História Retrocesso - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~YsBelieber

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Chloe Moretz, Drama, Justin Bieber, Romance
Visualizações 550
Palavras 2.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁ, OLHA QUEM VOLTOU!!! Muito obrigada por todo carinho, em meu nome, e da Yasmim. Nos vemos nas NOTAS FINAIS. Boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo 7 - Sentindo


Fanfic / Fanfiction Retrocesso - Capítulo 8 - Capítulo 7 - Sentindo

Justin Bieber.

Ruas de New York City.

Tempos Atuais.

Segunda-feira. Como eu ansiei por esse dia. O final de semana que passei longe de Katherine, e junto de Stacy, fora um estágio da minha vida que precisei enfrentar para entender o que vinha acontecendo comigo mesmo desde a volta de Katie para minha vida. Depois de ter transado com minha esposa, um vazio angustiante tomou todo o espaço que deveria ser meu coração, não fora nada mais do que prazer físico para mim, não senti nada além de libertação da minha necessidade humana. Isso me assustara como o inferno.

Mesmo que meu coração gritasse que, depois de todos os anos, ainda amava Katie, minha mente insistia em afirmar que era apenas um sintoma de não tê-la visto por anos, só estava com saudades do nosso tempo juntos. Eu tentei mentir para mim mesmo, querendo me enganar em relação a minha esposa. Não amava Stacy.

A verdade é que ela foi um alguém que parecia ser a pessoa certa para mim, e me pegando a isso, achei que a amava e que poderíamos dar certo e sermos felizes. Mas essa não era a verdade.

Durante todo final de semana me questionei em qual momento de todo nosso relacionamento eu fui feliz como era apenas por ter Katie próxima a mim, e a resposta fora nula. Não existia e nem me lembrava de um momento onde Stacy me fez sentir o que ela faz com tão pouco e tão pequenas atitudes.

O amor é um sentimento frágil, como muitos dizem, mas ele é tão transparente quanto uma água cristalina. Confesso, que fui estúpido durante todos esses anos da minha vida, a confusão dos meus desejos e sonhos fez com que machucasse uma das pessoas mais importantes da minha vida, se não a mais importante. E, com isso, acabei iludindo uma pessoa, que apesar de tudo, era boa e gentil e não merecia tal coisa.

A confusão se instalou em mim desde o momento que me deixei assimilar todos os pensamentos que tentei, por tanto tempo, afastar. Não queria mais ter minha vida na comodidade que estava, não queria mais ser uma pessoa que busca o agradável e correto perante a sociedade. Eu queria mais.

Nesse mais, Katherine com toda certeza estava inclusa. Aquela mulher fora a única que um dia me permiti amar, e que tomou o meu coração da forma que dizem ser “a certa”. Ela era sim a pessoa certa, não para a sociedade tão criticadora que vivíamos, mas sim, para mim.

E foi por pensar dessa forma, que no domingo a tarde tive a conversa mais desgastante com Stacy, o que causou um sofrimento para ela, que nem em mil anos pensaria que causaria.

Antes.

“Estava sentado em minha poltrona enquanto ainda formava todas as palavras que precisavam ser ditas. Stacy adentrou meu escritório em casa com um sorriso dócil. Se aproximou de mim, afastando a poltrona da mesa de forma que pudesse se sentar em meu colo.

– Está pensativo, meu amor. Aconteceu algo? – Ela perguntou ao mesmo tempo que acariciava meu rosto.

Engoli a seco me preparando para o que viria a seguir. Levei minha mão até a sua, de forma delicada a afasto do meu rosto. Meu olhar se encontrou com o dela e sua expressão confusa dominava suas feições.

– Precisamos conversar. – Me limitei a dizer em voz baixa. Ela apenas assentiu esperando que continuasse. – Stacy, você sempre foi uma amiga para mim, além de tudo. Você me acolheu e me entendeu em uma fase da minha vida onde eu estava perdido. Você me deu direção. Você me apoiou nas minhas decisões e acompanhou toda minha carreira profissional, e eu nunca poderei dizer o quanto a aprecio por causa disso. Mas.. Mas, de uns tempos para cá, isso não tem sido o suficiente. Eu.. Eu amo você Stacy, com toda sinceridade do meu coração. Mas não amo o suficiente para vivermos o que estamos vivendo... – As palavras se entalaram em minha garganta, causando um nó, me fazendo vacilar.

Seu olhar sobre mim continham nula expressão, seus grandes olhos castanhos estavam opacos e sem brilho algum.

– Quem é ela? – Sua pergunta após todo silêncio inexpressivo, me pegou de surpresa. A encarei confuso. – Quem você a conheceu, Justin? – Sua pergunta foi como um soco em meu estomago.

– Eu não.. Eu não conheci ninguém. – Afirmei, seu olhar era tão intenso agora, que me praguejei. Ela merecia a verdade. Suspirei fundo antes de continuar. – Katherine. Ela voltou.

O corpo de Stacy ficou claramente tenso sobre meu colo, pude sentir um leve tremor e sabia que ela entendera. Sempre fui sincero com ela, e antes de nos relacionarmos era minha amiga, sempre fui sincero e a contei sobre meu passado.

– E como foi reencontra-la? – Sua calma e paciência, só me faziam sentir pior. Ela era boa, e merecia o melhor. E não seria eu a proporcionar isso à ela.

– Foi devastador. Ela está doente, Tacy. Ela que é a paciente que deu entrada no centro e vim me focando nessas últimas duas semanas. Ela está com depressão psicótica. – Disse em voz baixa.

– Oh, Deus... Eu sinto muito Justin. – Ela forçou um sorriso tentando me passar força. – Você sabe que não foi sua culpa certo? Eu espero que saiba disso... E bom, eu não sou tola. Sempre soube que seu amor por mim não era o mesmo amor que tinha, e ainda tenho, por você. Tinha esperanças que conseguiria lhe conquistar e você sentiria o mesmo por mim. Eu tentei. Eu te amo, Justin. Sempre vou amar, mas entendo que você não pode me dar o que quero e preciso. – Ela se levantou do meu colo, pegou em minhas mãos e me levantou também. – Eu quero que você lute pela sua felicidade, Justin. Eu realmente quero. – Em um ato que me pegou totalmente de surpresa, ela tirou a aliança de seu anelar esquerdo, virou a palma da minha mão e a colocou sobre a mesma. – Eu estou te deixando livre para viver. Para amar verdadeiramente. Espero que algum dia encontre alguém que me ame como você à ama. – Ela fechou minha mão em punho ao terminar de falar.

Olhei em seus olhos e via as lágrimas cintilarem, enquanto outras tantas escorriam pelas suas bochechas. Meus olhos marejados também transbordaram, e tive a comprovação que Stacy era o alicerce que me reergueu quando eu mesmo me mandei para o chão com todas minhas escolhas erradas. Sua atitude nobre, me reconfortou e tirou todo o peso que guardava durante todos nosso tempo juntos, que se quer havia percebido existir até aquele momento.

Estávamos vivendo uma mentira, e ambos sabíamos. Tomei-a em meus braços em um abraço forte e necessário. Ela acariciou minha nuca enquanto o baixo barulho de seu choro era abafado pelo meu peitoral. Acariciei suas costas devagar.

– Obrigado, Tacy. Sempre soube a mulher maravilhosa que você é. Nosso tempo juntos, mesmo contudo, foi lindo e sou grato a você por isso. Eu amo você.. – Sussurrei.

Ela apenas assentiu e me apertou mais.

Naquele momento, Stacy me libertou e me jogou para o céu, para que finalmente, pegasse voo e fosse atrás de tudo que deixei para trás.”

Tempos Atuais.

Depois de combinarmos lidar com toda questão burocrática de nossa separação quando Katherine estivesse mais saudável, fiz minhas malas e passei minha última noite no local que costumava ser minha casa.

A atitude de Stacy fora tão surpreendente, e me julgo por achar que seria diferente. Ela era boa, e com toda certeza, sempre seria minha melhor amiga.

A ideia de que agora nada me impedia de me dedicar totalmente a Katie, me fazia bem e me reconfortava. Iria curá-la e depois reconquista-la, para assim, finalmente começar a viver minha vida verdadeiramente.

Quando dei por mim, estava estacionando na minha vaga no estacionamento do centro. Desliguei o carro e desci do mesmo indo até o porta-malas tirando todos meus pertences. Decidi que faria morada provisória no centro, e só sairia dali se ela pudesse vir comigo.

Pedi a um dos enfermeiros para me ajudar a levar tudo para dentro, a ansiedade em vê-la era maior que tudo e queria me apressar.

{...}

Após me organizar com tudo, vejo Lucie, minha secretária, adentrar em minha sala de uma forma afobada. O jeito Lucie de ser.

– Aconteceu algo, Lucie? – A perguntei.

– Dr. Justin, está se mudando? – Questionou.

– Sim, estou me separando. – Dizer aquela palavra pela primeira vez foi estranho, mas de certa forma, reconfortante.

- Oh.. Eu sinto muito. É.. – Ela parecia querer dizer algo.

A olhei com as sobrancelhas erguidas, e reprimi meus lábios já sentindo meu corpo tenso por, talvez, ter ocorrido algo enquanto estava fora.

– Lucie, o que aconteceu? – Disse diretamente.

– Katherine. Bom, ela participou do grupo como o havia prescrito, mas ela teve uma crise muito agressiva e acabou machucando a mão ao socar um espelho. Desde que acordou, após ser sedada, ela não sai do quarto e se recusa falar com qualquer pessoa, apenas Dra. Amélia. – Ao assimilar tais palavras, a culpa de tê-la deixado aqui me corroeu. Me pus a caminhar rapidamente para ir em direção ao seu quarto mas Lucie me impediu, a olhei confuso e seu olhar sobre mim me causou calafrios. – Ela disse que a sua entrada no quarto está proibida Dr. Justin. Katherine não quer vê-lo. – Completou em voz baixa.

O impacto que aquela frase causou em mim me tirou o ar por longos segundos. Olhava Lucie de forma incrédula, soltei um riso um tanto quanto desesperado.

– Como assim? Eu sou o medico dela! – Afirmei.

– Só estou repassando o que Dra. Amélia pediu. Me desculpe, Senhor. – Lucie abaixou a cabeça e saiu rapidamente da minha sala.

Minha cabeça latejava e meu coração estava disparado. Me recusava a aceitar toda informação que foi me passada. Meu subconsciente gritava comigo, sabia que não podia ter a deixado. Ignorando todas as recomendações, sai da minha sala e fui rapidamente até o quarto de Katherine. Ela estava machucada fisicamente e não pararia até ter a certeza que ela estava bem.

Quando estava de frente para a porta e ia abri-la, uma mão pousou sobre a minha me impedindo. Levantei meu olhar e me deparei com Amélia me olhando. O pesar em seus olhar me fez travar o maxilar e bufar sentindo a raiva me apossando.

– Deixe-me passar, Amélia. – Disse de forma ameaçadora.

– Me desculpe, Justin. Vamos conversar primeiro tudo bem? Você precisa me contar o que realmente aconteceu entre você e essa menina antes de deixa-lo passar. – Ela disse com calma.

Ignorei suas palavras, e bati na porta com minha mão livre.

– Katherine? Katherine, por favor. Katie abra a porta! – Gritei para chamar sua atenção.

O tempo foi se passando.

5 minutos.

10 minutos.

15 minutos.

Dr. Amélia ainda estava do meu lado, sua expressão de pena tornava tudo ainda pior para aguentar. Minha respiração se encontrava acelerada, a angustia aumentava cada vez mais. Estava confuso e só precisava entender o que estava acontecendo. Um barulho por trás da porta me chamou a atenção. Passos leves se aproximavam e logo depois veio o barulho da trinca sendo aberta. Olhei para Amélia, os ruídos de passos foram se afastando e a mulher ao meu lado assentiu me encorajando, considerando que Katie aceitara me receber.

Respirei em alivio, e com o medo me atormentando, girei a maçaneta e entrei em seu quarto escuro. Fechei a porta em seguida, e com cuidado para não tropeçar em nada, caminhei até sua cama.

Minha visão se acostumou com a escuridão, e identifiquei a figura pequena e franzina de Katherine sentada sobre a cama. Me sentei em uma distância razoável dela, tendo o silêncio me perturbando. Não sabia o que dizer.

– Sua mão.. Está tudo bem? – Pigarreei antes de falar baixo.

– Sim.. – Ela respondeu em um sussurro.

– O que aconteceu, Kat? – Questionei com calma.

Ela se manteve calada e quieta, o tempo foi se passando e a culpa de ter feito tal pergunta ia surgindo, até que sua voz me surpreendeu.

– Eu achei que era sua culpa. Mas... Mas não. Eu sou assim desde sempre. Sempre tive isso. Apenas explodiu quando você se foi. – Sua voz tremula me enfraqueceu.

Entendi o que ela queria dizer. Como médico, me sentia fracassado por não pensar na possibilidade de Katherine estar trazendo um acumulado transtorno. Ela poderia sim ter desenvolvido a depressão quando ainda nova.

Muitas pessoas tem indícios de depressão em uma fase ruim de suas vidas, porém algumas conseguem lutar e impedir que a mesma progrida, e outras, apenas vão guardando dentro de si até que chega um ponto onde não se pode mais aguentar.

Katie estava me dizendo isso. Estava me dando um diagnostico que eu deveria ter descoberto.

Havia fracassado com ela, mais uma vez.

Abaixei minha cabeça, sentindo o queimor nos meus olhos.

– Justin.. – Sua voz baixa me chamou a atenção.

Levantei meu olhar e peguei seu olhar fixado em minhas mãos lisas. Ela olhava diretamente para minha mão esquerda, onde havia uma aliança dá última vez que nos vimos.

A surpresa me pegou desprevenido, não havia notado que ela percebeu isso. Ela sabia sobre meu casamento.

– Eu me separei. – Disse, respondendo a seu questionamento.

Um ofego rompeu entre seus lábios. Não sabia como agir ou o que falar, decidi ficar parado esperando por sua reação.

Nem em mil anos pensei que isso aconteceria. Nem em mil anos achei que sentiria isso de novo. Nem em mil anos me colocaria merecedor.

Mas o agora me provou o contrário.

Katherine se jogou em meus braços, tendo suas mãos agarradas em minha blusa, seus lábios pequenos e macios se pressionaram contra os meus em um selinho cheio de significados.

O gosto de seus lábios era doce como o cheiro das flores.

O gosto de seus lábios era quente como o sol.

O gosto de seus lábios eram a água para toda sede de saudade.

O gosto de seus lábios era igual ao que me lembrava.

Sentindo tudo isso, consegui admitir o que parecia improvável de acontecer novamente.

Ela havia me beijado. 


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ESSE CAPÍTULO SÓ AMORES!!!

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=b9_AUwaw0dY&t=34s
Até o próximo mores, beijos. Kassia & Yasmim!


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