História Revealing feelings. - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dakota, Iris, Kentin, Leigh, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Tags Amor Doce, Kentin, Romance
Exibições 21
Palavras 2.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Chegay!
Gente eu to bem chateada, :C Mas vou falar mais disso nas notas finais, então fiquem com o capitulo <3

Boa leitura!

Capítulo 30 - Chegou a hora.


''Chegou a hora''

 

Releu aquela mensagem umas quatro vezes para tentar processá-la direito. Mayumi certamente não estava preparada para aquilo, ela já sabia que o momento de agir logo chegaria, mas não achou que aconteceria tão repentinamente. Se sentou e engoliu a seco, sentindo sua respiração começar a ficar mais pesada. Quando estava na casa de Jesse sentia que podia fazer qualquer coisa sem medo, porém ao voltar para casa teve mais tempo para pensar a respeito do assunto e começou a imaginar diversas possibilidades de algo dar errado, ela nem sequer sabia se podia confiar em Jin. ''E se ele estiver me enganando? Ele podia muito bem estar fingindo me ajudar e no último instante contar tudo para o Jesse.'', imaginou enquanto colocava as mãos em seu rosto, tentando tranquilizar-se. 

 

— Seja como for eu concordei com isso desde o começo, não posso fraquejar agora. — Suspirou. 

 

Trocou de roupas - já que estava vestindo apenas um pijama - e desceu as escadas a sala de estar em busca de sua tia, porém, quando chegou lá encontrou, além de sua tia, outra pessoa. O que seu professor de artes estava fazendo em sua casa? 

 

— Ah, Mayu! Eu já ia chamá-la. Eu gostaria de te apresentar alguém. — Ela segurou na manga da camiseta que Caetano, seu professor, usava, fazendo-o se aproximar. 

 

— Bom, eu meio que já o conheço. — Mayumi deu um sorrisinho bobo. 

 

— Sério? — Agatha a olhou surpresa. 

 

— Ele é o meu professor de artes. — Afirmou. Agatha apenas olhou para Mayumi e depois para Caetano, repetindo a ação algumas vezes. 

 

— Eu não sabia que você era a responsável da Mayumi. — O professor disse um tanto quanto mais surpreso que a própria Agatha. 

 

— E eu não sabia que você era o professor dela. — Olhou para o homem e então ambos riram da situação. — Seja como for, Mayumi eu preciso te contar algo. Eu e Caetano estamos...

 

— Saindo. - Completou, ganhando um arqueamento de sobrancelha dos adultos.

 

— Você já sabia? — Perguntou sua tia.

 

— Sim. — Falou simplista com um sorriso nos lábios. — E não se preocupe, se vocês estão felizes juntos eu também estou. — Disse e Agatha, sem saber o que dizer apenas sorriu contente.

 

— Obrigada meu amor. — Se aproximou da sobrinha e depositou um beijo em sua testa. 

 

Mayumi sorriu, ela estava extremamente feliz. Já estava mais do que na hora de Agatha começar a pensar mais nela mesma e encontrar alguém. Ela poderia ficar observando os dois a sua frente pelo resto do dia... Não, ela não poderia! Ela precisava sair agora mesmo. Viu quando Agatha guiou Caetano até a cozinha e aproveitou para chamá-la. 

 

— Tia! Espera! 

 

— O que foi?

 

— Eu... Eu marquei de sair com uma amiga hoje, então... — Mentiu.

 

— Mayumi, você deveria ter me avisado antes. 

 

— Eu sei, me desculpa, mas é urgente. 

 

— Mayu, você sabe que esse é um momento importante para mim, Caetano jantará essa noite aqui, isso não é algo que acontece sempre, mas você sai todos os dias. Eu preciso que você e Alyson estejam juntas de nós, já que somos uma família.  — Falou com um tom acolhedor e triste ao mesmo tempo. Aquilo fez Mayumi se sentir extremamente mal, pois ela sabia que aquilo era verdade. Como ela poderia colocar em uma balança a vida de Debrah e a felicidade de sua tia? Ela então abaixou a cabeça e nada respondeu. — Sinto muito meu amor, mas...

 

— Eu entendo, tia. Você está certa. — Forçou um sorriso. 

 

Agatha estava prestes a dizer algo mas foi interrompida pelo barulho do celular de Mayumi tocando, a mesma deu um pulo pelo susto. 

 

— Ah, deve ser minha amiga, eu vou avisar ela que não poderei ir hoje e já desço para cá de novo. — Riu de nervoso. 

 

— Certo, não precisa ter pressa. Peça desculpas a ela por mim. 

 

— Tudo bem! — Mayumi então correu para cima e foi para seu quarto novamente e atendeu imediatamente o telefonema, já sabendo que era Jin. 

 

''E aí?'' — Gritou o homem feliz, do outro lado da linha. — ''Espero que você tenha sido atropelada ou algo muito ruim tenha acontecido para você estar demorando tanto.'' — Disse, como se o que acara de dizer não fosse algo ruim.  

 

— O que? Credo! — Falou incrédula, ganhando uma risada do homem. —  Desculpa, mas minha tia resolveu me prender dentro de casa hoje! Eu não sei o que eu devo fazer. 

 

''Fala que vai dormir e pula pela janela, eu fazia muito isso na época do colegial.'' —  Disse nostálgico, Mayumi não sabia se ele estava brincando ou realmente falando sério, mas considerou.

 

— Eu bem que poderia me fazer isso, mas...

 

''Não quero quebrar minha preciosas unhas!''  — Completou, ouvindo um suspiro de Mayumi.

 

— Não é nada disso! O problema é que minha tia quer que eu jante aqui, então se eu sair antes disso ela vai perceber.

 

 

''Eu entendo a preocupação da sua tia com sua alimentação, você está tão magra que pode até fazer um cosplay de bambu.''  — Começou a rir da própria piada.

 

— Isso não tem graça! 

 

''Tem sim!''  — Continuou. — ''Mas agora falando sério, não que eu não estivesse falando sério a respeito de você fazer cosplay de bambu,'' - Mayumi revirou os olhos. — ''Hoje ficaremos fora o dia todo, então você pode ir para lá depois da sua preciosa janta.'' 

 

— Certo. Mas como eu posso saber que realmente é seguro? 

 

''Eu nunca disse que seria seguro.'' — Riu. — ''Estou brincando, se for preciso eu te ligarei.'' 

 

— Certo, obrigada. 

 

''Isso, agradeça mesmo.'' — E mais uma revirada de olhos por parte de Mayumi. — ''Eu te mandarei uma mensagem com mais detalhes.'' — Disse antes de desligar. 

 

— Mal-Educado. - Bufou a garota. — Nem esperou eu terminar de falar... 

 

Então se sentou em sua cama observando uma nova mensagem chegar. 

 

''Eu deixarei uma cópia da chave da casa (e do porão também) do lado de uma das cadeiras da varanda, quando você terminar o que precisa fazer deixe-a no mesmo lugar de antes. Também desliguei as câmeras da casa. É claro que você também terá de se virar para ir embora de lá com a baranga sem que ninguém a perceba e achar uma maneira para a mesma citada não abrir a boquinha a respeito do que ocorreu. Eu já te dei o meu braço, espero que você não tenha achado que eu também fosse lhe dar minha pernas. Boa sorte! :D''

 

Suspirou. Jin estava certo, por mais que ela odiasse admitir, ele já havia a ajudado demais para alguém que está do lado do inimigo. Começou a bolar um plano, porém escutou algumas batidas na porta de seu quarto e voltou sua atenção para lá. 

 

— Sim? — Perguntou.

 

— Mayu, a janta está pronta. — Alyson disse.

 

— Ah, certo. Já estou indo. — Se levantou e foi até a porta, a abrindo e encontrando a garotinha sorrindo para si. — Obrigado por avisar. — Passou as mãos pelo cabelo da menina. 

 

Mayumi e Alyson foram até a sala de jantar e se sentaram ao lado de Caetano, que sorria gentilmente para elas. Mayumi estava contente por Agatha estar saindo com seu professor de artes, que no caso era seu professor favorito. 

 

Agatha então serviu a comida e Mayumi comeu, mesmo estando sem fome alguma e após terminar e depois de algum tempo quando Caetano foi embora, falou para sua tia que ia dormir - assim como Jin havia sugerido - e na primeira chance que teve, pulou pela janela. Para sua sorte havia uma árvore bem ao lado da mesma e ela se aproveitou disso. Mayumi sabia que a casa de Jesse ficava muito longe da sua, ela não poderia ir simplesmente a pé. Suspirou tentando pensar em algo, quando viu um farol de carro acender jogando a luz em sua cara. Colocou a mão no rosto para evitar o contato com a luz e então ouviu novamente seu celular tocar.

 

''Sou um cara muito legal, né?'' — Jin disse.

 

— O que?

 

''Eu disse que sou um cara muito legal! Contratei até mesmo um taxista para te levar até lá!'' 

 

— Ah, então é isso. Eu já estava considerando em sair correndo. — Falou ouvindo a mesma gargalhada típica do homem loiro. 

 

''Era só isso mesmo. Preciso sair agora, ao contrário de você eu tenho muitos compromissos. Tchau tchau!'' 

 

— Desligou antes que eu pudesse falar algo novamente... Realmente um cara muito mal-educado. — Murmurou. Então ela entrou no carro e quando finalmente chegou em seu destino respirou fundo. O momento havia chegado.  

 

Foi até a varanda, local indicado por Jin, e encontrou as chaves, que estavam em um chaveiro que tinha um panda, um urso pardo e um urso polar nele, era muito fofinho. Riu. Abriu a porta principal da casa e topou com todas as luzes desligadas, estava tudo extremamente escuro, já que já passavam das oito da noite. Utilizou a luz do próprio celular para poder se locomover sem esbarrar em nada e chegou até a porta que tanto ansiou em abrir antes. Juntou todo ar que conseguia em seus pulmões e o soltou. Colocou a chave na porta e a girou. Olhou em volta e então achou um interruptor e o apertou, ligando a luz do local. 

 

O local era realmente grande. Havia lá uma prateleira gigantesca cheia de livros e de coisas que ela não sabia identificar o que eram. Desceu alguns degraus e passou pela prateleira observando cada detalhe. Olhou mais aos lados e conseguiu ver outra porta, foi até ela e abriu, e lá estava a razão pela qual ela havia ido até ali. 

 

Debrah estava escorada a uma parede, estava suja e machucada. Mayumi arregalou os olhos. Qualquer fosse a raiva e rancor que sentisse pela garota agora haviam instantaneamente desaparecido ao vê-la daquela forma. Percebeu que o cabelo que antes era comprido agora estava na altura do ombro e suas vestimentas estavam rasgadas e sujas como ela mesma estava. 

 

Se aproximou rapidamente de Debrah e a balançou apressadamente mas com cuidado e a garota então se encolheu, talvez imaginando que fossem os homens de antes.

 

— Debrah! Está tudo bem, eu vim te ajudar. — Falou receosa e então Debrah abriu os olhos a fitando e depois esboçou uma feição surpresa. 

 

— Você... O que você...? 

 

— Eu sei que eu sou provavelmente a pessoa que você menos esperava ver agora, mas deixe as perguntas para depois... — Antes que terminasse de dizer o que queria ouviu novamente seu celular, dessa vez, vibrar. Era uma mensagem. A olhou rapidamente quando viu que era de Jin.

 

''Problema! Jess está voltando para aí! Saia daí o mais rápido ou simplesmente se esconda!'' 

 

Desespero talvez ainda não fosse o suficiente para descrever o que Mayumi havia sentido naquele momento. Escutou um barulho de carro se aproximando, no lado de fora da casa. Já não dava mais para ela fugir. 

 

— Espera aí! Eu ainda não desisti de te ajudar, ele está chegando então aja como se eu não estivesse aqui! — Disse e Debrah assentiu com a cabeça, ainda muito surpresa talvez.

 

Mayumi então foi para trás de um móvel que ficava próximo a parede, ao lado de uma das prateleiras e se encolheu lá. Foi só então que ela se deu conta que havia deixado as portas destrancadas e a luz dali agora estava acesa, já não dava mais tempo para trancá-las novamente e apagar a luz. Jesse com certeza ia perceber! Seu coração agora estava quase saltando por sua boca.

 

Escutou passos se aproximando de onde estavam e pressionou os olhos com força ao ouvir a porta, que antes estava apenas encostada, ser aberta. 

 

''Burra! Idiota! Imbecil!'' Começou a se xingar e odiar a si mesma por ter sido tão descuidada. Sabia que Jesse agora estava a poucos metros de si. 

 

— Parece que alguém veio te salvar. — Jesse disse em um tom, ainda não escutado antes por Mayumi, de deboche. — Então, ele foi embora? — O viu se aproximar de Debrah e se agachar para ficar na altura dela. — Hein? — Levantou o rosto da garota pelo cabelo, fazendo-a dar um gemido de dor. Mayumi fechou os olhos não querendo ver a cena. — Hmm... Parece que não temos mais muito tempo, então... — Perdeu o homem de vista quando ele foi até a prateleira, que por sinal estava bem ao seu lado, para pegar algo e então voltando para onde estava antes. 

 

Mayumi arregalou os olhos ao enxergar uma arma na mão do homem. 

 

— Sabe Debrah, foi realmente muito divertido brincar com você durante todos esses dias... Mas parece que a hora finalmente chegou. Eu queria ter de fazer isso, por sua culpa eu acabarei me tornando um assassino, porém não me importo de me tornar um por Charles. Está feliz? É, eu sei que não, mas isso é tudo o que alguém como você merece. — Escutou um estalo e sabia o que viria a seguir. 

 

Por reflexo, Mayumi se levantou e entrou na frente de Debrah, abriu os braços como se fosse uma espécie de escudo. Então Jesse sorriu. 

 

— Achei que você nunca fosse sair dali. 

 

— Você não pode fazer isso! — Gritou, ainda com os olhos fechados e seu corpo tremia.

 

— Não posso ou não devo? 

 

— Você não deve! Pense no Charles! O que você acha que ele pensaria a seu respeito se descobrisse que você matou alguém? 

 

— É justamente por ele que eu estou fazendo isso. — Disse mostrando um pouco de raiva na voz. 

 

— Olha, eu não sei direito o que aconteceu entre você e Debrah, mas apesar do que ela tenha feito, matá-la não vai resolver nada! — Disse por fim com a visão focada no revolver que ainda estava na mão de Jesse.

 

— Realmente, mas... Deixá-la viva também não resolverá nada. Então nesse caso não fará diferença nenhuma acabar com ela de uma vez. — Então levantou novamente a arma e dessa vez a apontou para Mayumi, que arregalou os olhos. — Você não deveria ter se envolvido nisso. Agora terei de matar ambas... 

 

— Espera! 

 

— Sinto muito por isso... — E então Mayumi pressionou fortemente os olhos, se preparando para o que viria. 

 

Então o som de um disparo ecoou pelo local e sangue começou a ser derramado no chão

 

Então silêncio... 

 

Porém...

 

Não era Mayumi quem havia sido acertada. 

 

Abriu os olhos ao sentir um peso cair sobre seu corpo e então olhou para Jesse a sua frente, que estava paralisado com os olhos abertos ao máximo que conseguia e a mão da qual segurava o revolver antes havia o soltado e estava tremendo. Olhou para onde a visão de Jesse estava voltada e ela mesma entrou em choque. 

 

— JIN! — O moreno gritou desesperado para o loiro que estava sobre Mayumi, que nada respondeu. 

 


Notas Finais


Vocês não sabem a dor que me deu fazer isso com o Jin ;-; To quase chorando aqui. Ele virou tipo o meu preciosinho, então eu tive que ser mó forte para ter coragem de machucar o coitado ;-;
Mas enfim apskposkpaokpoksas o que acharam? hohoho Digam nos comentários <3
Até o próximo capitulo!

~Kitsune-chan (que está na depressão agora)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...