História Revenge - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga
Tags Bangtan Boys, Feiticeiro, Jikook, Slash, Vampiros, Yaoi
Exibições 12
Palavras 938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Qualquer erro, avisem.
e por favor não sejam leitores fantasmas

Capítulo 1 - Despertar


 Ele andava a passos apressado pelo cemitério, tropeçando vez ou outra em um algum tumulo e denunciando toda sua ansiedade. Afinal, depois de tanto tempo procurando era impossível não se sentir excitado com aquilo. Foi apenas necessário ziguezaguear entre mais alguns túmulos para poder encontrar o sepulcro já coberto quase que por completo por trepadeiras.

Foi obrigado a largar pesada mochila que carregava no chão para poder quebrar o cadeado, mas nem ao menos precisou usar magia de tão enferrujado e corroído que estava. O coveiro deveria ter perdido a chave a anos, isso se por algum acaso houvesse encostado nela algum dia de sua vida. Abriu os portões de metal pesado sem se importar com a poeira que se aglomerava ali e entrou arrastando a velha mochila preta consigo. Tirou de dentro dela o pacotinho marrom em meio ao amontoado de ervas, potes e objetos perigosos _isso se você não fosse um bruxo com séculos de experiência_ e despejou seu conteúdo no chão.

Respirou fundo antes de cravar uma unha na própria mão e despejar um pouco de seu sangue sobre as sementes. Começou a recitar as palavras tão conhecidas por si em latim, embora não houvesse uma necessidade de ser feito exatamente naquela língua _ não importa a língua em que as pronuncie, elas continuavam sendo sinônimo de poder. Sentiu o preto manchar o branco de seus olhos, manchando-os com a sua verdadeira cor, a cor que há muito lutava para se rebelar e tomar aquilo que era seu por direito. Afinal, os tolos não teimavam em dizer que os olhos eram o espelho da alma? Pois estavam certos. Os olhos de Jungkook eram de um preto profundo que anunciava a morte, pois sua alma_ ou o que lhe restava dessa_ havia sido tomada pela escuridão naquele fatídico dia em que só se via vermelho.

Assistiu o chão empoeirado começar a rachar e um sorriso começou a despontar em seu rosto de traços angelicais, porém apenas quando o enorme buraco se fez presente no chão da pequena estrutura_ não levando nenhum tumulo do sepulcro com sigo_ e Jungkook conseguiu ver a pequena tumba subterrânea se permitiu sorrir verdadeiramente. Um sorriso que era capaz de fazer o capeta se remexer inquieto no fogo do inferno.

O bruxo pulou para dentro da tumba sem dificuldades já que a mesma não era muito grande. Sussurrou algumas outras palavras em latim e viu as tochas da tumba circular se iluminarem o local com suas chamas azuis. Não gostava do tom vermelho e laranja que o fogo transmitia.  Olhou ao redor e seus olhos logo se cravaram no caixão de madeira colocado de pé em um dos cantos da parede circular. Sem hesitar um segundo sequer retirou a tampa mofada do caixão e se pôs a encarar o pequeno ser ali dentro. Era baixinho e tinha os cabelos cinzentos que deixavam claro o seu status de vampiro, e não deixassem a estaca de madeira provavelmente o faria. Caçadores tolos. Não sabiam que uma simples estaca como aquela apenas o colocaria em um sono eterno ao invés de manda-lo de uma vez por todas para o ínfero? Ao jugar pela completa falta de runas e pedras na estaca não deviam fazer a mínima ideia. De qualquer forma, melhor para o feiticeiro.

Ele respirou fundo mais uma vez, receoso pela primeira vez em todos aqueles anos. Aquilo era realmente o certo a se fazer? Seria forte o suficiente para controla-lo ou apenas caminhava em passos silenciosos para a morte lenta, seca e dolorosa? Não sabia. Mas quem disse que se importava? Tão rápido quanto a hesitação veio ela se esvaiu. Havia jurado no tumulo dos membros do seu clã que se vingaria ou morreria tentando. Se morresse, bom, já havia vivido tempo demais.

 Em um movimento rápido retirou a estaca do peito do garoto e viu quando ele abriu os olhos puxados, desesperados, faminto. Ele tinha sede. Se Jungkook não tivesse o ameaçado com a estaca ele provavelmente teria voado em seu pescoço, mas a estaca estava a milímetros do peito do mais baixo e ele não se arriscaria. Não queria passar mais um único segundo naquela escuridão angustiante.

_Ola, Jimin_ disse calmo, mas duvidava que o outro fosse capaz de responder_ Antes de tudo quero deixar claro que eu tenho uma estaca de verdade ali dentro e se eu crava-la em você não tem volta.

O garoto não se mexeu, apenas continuou escarando a imensidão preta nos olhos do maior. Um bruxo, um maldito e poderoso bruxo. Quando fora a última vez em que viu um bruxo com uma marca tão escura, tão clara? Não sabia se não se lembrava porque nunca tinha visto um ou se sua fome simplesmente não deixava sua cabeça trabalhar.

_Eu sei que está faminto, mas não se preocupe, eu posso lhe dar o que você quer_ virou a cabeça expondo o pescoço alvo para o ser acinzentado fazendo-o salivar_ Mas para isso você tem que me dar algo em troca.

O vampiro não emitiu um ruído sequer, mas lançou um olhar indagador ao feiticeiro que lhe sorriu mais abertamente.

_Eu quero sua ajuda, Park Jimin_ não sabia como, mas a cor nos olhos do feiticeiro se intensificou_ Eu quero que você me ajude a me vingar de algumas pessoas. Você topa?

Jimin até tentou pensar um pouco, mas sede por sangue era tanta que mesmo sem entender seu verdadeiro papel naquele tabuleiro balançou a cabeça em concordância e se jogou nos braços do outro quando o mesmo jogou a estaca em um canto e lhe deu livre acesso a seu pescoço, onde cravou as presas afiadas.



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