História Resistindo a ela - Camren (Camila G!P) - Capítulo 29


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camila G!p, Camren, Camreng!p, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 966
Palavras 1.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Minha


Seus vigilantes olhos estavam nela, acalmando-a, lhe proporcionando confiança. Tratava de prestar atenção em Levi, o fazia, mas Camila, tratando de comer delicadamente um taco, era muita distração.

Nunca soube que era realmente importante, mas encontrou a si mesma notando e apreciando as boas maneiras a mesa de Camila. Levi, em comparação, parecia como se estivesse competindo pelo título de comer rápido, enfiando um grande burrito em sua boca e tentando uma conversação com ela ao mesmo tempo. Camila tomava seu tempo, detendo-se para participar da conversa com Deb, dando toques a sua boca com um guardanapo. Lauren não estava segura de porquê, mas ver Camila fora de casa a fascinava.

Deb se inclinou perto de Camila, roubando um nacho de seu prato. Se inclinou uma segunda vez, roçando seu pescoço e lhe dizendo que cheirava bem.

Minha.

O pensamento saltou em sua mente, espontaneamente. Lauren tratou de centrar-se em sua comida, mas sua mente seguia perambulando ao que passaria mais tarde, quando tivesse Camila toda para ela. Se perguntava se teriam uma repetição da última noite. Não podia deixar de admirar sua boca, recordando quão suaves sentiu contra a dela.

No final do jantar, Camila estava preparada para sair dali. Entre desfazer-se de Deb e depois de observar Lauren, achava-se no limite. Nunca tinha tido um jantar que lhe incomodasse tanto, mas porque não podia ver onde se encontravam as fodidas mãos de Levi. E o princípio de uma dor de cabeça perfurava sua têmpora. Pagou a conta e ficou de pé.

— Prontos? 

Deb se zangou e bebeu o resto de sua marguerita.

— Sim.

Uma vez que chegaram no prédio, caminhou através do corredor com Deb, à frente de Lauren e Levi, lhes permitindo algum tempo antes de levá-la. O que deveria estar fazendo. Não esperar e ver como Levi tratava de beijá-la. Sobre seu cadáver.

Uma vez que ficaram sozinhas, Camila fechou a porta enquanto Lauren agarrava Léo e enterrava seu rosto em sua pelagem, balbuciando. Camila parou ali com um sorriso satisfeito, observando-a. Lauren ficou imóvel, logo baixou Léo no chão. Seu olhar era intenso e o ar entre elas rangia com a mesma intensidade que a última noite. Perguntou-se se ela recordava a maneira em que a tinha devorado, golpeando sua língua em sua rosada carne inchada.

Murmurou algo sobre passear com Léo por ela e pegou o cão para afastá-lo do agarre de Lauren. Quando retornou, Lauren havia trocado de roupas, uma calça de moletom e uma folgada camiseta e se encontrava recostada no sofá, aconchegada em uma bola, abraçando um travesseiro entre suas pernas.

— O que você tem?

— Meu estômago... — gemeu.

— É algo que comeu? Talvez a comida mexicana não é para ti.

— Não. Não é isso. Acredito que são cólicas.

— Cólicas? —Oh. Cólicas.

Olhou-a fixamente por uns minutos, perguntando-se o que podia fazer para aliviar seu mal-estar, mas por uma vez, estava totalmente fora de sua zona.

Tirou seu celular de seu bolso e chamou Sofia, indo ao banheiro.

— Olá, Sofi.

— Olá. Foram ao encontro duplo?

— Sim, funcionou bem; mas escuta, necessito um conselho. Lauren está deitada no sofá e diz que tem cólicas. Acredito que talvez foi a comida mexicana, mas diz que não é isso.

Sofia riu.

— Ela tem cólicas... como síndrome pré-menstrual. Provavelmente vai começar seu período, Camila. Quanto tempo ela tem estado contigo?

— Como um mês.

— Isso é o que pensei. Bem, isto é o que tem que fazer. Primeiro, ponha algumas pastilhas e absorventes em seu banho, e te assegure de que saiba que estão ali.

Camila escutou, caminhando de um lado a outro em seu quarto enquanto Sofia utilizava palavras como compressas quentes, comprimidos para a dor de cabeça, banhos mornos, filmes românticos e sorvete.

— Tem tudo isso?

— Não realmente — admitiu.

— Seja boa com ela, Camila. Ser uma mulher neste momento do mês estraga.

— Maldição, Sofia. Não. Você fala com ela.

Riu de novo.

— Não. Pode controlar isto.

— Sofia — Sua advertência caiu em ouvidos surdos enquanto a linha ficou muda — Caralho. — Lançou o celular em sua cama. Camila recolheu todos os suprimentos e os deixou na mesinha diante dela. — Aqui. Analgésicos, garrafa de água, compressa quente, estas uh...coisas. — Empurrou a caixa de absorventes e almofadinhas para ela — Isto deverá ser suficiente. — levantou e se afastou como se fora um selvagem e imprevisível animal.

Seus olhos escanearam a pilha de suprimentos na mesa.

— O que é tudo isso?

— Para tua... situação — murmurou, esfregando a parte traseira de seu pescoço.

— Oh, obrigado. Não tinha que fazê-lo, Camila.

Sua postura relaxou.

— Está bem. Vou preparar um banho morno, Sofia disse que ajudaria.

— Chamou a Sofia?

Assentiu.

— Oh. — Seus olhos a seguiram até o quarto.

Encheu sua ampla banheira com água e parte de si queria fazer bolhas. Lauren se uniu a ela poucos minutos depois, observando-a enquanto provava a temperatura da água e colocava uma nova toalha na bancada.

— Obrigada. — Plantou um úmido beijo contra sua bochecha.

Ainda seguia ali quando Lauren começou a tirar sua calça de moletom e logo depois sua calcinha. Camila virou para lhe dar um pouco de privacidade quando suas mãos agarraram a bainha de sua camiseta, mas inclusive olhando na direção contrária, seu reflexo enchia o grande espelho. Manteve seus olhos nos seus enquanto tirava a camiseta e logo seu sutiã, deixando que toda a roupa caísse ao chão.

Estava secretamente contente que ela tivesse cólicas, isso significava que não poderia tocá-la essa noite, por mais que quisesse fazê-lo. Mas se despia diante dela como se não imaginasse quão pequeno era o controle que tinha.

Lauren entrou cuidadosamente na banheira e afundou na água, até que esteve inundada até os ombros.

Seus pés se recusaram a mover-se enquanto a mesma se despia, mas agora que achava-se na água, com seus olhos fechados e parecendo feliz, sentiu-se como se fosse uma intrusa. Soltou um profundo suspiro de frustração contida e deixou Lauren só, para que relaxasse.

*********

Camila estava recostada em sua cama com o quente corpo de Lauren aconchegado contra ela, com o olhar cravado no teto. Não podiam seguir vivendo assim. Sabia, entretanto, que não queria mudar nada. Tinha Lauren ali, a salvo com ela, mas sabia que a segurava. Ela precisava de alguém que a ajudasse a sentir tudo o que a vida oferecia, ajudá-la a crescer, não alguém que a quisesse toda para si mesma. A respiração de Lauren subiu e enroscou seu tenso corpo contra ela. Se perguntou se ainda tinha cólicas e distraídamente esfregou uma mão em suas costas, massegeando seus rígidos músculos.

Camila tomou uma decisão nesse momento. Se era suficientemente egoísta para ficar com Lauren, a ajudaria a viver sua vida, lhe dar todas as experiências que nunca tinha tido. Sabia que se realmente queria ajudá-la, significava que devia prepará-la para ser capaz de viver por si mesma. E finalmente manter-se, inclusive se não gostasse da ideia de que a deixasse. Queria que tivesse uma opção.

Camila fechou seus olhos e soltou uma profunda respiração, relaxando em seu quente abraço e sentindo-se segura de algum jeito. 



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