História Resistance - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias South Park
Tags Kyman
Exibições 169
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


* A próxima narração também vai ser pelo Eric porque..
- Ele precisa continuar contando sobre as coisas que aconteceram nesse capítulo.
- Se o Kyle narrar vou acabar me enrolando muito.

Capítulo 4 - Porque voce é bonitinho


*Narração por Eric Cartman* 

 

Sabe quando voce sente que algo não está sendo como deveria ser? Como deveria ser não! Como eu quero que seja.

Durante todo o dia eu maquinava qual seria o próximo passo do meu plano para vencer a aposta  feita por Shelly que consistia em; provar que eu não sinto nada pelo ruivo sardento do Kyle além de um profundo ódio e um imenso prazer em irritá-lo.

Mas quando anoitecia, eu me pegava desprevenido com  pensamentos pervetidos em relação ao judeu. Não que isso fosse algo novo, eu sempre tive alguns desejos sexuais meio estranhos desde o período da puberdade. Que eu jamais contaria para alguém, é claro.  

O problema era que a brincadeira estava ficando boa até demais. Depois de uma semana o provocando, descobri que não era só a expressão birrenta do judeu que me divertia..  As suas reações a cada toque inesperado meu eram incríveis, eu sentia que exercia uma espécie de dominância sobre ele, o que era muito excitante.

Até que eu começei a imaginar como seria se ele estivesse gostando. 

Foi aí que percebi que eu não estava mais tão focado em ir á Casa Bonita. Pra falar a verdade quando eu aceitei aquela proposta a primeira imagem que me veio á mente foi um judeu franzindo as sombracelhas e me fuzilando com os olhos. Como eu adoro essa cara de puto que ele faz.

Quando o avistei sentado ao lado de Stan no ônibus, pude ver o quanto ele parecia perdido. Seus cabelos estavam desgrenhados e ele tinha marcas roxas de olheira debaixo dos olhos. Me perguntei quantas horas ele passou lembrando do seu tão temido primeiro beijo. Isso era outra coisa que me excitava em todos os sentidos da palavra.. Kyle é de certa forma um pouco inocente. Não do tipo puritano que não sabe o que é sexo e não tem vontade de praticar. Ele é só frustrado e envergonhado. 

Na ''guerra de comida'' do refeitório eu percebi o quanto ele estava possesso comigo. E isso era muito engraçado, mas então, algo de diferente aconteceu na detenção. Eu acabei adormecendo pelo tédio e como o meu sono é bastante leve, eu senti uma mão alisando os meus cabelos e aquela mão só poderia pertencer á uma pessoa.

— Judeu? - Abri os olhos e levantei a cabeça - Era voce?

Durante uns longos segundos não ouvi resposta, ele nem sequer se virou para me olhar. 

— Não era eu. - respondeu em fim indo até a sua mesa. 

 Idiota. Eu sabia que havia sido ele.

Procurei o meu celular para ver as horas e estava completamente descarregado. Comecei a prestar atenção nos objetos da sala, que era bem desarrumada inclusive. Papéis jogados pelos cantos, giz de cera e lápis de cor espalhados no chão, em mesas e também havia uma estante cercada de tintas de diferentes cores. 

 Tintas. 

Sorri pensando em uma ótima idéia. Foi ele que começou me tacando suco, certo?

Levantei indo em direção ao armário e comecei a assobiar para que ele pensasse que eu estava entediado e com a mente longe. Retirei as tampas de umas duas latas de tinta e os escondi atrás de mim. 

Parei em frente ao pequeno judeu e arremessei os dois diretamente na cabeça dele. Minhas mãos ficaram um pouco manchadas de azul, mas valeu a pena rir da cara de bunda que ele fez.

— VOCE  ENLOUQUECEU, BABACA?! - gritou ele limpando o excesso de tinta que caía em seus olhos. 

Já em pé, ele começou a correr atrás de mim esbarrando em cadeiras e mesas que eu empurrava na sua direção o impedindo de me alcançar. Ele parou do nada e eu não entendi o motivo, até ele olhar para o canto da sala em que havia a estante de tintas. 

A situação inverteu. Agora eu corria tentando o impedir de chegar até onde ele queria, mas foi em vão. Ele era rápido como um rato de esgoto e agora sorria para mim segurando uma lata de tinta vermelha.. só deu tempo de fazer um escudo com os braços para que o jato forte de tinta não atingisse a minha cara. 

Aquela sala virou um pandemônio. Era manchas de tintas de várias cores nas carteiras, nas paredes, no chão, mesas e carteiras jogadas para todos os lados, Kyle e eu completamente coloridos e sujos brincando de pique pega. 

Como duas crianças idiotas. 

O judeu subiu em cima de uma mesa e começou a querer me instingar cantando '' Eric não me pegaa, não me pegaa, cara de melecaaa'' enquanto fazia caretas bobas e ria de si mesmo. Eu não queria mas acabei rindo até demais daquela cena e assim permanecemos por um bom tempo, um rindo da cara do outro. 

Até o abestado escorregar em cima da mesa e cair acidentalmente fazendo com que eu também me desequilibrasse e caísse de cabeça no chão com o peso dele. No primeiro momento eu prestei atenção em seus olhos verdes escuros que pareciam me analisar do pescoço até a testa, depois a sua boca, depois em algumas mechas do seu cabelo cor de fogo empapadas com tinta azul que caíam na minha bochecha. Até que ele tinha feições agradáveis.

D-dessa vez - ele tentava falar ainda meio ofegante - Eu irei começar

Eu só entendi aquelas palavras depois que ele acabou com a mínima distância entre nossos rostos juntando as nossas bocas. O corpo dele estava trêmulo, eu podia sentir. Pensei em arrancar ele de cima de mim mas a curiosidade de saber até onde ele ía falou mais alto. 

Ele não foi a lugar nenhum e eu tive que pedir passagem para que um beijo realmente decente se iniciasse. Começou tranquilo demais e confesso que eu estava detestando, então inverti as nossas posições para animar as coisas. 

Conforme aquela troca de salivas ía se intensificando o judeu apertava o meu abdômen por debaixo da minha blusa, o que já estava me enlouquecendo. Nós paramos o beijo apenas pela maldita falta de oxigênio.

E o estrondo da porta abrindo em nossa frente pôde ser ouvido.

Era o Craig inexpressivo de sempre. A diferença é que ele arqueou uma sombracelha indicando que estava confuso.

— Que porra aconteceu nesse lugar? - ele passeou os olhos pela sala parando em mim e em Kyle - Não quis atrapalhar nada, só vim pegar a minha mochila..

Eu rapidamente empurrei o menor de cima de mim enquanto Craig andava pela sala á procura de sua mochila. 

— Ei cara, n-não é nada disso que voce tá pensando e- 

Eu cochichei no ouvido de Kyle para que ele calasse a boca e saísse rapidamente dali comigo e mesmo sem entender nada ele me obedeceu. O guiei até a saída da escola e agora nós andávamos lado a lado da calçada. Eu sabia que ele ía ser o primeiro a falar.

— Nós estamos fudidos. - fiz sinal negativo com a cabeça - É claro que estamos, bundão! Craig vai contar para todo mundo que viu a gente naquela posição comprometedora! 

— Ele não é desse tipo. - Respondi parando perto de um poste para explicar - Craig só prejudicaria uma pessoa se ele tivesse algo contra ela e além do mais - sorri convencido - Ele estaria mexendo comigo, todos dessa cidade sabem o quanto eu posso ser perigoso quando decido me vingar. Já esqueceu da histórinha dos pentelhos? 

Eu voltei a caminhar e o judeu começou a fazer o mesmo atrás de mim. Até que passamos em frente á uma casa que mais parecia uma mini mansão e me ocorreu uma ideia um pouco perigosa na cabeça. 

— Kyle - o chamei com uma certa animação na voz

— O que é? 

— Vamos entrar aí.

— Não tente fazer com que eu siga as suas loucuras, Cartman - disse irritado - Se quiser invadir propriedade dos outros, vá sozinho. 

Um viadinho mesmo.

— Fala sério, Kyle! olha só pra voce todo cagado de tinta e comida! - ele se virou de costas e voltou a andar - Qual é a explicação que voce vai dar pra sua mamãe hein? ainda mais com essas marcas de chupão que ainda estão bem visíveis no seu pescoço.. 

Funcionou. Ele parou de andar me olhando com a pior cara possível.

             . .

O plano era o seguinte: Como não aparentava ter ninguém naquela enorme casa ao julgar pelas luzes apagadas, nós íamos abrir o cadeado da porta com um graveto de árvore ( nenhum de nós sabia se esse mito dava certo ) e em seguida encontraríamos o caminho do banheiro para tomar banho, comeríamos alguma coisa por estarmos famintos e talvez vestíriamos roupas de desconhecidos para não voltarmos sujos para casa. Ah, e o viadinho precisava de um chalé para tampar o pescoço da sua mãe.

 E é claro que não fizemos nada disso. Eu reparei que nos fundos da casa havia uma grande piscina. Com água limpa, o mais importante. 

 O judeu parecia meio abobalhado quando eu retirei a minha camisa me preparando para entrar na água. 

— Eu sei que voce quer olhar judeuzinho pervertido, eu deixo.

Comecei desabotoar as calças enquanto ele xingava alguma coisa e logo depois abaixei a cueca. É, eu mergulhei pelado.

— Cara, o que voce tá fazendo.. ! Pode chegar alguém e te encontrar assim!

Ele estava completamente ruborizado, isso era tão hilário! 

— Vai ficar parado aí? 

— Vou! - disse cruzando os braços.

 Devem ter se passasdo alguns minutos e ele ainda estava sentado na beira da piscina molhando os pés. Parecia distraído hm..

 Nadei sorrateiramente em sua direção , mergulhei fundo e-

— AAAH  SOLTA O MEU PÉ! - Segurei o seu outro pé e finalmente ele caiu na piscina contra á sua vontade - SEU MERDA! 

Ele aproveitou que já estava dentro da água para lavar o cabelo manchado de tinta e o resto do corpo também. 

— Nós temos que sair daqui logo.. se o dono dessa casa chegar e nos encontrar..  - ele parou de falar com a minha aproximação repentina - Chega pra lá - ele nadou na direção contrária envergonhado - Voce está pelado. 

Eu o segui e ele pediu que eu me afastasse novamente, mas eu não quis.

— O que é que deu na sua cabeça pra querer fazer essas coisas comigo agora? - disse apoiando-se no azulejo da piscina - É tão engraçado pra voce ficar brincando com as minhas fraquezas? 

Pelo tom de voz era notável o quanto ele estava ressentido. 

— É.

Com essa resposta ele jogou água na minha cara. 

— Isso se chama ASSÉDIO, seu idiota! Se eu quiser posso sair daqui e te denunciar agora!

— Não foi assédio quando voce me beijou lá na sala. Ou já se esqueceu disso, Kahl? -  essa coisa de levar água na cara já estava me irritando - Mas digamos que voce cresceu e apesar da sua linhagem judaica suja.. até que ficou bonitinho.

  Eu parei para pensar se deveria realmente ter admitido aquilo em voz alta, mas foda-se já tinha admitido. 

Mas e então, quer continuar aqui mesmo? 

 

Continua >>


Notas Finais


Eu saí escrevendo o que me veio á cabeça, então não sei se está como eu espero que esteja..
Talvez a história esteja meio sem rumo, mas eu prometo melhorar isso nos próximos.
Lemon querido, ainda não chegou a sua hora ~ i'm sorry
Eu pensei naquela musiquinha do Restart ~ e hoje sei sei sei ~ enquanto escrevia a cena da guerra de tintas aushuah

Até o próximo gente, espero que não estejam sofrendo tanto com esse horário de verão como eu :c


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...