História Resistindo a ela - Camren (Camila G!P) - Capítulo 32


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camila G!p, Camren, Camreng!p, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 721
Palavras 1.867
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - Obrigada, Camila!


As seguintes semanas passaram na mesma classe de impedimento cuidadosa. Continuaram dormindo juntas na cama de Camila cada noite, mas além de aconchegar-se, nada físico tinha acontecido. Camila estava segura que Lauren não tinha nem ideia do muitíssimo que ela a desejava, especialmente quando andava com essas bonitas e pequenas calcinhas frente a ela ou quando saia do banho enrolada numa toalha, ainda úmida e rosada,  produto de sua ducha. Tomou cada grama de autocontrole que possuía para não levantá-la, tirar a toalha, e fode-la uma e outra vez até que gozasse.

As coisas mais pequenas começavam a acendê-la e dava prazer a si mesma mais do que o tinha feito quando era uma adolescente. Mesmo assim ganhou pouco alívio ao desejo reprimido que albergava por ela. Mas não a foderia. Merecia muito mais do que ela estava preparada para lhe oferecer.

Apesar das tentações diárias, as semanas tinham transcorrido rápido. Lauren tinha conseguido sua licença de condução e no sábado passado a levou para buscar.

Depois de escolher um carro para Lauren — um sedan prateado que foi capaz de negociar o preço — Camila assinou os papéis e assinou um cheque para o pagamento inicial.

Depois de terminar no escritório, encontrou-a ainda sentada no banco do motorista, inspecionado cada parte do carro — acendendo as luzes, abrindo e fechando os diferentes compartimentos como se fosse a coisa mais magnífica que alguma vez tivesse visto.

Ela olhou para Camila enquanto ela se aproximava para abrir a porta do condutor.

— Você gostou? — perguntou, a pesar que era óbvio que lhe havia gostado.

— Não só gostei. Eu amei. — Percorreu gentilmente com sua mão o painel.

— Bem. Porque tem que conduzi-lo para casa.

Seus olhos se encheram de gratidão e assentiu.

— Podemos parar no caminho de casa e ir comer? Como uma mini celebração?

Camila olhou seu relógio.

— De fato... tenho que ir a um lugar.

Ela franziu o cenho e brincou com as chaves.

— Oh, claro... é domingo.

Assentiu sem dizer nenhuma palavra, sua boca secou. Tinha estado esperando a que lhe perguntasse sobre o lugar a que ia cada domingo, mas até o momento não o tinha feito. E não havia modo de que ela oferecesse essa informação voluntariamente. Lauren não disse nada mais, simplesmente fechou a porta de seu pequeno carro e ligou-o.

Camila subiu a sua caminhonete e ajustou seu espelho retrovisor para poder olhar para Lauren. Parecia tão pequena sentada no carro, aparecendo sua cabeça em cima do volante. Uma pontada de pânico a golpeou como uma onda. Resolveria tudo isso. Tinha que fazer. Mas primeiro tinha que ir ver sua ex. Apertou o volante e saiu do estacionamento.

********

Lauren deslizou fora da cama deixando Camila dormir um pouco mais. Via-se tão a vontade quando dormia, tão despreocupada, que não se atrevia a despertá-la, apesar de que já estava ficando tarde para o trabalho.

Fez café e ovos mexidos, acrescentando um punhado de queijo ralado como ela gostava. Justo quando as torradas saltaram da torradeira, Camila saiu do quarto, seu cabelo revolto como um menina pequena. Provocou coisas estranhas no estômago de Lauren. Ela queria passar suas mãos através de seu cabelo e lhe plantar um beijo na boca, mas em troca ficou olhando-a.

— Por que não me acordou? — perguntou, passando uma mão através de seu cabelo, embora seu intento de suavizá-lo era inútil. Oito horas de sono lhe tinham dado esse estilo e nenhum de seus intentos mudaria isso.

— Estava a ponto de fazê-lo, o café da manhã está preparado.

Instalou-se em uma banqueta no balcão, enquanto Lauren lhe servia uma xícara de café e deixava diante dela.

— Obrigada — murmurou.

Sabia por experiência que ficaria inútil até que tomasse ao menos a metade de seu café. Tomou seu tempo colocando seu café da manhã, se permitindo desfrutar do silêncio. Deixou seu guardanapo sobre seu colo e encontrou com os olhos de Lauren enquanto ela deixava seu prato frente a ela.

— De nada. — Ocupou suas mãos acrescentando alguns ovos a seu prato antes de unir-se a ela no café da manhã. Podia sentir sua essência, uma mescla de seu hidratante de baunilha, um pouco do seu shampoo de morango e algo que era único de Camila. Odiava a forma em que fez que seu estômago embrulhava e suas mãos ficavam atrapalhadas em sua tarefa, mas se ajeitou para baixar seu prato ao balcão com êxito e se sentou a seu lado.

Comeram em silêncio e Lauren estava agradecida, Camila estava introspectiva e tranquila e era momentos como estes em que se encontrava perguntando a que outra coisa não sabia a respeito desta mulher. Sua mente se dirigiu aos desaparecimentos de Camila nos domingos a tarde. Tinha curiosidade, mas não tinha corrido direto para lhe perguntar. Estava agradecida por Camila e por tudo o que tem feito por ela e de algum jeito sabia que o diria eventualmente, quando estivesse preparada. Até então forçaria isso de sua mente e seguiria adiante com sua vida.

Não bombardearia Camila com perguntas, não quando ela tinha sido tão gentil e cuidadosa com seu passado, não ia permitir que seu passado sabotasse a oportunidade de um futuro feliz.

Depois do café da manhã, Lauren em silêncio pegou Léo em seus braços e balançou o cachorrinho silenciosamente contra seu peito, indisposta nesse momento em ir a Camila por consolo, como instintivamente queria, em lugar disso se conformou com o consolo do doce cachorrinho. Queria que Camila a envolvesse em seus braços e a beijasse até que sua tristeza se fosse, mas ela permaneceu sentada no café da manhã, tomando seu café como se estivesse pensando tão duro como ela.

Tanto quanto Lauren queria acreditar que se curou, de tudo, sabia que não era certo. Ainda tinha pesadelos ocasionais a respeito de viver no complexo, a respeito de Liam perseguindo-a como prometeu e ainda sonhava com o aneurisma mortal de sua mãe, despertando com lágrimas e tremendo. Tinha empurrado esses pensamentos, enterrado a dor e chegando-se mais perto dos braços de Léo, nessas noites. Isso foi o passado e não deixaria que a ferisse.

Em suas horas acordadas, seu medo era diferente, tão agudo como se pudesse estender sua mão e tocá-lo. Tinha medo de estar sozinha, queria que Camila se fixasse nela como uma mulher deveria, tomá-la em seus braços, fazê-la sentir-se desejada, tudo de novo.

Mas cada vez que tratava de lhe mostrar o que necessitava, tentando-a, dobrando seu corpo ao redor dela como se fosse lhe dar uma pista do que desejava, ela se esticava como se estivesse sofrendo e ladrava uma desculpa para remover suas mãos. Seu rechaço a arruinava pouco a pouco, causando que se perguntasse por que não se encaixava em nenhum lugar, por que não era querida.

Talvez, se pudesse romper sua barreira, poderia mostrar a Camila o bem que poderiam em estar juntas. Pode ser que não mudasse nada, mas pode ser que sim, talvez por fim veria o muito que se preocupava com ela e admitiria que tinha sentimentos por ela também.

*********

Isto foi uma ideia estúpida.

Camila olhou para Lauren, perguntando se podia sentir seu estado de ansiedade, mas não parecia suspeitar de nada. Observou o trafego pelo espelho e cantarolou a canção do rádio.

Tinha conseguido tirá-la de casa com o pretexto de levá-la para comer fora, celebrar seu aniversário. Não era uma mentira completa. A comida estaria envolta, mas isto não era o tema principal.

Quando estacionou frente à pista de patinação, olhou para Lauren. Ela endireitou-se e olhou fixamente o edifício.

— Camila?

Camila saltou da caminhonete e abriu a porta.

— Só vamos.

Aceitou sua mão, deixando que a tirasse do carro.

— Mas que estamos fazendo aqui?

— Já verá. — Apertou os lábios em uma linha quando o triste desejo de sorrir como uma idiota lhe golpeou. Pagou sua entrada e levou a uma muito confusa Lauren com os olhos muito abertos.

As luzes no interior da pista estavam apagadas e flashes azuis e verdes brilhavam pelo chão de madeira polida, banhando aos patinadores em cor enquanto giravam. Música pop afogava todas as conversações, mantendo Lauren tranquila enquanto olhava a seu ao redor.

Tinha deixado de caminhar para ver uma linha de patinadores voar junto a ela no caminho para a pista. Camila puxou sua mão para insistir que se movesse. Dirigiu Lauren à festa, na sala traseira que tinha alugado. Sofia tinha coordenado a maior parte dos detalhes, mas era sua ideia fazer a festa.

Quando Sofia mencionou a festa de patinação que teve quando tinha dez anos, Camila agarrou a ideia. Gostava que pudesse lhe dar uma experiência da infância que tinha perdido e talvez inclusive lhe ensinar a patinar. Também pensava que era o lugar perfeito para reunir Lauren com os meninos em quem pensava diariamente. Não sabia se Lauren viria abaixo ao ver todos, mas esperava que ao menos fossem lágrimas de felicidade.

Queria que desfrutasse de seu aniversário, não ter uma festa de choro suas mãos. Mas sua vacilação e um repentino silêncio a fizeram se perguntar se tinha tomado a decisão correta.

Com uma mão ainda sustentando a de Lauren, abriu a porta da habitação privada. Foram recebidas por uma explosão de cor rosa. Globos, serpentinas de papel crepe, pôsteres de feliz aniversário pendurados do teto e um prato cor rosa com panquecas sobre a mesa.

— Surpresa! — Uma dúzia de vozes gritaram em uníssono.

Lauren ficou boquiaberta, nenhum som escapou enquanto olhava as pequenas caras frente a ela. Logo se deixou cair de joelhos e soltou uma exalação, como se tivesse estado contendo a respiração por semanas.

Os meninos correram para ela, afligindo-a e tocando suas costas enquanto subiam em seus braços abertos. O sorriso de Lauren era tão grande como nunca a tinha visto e lágrimas silenciosas se filtravam pelo canto de seus olhos.

Sabia que era um pouco arriscado rastrear as famílias dos meninos, enviando um convite à festa de aniversário de Lauren, mas o risco havia valido a pena, especialmente para ver Lauren tão feliz. Tinha prometido lhes pagar suas inscrições e aluguel de patins, e quase todo mundo tinha aceito vir. Ver sua reunião fez que o custo valesse a pena.

Uma vez que Lauren foi liberada da pilha no chão, lançou-se aos braços de Camila, abraçando-a forte, tão forte que não podia respirar. Não havia palavras que pudessem expressar adequadamente o muito que significava para ela ver os meninos.

Ela beijou brandamente sua têmpora.

— Feliz aniversário, Lauren.

Sua boca se curvou em um sorriso e todos seus temores de que esta ideia fosse má, dissolveram-se.

Passaram a tarde patinando, bom, cambaleando-se pelo chão escorregadio em patins, os quais, nenhum dos meninos tinham usado antes, tampouco suas mães e comendo pizza e bolos. Camila tratou de ensinar Lauren a patinar, uma tarefa que se fez mais difícil com os meninos envoltos ao redor de suas pernas.

Ao final do dia, uma Lauren com bochechas rosadas se despediu, e trocou endereços com várias das mulheres, antes de seguir Camila para o carro.

Parecia que hoje lhe tinha dado alguns fechamentos que necessitava, a capacidade de ver com seus próprios olhos que todo mundo estava vivo e bem. A profunda satisfação que brilhava intensamente em seus traços era o "obrigada, Camila" que necessitava.

 

 

 

 



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