História Restituição - Capítulo 22


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Bella Swan, Billy Black, Claire Young, Edward Cullen, Embry Call, Jacob Black, Leah Clearwater, Personagens Originais, Quil Ateara
Tags Amy, Aventura, Jacob Black, Lobos, Restituição, Romance, Wolfpack
Exibições 225
Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me perdoem pela demora, tive que viajar e fiquei sem internet por 2 semanas. Esse capítulo é curtinho, mas logo posto outro. Muito obrigada a todos que tem comentado, eu adoro ler tudo, e fico muuuito feliz, continuem me mantendo inspirada.
Espero que gostem, beijão!

Capítulo 22 - Tão você!


Fanfic / Fanfiction Restituição - Capítulo 22 - Tão você!

Depois daquela conversa estranha a respeito de algo tão novo paramim,  voltamos ao trabalho, confesso que ri sozinha enquanto voltava para minha sala. Foi um misto de uma situação cômica e uma sensação de satisfação.

O Jake se importou. E ficou visivelmente irritado com aquelas informações. Eu sei que era meio injusto, e dentro de mim eu não me sentia bem por vê-lo irritado, meu imprinting não quer causar nada de ruim a ele. Mas eu me senti bem,  surpreendentemente. Porque era um sinal, mesmo que pequeno de que ele se importa. E isso é maior do que qualquer outra coisa.

O restante do dia transcorreu normalmente, tive que trabalhar até tarde e fui direto para casa. Naquela noite o Jake não ligou, e eu confesso que fiquei esperando. Estou mais forte, porém mais vulnerável.

Dormi as 2 horas da manhã, relutando em controlar meus pensamentos e olhando para o telefone de 5 em 5 minutos. É, essa sou eu.

Acordei na quinta feira e caprichei um pouco mais na produção naquele dia, uma jaqueta de couro, uma camisa de cetim e uma calça bem justa. Comi algumas bolachas integrais com café e fui para a fábrica dirigindo sob a chuva.

Quando já era hora do almoço fui para o refeitório com a Jany, ela estava animada me contando sobre seu novo cachorro, que tem olhos caídos mas ainda é bonito. Nos servimos e caminhamos pelo refeitório, a Jany sentou com o pessoal de Atlanta, Eu cumprimentei algumas pessoas, fiz um breve social e depois me dirigi para a mesa dos garotos. O Quill e o Jake pararam de falar assim que sentei.

Falei em tom de brincadeira.

-O assunto acabou?

O Embry respondeu rindo.

-Tá mais para “o assuntou chegou à mesa.”

Sorri, e olhei para o Jake, que não esboçou reação e depois desviou o rosto para o lado. Não desisti e olhei para o Quill. Acho que estava com cara de muito curiosa, ele riu.

-O Jake esta bravo com você!

O Jake olhou para ele sério. Ele levantou as mãos rindo, como quem se inocenta.

-Olha a cara dela, eu não consigo não contar...

Olhei para o Jake que continuava sem expressão.

-Porque esta bravo Jake? – perguntei enquanto começava a comer.

Ele respirou fundo.

-Não estou bravo. Estou surpreso e preocupado com você.

-Preocupado? – Continuei comendo, como quem não dá muita importância à conversa. Ou melhor, aparentando isso.

-É Amy, estou preocupado porque fico pensando que toda vez que você beber além da conta, pode acontecer alguma coisa como o ocorrido na casa do seu ex-namorado. E estou preocupado porque você acha que se não transou com ele, está tudo bem.

Olhei para ele.

-Eu já bebi além da conta na sua casa.

Os garotos riram, o Jake não.

-Estou falando sério Amy, é para o seu bem.

-Eu também estou Jake... - Olhei nos olhos dele- O que eu quero dizer é que você não precisa se preocupar. O que aconteceu lá foi a soma de muitos fatores: o álcool, a nostalgia, a nossa reaproximação recente, minha fragilidade, minha tristeza e carência... – Ele trincou os dentes. – E tem importância, só não significa muito para mim, porque...  – fiquei sem palavras por um segundo, gostaria de dizer que não significa por que não era o Jake lá. Mas não quis ser tão insinuativa- ... Porque foi um erro, e não teve grandes consequências. Além disso, “o ocorrido” não mudou em nada minha relação com Octavius.

Ele se acalmou um pouco. E depois de um tempo falou mais baixo.

-Desculpa Amy, eu não tenho que te culpar por nada que você tenha feito. Principalmente sob aquelas circunstâncias.

Sorri.

-Tudo bem, eu não ouvi muitas broncas do meu pai. Até que é valido ouvir agora...

Ele deu um sorriso discreto e começou a comer.

Quando nós estávamos terminando de comer, enquanto conversávamos sobre o estranho hábito do Quill de assistir a novelas mexicanas. Jake olhou para além de mim e fechou a cara na hora. Logo depois senti as mãos do Octavius nos meus ombros.

Ele falou um oi geral, mas os garotos não responderam, sem esboçaram qualquer resquício de simpatia.

Olhei para cima.

-Trouxe meu carregador?

-Esta no meu carro, você vai usar agora?

-Não, pode me entregar quando estivermos indo embora. – Ele falou um pouco desconfortável com a falta de recepção. – Depois nos falamos.

Ele apertou um pouco meus ombros e saiu.

Olhei para os garotos. Era uma cena bem cômica.

-Só faltou alguém se transformar e rasgar suas vísceras com uma mordida.

Eles riram.

-Ninguém entrosa com os lobos Amy, aprenda isso. – O Quill falou rindo.

-A gente só deixou você entrosar porque no fundo a gente sabia que você iria virar uma de nós. - o Embry falou piscando.

Rimos.

-Mas então, como está o ultimo capítulo de “Os segredos de Juan Garcia”? – Jake perguntou nos fazendo rir.

Depois do almoço eu trabalhei no aprimoramento de um novo fluxo de produção para o setor eletrônico. E às 16 horas fui levar o carregador à sala do Octavius.

-Seus amigos são muito metidos. –Ele falou enquanto entregava a ele.

-Eles são legais, só não são muito receptivos a novas amizades.

-Acho que eles têm ciúmes de você. Principalmente o mais forte, que as garotas sempre suspiram quando ele passa.

Sorri, claro que era o Jake.

-Acho que é impressão sua, e você é quem tem ciúmes de mim.

-Não é impressão, ele sempre me olha feio. E eu tenho ciúmes mesmo, você era minha e agora está por aí, andando com essas calças à vácuo. – Falou rindo. Ri também.

Ele me acompanhou até a porta.

-Até mais La Pusha.

Ri. Enquanto ia para o estacionamento, pensei nas palavras do Octa. “Eu nunca fui sua”. Na verdade eu não nasci para pertencer a ninguém. A não ser que ele seja o cara que arranca suspiros das garotas.

Quando já era noite, depois do jantar o Quill foi com a Clarie até minha casa.

Enquanto a pequena menina brincava com as almofadas no chão da sala, nós conversávamos sobre grandes assuntos.

-Estou mais orgulhoso de você do que quando a Clarie ganhou sua primeira estrela dourada na escola.

Rimos.

Depois ele me olhou mais intensamente.

-Agora sério Amy, eu estou muito orgulhosos de você... Não só pela força que você demonstrou ter enquanto ficou todo esse tempo fora, mas também pela decisão tão difícil que você tomou. Por ter conseguido se resolver sozinha, sem a ajuda de ninguém e por ter voltado tão... tão você!

Sorri, e segurei sua mão nobre o sofá.

-Eu nunca estive sozinha.

Seus olhos sorriram, depois ele olhou para a Clarie enquanto ela chamava sua atenção com um monte de almofadas no chão.

Era estranho ver a mudança no seu olhar, assim que seus olhos pairavam sobre ela. Era um olhar de profunda admiração, de entrega total, de dependência, de recompensa.

Eu me perguntei durante alguns daqueles olhares se era assim que eu olhava para o Jake. Não soube responder. Um dia, em outro tempo, eu talvez pergunte a ele. Por enquanto eu guardo a dúvida. Mais uma para a coleção.



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