História Resistindo a ela - Camren (Camila G!P) - Capítulo 30


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camila G!p, Camren, Camreng!p, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
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Palavras 1.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Pensar no futuro


Camila despertou com um sobressalto no quarto escuro. Olhou para o relógio. Duas da manhã. Esfregou uma mão em seu rosto e jogou uma olhada a Lauren. Dormia pacificamente junto a ela. Tinha passado oito meses desde que tinha tido um desses pesadelos. Mas a garota que não tinha sido capaz de salvar,se infiltrou para o fundo de seu subconsciente, provavelmente provocado pelo resgate de Lauren.

Os sonhos não eram suficientemente ruins para obrigá-la a tomar as pílulas contra ansiedade, em seu armário, mas eram o suficientemente ruins para mantê-la no limite de ser muito acolhedora com Lauren. Precisava estar centrada em seu trabalho e isso incluía ajudar Lauren a seguir em frente. Nada mais.

Nem tudo era uma fodida história de amor como Sofia pensava. Nem todos tinham seus finais felizes. Sabia disso de primeira mão — olhem a de seus pais ou vão e abram qualquer caso em seu escritório no trabalho.

Ainda não podia deixar de reproduzir milhares de cenários em sua mente, embora todos eram com ela sendo incapaz de chegar a Lauren a tempo e presenciando sua última respiração, como oito meses antes com outra garota. Depois de sua morte, tinha investigado tudo o que podia sobre a garota que tinha estado no lugar equivocado, no momento equivocado. Só tinha dezessete anos, estava no centro porque havia discutido com seus pais.

Fechou seus olhos e se aproximou de Lauren, enterrando seu rosto em seu pescoço, respirando seu aroma e tratou de escapar da visão da garota em sua mente.

********

Camila se reuniu com Sofia no bar de Dinah, depois do trabalho, para tomar uma cerveja. Ela tinha estado incomodando-a desde que conheceu Lauren e suspeitava que sua visita não era uma reunião de irmãs amistosa. Mas bem uma oportunidade de inteirar-se dos detalhes sem interrupções. Dinah levou automaticamente uma cerveja e a Sofia uma taça de vinho branco.

— Obrigada, DJ. — Levantou a garrafa a Dinah antes de levá-la a boca.

— Assim... — Sofia começou a falar, sorrindo — O que há de novo?

— Nada.

— Como está Lauren?

— Bem.

Ela fez uma careta. Sabia que suas respostas de uma só palavra não a ajudavam, mas não lhe importava. Nem sequer entendia o que acontecia entre ela e Lauren, muito menos ia tratar de explicar-lhe a outra pessoa.

— Como foi seu encontro com Sali?

— Foi bem. — Quão único recordava de seu encontro com Sali, foi o que passou depois com Lauren. Os ardentes olhos verdes que a olhavam foder outra mulher foi provavelmente a experiência mais erótica de sua vida. Uma quebra de onda de calor se arrastou até o pescoço pela lembrança.

— Acredita que voltará a vê-la?

Sali?

— Não.

Sofia revirou os olhos.

— Camila. Fala comigo. O que está acontecendo entre você e Lauren? Tem a intenção de seguir mantendo-a ou vai conseguir um trabalho? Não me leve a mal, porque eu gosto muito de Lauren, mas você é minha irmã. É meu trabalho cuidar de ti.

Camila quase pôs-se a rir ante o absurdo de sua pergunta.

— Lauren não é assim. Não está atrás do meu dinheiro, não é que tenha muito de todos modos e sim, tenho planos de ajudá-la durante o tempo que o necessite. — Tomou outro gole de sua cerveja, com a agitação crescendo para onde dirigia-se a conversação.

Esperava que Sofia investigasse sobre sua vida amorosa, como estava acostumada a fazê-lo, não uma advertência para que se afastasse de Lauren.

— Isso é muito para você, Camila.

— Ela não é uma carga, Sofi. — Justamente o contrário, de fato — Gosto de tê- la ali.

Um sorriso cúmplice se estendia através de seus lábios.

— O que é que realmente está acontecendo entre vocês duas?

— Estava completamente destroçada quando a encontrei. Não vou tirar vantagem dela. Somente esqueça-o.

Sofia se pôs-se a rir.

— É tão cega como um maldito morcego. Vi a forma em que te olha, Camila. Não acredito que se possa tirar vantagem da vontade.

O que significava isso? Como Lauren a olhava?

— Não me olha de maneira nenhuma. — Ou o fazia?

Sofia voltou a rir e tomou seu vinho.

— Te olha como se quisesse te provar. E não me faça falar de como cozinha e limpa para ti, basicamente atende todas suas necessidades.

— Está indo muito longe com isto. — Lauren fez essas coisas porque lhe deram algo que fazer, permitia-lhe sentir-se útil. Isso não tinha nada que ver com ela, verdade?

— Você me chamou em estado de pânico quando ela teve cólica. Você não acharia isso... estranho?

Deu de ombros, negando-se a responder e se concentrou em sua cerveja. Não tinha pensado que era estranho nesse momento, mas podia ver como provavelmente pareceu algo que uma namorada faria.

— Maldita seja, Camila, ela não é a única que está destroçada, você também o está. Juro que poderia estar apaixonada por ela e com essa sua teimosia nem sequer sabe.

Não acredito.

Camila pretendeu rir e ignorar o comentário, mas sua boca tinha secado completamente. Tomou sua cerveja, rezando para que o líquido gelado limpasse sua mente de todos os pensamentos impossíveis.

*******

— O que pensa a respeito de que consiga minha carteira de motorista? — perguntou Lauren durante o café da manhã, na manhã seguinte.

O café quente deslizou penosamente pelo local errado. Camila lutou por limpar suas vias respiratórias, incapaz de falar durante quase um minuto. Lauren pôs a espátula ao lado da frigideira com ovos e com uma mão no quadril, lançou um discurso.

— Dirigi antes. Um montão de vezes. Aprendi em uma velha caminhonete que tínhamos no complexo.

Pondo sua xícara na mesa e limpando a garganta, Camila assentiu.

— Está bem, Lauren. Vou fazer a sua inscrição para as aulas. —  Com as palavras de Sofia na noite anterior animando-a e o tema de seu futuro já abordado, Camila considerou como aguentar a ideia de que Lauren conseguisse um trabalho. Não sabia se era o correto, infernos, poderia lhe pagar para cozinhar e limpar a casa, mas sabia que esse não era o por que tinha feito todas essas coisas e não queria machucá-la. Sabia que era boa com os animais, cozinhando e assando. É certo que havia coisas que poderia fazer e talvez inclusive ir  à escola se a interessava. — Uma vez que obtenha sua licença, será capaz de sair quando eu esteja no trabalho. — Pegando a segunda fatia de pão de banana que Lauren tinha posto diante dela — Pensaste no que você gostaria de fazer? — atreveu-se a lhe lançar um olhar.

— Eu gostaria de trabalhar com crianças. Possivelmente de babá, ou talvez em uma creche.

— Essa é uma grande ideia. — surpreendeu-se Camila com a facilidade com que a conversação tinha ido. Possivelmente Lauren estava pronta para mais, um pouco mais forte do que ela tinha dado crédito.

Dirigiu-se a seu quarto para continuar preparando-se para o trabalho, sentindo-se de alguma maneira incômoda com a conversa que acabavam de ter.

Por muito que Lauren queria admitir que Camila não lhe afetava, como ela não parecia afetada por ela, não podia. Sobre tudo porque ao vê-la com outra mulher lhe tinha quebrado o coração em mil pedaços. Tinha começado a apaixonar-se bobamente por ela, suas demonstrações amáveis, seu caráter bondoso, sua forte ética de trabalho, tudo nela. E desde que a viu fazer amor com essa mulher, seu corpo tinha unido forças com o coração, a dor abrangia tudo, possuindo-a de dentro para fora.

Sentia falta dela quando estava no trabalho. Sentindo saudades de seu aroma, seu calor e ter a alguém para compartilhar pequenas coisas. Como quando Léo saltou no sofá, pela primeira vez, confusa em como tinha chegado até ali ou quando, por fim, pôde obter a receita de seu bolo favorito que seu amiga Elisabeth fazia para ela.

Visualmente a atacava quando chegava do trabalho, desesperada pelo contato e a atenção. E ela sempre o permitiu, mas nunca animou algo mais entre elas. Lauren sabia que era hora de encontrar um trabalho, ter algo ao que dedicar seu tempo e atenção, valeria a pena, mais que cuidar de Camila até a morte. Apesar de que nunca se queixava.

Mas inclusive enquanto planejava o futuro, não pôde evitar que seus pensamentos vagassem para Camila. A forma em que seus intensos olhos escuros se sentiam em sua pele, seus toques casuais... duvidava que ela tivesse alguma ideia do louca que isso a punha. A forma em que sorria quando pegava o primeiro bocado de comida que tinha cozinhado, o aspecto que tinha com a camisa arregaçada ao chegar em casa. Ela achava quase tudo o que fazia sexy. E não queria começar com seu aroma, quando chegava da academia, a pele brilhante e a calça legging justa em seu bumbum e pernas. Tomava toda a força que possuía para não saltar sobre ela.

Nunca tinha tido sentimentos como estes antes e não se tratava de qualquer pessoa, finalmente, tinha reunido a coragem de falar com seu terapeuta a respeito, semana passada. Tinha lhe assegurado que seus sentimentos para o mesmo sexo era completamente normais e de se esperar, já que vivia em um lugar fechado com alguém a quem se sentia atraída. Mas lhe tinha advertido a respeito de como envolver-se com Camila, lhe dizendo que se ela não sentia o mesmo, sairia machucada.

Lauren tinha se despido para Camila e não tinha terminado tão bem. Claro que lhe tinha tentado o suficiente para lhe dar um beijo em todos os lugares corretos até que se dissolveu em prazer, mas logo tinha colocado a calcinha em seu lugar e se foi como se nada houvesse acontecido entre elas.

Parecia que nada do que fazia conseguia que a visse como uma verdadeira mulher. Ainda via a garota assustada, a de vida cansada que tinha resgatado. Quando por fim a beijou — um beijo cheio, sensual, de língua, pôde dizer que isso sim lhe afetou, entretanto, não se deixava ir com ela.

Brevemente tinha se perguntado se talvez não era hétero, mas sabia que aceitou os prazeres simples do contato entre elas, inclusive se isso era tudo o que era — o calor de outro corpo. Assim foi a um encontro com Levi, e logo esta manhã falou com Camila para obter sua licença de motorista e seu próprio trabalho.

Tinha chegado o momento de pensar em seu futuro, embora poderia ser bastante assustador, não só porque significava confiar em si mesma, mas sim porque a ideia de estar longe de Camila era como uma perda que não poderia controlar. Tinha estado apaixonando-se por ela desde o primeiro momento em que a tinha visto com a arma apontada e seus escuros e inteligentes olhos averiguando a habitação onde ela se escondia.

Quando Camila foi trabalhar essa manhã, ela limpou a cozinha, poliu as bancadas de granito negro e logo se sentou junto a mesa de jantar com seu computador portátil. Começou a procurar trabalho e averiguar o custo dos apartamentos. Já era hora de fazer um plano. Não podia confiar na generosidade de Camila para sempre.

 



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