História Retrocesso - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~YsBelieber

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Chloe Moretz, Drama, Justin Bieber, Romance
Visualizações 640
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Linnox here!! HELLO MEUS AMORES szsz. Queremos agradecer a todos comentários no capítulo anterior e todos favoritos. Vocês não fazem ideia do quanto significa pra gente szsz Esse capítulo foi muito difícil pra escrever, porque envolve algo muito pessoal pra mim Linnox... Pode ter ficado um pouco "confuso" mas eu e Yas editamos aqui de um modo que vocês consigam entender ok? Espero que gostem. Sem mais enrolação, nos vemos nas NOTAS FINAIS e boa leitura. Kassia & Yasmim.

Capítulo 4 - Capítulo 3 - Psicose


Fanfic / Fanfiction Retrocesso - Capítulo 4 - Capítulo 3 - Psicose

Katherine Eckhart

Kansas City;

Antes.

Não tinha ideia do que estava acontecendo, meu corpo trêmulo se encontrava caído em um canto qualquer de uma rua qualquer. Os sentidos esvaíram de mim mesma, era como se estivesse sido presa dentro de uma sala onde havia facas prontas para me perfurar em cada lado que tentasse ir.  

A confusão tomava todo espaço da minha mente, visões lampejavam como flashes na névoa profunda que havia sobre meus olhos. As palavras que ele proferiu pulsavam constantemente em meus ouvidos, causando um emaranhado de sentimentos. O fundo obscuro se aproximava cada vez mais, e eu, bom, eu não tinha forças para lutar contra ele.

A partir do momento que tornei minha vida dele, ele possuía total controle sobre mim, talvez esse tenha sido meu erro. Confiar demais. Amar demais. Me doar demais. Para no final, ser destruída pela pessoa que confiei, amei e me doei.

Eu lhe dei tudo, e ele me deixou apenas as lembranças ruins que, naquele momento, tomaram tudo que me restava...

Minha sanidade.


Centro Psiquiátrico Creedmoor, New York City;

Tempos Atuais.

Imagens desfocadas passavam rapidamente pela minha visão, me mostrando que andava, isso conseguia distinguir. A mulher ao meu lado segurava em meu braço, parecia me guiar em alguma direção.

Vozes se misturavam no ambiente que me encontrava, trazendo consigo outras vozes que me faziam companhia desde o dia que ele se foi.

“Pobre Katherine..”

“Ele nunca te amou, Katherine. Olhe para dentro de si, nós lhe amamos querida, se entregue. Entregue sua alma e venha arder conosco.”

Risadas. Ganidos. Confusão. Dor.

Com minha mão livre, a apoiei em minha cabeça enquanto tudo rodava, meu estômago revirava, minha boca secava, e meu corpo.. Ele começava a reagir.

– Katherine, filha, olhe para mim. Abra os olhos, Katherine! Vamos querida, não é real, não é real. Repita isso! – Mãos frias seguraram meu rosto, e a voz estranha preenchia meus ouvidos.

Minha mente gritava que era um monstro. As tão conhecidas facas que rondavam meu corpo, quase me perfuravam. Minha respiração acelerada e meu corpo iniciando uma dolorosa combustão. Não é real, não é real, – repetia constantemente. Apertando meus olhos com força, tomei uma grande lufada de ar, em seguida, obriguei-me à abrir os olhos.

Me deparei com uma figura conhecida por mim. Aos poucos a escuridão deixava meus olhos e a clareza aparecia, tão de repente quanto desaparecia.

– Mamãe.. – O sussurro se arrastou pelos meus lábios secos.

– Isso filha! É a mamãe.. – O embargar em sua voz denunciava o choro contido em sua garganta. Suas amáveis mãos, me tocaram carinhosamente me causando a única sensação boa que conseguia sentir durante todos esses anos.  – Você vai se curar, Katherine. Dessa vez prometo com minha vida.

Me limitei a acenar rapidamente, pois sabia que isso nunca iria acontecer. Não tinha um propósito para continuar.. Não mais. A olhei uma última vez com clareza, guardando o máximo de realidade que conseguia. Então a escuridão tomava conta de mim, novamente.

{...}

– Doutora Amélia, prometa que cuidará da minha filha. – Identifiquei angustia na voz que me era conhecida.

– Senhora Eckhart, faremos tudo pela Katherine. Confie em nós! Temos um dos melhores profissionais da psiquiatria trabalhando conosco. Entendi o ponto que a situação está e vamos começar o tratamento pela manhã assim que ele chegar. – Uma voz serena desconhecida disse, tais palavras se repetiam em meu subconsciente captando alguns fragmentos.

“Katherine..” “psiquiatria..” “tratamento..”

“Ora Katherine, você quer nos expulsar meu amor? O que fizemos para você?” 

A voz grossa pulsava em minha mente, o tom irônico me afligia e me fazia tremer de medo.

“Tsc, tsc, tsc.. Não se mova Katherie, consegue ver? Aquela mulher a sua frente tem uma arma, e ela quer matar sua mamãezinha. Que pena.”

– NÃO! – Gritei com todo fôlego abstido em meus pulmões.

O vermelho tomava conta da minha visão, ao olhar para a mulher desconhecida, um sorriso maléfico estampava seu rosto enquanto ela tinha uma arma apontada para a outra mulher conhecida por mim. Minha mãe.

Corri em direção a ela, sentindo como se meu peito fosse explodir em ódio. Antes que pudesse chegar até ela, braços fortes me rodearam me impedindo de prosseguir.

– Katherine!!! Tudo que está vendo não é verdade, é mentira! Foque-se na realidade, Katherine. Resista! – A voz calibrada com profissionalismo me golpeou em cheio.

Meu corpo vibrava enquanto os braços fortes me apertavam impedindo-me de mover.

Ofeguei com uma leve picada proferida em meu braço, a medida que algo corria em minhas veias lentamente, ia perdendo a consciência gradativamente.

{...}

Meu corpo doía, meus olhos tremiam na tentativa de se abrirem. Quando consegui, olhei minuciosamente onde estava. Engoli em seco ao não reconhecer o lugar, com cuidado, me ergui envolvendo meus braços em torno de mim mesma. Caminhei devagar, observando cada detalhe.

Parei próxima à um vazo que continha lindas rosas brancas, peguei uma e inalei o seu cheiro. Paz.

Isso que senti, por míseros segundos, ao ter aquela essência doce em meu interior.

Meu corpo cansado, me obrigou a ir até uma poltrona que havia do lado de uma grande janela. A cortina se encontrava aberta, e a claridade me incomodava como nunca. Me levantei de modo que fechei-a e a escuridão me fez companhia.

Voltei a me sentar na poltrona, encolhendo meu corpo em seguida. O frio, junto do preto, havia se tornado meu único companheiro. Era como se tivesse caído no mais gelado mar do ártico, e ninguém viera para me salvar.

As vozes se misturavam em minha cabeça, em um fuzuê de gritos, risos e deboches. Olhava para as paredes e via diferentes vultos rondando-as. Puxei o ar com calma e o soltei da mesma forma na tentativa de que tudo sumisse.

Olhei para o chão, e uma grande cobra se arrastava bem próxima a mim. Meus olhos se arregalaram.

– Socorro! Uma cobra! Alguém me ajude. – Minha voz mal era um murmúrio desesperado, o choro se entalava em minha garganta, e meus olhos permaneciam secos. Ninguém iria vir, pois, como sempre, era somente eu contra... Eu.

Solucei enquanto encolhia meu corpo ao ponto de ter meus joelhos pressionados contra meus peitos. Fechei meus olhos com força.

– Não é real, não é real...– Dizia a mim mesma.

Ousei a abrir meus olhos novamente, e espiei para o chão, onde já não se encontrava nada. Suspirei em alivio.

Segundos depois, ouvi a porta se abrindo lentamente. Permaneci imóvel ao ver um homem parado a poucos metros de mim.

– Katherine... 

Seu sussurro foi a última coisa que ouvi, até perder a mim mesma novamente para uma escuridão que me abraçava e me guiava para as mais dolorosas e silenciosas alucinações.

Alucinações onde a morte, era o único fim que desejava.

Mais uma vez, estava sendo guiada para algum lugar, onde duas mãos me ajudavam a seguir. Fui posta em uma sala, a qual não me importei em analisar.

As vozes estavam eufóricas, e faziam meus ouvidos zunirem. Sabia que estava acontecendo alguma conversa do lado de fora, mas estava tão presa por dentro que não fazia nada ao não ser fixar meus olhos ao piso brilhante do chão.

Dei por mim novamente, quando mãos voltaram a me segurar e a me guiar para outro lugar. Até que uma voz conseguiu se sobressair sobre as outras em minha mente.

“OLHE PARA ELE, KATHERINE!”

Instintivamente, meu rosto se ergueu e meu olhar se encontrou com os dele.

A cor caramelada era a mesma. Ele.

Meu coração deu um salto, como se estivesse sendo reanimado depois de uma parada cardíaca. A centelha de esperança começava a surgir.

“Ele..” “Ele..” “Ele voltou...” “Ele voltou por nós...”, minha parte sã tentava dizer.

“Katherine, olhe para ele. Ele te odeia, ele nunca te amou, olhe para o dedo dele querida. Ele tem uma família. Ele foi feliz enquanto você..” Uma risada. “Você fazia papel de tola, se queimava no inferno.” Mais risadas.

Deboches. Gritaria. Lembranças.

“Não consigo te ver no meu futuro...”

Essa frase se repetia, a confusão se tornava demais. Olhei para sua mão.

Aliança. Casado. Dor.

Tudo se repetia em mim. O mesmo desespero e agonia daquele dia socaram meu coração com força, me nocauteando mais uma vez.

Voltei a olhar em seu rosto e via ele rindo, se divertindo, sendo feliz em troca do meu sofrimento.

“Katherine, sua estúpida! Como pode se deixar chegar a esse ponto por causa de homem? É uma burrinha mesmo, para não dizer vadia louca...” Era sua voz me dizendo.

Era a voz dele.

Mais uma vez, o ódio tomou conta de mim. Me debati contra qualquer empecilho que aparecia a minha frente, gritava com toda raiva e magoa que possuía e guardei por tanto anos.

Durante todo acontecimento, ele permaneceu parado, me vendo morrer de novo. Até que ele provou que as vozes eram reais, ele se virou e se foi.

“Me deixou mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez...”

O eco da minha própria voz me dilacerou. Uma lágrima solitária rolou pelo meu olho, e ele me olhou. Ele viu. E mesmo assim, seguiu seu caminho para longe de mim.

Outra picada. Meu corpo se amolecia mais uma vez, e eu me perdia.

Me perdi novamente porque confiei demais.

Me perdi novamente porque, de novo, ousei a acreditar que seria diferente.

Me perdi, porque o amei mais do que a mim mesma.


Notas Finais


Não deixem de comentar o que acharam ok?
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=b9_AUwaw0dY&t=34s
Até o proximo e beijos!
Kassia & Yasmim.


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