História Reverse - II TEMP. - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Pansy Parkinson, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley
Tags Dramione
Exibições 146
Palavras 2.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi amores !

TS DO CAPITULO: In The Name Of Love - Bebe Rexha

Espero que gostem rs

Obrigada pelos favoritos e comentarios amores, amo forte ! <3

Capítulo 15 - Hapiness


POV.DRACO


Imensidão. 

Eu me sentia imenso. 

Minha felicidade é imensa, minha paz é imensa, meu amor é imenso - assim como meu sorriso. Nesse momento eu sou do tamanho do mundo, maior do que meus pesadelos, grande perante os meus medos. 

Eu sou forte. Indestrutivel. Infinito. Eu tenho tudo o que sempre quis, eu sou feliz ! 

Consegui alcançar a mais pura felicidade e nada, nem ninguém arrancaria isso de mim. É coisa do coração, coisa de alma, diferente de qualquer coisa que eu tenha sentido. 

...

A mão dela estava na minha, firme, pequena e quente, apertando meus dedos a cada risada de Hugo. Olhar para meu filho era como ver a mim mesmo, um eco do que eu costumava ser, ele me olhava e sorria, era tão desconcertante - de um modo bom - que eu tinha dificuldades em continuar andando. Ele é tão curioso quanto a mãe, tudo ele quer saber e não se contenta com respostas vagas, ele sempre quer mais. Hugo estava deslumbrado, eu o segurava em meu colo com um braço só. 

– Então, por onde quer começar Hugo ? – perguntei. 

– Hum, deixa eu pensar ... – ele murmurou colocando batucando o indicador no queixo. 

– Que tal o Corrosel ? – Hermione disse ao meu lado. 

Olhei para ela de testa franzida, não fazia ideia do que era um Carrossel. 

– Carrossel ? – perguntou Hugo, tão confuso quanto eu. 

Hermione apontou a esquerda, seguimos seu dedo com o olhar. Havia um brinquedo com varios cavalos e outros animais que circulavam lentamente, subindo e descendo.

– Sério ? – falei com deboche, arqueando uma sobrancelha. 

– Hugo é pequeno, Draco – murmurou, suas bochechas ficando levemente vermelhas. 

– Não quero ir nesse, mamãe – ele disse depressa, fazendo uma careta. Olhei em volta, procurando alguma coisa. Avistei uma estrutura gigantesca, onde um trem de ferro passou a toda velocidade deixando um rastro de gritos pairando no ar. 

– Que tal aquele ali ? – apontei. 

– Enlouqueceu ? – chiou Hermione ao mesmo tempo em que Hugo batia palmas, animado. 

– Porque ? Parece divertido – dei de ombros. 

– É uma Montanha Russa ! 

– E daí ? – falei observando-a. 

Hermione fez uma careta pro brinquedo, engolindo em seco. Um sorriso começou a se formar em meu rosto. 

– Se eu não te conhecesse tão bem, diria que esta com medo. – alfinetei com escarnio.

Recebi um tapa de brincadeira em meu ombro, enquanto ela dava uma risadinha nervosa. 

– Não estou com medo. 

– Ótimo – falei, meu sorriso se abrindo ainda mais. 

Hugo estava entre minhas pernas, Hermione ao meu lado. Dois pequenos feitiços: um para que o cara que "comandava" o brinquedo deixasse Hugo entrar e outro para mante-lo no lugar e seguro. A barra de segurança foi abaixada, Hermione mordeu seu labio inferior com força, olhando para os lados. 

– Quer desistir ? – sussurrei, provocando-a. 

– Claro que não – murmurou, bufando. 

Estreitei os olhos para ela. 

– E você Hugo, quer desistir ? – perguntei. 

Ele pendeu a cabeça para trás para me olhar. 

– Não mesmo ! – respondeu, um sorriso gigantesco e contagiante em seus labios. 

Houve um pequeno solavanco e o trem entrou em movimento, balançando nas correntes enquanto subia. Percebi os nós dos dedos de Hermione ficando vermelhos com a força que ela usava para segurar a barra de ferro. O trem parou bem no topo, e então sem aviso se moveu para a frente. Tão rapido que meu estomago pareceu ter ficado para trás, assim como o meu cabelo. Travei as pernas ao redor de Hugo, pensando que talvez aquela escolha não tenha sido uma boa ideia. O trem deslocava-se em alta velocidade, ora rodando em um looping alucinante, ora fazendo curvas de arrepiar. Na segunda curva escutei a risada de Hugo, notando que ele estava se divertindo consegui relaxar um pouco. Já Hermione estava em uma vibe completamente diferente, seus olhos estavam fechado com força, sua boca em uma linha firme e apertada. Coloquei uma mão em sua coxa, acariando. 

– Baixinha ? – chamei. 

Ela balançou a cabeça em negativa.

– Você esta be ... ? 

Minha pergunta foi interrompida por um grito estridente de Hermione. Com o susto tirei minha mão de sua coxa como se tivesse levado um choque. Hugo olhou brevemente para a mãe e riu ainda mais. Ela não parava de gritar, seus berros misturando-se ao chiado do vento e o barulho dos trilhos, era ensurdecedor. Hermione estava apavorada, sua expressão era tão engraçada que não me contive e como Hugo, comecei a gargalhar.


Quando o trem finalmente parou, Hermione se aquietou, ofegante e respirando pesado, lançou um olhar de congelar a mim e a Hugo. 

– De novo ! – gritou Hugo, completamente alheio ao humor dela. – Acho que podemos ir de novo. Até que foi divertido – falei a ele. 

Ele abriu a boca para responder, mas Hermione foi mais rapida.

– Chama essa maquina de náuseas de divertida ? – chiou com acidez na voz. 

Dei um sorriso torto. 

– Não foi tão ruim.

– Fale por você – retrucou.

Envolvi ela com um braço, abraçando-a de lado com força. Beijei sua testa. 

– Você fica linda com aquela carinha de medo – sussurrei em seu ouvido. 

Ela tentou mas não conseguiu deixar de sorrir, então virou o rosto me dando um selinho rapido, se desvencilhou de mim e empurrou a trave de segurança. 

– Estou fora. – disse depressa, pulando para fora do brinquedo. 

...

Girei aquela coisa em minha mão, uma sobrancelha arqueada. 

– Como é mesmo o nome dessa coisa ? – tornei a perguntar a Hermione. 

– Essa coisa chama-se arma, e é de brinquedo. 

Continuei analisando aquele pedaço de plastico, parecia ... estranho. 

– E qual a diferença de uma de verdade ? – perguntei com curiosidade. 

– Nem queira saber – Hermione murmurou. 

Olhei para cima, para a placa pendurada na lona da barraca onde lia-se "TIRO AO ALVO". Eu tinha uma vaga noção do que aquelas palavras queriam dizer, bem vaga mesmo. 

– Pode ir primeiro ? – perguntei a ela – Só pra eu ver como que é ... – cocei a nuca sem graça, sentindo-me estúpido por alguns segundos. 

Hermione sorriu e pegou a arma da minha mão. 

– Sou péssima com armas de rolhas – murmurou enquanto apontava para a placa de madeira com o número "10" desenhado nela. 

Então apertou no encaixe do dedo, uma rolha saiu em disparada, acertando a lona atras de todas as placas. 

– Droga – resmungou. 

– Minha vez – falei animado, tomando a arma de sua mão. 

Hermione me olhou de sobrancelhas erguidas enquanto eu passava Hugo para seu colo. *Acho que sei o que fazer ..* pensei. Mirei a placa de número dez, franzi o cenho concentrado e desci o dedo no encaixe. A arma dispirou e a rolha acertou a placa dez, derrubando-a np chão. 

– O papai acertou ! – gritou Hugo, seu tom uma mistura de surpresa e contentamento. 

Olhei para ele com um sorriso enorme de satisfação no rosto.

– Claro que acertou – disse Hermione, sorrindo. 

– Você pode escolher qualquer um da prateleira de cima – disse o homem que trouxera a arma e as rolhas. Ele estava debruçado no balcão, olhando para nós. 

– Qual você quer Hugo ? – perguntei olhando a pratelereira. 

– O sapo ! – disse animado, apontando para o sapo de pelúcia na prateleira. 

...

Hermione levou um pedaço de algodão doce na boca, fechando os olhos, deliciando-se com o sabor enquanto eu me deliciava em olha-la. Hugo estava no seu segundo sorvete, sua boca estava suja de chocolate e ele não parava de me bombardear com perguntas. 

– Papai, você tem quantos anos ? – perguntou dando uma lambida em seu sorvete, prosseguindo com seu interrogatorio. 

– Tenho 23 anos – respondi sorrindo torto.

– Legal. Eu tenho 3, sabia ? 

– Claro que eu sei.

– Papai, você vai morar com a gente agora ? – perguntou de repente, seus olhos cinzas nos meus, cheios de curiosidade. 

Ao meu lado Hermione engasgou. 

– Hã ... – olhei para Hermione enquanto vasculhava meu cerebro a procura de uma resposta. 

Ela abriu a boca e fechou, olhando de mim para Hugo. Então deu um sorriso sem graça a ele. 

– Papai não vai morar com a gente, querido ... – falou. 

– Não ? – ele disse triste, abaixando o sorvete e os olhos. 

Trocamos outro olhar, preocupados. 

– Hugo, sua mãe quis dizer ainda não. Mas ... – toquei seu ombro, e ele me olhou – posso dormir com vocês essa noite. Se ela deixar, claro – emendei em um tom de provocação. 

Hugo abriu um sorriso, seus olhos dispararam para Hermione. 

– Ela vai deixar sim. Não é mamãe ? – perguntou animado de novo. 

Hermione mordeu seu labio inferior lançando um olhar acusatoria e provocativo na minha direção. 

– Porque não ? – deu de ombros, sorrindo de lado. 

...

Andavamos pelo parque a procura do proximo brinquedo. Hugo sentado em meus ombros, segurando um sapo de pelúcia que eu ganhara para ele; Hermione com o braço enlaçado no meu. Hugo não conseguia parar de apontar para todos os lados, sacudindo as pernas sem parar, tão feliz quanto eu. 

– Roda-Gigante ! – gritou de repente. 

Hermione gemeu ao meu lado, fazendo-me rir. 

– Claro, Roda-Gigante, como não pensei nisso antes ? – falei com escarnio, lançando um olhar provocativo para Hermione. 

Ela revirou os olhos. 

– Hugo não tem tamanho para ir na Roda-Gigante – disse ela. 

– Tenho sim ! – ele rebateu. 

Nos aproximamos da Roda-Gigante e paramos em frente a uma placa onde lia-se bem grande: A PARTIR DE DOIS ANOS. 

– É, Baixinha, ele tem – falei em tom de quem se diverte. 

– Ótimo, espero vocês bem aqui – respondeu dando um pequeno sorriso. 

– Você vem com a gente dessa vez – protestei. 

Hermione só tinha ido a um briquedo até aquele momento, um de nome esquisito e muito, muito devagar. Até Hugo tinha detestado aquelas xicaras que rodavam incasavelmente e em um ritimo de dar sono. Percebi que ela encarava a Roda-Gigante, seus olhos descendo e subindo por toda a estrutura, ela estremeceu.

– Nem pensar – murmurou.

Rolei os olhos. 

– Não se preocupe com a altura, ouvi dizer que leões caem em pé. – alfinetei, ampliando ainda mais meu sorriso.

– Gatos caem em pé. – corrigiu. 

– Tanto faz. – rebati – Isso não é negociavel, você vai com a gente. 

Hugo bateu palmas.

– Sim, a mamãe vai com a gente, mamãe vai com a gente ! – cantarolou.

– Não vou não – insistiu, seus olhos percorrendo o brinquedo mais uma vez. 

– Somos dois contra um. A maioria vence, sinto muito Granger. 

Ela me olhou irritada.

– Por favor, mamãe ? – Hugo pediu. 

Hermione o encarou por alguns segundos e depois suspirou.

– Tudo bem, vocês venceram ! – resmungou. 

Em seguida marchou até a pequena fila, contrarida. Ergui a mão para Hugo. 

– Isso aí, filhão ! 

Ele bateu com a palma na minha, rindo. Então fomos nos juntar a Hermione na fila. 


Tudo era iluminado. As luzes da cidades, as luzes do parque refletindo na água, as luzes nos olhos das duas pessoas mais importantes para mim. Eu não conseguia tirar meus olhos de Hugo e Hermione, me revesendo entre ele e ela, admirado com o sorriso que cada um carregava. Apertei Hugo em meus braços, ele riu e recostou a cabeça em meu peito. 

– Papai, posso te falar uma coisa ? – ele perguntou em voz baixa, parecendo sem graça, chamando a atenção de Hermione que se voltou para nós dois.

– Claro que pode – falei acariciando seu cabelo. 

Ele ergueu o rosto, apoiando seu queixo em meu torax, e sorrindo disse as três palavras que me fizeram transbordar:

– Eu te amo. 

Como é que se respira ? Meu coração disparou e me senti realizado, fora de mim. Meus olhos enxeram d'agua, assim como os de Hermione. Ela tinha um sorriso tão lindo nos labios, tão especial, emocionada com o que Hugo falara. Uma lagrima escorreu por seu rosto e ela secou com a manga da blusa sorrindo. Tive que me esforçar muito para não chorar com ela. 

– Eu também te amo, filho – sussurrei para ele, dando um beijo em sua testa.

Experimentei aquela palavra pela primeira vez com ele, sonhei tantas vezes e poder chama-lo assim. Era tão certo, tão facil quanto respirar, natural, como se eu sempre estivesse com ele. Hugo sorriu e voltou a posição em que estava, aconchegando-se no lugar que sempre fora dele: em meus braços. 


POV.HERMIONE


Entramos no meu apartamento tarde da noite, tirei minhas sapatilhas na porta de casa enquanto Draco entrava com Hugo - que lutava bravamente contra o sono - em seu colo. Entrei com minhas sapatilhas penduradas nos dedos, tranquei a porta, acendi a luz, exausta. 

– Hugo, hora de dormir – falei baixo, aproximando-me dele. 

– Eu não quero dormir – choramingou. 

Olhei ele embalado no colo de Draco, a cabeça tombada, os olhos duas fendas de puro sono. 

– Mas você precisa, meu amor – acariciei seu rosto. 

Ele fez uma careta, piscando. 

– Papai, me conta uma historinha ? – Hugo pediu, sonolento. 

Suspirei.

– Hugo, ta tarde, você ta caindo de sono ... 

– Por favor – ele insistiu em um sussurro fraco. 

– Eu conto, mas lá na sua cama, pode ser ? – Draco murmurou para ele.

Hugo apenas assentiu. 



Agua quente. É uma sensação tão boa, um ótimo relaxante muscular, um ótimo lugar para afogar os pensamentos e apenas descansar um pouco. Me deitei um pouco mais em minha banheira completamente absorta em mim mesma. Eu estava exausta, eu tinha me divertido, me emocionei, chorei, ri e gritei - literalmente. Uma noite que eu nunca esqueceria. Se eu soubesse o quanto Hugo ficaria feliz com o pai nunca teria evitado falar dele e fingido que ele não existia; eu teria falado a respeito dele, teria feito Hugo conhece-lo e ama-lo mesmo que atraves de palavras. Mas o importante não era o passado, não mais. 


O importante era aquele momento, aquela união de almas e corações, aquela transformação que eu pude ver nos olhos de ambos.


Depois de alguns minutos quando decidi que tinha relaxado o suficiente me levantei e me enfiei em meu roupão branco. Tinha deixado Hugo com o Draco no quarto dele, então caminhei até la com o intuito de oferecer um café - ou um chá - para Draco, imaginando que Hugo já estivesse dormindo. Mas ao alcançar a porta, parei, observando aquela cena. Hugo não era o único que dormia. Pai e filho estavam lado a lado, envolvidos pelo sono, ressonando tranquilos. Draco tinha um braço envolto na barriga de Hugo, e Hugo tinha uma mão segurando a orelha de Draco. Cruzei meus braços sorrindo, meus meninos tinham se divertido tanto quanto eu, passado por emoções mais fortes e intensas que as minhas. Me aproximei dele e os cobri com o edredom, depositei um leve beijo na bochecha deles. Voltei para porta, olhei uma ultima vez para os dois com o dedo no interruptor, meu coração disprando, transbordando felicidade. Em seguida apaguei a luz. deixando-os na paz da presença um do outro, sonhando. 


Como eu os amava ! 



Notas Finais


COMENTEM ! <3

LINK DA MUSICA: https://m.youtube.com/watch?v=AeGfss2vsZg

Kisses <3

ps- amanhã respondo os comentarios do cap anterior, to morrrrrrrendo de sono rs


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