História Reverse - II TEMP. - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Pansy Parkinson, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley
Tags Dramione
Exibições 292
Palavras 2.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Antes de tudo deixo aqui meu agradecimento, dedicação e admiração, para as minhas meninas favoritas que estão sempre me inspirando e ajudando. Phami e Cap 💜

Trilha Sonora do Capitulo: You Found Me - The Fray (música perfeita dos meus amores) 💜

Boa Leitura amorzinhos.

Capítulo 10 - Something Is Wrong


POV. HERMIONE

 

Segundas sempre eram monótonas para mim. Mas alguma coisa estava estranha naquela Segunda. Havia uma agitação inquieta em meio aos Bruxos que caminhavam pelo Ministério rumo aos seus departamentos. Um murmurinho, cochichos e olhares atraevessados. Alguns Aurores passaram apressados por mim, saindo do elevador ao qual eu acabara de entrar. Meu Departamento estava praticamente deserto, meu salto agulha tilintava e ecoava a cada passo dado. Meu estomago começara a se retorcer em ansiedade. Me aproximando de minha sala avistei Alfred parado ao lado da porta, dois cafés em suas mãos. Ele deu um pequeno sorriso ao me ver chegando.
— Bom dia, Hermione — cumprimentou-me estendendo o café a mim.
— Obrigada, Al — agradeci ao pegar o café.
Abri a porta e entramos. Joguei minha bolsa no pequeno sofá e me acomodei na cadeira detrás da mesa. Al fechou a porta e veio sentar-se na cadeira defronte a mesa. Suspirou.
— Esta acontecendo alguma coisa ? Quer dizer, você sabe de alguma coisa ? — perguntei com curiosidade.
— Que eu saiba, não — ele esticou a ultima palavras.
Mordi meu labio inferior, sentindo-me estranha.
— Porque ? — perguntou.
Dei de ombros, franzindo o cenho.
— Não sei. Esta um clima ... diferente, sei lá. Talvez seja eu.
Nesse instante minha porta foi escancarada, quase arrancada dos ferrolhos. Levantei assustada, Al imitou meu movimento. Harry entrou em passo largos e rapido, ofegante.
Abri a boca para lhe fazer uma pergunta, mas o ar se prendeu em minha garganta de forma desagradavel. Tudo isso em segundos. Então Harry falou, sua voz retirando completamente o ar de meus pulmões.
— Encontramos ele. Rodolphus. Você precisa vir comigo, Mione.

Ele nem mesmo esperou por uma resposta. Agarrou meu ante braço e ma arrastou para fora. Alfred nos seguiu até a porta, ali parou, seus olhos refletindo a confusão que eu mesma sentia.
— Harry, o que está acontecendo ? — perguntei amedrontada.
Seus olhos verdes estavam serios demais, sua postura estava rigida demais. Ele não me respondeu. Entramos no elevador e só então ele libertou meu braço.
— Harry ? — insisti.
Ele me olhou, parecia cansado.
— Mione, vou contar tudo a você, mas não posso entrar em detelhes agora, ok ? Nós temos que ser rapidos, antes que mandem Malfoy de volta a Azkaban — ele disse depressa.
Meu coração gelou e minhas pernas ficaram bambas.

 

POV. RONALD WEASLEY

 

Quanto tempo eu vinha adiando aquela visita . . . Um mês, dois, talvez mais. Bati na porta e cruzei os braços nas costas, esperando. A porta foi aberta devagar, os olhos dela se arregalaram de surpresa.
— Posso entrar ? — perguntei.
— Achei que não fosse vir mais — comentou com acidez, dando-me passagem para entrar.
Inspirei profundamente. A porta foi fechada e ela passou por mim esbarrando propositalmente em meu ombro, então voltou-se para mim, os braços cruzados sobre o peito.
— Porque não responde as minhas cartas ? — indagou com ressentimento.
Vasculhei em minha cabeça, procurando alguma desculpa.
— Estive ocupado com o trabalho. Ser um Auror acaba tomando muito do meu tempo, você sabe, Harry precisa de mim — dei de ombros.
Ela arqueou uma sombrancelha e suspirou, seus braços cairam ao lado do corpo.
— Fazem cinco meses desde a última vez. Acha mesmo que vou acreditar nessa desculpa esfarrapada ?
Fechei os olhos brevemente. Nossas conversas nunca eram faceis, eram sempre tensas, cheias de cobranças. Abri a boca para falar, mas fui interrompido pelo barulho de passos correndo. Olhamos para a origem do som, as escadas. Então ele entrou em meu campo de visão.
— Tio Ron ! — disse em contentamento, correndo na minha direção.
Meu coração se dobrava ao meio sempre que eu o via. O cabelo castanho escuro veio de sua mãe, mas as sardas espalhadas por seu rosto e os olhos castanhos eram meus. Eu vacilava sempre que olhava nos olhos dele, a culpa me atingia como uma avalanche. Ele pulou em meu colo, encaixando as pernas e os braços ao meu redor. Retribui seu abraço com força, sentindo-me desmoronar um pouquinho enquanto ele murmurava em meu ombro:
— Mamãe disse que você não ia vir mais.
Lancei um olhar a ela. Pansy nos encarava com os olhos marejados, mordendo a parte interna da bochecha enquanto falava sem usar as palavras, apenas os olhos, dizendo-me com aquelas órbes pretas que eu teria uma familia - que eu tinha uma familia. Bastava eu querer.
— Sua mãe não sabe o que diz — murmurei de volta.
Ele afastou o rosto do meu ombro para me olhar. Meu estomago afundou e tive que desviar meus olhos dos seus, não conseguia encara-lo daquela maneira.
— Tenho um monte de brinquedos novos. Você quer ver, Tio Ron ? — disse sacudindo as pernas, agitado.
— Corre la, Jeb. Quero ver todos eles — falei colocando-o de volta ao chão.
Jeb abriu um sorriso de orelha a orelha, em seguida saiu em disparada de volta as escadas, subido aos pulos.
— Tio Ron — ela repitiu em meio a um suspiro quando ele sumiu de vista — Até quando vai adiante com isso ?
— De novo não, por favor, Pansy ! — falei exasperado.
— De novo sim ! Ele é seu filho Ronald, seu sangue ! Porque nega a ele uma coisa dessas ? Sabe o quanto é dificil pra mim quando ele pergunta porque não tem um pai ? — atirou, exaltando-se, porém controlando o tom de voz para que Jeb não ouvisse.
Engoli em seco, momentaneamente afetado. Os olhos dela penetrando nos meus, enxergando a minha alma.

 

FLASHBACK ON

 

Meus passos ecoavam pelos corredores de Hogwarts enquanto eu fazia meu caminho para fora do Castelo. Se tornara rotina; eu sabia que ela estaria ali a minha espera, como em todas as outras noites. Ela encarava a Floresta Proibida, de costas para mim, trançando seu cabelo. Belisquei sua cintura quando me aproximei, fazendo-na pular.
— Weasley, seu idiota ! — exclamou, nossos olhos se encontrando.
— Prefiro seu cabelo solto — falei pegando sua trança em meus dedos. — Não me importo. Gosto dele assim — ela retrucou, mostrando-me a lingua.
Dois segundos depois soltou a trança, arrancando uma risada de mim. Ela tentou fazer cara feia, ser marrenta, cruzou os braços e me encarou com firmeza. Mas sua carranca logo se desfez dando lugar a um sorriso sem graça. Foi naquela noite que percebi o quanto eu gostava de ve-la sorrir. Em apenas um passo colei meu corpo ao dela, segurando em sua cintura, minha outra mão subiu para seu cabelo, alisando ali e colocando uma mecha gentilmente atras de sua orelha.
— Bem melhor assim  — sussurrei enroscando os dedos nos cabelos de sua nuca. Então desci minha boca na sua, transbordando intensidade. A quanta tempo eu queria beijar aquela garota ? De repente não importava mais a casa a qual ela pertencia, nem de quem ela era amiga, nem mesmo quem ela era. Só importava a boca dela na minha.

 

FLASHBACK OFF

 

Ainda assim não foi o suficiente para me fazer pensar duas vezes e desistir do que me levara até ali. Balancei a cabeça tentando me livrar das lembranças e desviei meu olhar do seu. Eu não ia medir consequencias, não naquele momento. Eu fui até ali com um plano traçado, eu precisava fazer aquilo, precisava te-la de volta. Era um desejo insuportável, muitas vezes me sentia quase insano. Isso me assustava, mas ao mesmo tempo me dava forças para tentar. Hermione quebrara meu coração da pior forma possivel. Por algum motivo, fora do meu entendimento, eu queria quebrar o dela, queria que ela sentisse o que eu senti.

 

Eu quebraria o coração dela.

 

Era a única forma de - talvez ter uma chance - ela voltar para mim.
— Preciso da sua ajuda, Pansy — murmurei.
Eu sabia que ela faria qualquer coisa por mim, mesmo que isso a fizesse mal, que significasse a infelicidade dela. Ela faria. Faria porque me amava e me amaldiçoei muitas noites por não conseguir corresponder a esse amor. Talvez as coisas poderiam ter sido mais faceis.

 

POV. HERMIONE

 

Aquele corredor parecia infinito, cada passo parecia lento aos meus olhos, cada batida de coração vibrava até meus ossos. O arrepio na nuca não ia embora. Eu me deixei ser guiada para fora do elevador e por aquele corredor escuro, atonita, com medo do que ouvira de Harry. Nos aproximamos de uma porta preta, eu podia ouvir vozes vindas através da mesma, mas era incapaz de destinguir o que falavam até que Harry alcançou a maçaneta.
— . . . violou o limite do acordo. Dez metros é bem significativo para mim — foi a primeira coisa que ouvi, uma voz grossa e alta.
— É claro que eu violei ! Esse palhaço só pode ser surdo, porra: INVADIRAM MINHA CASA, DROGA! Queria que eu ficasse la esperando ser atacado, que oferecesse um chá, talvez — a voz de Draco penetrou em todo o meu ser, alta, sarcastica e gelada.
Harry me lançou um olhar antes de girar a maçaneta e abrir a porta.

Tinha a sensação de meu corpo ter sido eletrizado, de ter trincado por dentro. Ele foi a primeira coisa que vi. Amarrado e amordaçado em uma cadeira, a cabeça pendendo para tras, desacordado. Rodolphus Lestrange.  Ao seu lado haviam dois Aurores em pé, as varinhas em suas mãos, prontas para serem usadas. Mais para esquerda, atras de uma mesa estava o Ministro, em pé inclinado para frente, apoiando-se na mesa, seu olhar desconfiado era dirigido ao rapaz em sua frente, também em pé. Draco. Ele estava de braços cruzados, peito inflado e cabeça erguida, naquela pose arrogante a mesma que ele usava antigamente em desafio a mim.

Fez-se silêncio. Todos os olhares se voltaram para os recém-chegados: Harry e eu. Senti mais do que vi o olhar de Draco cair sobre mim. Então desviei meus olhos do assassino e os cruzei com um par de iris cinzas. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, - sequer pensar - Draco avançou em passadas rapidas para onde eu estava e me puxou pela cintura para seus braços, me envolvendo em um abraço apertado, tirando meus pés do chão enquanto eu afundava a cabeça em seu peito, meus proprios braços se enrolando ao redor dele. Senti um beijo rapido e forte no topo de minha cabeça, e logo em seguida sua voz rouca proxima a minha orelha:
— Você esta bem — murmurou em meio a um suspiro de alivio.
Afastei meu rosto de seu peito, buscando seus olhos. Abri a boca para falar, perguntar se ele estava bem, se tinha se ferido, quando ele foi puxado bruscamente para trás por um dos Aurores, sendo obrigado a me soltar.
— Me solta ! — grunhiu Draco ao mesmo tempo em que eu dizia "Soltem ele", avançando um passo. Uma mão segurou meu cotovelo, me brecando. Lancei um olhar mortifero a Harry que ele ignorou. Draco sacudia os braços que tinham sido cruzados para trás, tentando se libertar. O Auror o arrastou até a cadeira e o fez sentar.
— Fiquei aí — advertiu o Auror.
Reconheci a mesma voz grossa que ouvira antes de entrar. Minha antipatia por aquele homem foi automatica, sentia que podia azara-lo apenas com o olhar.
— Srta. Granger ? — Kigsley disse confuso, despertando-me, seus olhos vagando de mim para Harry com aparente confusão.
— Ministro, dessa vez o Sr. vai escutar a verdade. Querendo ou não. Não vou deixar que cometa outra injustiça. — Harry disse com a voz firme, sem pestanejar.
Encarei meu melhor amigo admirada e emocionada. Nunca me passou pela cabeça que um dia ele enfrentaria Kingsley, muito menos para ajudar Draco. Ele apertou meu braço ligeiramente, uma amostra silenciosa de que apesar de tudo ele estava do meu lado. Ele sempre esteve. Kingsley o encarou embasbacado, parecia não acreditar no que tinha acabado de ouvir.
— Perdeu o juízo, Harry ? — Kigsley perguntou, seu tom calmo, com um pequeno toque de curiosidade.
Draco nos encarava com as sobrancelhas erguidas, tão surpreso quanto o Ministro.
— Perdi a paciência — rebateu — Esta na hora de por um fim a essa historia. Ja temos provas mais do que suficientes para encerrar esse assunto.
Arregalei meu olhos para Harry, censurando-o, pedindo com os olhos que ficasse quieto.
— Quanto a você — Kingsley me indicou com a cabeça, chamando-me atenção — Pensei que fosse a Bruxa mais inteligente de sua geração. Vejo que me enganei. Se envolveu com um criminoso, com um Comensal da Morte ... — ele disse, sua voz pairando no ar como um odor desagradavél.
De qualquer modo não consegui me sentir ofendida; seu tom era tão paternal e calmo que ele parecia mais decepcionado do que com raiva.
— Ele não é um criminoso — falei pausadamente, com veemência, então emendei com mais calma  — Tudo o que ele quer é seguir em frente, porque o Sr. não pode fazer o mesmo ?
Kigsley estalou a lingua em desaprovamento, houve um minuto de absoluto silêncio. Então ele desviou o olhar para Draco, fitando-o de cima.
— Sua historia não é valida. Você violou o acordo de prisão domiciliar, assim, terá que ser levado a Azkaban novamente, onde ficará até o dia do julgamento — disse em um tom severo.
— Não ! — quase gritei, indignada com o que acabara de ouvir.
—  Não mesmo ! — sibilou Draco, a voz ameaçadora.
— Porque a historia dele não é válida ? Isso é ridiculo ! — protestou Harry.
O Ministrou nos lançou um olhar de incredulidade.
— Ele disse que esse homem — ele apontou para Lestrange — invadiu sua mansão e deixou essa foto em seu porão, — ele bateu a foto sobre a mesa — que não tinha ninguem vigiando a residência; que por isso saiu até um lugar onde pudesse aparatar.
— Mas . . . ? — me detive diante do olhar silenciador de King.
Ele ergueu uma mão inquisitiva.
— Mas isso é impossivel. Foram colocados na mansão os melhores feitiços contra fuga. Feitiços bons o suficiente para que ninguem pudesse entrar sem ser pelo portão da frente, sem o uso de magia. O mesmo só podendo ser aberto por um Auror ...
— Eu ja disse que a merda do portão estava aberto ! — Draco disse irritado, interrompendo Kingsley.
Meu coração retumbava no peito.
— A questão — continuou Kingsley, seus olhos fuzilando Draco — é que: Lestrange estava sendo preso a quilometros daquele lugar no exato momento em que nosso garotão aqui diz que sua casa foi invadida. Tornando sua historia invalida e suspeita — concluiu.

 

 


Notas Finais


Comentem ! 💜

LINK DA MUSICA: https://m.youtube.com/watch?v=jFg_8u87zT0


Obrigada pelos comentarios MA-RA-VI-LHO-SOS de vocês e claro, pelos favoritos rs 💜

Até o proximo (mais revelações virão hahaha) Kisses 💜


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