História Reviver - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Álcool, Amor, Autores, Clássicos, Depressão, Dor, Drama, Leitura, Literatura, Livros, Romance, Suícidio, Tristeza
Visualizações 34
Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Insegurança


Fanfic / Fanfiction Reviver - Capítulo 2 - Insegurança

 

I N S E G U R A N Ç A

 

 

A segurança só para alguns é, de facto,

a insegurança para todos." - Nelson Mandela  

 

Atualmente

 

Nós seres Humanos somos livres de fazer aquilo que bem queremos, entendemos e desejamos, mas por outro lado, também devemos saber arcar com as consequências. Temos de ser capazes de admitir os nossos erros, e eu sinceramente, não vejo ninguém que seja capaz de o fazer. As pessoas andam numa correria, como se o mundo acabasse amanhã. E se acabasse mesmo? Já olharam bem à vossa volta? Já pararam para pensar um pouco? Ler jornais? Ver notícias? O mundo está em guerra! E os culpados somos nós. Humanos!

Parem para pensar no que estão a fazer! Eu posso ser jovem, mas não sou ignorante. A poluição, as guerras, a fome, as doenças, tudo isso é culpa do ser humano. O mundo podia ser um lugar melhor, se as pessoas não tivessem tão preocupadas com o seu próprio umbigo, e se preocupassem mais com quem as rodeia

 

Assim termino o meu texto para a aula de escrita criativa de amanhã. Pousei a xerografia azul em cima da mesa de madeira do café. Olho em volta para ver se ninguém me observava. Não gosto de ser observada! Fecho o caderno, e dou um último gole no meu chá preto. Levanto-me, pego nas minhas coisas, nos meus livros, deixo o dinheiro junto da chávena, para pagar o chá. Arrumo a cadeira e abandono o estabelecimento.

Olho ao meu relógio de pulso, e vejo que já é tarde, e daqui a pouco o jantar está pronto. Nem dei pelo tempo passar.

Mando um táxi parar abanando um dos meus braços no ar, enquanto o outro segura os meus livros.

O táxi para, entro, cumprimentando o taxista com um simples “Boa tarde” e dou as indicações da minha morada, de seguida o homem avança.

Observo o exterior. As pessoas andam em passos acelerados, dando encontrões umas nas outras, cada um ignora o outro, o máximo possível, como se quem ignora-se mais quem rodeia, ganhasse.

Por outro lado penso na aula de escrita criativa de amanhã... Espero que o professor goste, não quero que ele pense que eu sou uma péssima aluna, vistos que o meu primeiro texto ele considerou um dos piores da turma, repito: P-I-O-R-E-S. Não sei o que é que me passou pela cabeça para escrever aquela merda de texto...

Na janela do táxi começaram a cair pequenas gotas de água, apesar das nuvens não serem muitas, nem negras. O céu estava a chorar.

O táxi para em frente da porta de minha casa, agradeço ao taxista, pagando o valor da viagem e deixando uma pequena gorjeta.

Abro a porta do táxi, pego nos meus livros e saio. Abro o porão de casa, e entro, corro para debaixo do alpendre, não quero que a chuva estrague nenhum dos meus preciosos livros.

Entro em casa. Bowie cumprimenta-me, roçando-se por entre as minhas pernas, deixando as minhas calças pretas cheias de pelo branco.

- Mãe? - Gritei. Pouso os meus livros em cima da pequena mesa da sala. Agora eu sei que eles estavam seguros e a salvo da chuva. Jogo a mala para cima do sofá, e descalço as sapatilhas. Pego no Bowie, e levo-o comigo até à cozinha, vejo a minha mãe de roda do fogão. Dou um beijo no focinho do gato, que faz uma cara feia, e jogo-o para o chão.

- O que é o jantar? Cheira tão bem. - Pergunto aproximando-me do fogão.

- Ai que susto, filha! - A minha mãe joga as mãos ao peito. - Não te ouvi chegar.

- Chamei por ti, mas não me respondeste. - Sorri encostando-me ao balcão.

- Como foi o dia?

- Bom - Respondi sentando-me em cima da bancada, e jogando a mão a uma maçã verde.

- Sê lá mais específica se faz favor! Foste ao centro de ajuda?

- Mãe! - Revirei os olhos. - Hoje é quinta-feira, não há consulta no centro!

- Aí, esta minha cabeça. - Joga as mãos à cabeça passando os dedos por entre os cabelos meio morenos, meio grisalhos. - Então o que é que fizeste durante toda a tarde?

- Nada de especial, fui ao café do costume. Estive a ler um pouco e a escrever o meu texto para a aula de amanhã de escrita criativa. Não quero que o meu texto seja horrível como o anterior. Não quero que o professor pense que sou má aluna, não quero ter má nota. - Dei uma trinca na maça. Estava a entrar em antecipação.

- Tu não és má aluna. - Passou a sua mão pela minha perna. - E comeste alguma coisa?

- Almocei na escola, comi meia torrada no bar da escola, bebi um chá perto no café, antes de vir para casa, e agora estou a comer esta maçã. - Olhei para a peça de fruta.

A minha progenitora sorriu. Deu-me um beijo na testa, e voltou a tratar do jantar.

- Importas-te de dar comida aos gatos? Se faz favor.

Desci da bancada, deixei lá a maçã, e aproximei-me das taças dos gatos.

Ajoelhei-me no chão e abanei o saco da comida dos gatos em menos de nada correram os dois até mim. Bowie era branco, felpudo e meigo e os seus olhos era como os de David Bowie, daí o seu nome. A gata chamava-se Janis, em homenagem à grande Janis Joplin. Era preta de olhos verdes, mais tímida, mas louca. Dei-lhes de comida e mudei a água.

- Mãe, eu vou um pouco para o meu quarto, quando o jantar estiver quase pronto chama-me que eu venho pôr a mesa.

- Está bem filha, vai lá.

Peguei nos meus livros que tinha deixado na mesa da sala e subi as escadas até ao meu quarto.

Peguei num dos meus livros preferidos e continuei a lê-lo, “To kill a Mockingbird” De Harper Lee, sem dúvida o meu preferido. Já o lera anteriormente muitas vezes, vezes sem conta. Já sabia a história de cor, mas o livro era... simplesmente perfeito.

Eu gostava tanto de ler, os livros eram a minha vida. Encontrei neles um refúgio. Eu não gostava mais do que ler, eu amava ler.

- Chris, filha. Anda por a mesa.

Bufei, fechando o livro. Odiava deixar um capítulo a meio, mas eu tinha prometido à minha mãe que punha a mesa.

Desci as escadas, e cumprimentei o meu pai que acabara de chegar.

Dirigi-me ao armário e tirei os pratos.

- O mano janta?

- Não sei. Querido importas-te de telefonar ao desvairado do nosso filho?

- Sim, chefe! - Disse o meu pai soltando uma risada.

Tenho muita sorte em ter a família que tenho. Não sei o que seria de mim se não fossem eles. Depois de tudo o que se passou, os meus pais são o meu único apoio.

- O nosso querido filho diz que já jantou em casa da namorada, e que não demora muito a vir para casa.

- Imagino esse não demoro muito. - A minha mãe tentou imitar a sua voz. - Ao menos podia ter avisado. Fiz jantar a contar com ele.

- Oh querida. - O meu pai beija o rosto da minha mãe. - Até parece que quando tínhamos a idade dos nossos filhos não fazíamos pior.

- Não sei quanto a ti, mas eu depois das aulas ia logo para casa.

O meu pai revira os olhos e eu começo-me a rir.

 

 



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