História Reverie - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Interativa
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Palavras 3.499
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Heya gente! Para aqueles que só acompanham essa fic, devem achar que eu durei cinco séculos a postar. Para aqueles que também acompanham Blind Mountains, devem achar que eu demorei apenas uns três. De qualquer jeito, finalmente escrevi o capítulo novinho em folha para vocês!

Todos celebram. Eu inclusive. Espero conseguir postar mais antes que o verão acabe, though. Vamos ter fé.

Also eu ia botar música nesse capítulo mas fiquei com preguiça. Beijos.

Capítulo 11 - Don't Run Away


- …Lue? – Soltou Gamaliel baixinho para a figura que se elevava à sua frente. As asas, a enorme foice que segurava nas suas mãos, a expressão indiferente… Porém, o rosto era quase idêntico ao da garotinha que sempre estivera com eles.

- Esse nome nada me diz. – Soltou a presença com desinteresse – O meu nome é Lubentina.

- Mas que merda… É essa!? – Inquiriu Hawen, rangendo os dentes com raiva – Onde está a criança!?

- Hm? – Hécate olhou para o pequeno grupo, como que surpresa – Oh, vocês ainda estão aí. Me perdoem. Não sei se ouviram, mas Lue foi reescrita. Toda a sua existência, o seu verdadeiro ser… alterados. Ela era uma boa base para Lubentina, afinal.

A ceifadora rodou a foice entre as suas mãos, esticando as enormes asas grandiosamente sobre os três.

- Uma viagem na carruagem nº 99. – Soltou ela com uma certa suavidade – É o que eu vos posso dar.

Em mais nenhuma palavra, ela disparou-se em direção aos três, tão rápido que quase desaparecia da sua vista. Hawen foi a primeira, lançada contra uma estante com força e um corte profundo na barriga que foi capaz de fazer a enorme Jää contorcer-se de dores. Gamaliel, que estava ainda em choque com a situação para reagir a tempo, nocauteado numa questão de segundos com um chute nas costas acompanhado do som de ossos se partindo. Lubentina pousou à frente de Chijindum, o olhar gélido observando a fantasma com atenção.

- Eles não morreram ainda. – Comentou com a naturalidade de quem falava sobre a meteorologia – É você que os está protegendo.

Os seus olhos avermelhados caíram sobre a mão de Chijindum, uma discreta luz dourada reluzindo que parecia dar força aos outros dois. A outra abanou a cabeça afirmativamente.

- Correto. – Confirmou. – Como uma guia, não posso deixar que eles pereçam.

- Assim como deveria ter feito com Lue? – Inquiriu Lubentina. Apesar das suas palavras, não havia maldade ou ironia. Chijindum parou por uns momentos antes de responder.

- Correto.

- Suponho que você terá de ser a próxima. – Lubentina suspirou. Ter a necessidade de fazer aquilo à fantasma, até então aparentemente neutra, era-lhe uma tarefa árdua.

- Você não conseguirá me machucar. – Explicou Chijindum pacificamente – Eu já estou morta. Apenas me recordo do conceito de “dor”, e não da verdadeira sensação, pelo que não posso senti-la.

- Errado.

Com um movimento repentino da sua foice, Lubentina fez um movimento de corte ao nível do pescoço da outra. A mesma atravessou a fantasma, como que esta apenas de ar se tratasse, e nada aconteceu. Momentos depois, Chijindum caiu.

Segurava a região com as suas mãos cálidas, trémula, enquanto a mesma ganhava um brilho avermelhado, como que uma marca de chicote. Não havia corte, não havia ferimento, apenas aquela estranha alteração que a fazia sofrer em silêncio, incapaz de sequer dizer alguma palavra.

- Lubentina. – Chamou Hécate, que tinha se limitado a observar a situação em cima de uma cadeira que flutuava casualmente a alguns metros do solo. – Já chega. Essas pessoas ainda nos podem ser úteis. Além disso, nós temos outras coisas para fazer.

As orbes avermelhadas da recém-criada criatura da noite pousaram sobre os corpos daqueles que outrora lhe chamaram de Lue. Suspirou, incomodada.

- Se você o diz. – Afirmou simplesmente, levantando voo com um bater das asas. A morena voltou o seu olhar para Vahid, que se limitava a encarar a cena sem dizer uma palavra.

- E você? – Inquiriu para o mesmo, fazendo-o levantar o rosto numa expressão confusa – Vem?

- Eu… Não. – Respondeu por fim, engolindo em seco – E-Eu… Quero ajudá-los.

- Mas é claro. – Concordou a outra, compreensiva. Voltou-se para a loira novamente antes de falar. – Vamos, então. E você…

Aproximou-se de Chijindum, deitando-se à frente da fantasma que se contorcia com dores. A sua visão por trás da máscara mostrava apenas uma mancha negra. Como se fosse incapaz de detetar a verdade por ali escondida.

- Você quer a verdade, não é? – Inquiriu melodiosamente – Bom, a verdade é essa.

Ignis Fatuus está destinado à ruína. Será que vocês vão cair juntamente com ele?

Passou a ponta do indicador na máscara da outra antes de, enfim, se afastar e desaparecer. Chijindum apenas conseguiu ver Vahid se aproximando logo depois antes de ela mesma cair na inconsciência, sensação ela que nem imaginara ser possível para um ser como ela.

E a sua máscara rachou.

 

– X –

 

A figura que entrava pelo estabelecimento era imponente, o enorme vestido preto com tons vermelhos balançando a cada passo que dava, o cabelo loiro formando volumosos e perfeitos caracóis que caíam pelo seu ombro. Se tivesse de dar um palpite, Sora diria que a mulher que ali estava pertencia a alguma realeza. Os seus olhos vermelhos traziam um certo desconforto, contudo, brilhando de uma forma pouco natural conforme observava o bar. Sorriu amigavelmente para o grupo quando os viu, aproximando-se e puxando uma cadeira para se sentar ao seu lado.

- Bonjour, bonjour. – Disse, o idioma claramente desconhecido para todos eles. – Oh, querrô dizerr olá. Perrdoem-me, ainda non aprrendi o idioma comum corretamente.

- Quem é você? – Soltou o vice-prefeito num tom confuso. O albino não precisou de muito para perceber que aquela mulher não era alguém da vila. A sua presença, por isso, era estranha. Aquele lugar deveria ser secreto para qualquer um que não fosse humano. O que significava que ela deveria ser uma.

- Você faz parte… de outra população? – Perguntou Elise, verbalizando a dúvida que surgira na mente de todos.

- Oh, oui, oui. Je m’appelle… Eu me chamo Dorothée. Um prrazerr. – Disse ela com um sorriso. – Você deve serr o chefe daqui, non?

O homem nada disse. Semicerrou os olhos na sua expressão constantemente rude, antes de finalmente voltar a falar.

- De onde você vem? Não temos contacto com outras populações humanas, até onde eu saiba. – Afirmou o homem, ignorando a pergunta. Dorothée rolou os olhos, antes de finalmente encará-lo novamente.

- Você faz muitas perguntas. – Comentou, elevando o dedo numa expressão entediada. – É tão… fastidieux.

O homem levantou-se subitamente em resposta, como se alguma coisa lhe tivesse chamado a atenção.

- Esse vosso “sextô sentido” de humanos. – Comentou a mulher distraidamente, remexendo num copo que estava em cima da mesa com a ponta do dedo – Ele se baseia, simplement, em uma coisa. Odorr. Humanôs se distinguem entre eles dessa forrma. Non me pergunte detalhes, mon amour! Je ne sais pas.

Um sorriso macabro surgiu no seu rosto subitamente.

- Mas devemos concorrdarr… Que é bem conveniente parra quem querr vos enganarr. – Soltou. O homem em resposta gritou para as pessoas do bar, exigindo que elas fugissem. Dorothée, por outro lado, soltou um risinho leve e, depois disso…

Silêncio.

Era isso que engolira os ouvidos de Sora, à medida que o corpo sem vida do vice-prefeito caía no chão do meio do bar. As pessoas, os pássaros, o som da água correndo na torneira, tudo parara. Era como se o tempo tivesse paralisado em tudo exceto no cadáver do homem. Quando este atingiu o chão, por tudo, os sons voltaram. E voltaram da pior forma: um grito.

A mulher loira torceu o nariz, repudiada com a cena, à medida que Elise dava um passo para trás, tão chocada que a única coisa que conseguia fazer era soltar outro e outro grito.

Os restantes humanos não demoraram a reagir de uma forma semelhante. Alguns se levantaram, como que procurando algo para os salvar… apenas para cair mortos logo em seguida. Quando Sora deu por si, conseguia ver os enormes e grotescos cortes na garganta de todos eles. Como é que isso estava acontecendo?

O sangue manchava o chão, pintando-o lentamente de vermelho. Os garçons, os clientes, todos estavam morrendo um a um como se meras moscas se tratassem.

- F-FUJAM DAQUI! – Gritou Isaak, alarmado. Ninguém sabia o que estava acontecendo, mas em um único gesto, o rapaz de cabelos azuis pegou em Elise ao colo e correu para a porta em desespero. Sora engoliu em seco, receando o pior. Porém, com o outro alcançando a porta ainda intacto, logo todos correram atrás dele em desespero.

Quando saíram, porém, o cenário era mais grotesco ainda.

As coisas não pareciam ter enlouquecido apenas dentro do bar. Fora dele, também, havia morte a todo o segundo. Mas ao contrário de dentro do bar, as pessoas não se limitavam a cair sem vida com um corte na garganta. Não, ali a situação estava bem pior.

Crianças ficavam roxas, aparentemente perdendo subitamente a capacidade de respirar. Mulheres pegavam em facas e espetavam dentro do próprio tronco vezes e vezes sem conta, incapazes de controlar os seus próprios movimentos. Homens tinham membros torcidos em ângulos bizarros. Aqueles que ainda não tinham sido afetados corriam, em pânico, tentando escapar à carnificina bizarra.

- MAS QUE MERDA É ESSA!? – Inquiriu Silas. – PORRA! ALGUÉM ME DÁ UMA ARMA, CARALHO!

- P-parem… isso… alguém… eles…! – Soltou Elise, que não aguentou e teve de esconder a cara para não ver mais nada.

- Algum prroblema, mon cherries? – Inquiriu Dorothée, que não parecia muito afetada com a situação. Limpava as unhas com uma lixa descontraidamente enquanto um homem caía ao lado dela com o pescoço torcido em várias voltas – Oh? Estão falando das mortes de les petites moscas? Pardon, pardon. Elas precisam de alimentô, comprendrez-vous?

- V… Você está fazendo essa loucura? – Sora não sabia o que pensar. A aura fria e implacável da mulher fazia o seu coração quase parar. Dorothée deu uma risada elegante, mas cortante.

- Oui, oui! Eu prrecisava de sacrrifíciôs, entendem? E porrque uma pessoa amiga falou da localizaçon desse lugar, mon amours, decidi aparrecerr. – Os olhos dela brilharam num tom escarlate. – Mas je jamais pensei que verria… um lugarr tão grrande quantô esse.

- Se você precisa de sacrifícios, leve-me! – Soltou Eros, lágrimas surgindo nos seus olhos – Poupe a vida dessa gent—

- Non, non. E se vous pensam que me matarrão, que tal pensarrem duas vezes, oui? – A mulher levou a mão aos lábios, a malícia espelhada nos olhos – Talvez queirram garrantirr que vossa família está em segurrança prrimeirro.

Naquele exato momento, Arìn caiu no chão de joelhos, trémula. Lágrimas começaram a surgir do seu rosto enquanto o pânico tomava mais uma vez conta do seu corpo.

- N… ão… De novo… Nã… ão…

- YUUTA! – Elise olhou em volta, em pânico – ELE…

- Eu cuido disso aqui. – Disse Isaak, a expressão vazia sendo trocada rapidamente por uma mais séria enquanto desembainhava a espada, pronto para a luta – Eu cuido dessa… Dorothée.

- Eu ajudo. – Soltou Silas em resposta, segurando a pistola que pertencera outrora ao falecido vice-prefeito. A mulher loira deu uma risada, estendendo umas enormes seis asas vermelhas nas suas costas, os dentes aguçados se evidenciando no seu sorriso. Se estivessem em Divinity Dream, Sora diria que aquela era uma demónio. Porém, não saberia dizer qual sub-espécie de demónio era. Em Ignis Fatuus, porém, a sua presença como criatura da noite era óbvia.

- Serrá que conseguem? Vencerr minhas mãos? – Inquiriu a mulher, curiosa. – Minhas belas mãos… Elas anseiam semprre porr mais alimentô.

Dito isso, algo passou adiante de Sora. Ele não conseguia ver, mas a velocidade era tanta que conseguiu sentir o ar a se remexer à sua frente em direção a Isaak. Este, porém, pareceu perceber o mesmo a tempo, pelo que logo se protegeu com a espada, o som da mesma a chocar com alguma coisa se fazendo ouvir.

- VÃO! – Gritou o rapaz de cabelos azulados, irritado – Yuuta precisa de ajuda!

Elise não precisou que insistissem muito mais, logo partindo a correr à sua procura, logo seguida de Eros que segurava a trémula Arìn no colo. Sora deixou-se ficar alguns segundos mais observando Silas e Isaak lutando contra as “mãos” invisíveis de Dorothée, uma batalha impossível de perceber o que estava acontecendo. Não sabia se eles conseguiriam superá-la… Mas não havia nada que ele podia fazer.

 

– X –

 

Yuuta supostamente estaria no seu turno de vigilância da aldeia. Fora exatamente pouco após a saída da mesma que o encontraram.

- Ele está ali! – Gritou Eros, alarmado, ao ver o rapaz de joelhos, segurando-se na espada que estava fortemente fincada ao solo para se manter em pé. Tinha vários ferimentos ao longo do corpo, mas nenhum era grave até então.

- Af.. Afastem-se! – Ordenou Yuuta, lutando para encontrar o ar para proferir aquelas palavras. Subitamente, o garoto elevou a espada ao alto, atingindo alguma coisa invisível. Com um brilho forte, a coisa desfez-se em cinzas, caindo ao chão.

- A-Alguém o ajude! – Implorou Elise, nervosa. No mesmo segundo, enormes raízes rodearam Yuuta, destruindo mais algumas mãos invisíveis. Arìn, exausta, esticava o braço, o brilho róseo nos olhos indicando que estava utilizando as suas habilidades.

- Eu consigo vê-las. – Afirmou, regressando à sua postura normal. Porém, as gotículas de transpiração escorrendo pela sua face demonstravam a sua dificuldade em se manter em pé – A nossa ligação… Sim, é isso que o permite ver, também.

A garota abriu os braços, inspirando fundo. No mesmo segundo, uma forte ventania rodeou-a, as folhas das árvores formando um torpedo à sua volta. Continuava falando para si mesma, embora Sora tivesse dificuldades em compreender maior parte do que dizia. Talvez fossem encantamentos. Talvez fossem desvaneios da moça.

- Sim, é claro. – Concordou ela para si mesma, pensativa – Aqui, poucas coisas foram usadas por seres inteligentes. Não estou habituada a usar essa magia de forma tão agressiva, mas é necessário.

A aura da moça brilhou em tons verdes à medida que, por baixo de Sora, as pedras começavam a tremer. O garoto recuou uns passos, assustado ao vê-las começando a disparar no ar como balas. Todas elas, sem exceção, atingiam uma daquelas ditas “mãos” invisíveis que Dorothée espalhava. Yuuta soltou um sorriso, levantando-se a custo.

- U-Uma criança está me vencendo? – Riu, erguendo a espada. – Humpf. Não posso permitir tal coisa. Seria… embaraçoso.

- Yuuta! Deixe Arìn—

O pedido de Elise não chegou a ser completo, porém, pois o garoto logo virou uma mancha azul, cortando e destruindo os inimigos invisíveis a uma surpreendente velocidade. Como que um show de fogos-de-artifício no ano novo, as explosões repetitivas obrigaram o albino a fechar os olhos. Quando abriu, tanto Arìn quanto Yuuta jaziam no chão, sem forças. Após alguns momentos de dúvida entre quem socorrer primeiro, Elise acabou por decidir que a situação de Yuuta era pior que a de Arìn, indo ao seu encontro e o abraçando.

Seria um momento belo, se não fosse por uma risada estridente ecoando ao fundo. No topo de um pinheiro no alto, duas figuras observavam a luta contra os seres invisíveis com um sorriso de escárnio. Percebendo a sua presença, uma delas desceu do ramo onde estava com um salto, batendo duas asas nas suas costas antes de tocar no chão de modo a aparar a sua queda. A outra deslizou pelo tronco abaixo, usando uma cobra como o seu apoio para tal.

Eram seres, para dizer o mínimo, bizarros. Ambos de pele cinza, o alado tinha duas enormes orelhas no topo da cabeça, a esclerótica negra chamando atenção para as íris vermelhas. O outro, por outro lado, usava uma roupa totalmente preta com um gorro cobrindo a cabeça, o cabelo rosa espreitando por este, os olhos com as cores invertidas do primeiro. O grupo observou os dois, assustado, sem saber exatamente o que poderiam fazer.

- Olha, eles conseguiram vencer as mãos da madame. – Disse o das asas, num tom confuso – E agora?

- Agora a gente tem de fazer alguma coisa, Rat! – Reclamou o outro, num tom irritado. – Vá! Em frente?

- EEEEEU? – Soltou o outro, indignado – Você viu como eles eram poderosos? Nem pensar! Vai você, Snatch.

- Você, VOCÊ! VOCÊ QUEM VOA!

- Mas você tem UM PET! Manda essa minhoca gigante aí lutar por você!

- Não é minhoca, é uma serpente, seu imbecil! – Ele cruzou os braços, acariciando o animal nos seus braços, que se enrolava à sua volta – E você sabe que ela e eu somos o mesmo ser.

- Bom, foda-se. Não vou lá, nem pensar.

Enquanto os dois brigavam, o grupo parecia um pouco nervoso. Elise virou-se para os outros, trémula.

- E-Eu acho que deveríamos… Ir embora enquanto podemos… – Sussurrou o mais baixo que pode. Sora mal conseguiu percebê-la, mas o tal Rat, a vários metros de distância, pareceu escutá-la com uma certa facilidade.

- VOCÊS NÃO VÃO FUGIR! – Berrou, voando até ao grupo com um bater de asas único e aparecendo à frente do grupo. Eros rapidamente se pôs à frente de forma protetora.

- D-Deixe-os. – Disse, a medo. Rat elevou a sobrancelha em resposta.

- Então, cara, você não parece muito confiante não. – Disse, levando as unhas afiadas aos lábios numa expressão pensativa – Você tem a certeza que quer fazer isso?

- E pense bem. – Concordou Snatch, a cobra sibilando nos seus ombros. Eros semicerrou os punhos, antes de inspirar fundo e olhar os dois nos olhos.

- Mesmo que custe minha vida, é meu dever ajudar. – Disse, dessa vez mais confiante. Mais uma risada fez-se ouvir, porém, dessa vez feminina. Dorothée aproximava-se a passos lentos, as asas enormes nas suas costas fazendo-a parecer maior do que na verdade era.

- Oh, mon amour! Mas nós nunca irríamôs mahucarr nossos aliadôs, irríamos? – Inquiriu, soltando mais um riso abafado ao ver a expressão confusa do loiro. – Ohhh, mon amour…!

-  De que está… falando…? – Quem perguntou isso não foi Eros, mas sim Yuuta, que se levantou a custo – Aliados? O que isso quer dizer?

- Vous pensez que nós descobrrirríamos esse lugarr porr nós mesmôs? – Perguntou Dorothée, fazendo uma expressão irónica de pena – Ohh, trristes ignorrantes! É clarro que non! Foi tudo grraças a Errôs, nosso trés joli aliadô! Non se prreocupe, Sorra. Sua vez de nos ajudarr virrá logo logo.

Deu mais um riso estridente, que ecoou pelo campo vazio. Snatch e Rat logo se juntaram, rindo também com a expressão horrorizada de todos os presentes no grupo.

- Pardon, pardon! Erra suposto manterr segrredo? – Riu, pequenas lágrimas surgindo no seu rosto – Mais c’est la verité! É a verrdade! Nesse prrecisô momentô, Isaak e Silas estão matando os restantes humanôs.

- Isso… É mentira! – Soltou Elise, abanando a cabeça negativamente – Pare de nos tentar enganar, criatura da noite!

- Oh? Você querr uma prrova, é isso? – Inquiriu a mulher, estalando os dedos. Snatch e Rat logo esvoaçaram até Sora, imobilizando-o e buscando os seus bolsos contra os seus protestos. Não demoraram muito a pegar o seu X, mostrando-o para Elise. O albino não percebia qual era o problema com o seu dispositivo, mas os dois irmãos perderam a cor ao ver o objeto.

- O que… é isso…?

- Você nos escondeu… essa coisa… o tempo todo?

- O-o quê? – Soltou Sora, confuso – I-Isso é meu X! F-Funciona como celular, e para jogar jogos, e…!

- Ótimo parra se comunicarr à distância, non é verrdade? – Perguntou Dorothée, a expressão macabra de felicidade espelhada no seu rosto – E onde que ele poderrá terr pego isso, vocês se perrguntam?

- No… va… – Soltou Yuuta, em choque.

- O quê? Não! Nada disso! Isso vem do meu mundo, gente! – Explicou-se Sora, desesperado – Não tem nada a ver com aquela cidade! Sério! Eu nunca…!

- Chega. – Interrompeu Elise, a cabeça baixa escondendo o rosto de onde caíam lágrimas – E-Eu nunca… fui tão enganada… na vida…!

- E-Elise, você com certeza não acredita no que ela está dizendo, não é verdade? – Inquiriu Eros, se aproximando dela e levando a mão ao seu ombro. Porém, antes de alcançá-la, uma lâmina surgiu no seu pescoço.

- Não toque nela. – Quase sem forças, Yuuta fazia um grande esforço para segurar na espada. – Criatura da noite.

- Mas eu…

- Eu já disse que CHEGA! – Gritou Elise, elevando o rosto para Eros – CHEGA de nos enganarem! CHEGA! Vocês destruíram tudo o que me sobrava!

Sora não sabia o que dizer nem o que fazer. Era demasiada informação ao mesmo tempo. Subitamente eles tinham virado o inimigo de novo. Subitamente, a culpa da destruição de toda aquela aldeia era deles. Nada fazia sentido, mas Dorothée parecia saber muitos pormenores sobre eles.

- E-Eu pensei… que podia confiar em vocês… E no final…! – Elise soluçou, o ódio espelhado no seu olhar – MATEM-NOS LOGO! TODOS VOCÊS! PAREM COM ESSE SOFRIMENTO…!

- Ah? Matarr? – Dorothée observou os dois por alguns segundos, pensativa, antes de encolher os ombros em desinteresse – Parrece muito mais diverrtido vos deixarr vivos, honestamente.

- Elise. Vamos. – Disse Yuuta, agarrando a garota pela mão – Antes que ela mude de ideias.

A garota limpou as lágrimas do rosto, e acenou afirmativamente. Virou as costas para o grupo e, juntamente com Yuuta, saíram correndo. Dorothée acenou para eles de forma divertida, bocejando logo depois.

- Bom, minhas querridas mãos já estão alimentadas. – Comentou, olhando para os seus dois servos. – Vamos. Um beijo, querridos! Nos verremôs novamente em brreve.

E, com um riso, os três saíram, deixando os que sobraram sozinhos sem saber o que fazer.


Notas Finais


Dorothée: http://i.imgur.com/szzQaAa.jpg
Rat e Snatch: http://i.imgur.com/Z8ZMhbd.jpg

Talvez se estejam perguntando pelas outras personagens. Então, elas estão meio que em "pausa" por agora porque primeiro têm de acontecer OUTRAS coisas com essas. Aenerys e Alice estarão vindo mais depressa, though, e possivelmente escreverei algum random do grupinho lá no espaço c:

Oh, e Riley foi oficialmente apagado. Podem ir lá na grade - tem uma personagem legalzinha e com uma história igualmente esclarecedora no lugar dele. Uma pena que eu perdi minha única personagem negra da fic, though. Realmente uma pena.

Até ao próximo!


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