História Revenge Girl - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Eriol Hiiragizawa, Fujitaka Kinomoto, Meiling Li, Nadeshiko Kinomoto, Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji, Touya Kinomoto, Yukito "Yue" Tsukishiro
Tags Romance, Sakura, Shaoran, Trama, Vingança
Visualizações 44
Palavras 3.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O último da noite! não esqueçam de me contar o que estão achando amorecos =)

Capítulo 32 - Conhecendo Meiling


- Sakura! – ele disse um pouco alto, para ser ouvido. Desvencilhei meus braços do pescoço de Shaoran a contragosto virando-me para encarar a alma que interrompera nosso momento.

- Peter... Não sabia que vinha... – tentei responder o mais educada possível. Na verdade, meu único desejo do momento era ter um laser para desintegrar Peter por completo. Tudo bem posso estar exagerando. Eu adoro Peter, ele se tornou meu amigo, não nos víamos desde que tinha voltado de Washington... Mas ele tem o dom de chegar nas horas menos oportunas.

- E eu? Não sabia onde você estava por todos estes dias! Por onde andou? Senti sua falta. – ele disse pegando minhas mãos e apertando-as delicadamente. Shaoran tirou as mãos de minha cintura e entrelaçou os dedos na frente de minha barriga, puxando-me para si. Estava me sentindo como a corda do cabo de força. Shaoran me puxava para um lado, Peter para o outro...

- Bem, é uma longa história... – disse por fim. O barman chegou com a minha batida e eu finalmente encontrei um pretexto para tirar as mãos de Peter das minhas. Tomei um gole da bebida.

- Bem, eu tenho tempo... – ele disse animado. Sorri amarelo. Eu realmente contaria alguma coisa da história para Peter de bom grado, mas não naquele momento, não naquele lugar. Agora eu só queria agarrar Shaoran pelos cabelos e beijar-lhe até perder o fôlego.

- Mas eu não. – meu namorado respondeu seco. Tirou as mãos de minha barriga, pegou sua bebida e entrelaçou seus dedos nos meus me puxando para a pista de dança. - Vem Sakura. – apenas olhei para trás com um falso olhar confuso, como se me justificando para Peter. Na realidade estava quase aplaudindo a atitude de Shaoran, finalmente poderíamos ficar sozinhos.

- Finalmente... – sussurrei aliviada.

- Como se você realmente quisesse-

- Cala a boca e me beija de uma vez. – disse autoritária. Um sorriso malicioso brotou de seus lábios e ele me beijou. Apesar de estarmos com uma mão ocupada, segurando nossas bebidas, o beijo satisfez exatamente a minha dose minuto de Shaoran.

Continuamos dançando despreocupados e felizes. Algumas vezes eu tinha que agarrá-lo para desgrudar os olhos de certas modelos sobre o seu corpo. Isso me irritava. Não o fato de agarrá-lo, claro que não, essa parte eu adorava. Mas, Shaoran não é o tipo de homem que passa despercebido, na verdade é aquele que como um ímã atrai todos os olhares magnéticos de qualquer mulher. E digamos que eu não sou uma do tipo “pacífica” que ignora, ou simplesmente finge que não viu. Eu encaro a individua com um olhar frio e cortante, enquanto envolvo Shaoran em meus braços. Até agora a tática funcionava bem, todas se sentiam ameaçadas e desviavam os olhares maliciosos do corpo do meu namorado.

Apesar dos pesares a festa estava ótima, e eu, totalmente cansada de dar uma de durona e defender Shaoran das modelos atrevidas, fui para a mesa e peguei a mão de Tomy, puxando-a para a pista de dança.

- Vem Tomy, você está mofando nessa mesa desde que a festa começou. – Tomoyo e Hiro ficaram o tempo inteiro na mesa. Tomy sabia que se levantasse, Hiro sairia correndo atrás de Georgia, ou de qualquer outra.

- Mas Saki...-

- Acalme-se. Eu não vou mais ficar com o Shaoran até o final da festa.

- Como? – Shaoran pronunciou-se.

- Isso mesmo. Agora se me der licença, eu e minha amiga vamos nos acabar na pista de dança. – dei uma piscada sedutora para Shaoran e arrastei Tomy para a pista, deixando um Hiro sorridente e um Shaoran bufando. Além de ficar na mesa, Shaoran ficaria com Hiro. Hora perfeita para pelo menos conversarem.

- Finamente desgrudou daquele lá! – minha amiga brincava enquanto remexíamos no ritmo de Shape of You de Ed Sheeran. Foi só pisarmos na pista para atrairmos vários olhares masculinos.

- E você? Colou no meu priminho? – ela revirou os olhos.

- Só não queria ficar sozinha... Ou virar um castiçal. – peguei suas mãos e nós começamos a mexer os quadris.

- Está com saudades do seu Eriol, é?

- Bem... Nesse momento, prefiro que ele não me veja... – disse enquanto sorria acanhada ao perceber os olhos de um loiro cravarem em suas pernas. Sorri divertida.

- É... Acho que nosso doutor ia perder a compostura.

Dançamos até que a última gota de suor fosse derramada. Ficamos no mínimo duas horas seguidas, sem beber ou comer, apenas curtindo uma noite que há muito não acontecia em nossas vidas. Devo admitir que estava feliz por ter cedido à chantagem de Tomy, a festa estava demais.

Voltamos á mesa com o corpo brilhando de suor e as bochechas em fogo. Juro que estava um tanto quanto receosa em encontrar Shaoran sozinho, ou brigando com Hiro... Mas a cena que presenciei, realmente, era inédita.

- Mentira? Você não presta! – Shaoran ria alto de alguma coisa que Hiro dizia. Eles não estavam cada um em uma ponta da mesa, estavam lado a lado, conversando informalmente, de forma relaxada e descontraída, como velhos amigos. Eu e Tomy apenas nos aproximamos vagarosamente, como se assimilando a cena que estávamos presenciando.

- E depois ela saiu correndo pro banheiro toda desengonçada, com as pernas meio abertas, ela quase não chegou no banheiro! – Hiro continuava a contar a tal história rindo, arrancando mais gargalhadas de Shaoran. Um sorriso involuntário brotou em meu rosto, então se desfez. Pensei um pouco no que acabara de escutar: “ela quase não chegou no banheiro!”. Hiro imbecil.

- Não acredito que você contou isso! – disse brava e ao mesmo tempo corada, mas não de cansaço, de vergonha mesmo.

- Já chegaram? Há quanto tempo estão nos ouvindo escondidas? – Hiro perguntou se recompondo. Shaoran enxugava as lágrimas. Lágrimas de riso com Hiro.

- Já? Fazem no mínimo duas horas que estamos dançando. – Tomy explicava.

- E estou aqui a tempo suficiente para te ver quebrar uma promessa! – Hiro tomou um gole de seu drink e me encarou mais calmo.

- Sakura, a gente era criança, jura que a promessa valia?

- Claro que valia! Você jurou que não ia contar! Ah claro, não foi você mesmo que... – parei de falar, mas ele fez questão de completar.

- Que fez nas calças no palco do casamento da tia Kim? – ele disse arrancando uma gargalhada de Shaoran. Encarei-o.

- Pare de rir! Foi um acidente! E você não precisava saber! Mas já que já ouviu, sabe que a culpa não foi minha, não é Hiro?

- Tá certo, a culpa foi minha, confesso, pus laxante no seu leite...

- Que criança de sete anos sabe o que é um laxante mesmo? – perguntei indignada.

- Aquela do tipo gênio do mal que sempre implicava com a prima e a amiga de seis anos. – Tomy sorria. Apesar de estar sendo exposta por uma gafe do passado, estava até que feliz. Hiro e Shaoran estavam de dando bem.

- Então Sakura... Vamos tomar um leitinho? – Shaoran brincou arrancando uma risada de todos. Revirei os olhos.

- Vai se foder Li.

Depois de algum tempo a festa acabou e fomos para o carro. Não encontrei mais Peter, provavelmente ele iria querer saber de “tudo” amanhã. Shaoran e Hiro não paravam de tagarelar, pareciam amios de infância. Shaoran contava histórias de quando era criança e Hiro insistia em contar meus podres de quando eu era criança. Eles estavam tão envoltos na conversa que foram no banco de trás. Shaoran odeia o banco de trás, e nem se importou.

- Eu não aguentei e chutei Josh Mason porta á fora... – Hiro se vangloriava de seu ato vândalo com meu primeiro namorado.

- Você é ridículo, ele não tinha feito nada. – Tomy se intrometeu.

- Nada? Eu cheguei em casa louco para pular na piscina. Chegando lá o que eu encontro? Esse Mason deitado em cima da Saki, minha pequena de catorze anos, só de biquíni! – ele se justificava.

- Que imbecil. Moleque é uma merda mesmo. – Shaoran bufava.

- Em minha defesa... – comecei.

- Você não tem defesa. Catorze anos Sakura? Sua precoce. – eu não mereço.

- Precoce? Falou o santo da história. Com catorze anos você fazia coisas bem piores! E ele só dormiu enquanto a gente tomava sol. – Hiro soltou um riso irônico.

- Dormiu, sei. Estratégia de moleque safado. Eu já tive catorze, sei do que estou falando.  – mas que namorado eu fui arranjar.

- Sabe de uma coisa? Eu preferia aquela outra fase.

- Que fase? – Hiro perguntou.

- Aquela em que vocês não olhavam um pra cara do outro. Essa nova fase só está abrindo o baú do passado da Sakura, e isso não está legal. – os dois começaram a rir e ignoraram meu comentário voltando a conversar.

- Pelo menos eles conversam... – Tomy disse tentando achar um lado positivo.

- Pena que o assunto sou eu.

O resto da semana passou rápido, e logo o fim de semana chegou. Tudo estava como antes. Eu e Shaoran sempre nos vendo, Eriol praticamente morando lá em casa, Shaoran e a prima misteriosa... Vou conhecê-la semana que vem, sem falta. A única novidade mesmo era a mais nova amizade que nasceu na boate. Shaoran e Hiro, a dupla dinâmica. Ás vezes Shaoran liga aqui em casa para falar com o Hiro, e não comigo... Vê se eu posso com isso?

Hoje eu e Tomy vamos ao Central Park com a Fel, como combinamos no começo da semana, e os meninos combinaram de sair juntos também. Parece que hoje Eriol vai ser se tornar o mais novo amigo de meu primo.

- Já está pronta? – não é possível. Tomy demora pra se arrumar até para ir caminhar no parque.

- Pode ir descendo e tirando o carro. Encontro vocês duas lá em baixo em cinco minutos! – ela gritava de dentro do banheiro. Felicia se levantou do sofá e como eu, saiu porta a fora.

- Ela não sabe que a gente vai a pé? – sorri cúmplice.

- Esse detalhe eu acho que esqueci de contar... – nós duas gargalhamos e descemos para o hall de entrada do prédio.

A caminhada foi ótima, apesar de Tomy ficar parando a cada cinco minutos para descansar. Confesso que não sou muito fã de caminhadas, mas minha amiga definitivamente era pior que eu.

Felicia Carter estava se tornando cada vez mais próxima, apesar da pouca convivência, uma amizade muito forte estava nascendo entre nós três. Na verdade ás vezes eu percebia que ela e Tomy trocavam alguns olhares cúmplices, como se tivessem um segredo. Bem, se tivessem, eu não demoraria muito para descobrir. E outra coisa, esse nome, Felicia Carter, de onde eu conhecia mesmo?

O fim de semana acabou e a temida segunda feira chegou. Mal sentei em meu escritório e meu funcionário favorito abriu a porta, novamente sem bater, e adentrou a sala espalhando seu perfume por todo o local.

- Você realmente tem que ver o problema deste telefone, você nunca me atende e olha que é uma linha direta. – ele brincou. Sentou-se de frente para mim, se inclinando antes na mesa para me dar um beijo.

- Vou pedir para a Claire dar uma olhada senhor.  – ele sorriu e colocou uma folha de papel em cima de minha mesa. Olhei para a folha receosa. – O que é isto?

- Você nem leu a matéria ainda, não me venha dizer que está ruim...

- Não, não é a matéria. Esta foto. O que é isto? – mostrei a folha para Shaoran.

- Isto era pra ser uma foto do Presidente abraçando uma menina com leucemia... Mas acho que são somente borrões mesmo.

- Como assim borrões? Por que a foto não está nítida?

- Não reclame para mim, eu apenas escrevo. Reclame para o velho Joe. Acho que já está a tempo demais aqui, já está muito cansado... Não para de tremer na hora de tirar as fotos. – mais essa agora.

- Temos que contratar um novo fotógrafo acompanhante, pra ontem. – ele arqueou um sobrancelha.

- Um novo? Homem?

- Sim? Algum problema?

- Não. Só acho que uma mulher iria equilibrar as coisas. Você sabe, a maioria dos fotógrafos são homens. E nós temos que igualar o mercado de trabalho...

- Sei. Conheço bem essa sua ideia de “igualar o mercado de trabalho”. Eu vou escolher, e vai ser homem.

- Por que você escolhe? O fotógrafo não vai acompanhar a mim?

- Eu decido as coisas por aqui, Li. – ele bufou. Então me lembrei... Felicia. Ela estava desempregada, tinha largado a TGZ a procura de algo mais estável e tranquilo. – Na verdade... Acho que até já sei quem vou contratar.

- Quem? – Shaoran perguntou curioso.

- Vai vir aqui amanhã. Aguarde e verá, Li.

...

Depois da correria da semana passada, esta típica noite de segunda-feira estava se saindo muito bem. Só eu e Tomy, vestidas em roupas velhas e confortáveis, conversando esparramadas no sofá da sala, nos empanturrando de marshmallows.

- É, parece uma boa contratar Felicia, uma boa oportunidade pra vocês se conhecerem melhor.

- Só eu? Que eu saiba estamos juntas no quanto a conhecemos . – Tomy sorriu falsamente. Sabia que aquele sorriso era falso.

- Já ligou pra ela avisando da entrevista? – corri para o telefone e disquei seu número.

- Alô?

- Fel, eu tenho uma proposta pra te fazer e não aceito um não como resposta. – ela riu.

- Fala Sakura.

- Quero te contratar pra trabalhar no New York Times, o que acha?

- Sakura...

- Não se preocupe, juro que a demissão foi por justa causa. Não mandei ninguém embora só pra te contratar.

- Bem... O que eu iria fazer se fosse contratada?

- O que iria? O que vai. – ela suspirou contendo um riso. – Vai seguir Shaoran nas matérias como fotógrafa acompanhante. Não queria estabilidade? Você tem horário fixo.

- Espera, Shaoran? – ela disse um pouco nervosa.

- Sim, meu namorado. Lembra que te falei dele?

- Claro que lembro. – sua voz ainda soava estranha.

- Algum problema com isso?

- Claro que não. Conte comigo amanhã. Que horas?

- Às nove. – ouvi mais um suspiro do outro lado da linha.

- Combinado então, te vejo amanhã, beijos. – e desligou. Fiquei olhando o telefone atordoada. Ela não parecia muito... Confortável? Coloquei-o novamente no gancho e me virei para Tomy. Aquela lá estava com a mão lotada de marshmallows. Se entope de grama a semana inteira e depois em uma noite abusa dos coitados marshmallows.

- Será que eu posso saber o que está acontecendo aqui? Desde o parque eu percebi que tem algum segredo rolando entre vocês duas... – Tomy demorou um pouco para responder, sua boca estava lotada no momento.

- Você é muito cismada.

- Cismada não. Eu te conheço. – ela revirou os olhos.

- O que quer que esteja tramando nessa cabecinha, converse com ela amanhã. Tenho certeza que vão se entender. – Tomoyo sorriu sincera e então botou mais uma leva de marshmallows pra dentro.

...

Cheguei na redação as oito e meia da manhã do dia seguinte, mal podia esperar que Felicia chegasse e acabasse com esse mistério.

- Bom dia Sakura, o que faz aqui tão cedo? – Claire me recepcionava sorridente como sempre.

- Posso lhe fazer a mesma pergunta?

- Você é a chefe, entra as nove. Mas eu sou a secretária da chefe, sempre estou aqui às oito, por precaução. – sorri balançando a cabeça. Claire era muito nerd, como a Sakura antiga.

Entrei em minha sala e logo pude ouvir meu celular apitar. Tinha recebido uma mensagem.

 “ Bom dia minha Sakura”

Abri um sorriso de imediato, e me puni no instante seguinte. Eu não sou dele, sou de Shaoran, a namorada de Shaoran. Mas Awly não cansava de dizer “minha Sakura, minha flor” em cada mensagem. E a idiota aqui só é suspiros e sorrisos bobos por causa disso.

- Que ódio! – disse em voz alta, colocando o celular ferozmente em cima da mesa, sem responder a mensagem.

Awly era sempre perfeito comigo, mas as minhas reações quanto a isso já estavam me deixando irritada. Eu sou comprometida, caramba, será que eu não consigo entender isso? Quer dizer, meu cérebro já entendeu, só acho que o coração é meio lerdinho, coitado, precisa de um Semancol pra ontem.

Peguei meu celular novamente e comecei a digitar uma mensagem. Não, não era para Awly, era para Shao. “Te amo muito” a mensagem dizia simplesmente.

Os minutos correram e logo Shaoran entrou em minha sala, sem bater, óbvio.

- Oi meu- não consegui terminar. Fui logo enlaçada por seus braços e tive meus lábios coberto pelos seus em questão de segundos. Claro que retribuí na mesma intensidade emergencial dele. Quando me dei por mim, já estava completamente descabelada, deitada no sofá e com a as alças da blusa abaixadas.

- Shaoran... – disse murmurando entre os beijos. – Fel já vai chegar. Não posso estar neste estado. – seus beijos cessaram.

- Quem é Fel? – ele disse um pouco sério.

- Não se preocupe, é uma mulher. – disse rindo, ele apenas revirou os olhos e voltou a fazer o que estava fazendo antes. Separei o beijo novamente. – É sério, contenha-se. – ele levantou-se e me ajudou a ficar em pé.

- Não consigo. Principalmente quando acordo com uma mensagem daquelas. – ele disse aproximando seu rosto do meu.

- Acorda às oito e meia Li? – disse lhe dando um leve tapa no ombro. - Eu só disse o que você já está cansado de saber.

- E o que você está cansada de não demonstrar.

- Acha que não demonstro o quanto eu te amo? – disse preocupada.

- Só acho que eu demonstro um pouco mais...

- Mas eu-

- Shhh. – ele colocou as pontas dos dedos em meus lábios. - Isso não era pra ser uma discussão. Será que posso te beijar em paz? – sorri involuntariamente.

- Só beijar pode. – e me rendi a outro beijo apaixonado, mas ainda pensando na conversa de segundos atrás.

Minutos se passaram, já eram 9h12 e nada de Felicia. Eu já tinha colocado tudo no lugar. Meu cabelo, minhas roupas, os móveis. Tudo estava como era antes do furacão Li entrar.

- Será que ela vai demorar muito? – perguntei aflita.

- Por que não liga pra ela? Não é sua amiga? – assenti e peguei meu celular. Foi o tempo de digitar os dois primeiros números para o telefone tocar, era Claire.

- Sakura, Felicia está aqui fora. – sorri.

- Pode mandar entrar Claire.

A maçaneta então girou, e tudo depois disso começou a perder o sentido.

- Meiling? – Shaoran disse com os olhos arregalados assim que Felicia entrou na sala, mas sem o sorriso de sempre.

- Oi Xiaolang. – ela disse séria.

What. The. Fuck.



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