História Retrocesso - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~YsBelieber

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Chloe Moretz, Drama, Justin Bieber, Romance
Visualizações 963
Palavras 1.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, é a Linnox rs. PUTA QUE PARIU!!! 171 favoritos e 21 comentários só com o prólogo! Gente, não sei nem como agradecer, juro que me custa à acreditar que isto aconteceu de verdade, MUITO OBRIGADA! O apoio de vocês me incentivaram tanto, que decidi vir postar o primeiro capítulo, oficialmente, para vocês. Não poderia retribuir de outra forma todo carinho que recebi. Agora a história começa de verdade, e esse capítulo é uma introdução para vocês entenderem a continuação.
Avisinhos básicos do capítulo:

- Betado pela minha bebê Carol @artics muito obrigada viu?
- Não temos data para continuação, mas prometo que será logo.

Enfim, espero que gostem do capítulo e que deem suas opiniões nos comentários. Nos vemos nas NOTAS FINAIS, boa leitura! Beijos, Kassia & Yasmim.

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Retrocedendo


Fanfic / Fanfiction Retrocesso - Capítulo 2 - Capítulo 1 - Retrocedendo

Katherine Eckhart.

Kansas City – Missouri;

Antes.

O reflexo que via no espelho me satisfazia de uma forma estupenda. É engraçado como o amor pode mudar toda uma perspectiva de vida, e assustador como você se vê dependente de alguém por causa desse intenso sentimento. Sempre tive medo de me apaixonar, mas qualquer que seja o Deus que olha por mim, agradeço por ter me dado determinação para enfrentar esse medo quando aconteceu comigo.

Me lembro perfeitamente do dia em que o vi, os emaranhados de seus cabelos loiros tomavam seu rosto, o tornando extremamente fofo. Seus olhos caramelados penetraram minha alma e se conectaram com meu eu interior no mesmo instante. E seu sorriso.. Ah, aquele sorriso! Preencheu um espaço em meu coração que mal sabia que estivera vazio até então. Isso tudo apenas com um olhar.

Suspirei em meio aos meus pensamentos, logo voltando a fixar o olhar na imagem refletida à minha frente. Quatro anos se passaram desde que conheci Justin, desde então venho tendo o gostinho de viver aquele conto de fadas almejado por todas garotas. Havia encontrado meu príncipe encantado. A prova disto, era o sorriso sincero estampado por baixo do cintilante batom vermelho que cobria meus lábios.

Borrifei uma quantidade moderada de perfume em meu pescoço e pulsos, terminando assim, de me arrumar. Caminhei pelo quarto em busca de meus pertences, peguei meu celular e as chaves de casa enfiando tudo na pequena bolsa de mão que levaria. Me dirigi até a cozinha, onde o único barulho audível era o som dos saltos se chocando contra o assoalho da casa. Mamãe estava distraída enquanto cozinhava algo.

— Mamãe? – Disse, chamando a sua atenção para mim. — Estou indo jantar com Justin.

Dona Grace se virou, e logo seus minuciosos olhos me analisaram.

— Está linda, querida. Não volte tarde, sim? E se cuide.

Me limitei a sorrir em agradecimento pelo elogio, e assenti com a cabeça concordando com suas ordens.

Me virei, pondo-me a andar novamente e, em poucos segundos, já estava do lado de fora fechando a porta atrás de mim. Chegando ao portão da entrada, o abri e fiz o mesmo processo de fecha-ló assim que passei. Permaneci ali de pé, onde esperaria por Justin. Voltei meus olhos para baixo analisando a mim mesma.

O vestido bege justo até minha cintura realçava as poucas curvas que meu corpo esguio possuía, da cintura para baixo se abria em um rodado que ia até a metade das minhas coxas. O vento frio batia em minhas costas, onde a renda tomava toda espessura traseira do vestido, e, por último, os saltos medianos, também na cor bege, completavam minhas vestimentas. Tudo bem Katherine, você está linda, — disse a mim mesma.

Fui tirada de meus pensamentos, quando a simples pick up de Justin estacionou em minha frente. Puxei todo ar possível para dentro de meus pulmões, e o soltei de uma forma lenta. Sempre me sentia estranhamente sem fôlego quando via meu anjo.

A figura de Justin com seu típico topete perfeitamente alinhado, trajando uma blusa social azul-escuro, uma calça social preta e também, um sapato preto social, fizeram o que eu esperava. Me tiraram o ar.

Seu perfume masculino amadeirado fluiu em meus sentidos como um vício interminável. Logo meus braços envolviam seu largo tronco, e minhas mãos se apoiavam em sua nuca. Justin, por sua vez, pousou suas mãos em minha cintura me puxando para mais perto.

— Oi, Kat. — O apelido carinhoso, em sua voz rouca, soaram como melodia em meus ouvidos.

—Oi, Jay. — O respondi em um murmúrio, também usando o apelido que havia posto nele.

Meus olhos se fecharam no momento que seu rosto se aproximou do meu, em instantes, seus lábios, macios e gélidos, selaram os meus de forma demorada.

— Não quero estragar sua maquiagem. — Justin disse após o selinho. — Vamos?

Acenei com a cabeça, sentindo seus dedos se entrelaçando aos meus. Caminhamos até a camionete em um silêncio agradável. Justin abriu a porta para mim, e tinha certeza que meus olhos brilhavam ridiculamente como nos romances de ficção.

Após adentrar o automóvel, coloquei o sinto de segurança. Justin fez o mesmo quando assumiu seu lugar de motorista, em seguida, dando partida.

Enquanto as luzes da cidade passavam como um borrão, algo estranho aconteceu. O clima agradável havia desaparecido, como água evapora no calor. Justin estava tenso em seu acento, e vez ou outra, o pegava apertando tanto o volante que os nos de seus dedos esbranquiçavam.

Que diabos está acontecendo? — Perguntei para mim mesma. Decidi por permanecer calada e dar um tempo para que Justin falasse o que havia acontecido por vontade própria.

Depois de longos minutos, paramos em frente a um restaurante simples, mas aconchegante. Sem nem mesmo uma palavra, Justin desligou o carro saindo do mesmo. Logo a porta do meu lado se abriu, e foi minha vez de sair. Tirei o sinto de segurança, me levantando em seguida. Para minha assustadora surpresa, nenhum toque foi desferido a mim, nem mesmo a mão ele me deu. Ok, que merda é essa?! Meu subconsciente já se encontrava desesperado, não demoraria para que refletisse isso em minhas atitudes. Respirei fundo e apenas segui Justin.

Já dentro do local, um garçom nos guiou até uma mesa vazia para dois. A iluminação fraca, junto da decoração de época, tornavam o estabelecimento romântico. Isso deveria me deixar contente, sendo a romântica incurável que sou, mas não era isso que estava acontecendo.

— Justin? Hum, está tudo bem, anjo? — Perguntei, tomando cuidado com a forma que proferia cada bendita palavra.

— Me desculpe, Katherine, estou um pouco nervoso. — Ele pausou sua fala para umedecer seus lábios com a língua. — Precisamos conversar.

Precisamos conversar! Meus olhos se arregalaram, e meu corpo tremeu em antecipação. Algo me dizia que isso não era algo bom, pois meu coração se encheu de agonia após ouvi-las.

— Tudo bem, pode falar, Justin. – Disse, mantendo uma calma que não existia de verdade.

— Você sempre soube que meu sonho é ser um médico renomado, venho me esforçando para isso. Com o fim do colegial, me inscrevi em algumas faculdades e, bom, fui aceito.

— Meu Deus! Meus parabéns, meu amor, estou muito orgulhosa de você! – A euforia tomou conta de mim. Não havia nada melhor do que ver quem amamos realizando seus sonhos. – Serei a mulher de um médico maravilhoso, já posso me imaginar indo a faculdade com você e tudo mais, nós podemos….

— Katherine! – Sua voz me calou no mesmo instante devido ao tom ríspido por ele usado. – Você não está entendendo…. Eu, é.. Eu irei para Londres.

Naquele instante todo meu mundo parou. Meus pulmões se fecharam, meu corpo enrijeceu e tinha a certeza que meu sangue não corria da forma correta pelas minhas veias. Meu coração batia como se fosse estourar dentro de meu peito.

— O que? – O sussurro quase inaudível até para mim, foi o máximo que consegui dizer naquele momento.

— Eu.… Eu te amo Katherine, e você sabe disso! Mas…. Mas eu quero pensar no meu futuro agora, e no momento, não consigo mais te ver nesse futuro.

Facadas.

Chicoteadas.

Tiros.

Tudo doeria menos do que essas palavras. Preferia ser atingida por cada um desses objetos dolores, do que absorver tais palavras.

A visão que obtinha era tomada pelo embaçar que minhas lágrimas trouxeram aos meus olhos, o leve tremor que começava pelos meus dedos, ia lentamente tomando conta de todo meu corpo. A dor começava, e eu já não estava conseguindo resistir a ela.

— Tudo que vivemos nesses 4 anos.. Foi mais que lindo, você foi importante para me desenvolver como homem e ser quem sou hoje.. Mas isso não se passou de um namoro adolescente, entende? Eu sei que seu futuro te reserva muitas coisas boas. — Ele pausou, e eu não tinha certeza se estava mesmo ouvindo o que ele dizia, porque naquele momento minha alma começou a sair de dentro de mim. — Sinto muito por dizer isso no dia que comemoramos mais um ano que nos conhecemos, mas foi preciso. Embarco amanhã para Londres.

Meu limite se foi. O desespero que, até então, começava a se formar, explodiu. As lágrimas caiam compulsivamente pelo meu rosto, me engasgava com minha própria saliva.

Não disse nada.

Me levantei sem cuidado algum e corri. Corri, deixando para trás apenas seus gritos abafados que ecoavam meu nome.

Continuei correndo. Não conseguia parar. Corri tanto que meus pés se torciam vez ou outra, mas não me importava com a dor física.

Oca.

Vazia.

Tentando afastar a escuridão que ameaçava me consumir, corri mais e mais.

Meus pulmões queimaram.

Meus ouvidos eram ensurdecidos pelo estrondo do meu coração se quebrando. Se dilacerando.

Meus olhos eram cegados pela água que ainda viria a escorrer. Minha alma morria ali.

O tempo parado, meu corpo em movimento mas, meu eu por dentro, se petrificava e se chocava contra o mais gelado iceberg.

Acabou.

A única palavra que rondava minha mente, a única coisa que conseguia pensar e me lembrar. Vultos pretos começaram a se formar no fundo do meu ser. Minha voz gritava, agora presa, sendo ocultada pela dor.

O tormento começava.

O medo do amor se tornara real e aquele anjo que me fizera acreditar por um mísero tempo que minha vida seria um conto de fadas, havia se tornado no demônio que me mostrara o que era o inferno.

E, a partir daquele dia, o inferno se encontrava dentro de mim mesma.

 


Notas Finais


AI TO NERVOSA HAHAHA! Eu e Yas esperamos que tenham gostado, e que comentem o que acharam!

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=b9_AUwaw0dY&t=34s

Até o próximo!


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