História Retratos do Passado...Espelhos do Presente - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance Gay, Traição
Visualizações 70
Palavras 1.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei...Tive meu tempo para refletir e já estou bem melhor, e sim, já me entendi com a minha familia...

Aqui está um capitulo contado pelo Gabriel, espero que gostem, beijos e Boa Leitura!

Capítulo 22 - Namorados


 

Contado por Gabriel.

Cheguei a cochilar por alguns minutos enquanto estive com ele, mas não tardei a acordar ansioso, voltar para o Cauã me deixava assim, a minha ficha ainda não tinha caído...No fundo eu tinha medo de abrir os olhos e não ver ele comigo. Até respirei aliviado vendo ele dormi praticamente grudado em mim. No momento eu não tinha certeza se estávamos juntos novamente, talvez ele ainda estivesse magoado, minha única certeza era o amor que eu sentia e a vontade que eu tinha de mostrar ao Cauã que eu já não era aquele garoto egoísta, eu queria fazer ele feliz.

Ajeitei Cauã melhor na cama para ele se sentir confortável e fechei meus olhos aproveitando desse momento tranquilo que eu tanto esperei, não adiantava pensar no passado, perdemos muito tempo sim, mas eu reconhecia minha culpa, e de agora em diante eu só queria desfrutar de cada minuto do presente com ele.

Me surpreendeu que ele tomasse a iniciativa depois de acordar...meu sorriso foi automático quando sua boca se uniu a minha, meus olhos continuavam fechados, Cauã me pegou desprevinido e eu não podia estar mais feliz, era uma como se ele me dissesse que estava tudo bem. Segurei firme na sua nuca dando um beijo de verdade nele, e mesmo depois do beijo não deixei ele se afastar, sentir ele respirar era bom, tudo que vinha dele era bom.

-Eu não tenho raiva de você. - Cauã falou de repente, seus olhos verdes fixados, e então ele concluiu seu desabafo. - Era só medo Gabriel.

O medo, nosso inimigo que sempre nos cercou, foi dominado por esse sentimento que eu fiz tantas besteiras, mas eu não deixaria mais que esse medo nos machucasse. 

Eu tinha bons pressentimentos sobre nós dois.

Ficamos nos curtindo durante um tempinho, até Cauã começar a falar de um assunto que particularmente não me animava nem um pouco.

-Acha que é uma boa hora pra mim voltar pra faculdade? - Cauã pergunto como quem não quer nada.

-A decisão é sua amor, sua vida tem que continuar e se você quiser voltar eu te apoio.
 

A ideia de ver ele se afastar logo agora não era nada animadora, mas eu não tinha nenhum direito de cobrar, se ele queria voltar eu ficaria feliz por ele, ou pelo menos fingiria, eu estava muito animado com essa virada que a vida deu, não tinha por que contraria-lo numa escolha que seria importante para a vida dele, se fosse o contrário eu sei que ele me apoiaria, eu sei disso.

-Mas eu ainda tenho que pensar sobre isso, não é como se eu fosse voltar hoje, pode ficar tranquilo Gabriel. - Cauã sorriu me acalmando, ele parecia saber o que eu pensava. 

Beijei sua bochecha e puxei ele pra mais perto, durante o período que ele ficou internado tempo era o que me sobrava para pensar em nós dois, e umas das coisas que não saíam da minha cabeça era pedir ele em namoro, pensei em diversas maneiras de fazer isso, mas naquele dia minha ansiedade era tanta que eu tive que perguntar, não foi como eu imaginei, eu só não consegui segurar as palavras.

-Agora que as coisas estão voltando ao normal eu queria te perguntar uma coisa que vem enchendo minha cabeça há um bom tempo. - Falei com  a voz mais grave que o normal e só pelo meu jeito de falar ficava subentendido que o assunto era sério, o que não era mentira, pelo menos para mim.

-Pode perguntar Gabriel. - Cauã falou meio inseguro.

-Cauã eu...eu queria...- Respirei fundo e acabei falando de uma vez. - O que acha de ser meu namorado? - Sorri de um jeito tenso e continuei a falar. - Eu quero mostrar pra todo mundo o homem lindo que eu tenho do meu lado.

Segurei no seu rosto com carinho apreensivo por uma resposta, esse com certeza não foi um momento preparado, eu não devia ter falado isso do nada, mas não consegui conter minha vontade de dizer como eu queria ter ele comigo, mas do que como um ficante, podia não parecer tão importante, mas chama-lo de meu namorado para mim era essencial. E a algum tempo eu já estava sobrecarregado dos meus sentimentos, não tinha como segurar, parecia mais forte que eu essa vontade louca que eu tinha de ter Cauã comigo, de mostrar isso a ele.

Cauã estava pensativo, mais o brilho nos seus olhos me deixou confiante, eu estava pronto para receber sua resposta...uma pena que tenhamos sido interrompidos, me impedindo de saber o que ele me responderia...Sua mãe entrou no quarto olhando séria pra nós dois, me senti desconfortável, ainda estávamos abraçados quando ela apareceu. 

Cauã se separou de mim tão desconfortável quanto eu.

-Oi Gabriel. - Ela me cumprimentou numa tentativa de parecer simpática, mas não parecia nada a vontade com aquele clima.

Devolvi um "oi" sem graça para a minha "quase" sogra e ela se voltou para o Cauã com um jeito um pouco irritado perguntando sobre o marido.

-Seu pai nem me avisou pra onde foi Cauã. - Ela reclamou irritada.

-Eu não sei mãe, ele nem me falou que ia sair. - Cauã respondeu, sua mãe suspirou com um olhar cansado assentindo, ela não parecia muito contente e já dava para imaginar o motivo.

-Quando seu pai chegar eu falo com ele. - Ela andou até a porta com ar de cansada, mas antes de sair se virou com um olhar sugestivo para nós dois. - Eu não queria comentar, mas as pessoas podem estranhar vocês dois assim tão...íntimos, não é todo dia que a gente vê amigos como vocês. - E o olhar dela para mim me deixou com uma vontade imensa de retrucar.

Assim que a porta se encostou Cauã se jogou em cima de mim com uma cara chateada. A insinuação dela foi explícita e meu quase namorado não se sentiu muito bem com isso, as inseguranças dele eram claras, mas eu estaria lá para acalmar ele.

-E se ela não aceitar, o que eu faço Gabriel? - Cauã me perguntou apreensivo.

-E por que isso importa tanto? Nossos pais sabem e sempre apoiaram.

-Nossos pais são amantes Gabriel, claro que eles iam apoiar. - Cauã sentou na cama fazendo bico, o que foi muito fofo na minha opinião, mas não falei nada. - E aliás eu não gosto da ideia de ver minha mãe sendo enganada, eu sei que eles não se dão muito bem, mas ainda é errado. - Ele expôs sua opinião e eu continuei calado, não me envolveria nesse assunto e ele também não pretendia se envolver, afinal, essa história não era nossa.

-Deixa que eles se resolvem e sua mãe vai te apoiar sim, fica sossegado. - Roubei um beijo rápido dele e voltei no assunto que estava me deixando inquieto. - Agora eu preciso saber de você...ainda não me respondeu. - Me aproximei mais vendo seu semblante relaxar. - Cauã, namora comigo?

Sem dizer nada ele se aproximou com aquele sorriso que eu sempre admirei mesmo antes de saber o que eu sentia, me beijando calmamente, passei meus braços sobre a sua cintura apertando ele contra mim tendo suas mãos apoiadas nos meus ombros. Mordi seu lábio antes de me afastar vendo ele ofegar me olhando com aqueles olhos apaixonados, o mesmo olhar de antes...

-E a minha resposta? 

Cauã me abraçou escondendo seu rosto na curvatura do meu pescoço dizendo um "É claro que é sim", o som abafado por estar com o rosto escondido e essas foram as melhores palavras que eu poderia ter ouvido aquele dia.

Passei aquela noite junto dele tendo a cama como cúmplice do nosso amor, nossas conversas não mudaram muito...eu tinha tantas coisas pra contar e ele parecia animado em recomeçar sua vida depois daquela fatalidade. 

E já era um pouco tarde e Cauã cochilava sobre o meu peito quando uma discussão um pouco estranha começou.

-Onde você foi Diego, não tem mais hora pra chegar?

Eu já sabia que os pais dele não se davam tão bem, só não entendia a razão para continuarem juntos, uma vez Cauã me disse que o seu pai não tinha coragem por causa do seu irmão menor, mas essa provávelmente não era a única razão, e a discussão continuou por um tempo e seria somente mais uma discussão de casal se o envolvido nela não fosse meu pai.
 

-Cíntia eu to muito cansado, amanhã a gente conversa...
 

-Não, dessa vez você vai jogar limpo comigo, eu cansei das suas histórias, me fala de uma vez quem é a outra.
 

-Não tem outra, eu fui falar com o Fred e...

E então a bomba estourou, ela desconfiava, e eu me preocupava com o meu pai.
 

-É sempre esse viado, será que você não percebe que ele gosta de você ou se fingi de idiota? Hoje o Cauã estava agarrado com o filhinho dele, tal pai tal filho não é mesmo... - E a ironia na sua voz me fez querer levantar e falar umas verdades para ela, mas me contentei em ficar calado, ouvindo mesmo que a contra gosto aquela discussão. 
 

-O que o nosso filho tem haver com isso? 
 

-Eu não sei Diego, A questão é que eu não confio nesse seu amigo e também nunca gostei de ver o Cauã junto com esse Gabriel. 
 

-Deixa eles fora disso, e eu não vou deixar minha amizade com o Fred só por que você tem desconfianças sem sentido.
 

- Se eu tiver nem que for uma suspeita de que você está se engraçando para o lado dele eu garanto que você vai saber quem eu sou, nunca gostei desse tal de Fred mesmo.

-Tira essas paranoias da cabeça, deixa de ser louca Cíntia.

-Eu sei do que eu to falando Diego e esse seu amigo bicha não me engana...Esse safado se faz de bonzinho pra te arrastar pra cama dele, é isso que ele quer Diego. - Ela gritava e eu não sabia como o Cauã ainda não tinha acordado.

Não sei se eles continuaram conversando, mas depois de ouvir ela falar assim do meu pai não escutei mais a voz dos dois, ela estava com raiva, enciumada, mas não justificava falar assim do meu pai, eu sabia bem o quanto ele gostava do Diego e ver como a relação dos dois era delicada me deixava inquieto, eu não queria que meu pai sofresse mais do que já sofreu por ele, se Diego nem sequer tinha coragem para assumir uma relação, ele nem se deu ao trabalho de defender ele, não, não valia a pena que eles voltassem...Mas não seria eu a determinar isso.

Não consegui mais ter um sono tranquilo depois dessa discussão ridícula que eu tive o desprazer de escutar, meu pai até poderia estar errado, mas não era ele quem devia satisfações a uma esposa e não era certo ouvir tantas ofensas como se ele fosse algum depravado que seduziu o marido dela...Eu já via de longe que a minha relação com a minha sogra não seria tão amigável quanto eu queria que fosse, mas não deixaria que isso interferisse na minha relação com o Cauã.

Passei meu braço sobre a cintura dele e fechei meus olhos, seria muito fácil me acostumar a passar noites assim com ele...Tentei pegar no sono, mas uma dúvida não saía da minha cabeça, será que era certo me envolver na vida do meu pai? Meu receio era piorar o que de longe já era ruim, contudo eu deixaria essa preocupação para o dia seguinte, pois naquela noite eu só queria relaxar ao lado do homem que roubou meu coração.




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