beijando na testa.

            Sky ficou paralisada, e ele sorriu a ela, meneando com a cabeça e saindo, com todo o seu jeito elegante e despojado.

            “O que foi aquilo?”

            Perguntava-se, sem parar. Aquela noite com certeza prometia...


Notas Finais


Escrevi vendo Resident Evil 5, capítulo quentíssimo saindo direto das fábricas Umbrella, haha!


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