História Retratos do Passado...Espelhos do Presente - Capítulo 21


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance Gay, Traição
Exibições 74
Palavras 1.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O encontro finalmente vai acontecer...

Espero que gostem e Boa Leitura.

Capítulo 21 - Verdades sejam ditas!


Contado por Gabriel.

-Ele vai te ouvir sim Gabriel, vai logo falar com ele. - Charles falou enquanto saíamos juntos da escola.

-Eu só não quero ser rejeitado de novo. - Admiti meu medo a Charles que em pouco tempo já tinha conquistado minha confiança.

Eu não suportava a ideia de ser desprezado por ele, Cauã era o primeiro e único cara que eu amei, me transformei ao lado dele, Cauã tinha o dom de despertar em mim sensações que eu nem sabia que podia sentir, a necessidade que eu tinha de ficar ao seu lado era absurda, ele não fazia ideia, ou talvez só fingisse não saber, eu não fui o que ele esperava quando tive a chance, é..talvez não fosse justo cobra-lo...

-Ele só tá magoado, ninguém mandou você ser babaca com ele. - Charles jogava as palavras com a maior naturalidade.

-Valeu mesmo pela ajuda Charles. - Usei minha ironia e ele sorriu para mim. - Mas você ta certo...agora eu tenho uma visita pra fazer, até amanhã. - Abracei Charles ouvindo um "boa sorte" como incentivo, eu não tinha ideia se seria bem recebido, mas precisava ir, não adiaria mais nosso encontro.

Pensei em ligar para o Flávio e pedir conselhos, mas ele não andava muito bem nesses últimos dias, eu não queria incomodar ele com um problema que não era da sua conta, respirei fundo e caminhei até a casa dele, eu podia ter pegado um ônibus, mas o caminho era bem mais longo andando...era claro que eu estava adiando um encontro inadiável, eu não tinha um discurso ensaiado, palavras bonitas para convence-lo a voltar, eu não tão bom quanto gostaria de ser, não tinha nada preparado...nada mais do que a minha sinceridade e o meu amor para oferecer.

Hesitei assim que meus olhos miraram na fachada da sua casa, podia ser um erro voltar e bagunçar sua vida novamente, porém só aquela vez eu queria ser egoísta de novo para pensar na minha felicidade e Cauã era sinônimo dela. Com o coração acelerado e as mãos suadas toquei a campainha esperando ansioso, no fundo eu queria que ele me atendesse, mas foi seu pai quem me recepcionou, Diego sorriu sem jeito quando me viu, ele me disse que o Cauã estava descansando no quarto, ele me deixou entrar, mas não sem antes perguntar sobre o meu pai...Eu podia ter dito muitas coisas, entretanto não me envolveria na história dos dois, me limitei a dizer que ele estava bem, afinal o Leonardo "cuidava" muito bem dele, Diego saiu pensativo, parecia triste e eu entrei nervoso no quarto vendo o meu Cauã deitado na cama usando apenas uma bermuda azul, distraído e visivelmente mais magro, mas para mim continuava lindo, encostei a porta fazendo barulho recebendo os olhos verdes dele em mim como resposta.

-Posso? - Apontei para a cama e ele assentiu, incomodado, mas assentiu.

Me sentei do seu lado, era estranho estarmos ali e não agir como os amigos que sempre fomos, e ainda mais entranho ter que controlar minha saudade de beijar sua boca, ele nem sequer me olhava...parecíamos até dois "estranhos"...

Eu havia feitos muitas besteiras na minha vida, mas a maior delas foi renegar o amor que eu tinha por ele...

-Eu não tenho mais medo de assumir que te amo, eu mudei bastante nesse tempo Cauã. - Me virei para ver suas reações e mesmo tentando esconder seus sentimentos ele não era bom em disfarçar.

-Eu me arrependo muito...você merecia mais de mim. - Segurei sua mão, era complicado falar do que eu sentia, sempre foi. - Se você quiser podemos continuar de onde paramos, só que agora eu prometo que vou fazer do jeito certo.

-Não dá Gabriel. - Cauã soltou minha mão, era esse meu medo. - Eu to confuso, eu fui sincero com você Gabriel e você brincou comigo, não era um jogo, eu te amava de verdade.

-Amava? - Tenho certeza que a minha voz saiu assustada, pois era assim que eu estava. - Cauã tenta me entender, eu só tinha medo de assumir que eu te amo, por favor vamos deixar esse passado de lado. - Eu não sabia como lidar com ele, eu só queria apagar o passado e ficar em paz com ele, mas Cauã ainda tinha muito para me falar.

-Eu era seu amigo porra, eu também tive medo no começo...ser rejeitado por você doía em mim, você acha que era fácil para mim admitir que eu te amava sabendo como você era?

As verdades começavam a surgir e junto com elas feridas ainda abertas voltavam a machucar.

-O que você estava esperando de mim Cauã eu não podia te dar, eu mal me aceitava...é complicado. - Passei as mãos no rosto tentando afastar meu nervoso, não era hora para deixar as emoções me dominarem. - Mas eu juro que mudei. - Soltei as palavras sem pensar direito no que eu dizia, eu só queria que ele me perdoa-se e pudesse ver que eu só queria uma chance, mas ele continuava irredutível, revoltado e Cauã tinha motivos de sobra para isso.

-Você dormiu comigo e me fez acreditar que o que eu sentia por você era recíproco pra depois zuar com a minha cara...Eu fiquei sete meses preso numa cama, e o que você fez durante esse tempo? 

Virei o rosto, não dava mais para encarar aquele olhar...

-Eu errei, passei quase seis meses dentro de um internato por que nem meu pai me suportava, mas eu voltei Cauã e voltei diferente, não da pra fugir do passado pra sempre... - Subitamente me virei tentando me aproximar...e ele se afastou, abaixei meu olhar, mas eu ainda não havia terminado o que tinha para dizer. - Eu só queria cuidar de você, e desde que eu voltei para Nova Era todas as tardes eu ia te ver.

Não falamos mais nada depois das minhas palavras, mordi meu lábio com força tentando controlar minha vontade de sair correndo, estar do lado dele sem poder toca-lo ou pelo menos ouvir sua voz era uma tortura pra mim, contudo, nossa história não tinha terminado...Cauã continuava o mesmo, ele estava apenas magoado.

-E-eu ouvia sua voz. - Cauã sussurrou as palavras. - Eu realmente não acreditava que era mesmo você falando, eu pensei que fossem só sonhos. - Ele finalmente resolveu falar.

Pensei que tinha ouvido demais quando escutei um soluço baixo, porém assim que eu virei para o lado encontrei meu amor chorando, ele podia não querer, mas eu estava ali para ele...enxuguei suas lágrimas com meus dedos e puxei seu rosto para o meu peito, Cauã me abraçou forte, seu choro molhava minha camisa, mas eu sabia que ele precisava disso, ele tinha muitos sentimentos guardados e só precisava extravasa-los. Assim que seu choro se acalmou puxei seu corpo para deitar junto comigo, beijei seus cabelos e fechei meus olhos, pensando somente nele..."Eu te amo", falei ao seu ouvido sentindo ele segurar minha camisa com mais força, seu rosto ainda escondido sobre o meu peito, não conversamos mais e nem nos separamos novamente, me limitei a acariciar seus cabelos até sentir suas mãos me soltarem ouvindo ele ressonar e então eu tive a certeza de que ele dormiu.

Me mantive acordado, não por falta de sono, eram só os meus pensamentos que não me deixavam adormecer, mas somente a satisfação de saber que ele estava ali, dormindo nos meus braços, já fazia valer a pena estar ali.








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