História Ressler e Keen-A Second Chance - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias The Blacklist
Personagens Aram Mojtabai, Donald Ressler, Elizabeth Keen, Harold Cooper, Raymond "Red" Reddington
Tags Donald Ressler, Elizabeth Keen, Harold Cooper, Keenler, Nbc, Raymond Reddington, Romance, Samar Navabi, Serie, Tbl, The Blacklist
Visualizações 42
Palavras 1.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Comentem o que acharam ❤

Capítulo 6 - Capítulo 6 - Cansada


Fanfic / Fanfiction Ressler e Keen-A Second Chance - Capítulo 6 - Capítulo 6 - Cansada

Pesadelos constantes atormentavam minhas noites de sono,muitos deles eram relacionados a crianças ou algo bem desconexo.Estava agora em mais uma dessas noites sem sono,Ressler dormia tranquilamente ao meu lado e isso me causou uma certa inveja.
Levantei-me da cama e caminhei até o berço que ficava em nosso quarto agora,apenas por precaução,e vi que Theo dormia como um anjo.

- Eu queria voltar a ser como você,Theo.Ser apenas um bebê que nem se dá conta da maldade existente no mundo... - digo baixinho enquanto afago seus fios loiros.

  Caminho até o banheiro e paro em frente ao espelho.Lavo o rosto e em seguida paro para uma autoanálise.Percebi o quanto eu havia mudado,eu estava magra demais,e visivelmente cansada.Eu nunca fui o tipo de mulher que me preocupava em seguir o padrão, nunca tive grandes problemas com autoestima,mas agora eu podia sentir na pele como era ruim se olhar no espelho,após algum tipo de trauma emocional, e não conseguir gostar do que está sendo refletido.Eu queria mudar,mas provavelmente não seria tão fácil como aparentava.
Me assustei ao ouvir a voz rouca de Ressler atrás de mim.

- O quê faz acordada essa hora,Liz? - questinou ao mesmo tempo que espreguiçava-se.

- Donald,que susto! - digo e viro-me para encará-lo.

- O que estava fazendo?

- Eu só...

- Diga a verdade,por favor. - pediu.

- Eu estava sem sono,então resolvi lavar o rosto,já iria voltar. - explico.

- Liz,eu já te disse uma vez...se algo estiver te incomodando você pode me falar,afinal,estamos juntos nisso,não é? - ele sorriu.

- Não é sobre nós,é sobre mim.

- Talvez você não queira me contar,mas...somos amigos,eu sou honesto com você e gostaria que você também fosse comigo,assim iremos ajudar um ao outro.

- Tudo bem,eu conto.

- Vamos até a cozinha,para que ele não acorde. - assenti e o segui até a cozinha,sentei-me à mesa enquanto o observava preparar leite.

- Leite morno não é a melhor bebida,mas vai te fazer relaxar.

- Me desculpe por ter lhe acordado,Donnie.

- Donnie? - ele perguntou sorrindo largamente.

- Desculpa,eu só...

- Não tem problema,Liz.É só que faz tempo que ninguém me chama assim. - sentou-se na cadeira a minha frente.

- É um um bom apelido.

- Não era algo bom na época do ensino médio,tiraram bastante sarro quando minha mãe me chamou assim.

- Adolescentes e suas brincadeiras de péssimo gosto. - sorri.

- E então?O que está te incomodando?

- Você vai me achar uma boba.

- Quem sou eu para te julgar?

- Bom... Minha aparência,depois de tudo que houve com Tom,eu emagreci muito.Além disso,estou muito cansada ultimamente já que não estou conseguindo dormir. - desabafei.

- Entendo.Não sei se isso vai te ajudar mas você é linda,Keen.E quanto ao sono,acho que você pode procurar um médico.

- Um Médico?Eu não sei,não quero que isso afete meu trabalho.

- Você pode pedir ajuda ao Reddington,ele deve conhecer alguém para te ajudar.

- Sim...

- Você tem que parar de se preocupar,parar de colocar os outros em primeiro lugar e cuidar mais de você.Esqueça o Tom,sei que é difícil mas não foi culpa sua,Liz.Ele não mereceu você,ele não mereceu seu amor.

- Tudo o que tivemos foi uma mentira,é como se eu tivesse que apagar anos da minha vida.Me sinto uma idiota, sou uma analista de perfis que deveria identificar quando alguém está mentindo,mas não fui capaz de ver que meu marido mentia para mim. - deixo as lágrimas caírem e abaixo a cabeça.

- Você estava apaixonada, é normal não enxergar erros.Não se culpe por isso,você se doou inteiramente para alguém que não merecia nem a metade disso,Lizzie. - levantei e forcei um sorriso.

- Você tem razão,mas eu sou fraca,não sei consigo sair disso. - expliquei.Ele levantou e parou em minha frente,levando a mão até meu rosto e enxugando as lágrimas levemente.

- Você já passou por tanta coisa,você é mais forte do que imagina.O fato de você estar aqui na minha frente me contando tudo isso apenas comprova isso.

- Eu sinto muito,por tudo... - me aproximei dele e o abracei,esquecendo todos os problemas.Nos braços dele sentia-me segura,nos braços dele eu sempre encontrava o conforto que eu tanto precisava.Era incrível,como se nada no mundo pudesse me atingir quando ele me abraçava...

[...]
 
  Reddington sempre tinha ideiaa mirabolantes,e uma dessas foi nos chamar para passear em um parque.Não que a ideia em si fosse ruim,mas sempre haveria motivos a mais.
Estávamos no estacionamento do parque tentando fazer Theodore parar de chorar.

- Acho que ele não gostou da ideia de pegar um pouco de Sol. - Donald debochou.

- E eu estou perdendo a paciência que me resta. - bufei.

- É só um bebê,logo ele irá parar. - argumentou.

- Vamos Theo,por favor... - supliquei.

- Vamos procurar por Reddington.Ele vai se acalmando aos poucos. - Ressler disse enquanto balançava o pequeno bebê em seus braços.

Caminhamos pelo parque em silêncio,observando as crianças correndo e as famílias fazendo piqueniques.Theodore se acalmou e começou a observar o ambiente ao redor também,parecia distraído com os balões que as crianças carregavam.

- O que ele está fazendo? - Ressler questinou.

- Quem?

- Red. - disse apontando para o mesmo que estava conversando com o vendedor de sorvete.

- Vamos até ele?

- Eu prefiro ficar por aqui,se não se importar.

- Okay,você fica com ele?

- Sim,ele está confortável aqui. - ele sorriu ao ver que o bebê esbanjava um fofo sorriso sem dentes.

Fui até o encontro de Raymond que estava conversando animadamente com o Homem que parecia entediado.

- Lizzie,que bom que você veio.Onde está Donald?

- Ele preferiu ficar descansando ali no banco.

- O bebê está dando muito trabalho?

- Depende do dia,e hoje foi um deles. - sorri me lembrando da gritaria que ele fez quando chegamos.

- Você quer um sorvete,Liz?

- Não,obrigado.

- Não sabe o que está perdendo,acho que vou começar a frequentar mais esse parque.

- Achei que sua vida fosse corrida.

- E é,mas não abro mão de ter bons momentos.Acho que você deveria fazer o mesmo.

- Isso até parece uma piada,Reddington.

- E por que ?

- O trabalho não me permite ter muito tempo para diversão. - explico.

- Mas agora você tem o Theo,encare isso como férias.

- Depois do que aconteceu acho melhor a gente tomar mais cuidado.

- Hoje em dia não importa quem você seja,onde esteja e o que esteja fazendo,você estará correndo perigo.

- Eu concordo com você, e é justamente por isso que eu tenho medo...

- Você não pode se privar por conta de seus medos,querida. - ele sorriu fraco.

Fizemos uma pausa da conversa e percebi que ele estava distraído observando algo.

- Eu não sabia que um homem com um bebê se tornava tão atraente.

- Como assim? - questionei.

- Donald. - foi então que reparei que Ressler conversava com três mulheres que,por acaso,também estavam com crianças.Revirei os olhos sentindo a raiva me dominar.

- Vamos até lá,não vou deixar essas mulheres que eu nem conheço ficar mexendo com Theodore.

- Parece estar tudo sobre controle,ele e o "pai" parecem estar gostando. - ele riu.

- Mas eu não! - Reddington pareceu ficar supreso com minha reação.Caminhei juntamente com ele até onde os mesmos  encontrava-se com as mulheres.

- Donald,é bom te ver! - Raymond disse sorridente.

- Digo o mesmo! - respondeu sorrindo também.

- Donnie... - em um momento de impulso e ciúmes depositei um beijo rápido em seus lábios o pegando de surpresa.

- Você é mãe dessa coisinha fofa? - uma das mulheres perguntou.

- Sim.

- Ele é cara do pai.É muito lindo! - sorriu descaradamente.

- Eu sei que sim,não tinha como ser diferente,não é?Afinal,ele que fez. - Donald pigarreou interrompendo a conversa.

- Acho que temos que ir,Liz. - Ele disse entrelaçando nossas mãos e apoiando o bebê na outra.

- Foi bom conhecer você, Donnie! - a mulher disse depositando um beijo em sua bochecha e juntou-se as amigas saindo de lá.

- Cada dia que passa tenho mais certeza que escolhi a mãe certa para ele. - Red disse rindo,provavelmente da minha feição de frustração e raiva.

Soltei a mão de Donald e peguei o bebê de seu colo.

- Isso foi totalmente desnecessário. - digo.

- O quê?

- Essas mulheres.

- Elas estavam apenas sendo simpáticas,Liz.

- Você viu o que aconteceu em nossa casa,acha mesmo que podemos confiar nas pessoas de um parque?

- Elas estavam com crianças também.E desde quando você se tornou tão paranóica?

- Não briguem. - o mais velho intrometeu-se.

- Você chama isso de paranóia? Eu só estou tentando mantê-lo seguro!

- Esquece,você nunca vai me entender.

- Eu deveria? - digo e me afasto de ambos.

[...]

  Eu estava totalmente exausta,não fisicamente, e sim psicológicamente.Era uma droga não conseguir controlar meus próprios sentimentos,agir por impulso e se arrepender depois.Desde Tom,o meu maldito ex marido(se é que posso chamá-lo disso),me sinto afundando como se tivesse um peso em meu corpo que cada vez me dominava mais e mais.Eu o amava tanto e ele dilacerou meu coração com suas mentiras.
Donald Ressler era totalmente o oposto disso,mas mesmo assim eu me machucava por colocar todas minhas expectativas em cima dele.Ele era livre,o fato de estarmos casados temporariamente não iria mudar isso.Quando tudo isso acabasse ele iria esquecer de que um dia nossos lábios já se tocaram,iria esquecer da forma em nossas mãos se encaixam perfeitamente uma na outra,ele iria esquecer dos momentos em que abri meu coração para ele e da forma que ele me confortou.Tudo iria voltar a ser como antes,apenas amigos, apenas colegas de trabalho que realizaram mais um trabalho juntos...


Notas Finais


Espero que gostem ❤
All The Love,Mah
Xoxo 🌹❤


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