História Restituição - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Bella Swan, Billy Black, Claire Young, Edward Cullen, Embry Call, Jacob Black, Leah Clearwater, Personagens Originais, Quil Ateara
Tags Amy, Aventura, Jacob Black, Lobos, Restituição, Romance, Wolfpack
Exibições 340
Palavras 1.991
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A batalha se aproxima e muitas coisas estão mudando, espero que gostem, fiz com carinho!

Capítulo 28 - Treinamento.


Fanfic / Fanfiction Restituição - Capítulo 28 - Treinamento.

Acordei às 3:30, tomei um café quente, me arrumei e segui até a clareira. Devo admitir que estava bem nervosa com aquela situação. Toda ela. Estacionei na estrada respirei fundo e passei as mãos pelos cabelos; eu já podia sentir o cheiro dos lobos. Fechei os olhos e pensei que ficaria tudo bem, minha mente estava protegida dentro de mim; do que ela produz e do que é produzido pela mente dos outros.

Entrei na mata, os lobos estavam reunidos antes da clareira, estavam quase todos lá. Não acho que tenham se espantado a me ver como humana, provavelmente já imaginavam e Jake deve ter avisado. Os que faltavam chegaram em seguida. Eu já conseguia sentir o cheiro dos vampiros. Começamos a andar em direção à clareira, acho que posso dizer que os Cullens ficaram felizes quando chegamos. O mais velho veio me cumprimentar.

-Queremos agradecer a todos vocês, por decidirem nos ajudar. Não há palavras para expressar nossa gratidão, teremos uma dívida eterna com sua tribo.

Ele segurou minha mão. Sua pele gelada contrastou com minha pele quente. Ele sorriu amigavelmente.

Bom, não era muito por eles que estávamos lá. Na verdade não era nem um pouco por eles. No máximo era pela Bella. Mas a maioria estava pelas suas próprias famílias e por que era a única chance de arrancar algumas cabeças de vampiros e não ter peso na consciência.

Edward riu. Droga, ele lê mentes. Tinha me esquecido disso!

Ele estendeu a mão para mim.

- Não importa o motivo. Nós agradecemos mesmo assim.

Sorri amarelo.

Bella estava um pouco afastada. Provavelmente desconfortável com a situação. Ou talvez só se sentindo estranha por ser a causa da guerra. Apesar de não ser sua culpa. “Edward não me leve a mal”.

Ele só sorriu.

Bom, depois o tal Jasper começou a explicar algumas peculiaridades dos recém-criados. Pelo que entendi eles tem força, mas não tem muito domínio nem estratégia, e era aí que iríamos triunfar. Eu espero.

Depois de uma hora de explicações e exemplificações, eu já estava cansada, então me sentei na relva. Edward se sentou ao meu lado, enquanto olhávamos o treino.

Meus pensamentos estavam bem ansiosos em relação a tudo, aquela apreensão constante e o medo de que algo não vá bem, atribulavam minha mente. Edward não deveria esta tranquilo com todos aqueles pensamentos, principalmente os dos lobos, eu os conheço, sei que eles me envergonham.

Ele sorriu.

-Na verdade estão mais receptivos do que imaginei.

-Acho que também estão preocupados.

Ele acenou positivamente. Olhei para ele. Apesar de não expressar fisicamente, eu sabia que ele não estava bem também.

Ele olhou para a Bella.

-Vai dar tudo certo.  – falou sério.

- Tem que dar.

Meus pensamentos se assombraram novamente com a ideia de perder Jacob. Procurei me concentrar em outra coisa.

-Em toda a minha existência eu nunca vi algo como o Imprinting.  – falou quase inaudível.

-E nunca vai ver...- olhei ao redor, todos estavam bem entretidos no treino. - Às vezes eu imagino que todas as pessoas deveriam sentir. Parece que é o que me faz viva, mais do que o ar, o sangue, os nutrientes.... Não sei como as pessoas vivem sem. Não sei como eu vivi.

-A ignorância é uma dádiva. Quem nunca teve contato com o conhecimento, não se importa de não tê-lo.

-Apesar de tudo, não ser ignorante é a melhor coisa que já me aconteceu.

-Isso é muito claro.

Depois de alguns segundos em silêncio decidi continuar aquela conversa e sanar uma dúvida com alguém que conhece todas as mentes, que desvenda o que todos escondem em seu local mais secreto.

-Como é o amor fora do Imprinting? Você deve saber descrever melhor do que ninguém.

-Acho que pode se dizer que, quando verdadeiro, a intensidade é a mesma. O que muda é a forma de sentir. Não existe um amor tão incondicional como o seu. Para tudo se espera uma troca, nem que seja a troca do próprio amor, quando mais se assemelha. Mas o Imprinting não exige nada em troca. Nem mesmo a retribuição.

Processei suas palavras por alguns minutos olhando para o treino, não pude evitar de olhar para o Jake. É, antes de tudo, era uma mente apaixonada.

Olhei para o Edward mais uma vez, até que ele não era chato.

Ele riu.

-Obrigado.

-Foi mal, não tem como evitar os preconceitos.

-Acho que tem mais alguém que está se quebrando preconceitos. Ele olhou para o lado. Uma loura nos olhava fixamente. Ela se aproximou, Edward acenou para ela.

-Não pude deixar de repara que sua bota é uma edição limitada da minha marca favorita. – Falou.

Ri.

-Eu tenho uma amiga, que conhece uma amiga, que conhece outra....

Eu sei que parece fútil, mas nós conversamos sobre moda por uns 20 minutos. Ela estava meio receosa, mas depois se soltou um pouco; foi bom distrair a mente. Então já era hora de irmos trabalhar.  Carlisle agradeceu mais uma vez. Combinamos de treinar novamente ao anoitecer. Os garotos voltaram para suas casas transformados, eu fui tomar café um uma lanchonete e depois fui direto para a fábrica.

Pouco antes do almoço senti o cheiro do Jake se aproximar da minha sala. Então ele entrou um pouco acuado.

-Oi.

-Oi.

-Está tudo bem? – Falou sentando-se a minha frente.

Acenei positivamente enquanto organizava as planilhas que estavam espalhadas sobre a mesa.

Depois de um tempo de hesitação ele perguntou com uma voz rouca.

-O que achou de tudo isso?

Me encostei na cadeira e soltei o ar pesadamente.

-Não consigo deixar de achar que isso ainda é um erro.

Jacob trincou os dentes e acelerou a respiração.

-Mas é como você disse Amy, nós também corremos perigo.

Olhei para além dele.

-É no que eu escolhi acreditar Jake, mas eu não acho que seja verdade... – ele continuou me encarando. – Eu realmente não acho que esses vampiros novos querem esse território, e tenho quase certeza que depois que se vingarem vão embora daqui. E mesmo que ficassem a gente conseguiria dar um jeito, chamar reforço de outras matilhas... Mas essa não é a questão, não é? A questão não é que podemos ficar seguros, é que eles morrem. Os Cullen morrem, a Bella morre. E no final das contas esse é o maior motivo da sua escolha.

Ele engoliu a seco, eu continuei. Mais calma do que eu esperava aparentar.

-Não cabe a mim julgar você, porque, eu sei que você faria isso por qualquer um de nós. Mas eu não tenho me sentido tranquila com isso. Aliás, tenho sentido um péssimo pressentimento de que alguém vai sair ferido nessa história, e não posso ser hipócrita e deixar de dizer que se alguém se ferir, eu espero veementemente que seja um deles.                             

Jake apoiou os cotovelos na mesa e segurou o rosto com as mãos. E eu me senti péssima por ter dito isso. Queria incontrolavelmente segurá-lo em meus braços e dizer que tudo ficaria bem e que eu tinha uma ótima intuição a respeito da batalha. Mas eu fiz uma promessa a mim mesma, prometi que não me deixaria em segundo plano; não mais. O problema era que meu coração não suportava vê-lo daquela forma.

Toquei eu seu braço, ele levantou a cabeça.

- Jake, eu não sei o que vai acontecer, mas o que importa é que estamos todos juntos nessa, e que vamos lutar uns pelos outros até quando for possível.... Eu sei que você gostaria que eu dissesse que vai dar tudo certo, mas o máximo que posso dizer é que eu vou fazer de tudo para que dê, e eu sei que todos vão.

Ele segurou minha mão sobre a mesa. Apertou seus dedos contra minha pele, levantou os olhos até os meus e acenou positivamente.

-E para de fazer essa cara que eu ainda não estou tão autoconfiante. – brinquei, tentando mudar o clima. Ele riu.

-Cara de cachorro que caiu da mudança? – falou rindo.

-Nada mais adequado.

-Agora é serio Amy, eu nunca vi alguém como você! A Rosalie é a vampira mais antipática desse mundo, e vocês pareciam comadres conversando.

-Ah Jake, ela não me pareceu tão ruim. Acho que ela só não gosta de vocês porque vocês também não gostam dela.

Continuamos conversando seguindo em direção ao refeitório.

-Conversou bastante com o Edward também... Sobre o que falaram?

-Nada muito importante.

-Então pode dizer.

Ri.

-Não é da sua conta Jake.

-Qual é Amy?

-Nem vem.

Começamos a nos servir, e ele desistiu de descobrir. Falamos bastante sobre o treino durante o almoço, sobre as estratégias de batalha e tudo mais.  Fiz alguns relatórios durante a tarde, depois seguimos juntos para a clareira novamente. Seguiu tudo normalmente.

Depois de um tempo a Bella se aproximou de mim, um pouco receosa, parou ao meu lado olhando para os demais.

-Eu sinto muito por tudo isso. – falou baixinho.

Olhei para ela.

-Não é sua culpa. Nós estamos aqui para ajudar, não fomos obrigados a isso.

-Eu sei, mas sei também que é bem perigoso.

-Perigoso é namorar um vampiro. – rimos.

Edward nos olhou do outro lado do campo.

-Pelo menos a gente cheira bem! – Falou o grandão que estava perto da gente. Acho que era namorado da Rosalie.

Tampei meu nariz.

-Com certeza. – ironizei. Eles riram.

- Na verdade seu cheiro é diferente dos lobos daqui, tá mais para porquinho da índia ou chinchila. – Falou ele.

-Emmett! – Bella o advertiu.

Ri.

-Vou considerar como um elogio.

Rosalie se aproximou.

-Considere um elogia a Rose ter gostado de você. – Emmett falou a segurando pela cintura. Ela deu um sorriso tímido.

-Acho que afinal das contas, vocês não são tão ruins como tenho ouvido falar.

-Esses lobos falam de mais. – Rose brincou.

-Falam mesmo! E os pensamentos então? Parecem uma multidão de vozes.

Quill que estava mais perto deu uma rosnada de brincadeira. Rimos.

Eles voltaram ao treino e eu fiquei sentada ao lado da Leah, que preferia permanecer como loba. Ocorreu tudo bem naquele dia.

 

No dia seguinte treinamos de novo pela manhã, era hora dos lobos entrarem na parte prática. Decidi me transformar também. Estavam todos bem focados na luta, então foi mais fácil. Apesar da constante e perceptível concentração do Jake em não pensar em nada que pudesse me magoar ou constranger. Ele se esforçou bastante, só pensava em suas ações, e na batalha que estava por vir, não deixou nenhuma brecha. Não olhou para a Bella em momento algum, nem para mim. Assim que fiz minha “participação” que também pode ser chamada de “exímia demonstração de perícia e agilidade”, modéstia a parte. Me transformei em humana novamente, para evitar mais desconforto. Quando voltei à clareira Edward se aproximou.

- Você foi muito bem nisso.

-Em ser loba ou em lutar?

-Nos dois.

Minha cabeça estava doendo, afinal também tive que me concentrar bastante para não deixar meus pensamentos à mostra.

-É muito interessante como vocês conduzem toda essa intimidade. – Ele se referia aos pensamentos abertos.

-Não é nada fácil, na verdade é a pior parte na minha opinião.

Por um segundo imaginei que agora que eu não estava mais nas mentes dos lobos o Jake poderia estar pensando na Bella.

- Na verdade você está redondamente enganada. – Edward falou baixinho.

Olhei para ele, que mantinha o semblante calmo. Olhei para o Jake, que nos olhava fixamente.

-Acho que alguém esta com ciúmes dessa nossa conversa. – Edward falou se afastando e sorrindo.

Continuei encarando o Jake por algum tempo. Quill deu uma empurrada nele com os ombros, então ele voltou a olhar para o treino. Depois o Quill me olhou e juro que vi uma piscada.

Não posso dizer que aquela situação não me deixou intrigada. Mas era sempre assim, eu nunca tinha respostas concretas. Era sempre como andar um uma corda bamba com os olhos tapados: A única coisa de que você tem convicção é de que a corda sob seus pés é sua certeza de segurança. Jacob é minha corda. 


Notas Finais


E então queridas? O que voces tem achado da fic? gostaram do capítulo? Comentem bastante, até a próxima! bejão!


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