História Restituição - Capítulo 27


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Bella Swan, Billy Black, Claire Young, Edward Cullen, Embry Call, Jacob Black, Leah Clearwater, Personagens Originais, Quil Ateara
Tags Amy, Aventura, Jacob Black, Lobos, Restituição, Romance, Wolfpack
Exibições 170
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 27 - Recrutamento.


Fanfic / Fanfiction Restituição - Capítulo 27 - Recrutamento.

Depois de tomar um banho, me arrumei e fui para a fábrica. Eu sabia que o Jake faria alguma reunião com as matilhas e que provavelmente não iria querer que eu soubesse, então antes do almoço tratei de descobrir quando seria essa reunião.

-Desembucha Embry! – Falei enquanto ele tentava se livrar de mim pelos corredores.

-Não vou falar nada Amy, o Jake pediu para que eu não te falasse e disse que é para seu bem.  Ele é o Alfa, ele sabe o que faz.

-Qual o problema de eu participar de uma reunião que todo mundo vai participar?

-Não sei, mas deve ter algum motivo.

Não foi por bem, mas vai por mal.

-Olha Embry, eu estou tentando ser legal, mas você não está colaborando. E eu realmente acho que você não é a melhor pessoa para esconder alguma coisa de mim.

Ele me fuzilou com os olhos.

- Amy Hill,  vai jogar baixo mesmo?

-Só não quero ficar fora dos assuntos da matilha.

Ele respirou fundo e parou de andar. Olhou para os lados e falou baixo.

-Às 7 da noite, na casa do Sam.

- Obrigada.

Voltei ao meu escritório, para não chegar junto com o Embry no refeitório. Depois de 20 minutos segui para lá. Cumprimentei-os como se nada tivesse acontecido. Jake estava com profundas olheiras ao redor dos olhos, devo confessar que fraquejei por alguns instantes. Mas foi só pensar nos vampiros que recobrei minha motivação.

Ele não foi capaz de me encarar muitas vezes, desviou os olhos, trincou os dentes, mexeu as pernas freneticamente e falou o mínimo possível. É, ele não estava bem. E eu já estava racional o suficiente para quase entender seu lado. Quase, só quase.

Depois de um almoço estranho, tive uma tarde de trabalho estranha e fui para casa. Comi alguma coisa, tomei um banho, me arrumei e saí em direção à casa do Sam.

Provavelmente o Jake só pediu para o Quill, o Embry e a Leah não comentarem comigo sobre a reunião, então esses foram os únicos que se espantaram ao me ver, menos é claro o Embry que é um bom amigo e me deixou por dentro dos assuntos “espontaneamente”. Jake parou de respirar até que eu me sentei na varanda depois de cumprimentar os outros. Ele me deu uma olhada meio que de advertência e sondagem e depois começou a falar.

-Bom, eu fiz questão de que todos estivessem aqui, porque o que vamos tratar hoje, é muito sério e preciso que cada um faça uma escolha levando em conta suas próprias ideologias. Os Cullen descobriram o que o vampiro que atravessou nosso território pretendia com isso. Seu nome é Victória e ela quer se vingar deles, para isso está criando um exército de recém-criados para mata-los. Os acontecimentos em Seattle estão relacionados a isso. Eles não sabem dizer quantos são, ou como estão se organizando ou quando pretendem atacar. Mas, pelo número de desaparecimentos e assassinados, eles deduziram que não vão dar conta sozinhos, então vieram me pedir ajuda. Então agora quero saber a opinião de vocês a respeito disso.

Foi só ele parar de falar que todos começaram a falar ao mesmo tempo, todos negando a hipótese de participarem disso, porque “Eles que se virem”, “É problema deles!”, “Tomara que morram todos!”. Como eu já previa, esses são os lobos que eu conheço. Mas essa não era a resposta que eu precisava.

-Silêncio. – Sam falou se levantando. – É claro que não vamos nos meter nos problemas deles, isso é um absurdo.

 Jake acenou positivamente. Acho que ele também já esperava isso.

Começou a falação novamente, todos alvoroçados e desordenados.

Cruzei meus braços.

-Ótimo! Então vocês já podem começar a se despedir dos seus familiares humanos, porque vampiros recém-criados não pensam muito e precisam se alimentar.

Todos ficaram quietos. Jake me olhou apreensivo.

-Nós podemos proteger nossa tribo! – Sam falou autoritariamente.

-Claro! Nós somos, um, dois, três, cinco, sete, onze! É um ótimo número para proteger a tribo de um exército de seres que tem o dobro da nossa força! – Falei ironicamente. Eles continuaram calados.

-Amy, eu acho que essa não é a melhor maneira de decidirmos. – Jake tentou conter minha fala.

-Claro que não! Talvez seja decidir sozinho por todos nós!  - O encarei por alguns segundos. Ele engoliu a seco.  – Jake já decidiu que vai ajudar. E eu também.  – Pude sentir uma atmosfera de incerteza dominar o local. – Se as chances já são pequenas de sobrevivermos e acabar com esse exército se estivemos juntos com os Cullens, não acho que conseguiremos protegem a quem amamos ou a nós mesmo se estivermos sozinhos depois que eles matarem os Cullens.

Longos segundos de completo silencio seguiram a minha fala.

-O que você sabe sobre esse exército? – Sam perguntou olhando para o Jake.

-Não sabemos muita coisa. Mas Edward afirma que Victória tenha criado o suficiente de vampiros para matar os Cullens e que se nós entrássemos como elemento surpresa eles seriam derrotados. Jasper tem experiência com recém-criados e acredita que pode nos ensinar a lutar contra eles.

Mais algum tempo de silencio, era visível que ninguém sabia o que pensar sobre tudo aquilo. Voltei a falar calmamente:

-Não tem como fugir da luta. Acreditem, eu seria a primeira pessoa a me opor a isso, mas não há outra saída, não se trata da segurança dos Cullens. Ou a gente luta para viver juntos, ou morremos lutando sozinhos.  – Falei olhando para aqueles olhares confusos. Provavelmente o meu olhar não era o mais confiante ou determinado. Estava mais para o olhar de alguém que por mais que tentou, não conseguiu enxergar outra saída e se viu obrigado a aceitar que nem tudo está em seu alcance. Nem mesmo aquilo que depende apenas de si próprio.

-Eu realmente não queria colocar vocês nessa situação, mas é como a Amy diz, isso vai nos afetar de qualquer forma. E eu não poderia omitir isso. – Jake falou visivelmente abalado.

-Então acho que não há o que escolher. – Sam falou sem perspectivas.

-Mesmo assim gostaria de saber se tem alguém que não queira participar? – Jake perguntou.

Todos ficaram imóveis, acho que ainda em choque.

Ele acenou positivamente.

-Os treinamentos começam amanhã ao amanhecer, não podemos perder tempo e ser pegos desprevenidos. Às quatro da manhã nos encontramos na clareira ao lado oeste do Lago Rower.

Depois de mais algumas informações fomos nos dispersando, sem ter  muito o que conversar a respeito do ocorrido.

Quill me deu um abraço antes de ir embora, com jeito de solidariedade. Quando eu estava entrando no carro Jake veio até mim.

-Posso ir com você?

Acenei positivamente. Entramos no carro.

- Foi o Embry né?- Preferiu dar um clima mais leve à conversa.

Ri.

- Pode ter sido qualquer um.

- Eu sei que foi o Embry, ele não consegue mentir para você!

Sorri. Agora principalmente.

Depois de um tempo quieto ele olhou para mim.

-Mesmo sendo contra seu plano, eu queria te agradecer. Você tirou um peso enorme das minhas costas e fez tudo parecer mais racional.

Era melhor que ele pensasse assim, mas na verdade era tudo meramente emocional. Eu so quero ter mais chances de que o Jake viva. Só depois de pensar muito é que fui me dar conta de que isso nos afetaria de qualquer forma. Mas minha decisão já havia sido tomada desde quando ele me fez entender tudo, no meu quanto na noite anterior.

Não respondi nada.  Ele continuou.

-Amy, se você não se sentir a vontade para participar dos treinos com os Cullens, você não precisa ir, depois a gente te passa tudo o que aconteceu.

- Não me sinto desconfortável em participar.

Ele ficou receoso por um tempo, depois hesitante falou sem me olhar:

-Provavelmente a Bella estará lá.

Apertei um pouco mais o volante.

Não era a presença dela que me deixaria desconfortável. Mas eu não estava emocionalmente preparada para estar na mente do Jake quando ele a visse.

-Se eu pudesse ficar como humana, ajudaria.

Ele acenou positivamente, pude ver com o canto do olho.

-Claro... É claro que você pode.

-A não ser que você não queira...

-É claro que eu quero que você vá Amy. – Jake me interrompeu. – Fica muito mais fácil para mim saber que você estará preparada nessa batalha.

-Eu sei me cuidar Jake. Se concentre em se manter seguro.

Ele me encarou por um bom tempo.

-Se não fosse pelo imprinting você participaria de tudo isso, e incentivaria os outros a participar?

-Com certeza não. – Não tive medo de falar a verdade. No final das contas ele já sabia.

Ele não falou mais nada até eu estacionar em frente a sua casa. Ficamos nos olhando por algum tempo, não sei dizer quanto.  

Acho que ele queria falar alguma coisa, talvez agradecer pela ajuda, talvez pedir para eu não interferir mais, talvez tentar me convencer a não participar, eu não sei; nunca vou saber.

E eu só estava o olhando mesmo. Gravando cada detalhe do seu rosto. Não que eu já não tivesse gravado, mas por medo de nunca mais vê-lo. Um medo que sempre me pareceu tão distante, mas que agora estava ali naquela noite de quarta feira, nublada e fria, sentado bem ao meu lado, e aparentando ser bem mais real do que qualquer outra coisa no universo. 


Notas Finais


E então, gostaram??????


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