História Revolução - Capítulo 9


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Ficção, Ficção Científica, Luta, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá,
Eu sou o Chaveiro.
Através da escrita encontrei uma maneira de ser tudo que sempre sonhei... parafraseando Júlio Verne: Sonhei ser astronauta, mas não pude; sonhei ser marinheiro, mas não pude; sonhei ser inventor, mas não pude; sonhei ser artista, mas não pude... Mas em minhas estórias fui astronauta, marinheiro, inventor e artista.
Espero que você leitor também possa deixar a imaginação fluir e embarcar nas estórias que tenho para te contar.
Boa leitura!

Capítulo 9 - Potis


Fanfic / Fanfiction Revolução - Capítulo 9 - Potis

Trovões retumbavam no céu, as nuvens acinzentadas acima de nós, escureciam ainda mais sua tonalidade. O vento estava agressivo, levantando uma cortina de poeira, toda vez que soprava. O suor frio e aquele embrulho no estomago eram o reflexo da aflição crescendo dentro de mim.

 

A Aequus de Nick havia despertado e seus braços estavam cobertos por um tipo de armadura. Com os punhos fechados e o olhar fixo na presa, como um lobo, ele esperava o momento de dilacerar. Senti um certo desconforto quando a mão biônica de Ivan tocou em minha perna, o russo tentava com dificuldade se levantar.

A nossa frente e ao redor, estávamos cercados por essas criaturas horrendas. Os olhos esbugalhados, sem pálpebras e sem íris, apenas um globo ocular de um amarelo fosco, sem cabelo ou sobrancelhas, apenas fios alongados perdidos em seus crânios.

Os membros de seus corpos eram alongados, braços e pernas cumpridos, presas afiadas e boca salivando de fome. Era nítido o desejo que tinham de nos devorar, a respiração ofegante dessas criaturas e os grunhidos em nossa direção deixavam claro o seu instinto assassino.

A única coisa que os impedia de agir era que ainda não tinham a permissão de seu mestre, a figura encapuzada, que se destacava no meio da multidão de monstros, a nossa frente.

- ONDE ESTÁ SOFIA? – gritou Nick, fazendo as criaturas rugirem em resposta.

- Quem é Sofia? – dentre as criaturas respondeu o único que era racional.

- SEU VERME... ONDE ESTÁ SOFIA? – Nick estava se perdendo em raiva, ele apontava para o ser encapuzado vociferando ódio em suas palavras.

- Vocês notaram minha obra prima? – ele apontava para as criaturas. – Uma versão melhorada dos seres viventes deste mundo, um pouco de mim para esse universo desprezível.

- Uma versão melhorada? – Ivan socou o rosto de uma das criaturas, afundando a mão cibernética no rosto do mostro. – Acho que este veio com defeito!

Dizem que para começar uma guerra só precisa que um dos lados dê o primeiro soco, e pra ser sincero, acho que o Russo sabia bem disso. O golpe que Ivan deu na criatura foi o estopim para que fossemos atacados em todas as direções.

Ivan e Nick rompiam contra a multidão, seus golpes eram mortais, movimentos rápidos e precisos, sem firulas, sempre avançando deixavam corpos para trás. O treinamento em combate deu a eles uma sincronia perfeita, era quase uma dança coreografada, a arte do Caos.

A energia da Potis corria pelo meu corpo alimentando os meus músculos, deixando o grito dos bravos sair de meus pulmões. Fui a frente de meus companheiros, correndo como um trem desgovernado... eu abria o caminho. Entendi qual era o plano, mesmo que morrêssemos iriamos levar aquele ser de pele fosca e apático, que permanecia imóvel assistindo tudo.

Ao chegar próximo do alvo, Nick e Ivan, aproveitaram a brecha que abri no meio da multidão e atacaram. Ivan socou o estômago do ser, que permaneceu passivo, aceitando o ataque, fazendo-o encurvar.

Nick, em seguida, sem dar chance para um pensamento de reação sequer, soltou um gancho no rosto do alien. Foi visível a energia da Aequus sendo transferida dos punhos de Nicolas para o rosto do alvo.

O alien foi arremessado com violência para dentro da fortificação, a força do impacto foi tamanha que mesmo ao se chocar contra os humanoides não o fizeram desacelerar. A única coisa capaz de detê-lo foi a gravidade, que o fez capotar várias vezes, pelas placas de concreto e aço, até que, enfim, parou.

- Que delícia! – o capuz que ocultava sua identidade havia sido destruído, apenas fiapos restaram. – Eu quero mais. – para minha surpresa seu rosto não tinha forma, apenas uma silhueta sem nariz, orelha, olhos e boca. – Me dê mais do seu ódio!

Desta vez eu fazia a retaguarda, lutava para que os monstros  não tomassem posição de vantagem, as muitas instalações a nossa volta faziam um corredor, pequeno, comparado a multidão que nos atacava, todos de uma vez.

Os braços cibernéticos de Ivan arderam em brasa, juntando as mãos, ele disparou, uma labareda de fogo em direção ao aliem que cobriu todo o complexo. O calor das chamas era algo inacreditável, até as criaturas que estavam atrás de nós recuaram.

Era difícil olhar para Ivan, o calor das chamas era insuportável, levei a mão aos olhos para proteger a vista, e por um relance entre os dedos, vi a expressão da insanidade esculpida no rosto do Russo. O sangue banhava suas tatuagens, na verdade brilhavam a luz dos braços incandescentes.

Ao ver o seu rosto mesmo que por um relance, senti um certo incomodo, sei lá... como se aquele sentimento estampado em seu rosto, não fosse a melhor motivação para essa batalha. Dentro de mim parecia uma voz sussurrar, inaudível, porém podia sentir que ela queria dar um recado, nos avisar de algo.

As chamas dançavam, parecia um inferno que nunca acabaria. Bom, foi apenas uma  presunção minha, a parte de nunca acabar, porque as labaredas cessaram tão repentinamente quanto começaram. Duas mãos, de um metálico fosco saíram das chamas, segurando os punhos de Ivan os apertando com tanta força ao ponto de esmaga-los.

- Que delicia! – o rosto opaco e sem forma do Alien, agora tomava feições humanas, na verdade lembrava o rosto do próprio Ivan. – Você é tão divertido, só precisa de algumas melhorias. – em um único golpe ele chutou o tórax do Russo com tanta força que o jogou aos meus pés, porem ele não havia soltado os braços cibernéticos. Apenas o corpo de Ivan estava perto de mim, mas os braços continuaram nas mãos da criatura.

- MALDITO! – como um cachorro descontrolado Nick avançou. – VOU ANIQUILAR VOCÊ! – como as chamas haviam cessado, as criaturas voltaram a nos atacar.

- Venha garoto me mostre do que é capaz. – eu não podia dar apoio a Nick pois tinha que proteger Ivan, que estava em estado crítico. – ME ALIMENTE! – Nick tendo os braços revestidos pela Aequus soltou tudo o que tinha em uma sequência de socos sem fim, a força era tamanha que fazia o chão tremer.

- DESGRAÇADO ONDE ESTÁ MINHA IRMÃ? – ele deu um salto e como um martelo afunda o prego na madeira ele praticamente enterrou o Alien no chão e continuou batendo incansavelmente.

As criaturas continuaram a se aproximar do corpo de Ivan, mas elas não faziam frente a minha força, com apenas um golpe abatia muitos, porem eles eram milhares de milhares. Um sentimento claustrofóbico surgia dentro de mim, a questão filosófica aqui não era se íamos morrer, mas sim quando íamos morrer.

Fechei a mão concentrando toda minha energia em um único soco, senti a energia se materializando em meu punho em um intenso brilho azul. Em direção ao solo golpeei, liberando todo aquele imenso poder.

A energia abriu fendas no solo e derrubou muitas das instalações, soterrando uma boa parte das criaturas, o golpe causou uma destruição considerável tempo o suficiente para ajudar Nick a dar fim ao Alien sem rosto.

Ao me virar para batalha Nick, incansavelmente, continuava a socar a criatura, o solo havia cedido de maneira que seus golpes abriram um buraco no chão, antes que pudesse dar um passo para ajudar, a sequência, interrupta, de socos parou bruscamente.

- Que maravilha! – o monstro segurava as mãos de Nick, rivalizando em força com Aequus. – A sua raiva é uma obra prima garoto.. – Nick rosnava espumava pelos cantos da boca. – Deixe-me retribuir o presente.

Em um movimento rápido o alien puxou os braços de Nicolas para baixo e elevou o joelho acertando o seu plexo solar, e em uma fluidez natural. Praticamente sem usar força, ele desferiu um soco no rosto do garoto, que foi arremessado até a metade do caminho entre mim e a criatura sem face.

Segurando Ivan em um de meus braços, corri até onde Nicolas estava, totalmente desacordado e com o Maxilar, provavelmente quebrado. Aos poucos a Aequus voltava a sua forma base... apenas uma luva em sua mão direita.

- Quem é você? – o monstro agora alternava entre a feição do Ivan e do Nick.

- Não sou ninguém, muito menos tenho um nome, dentro de mim apenas um sentimento incontrolável habita... ira! – coloquei o corpo de Ivan ao lado de Nicolas e fechei os punhos. As criaturas já se recuperavam do meu ataque, aos poucos, elas escalavam a montanha de escombros. – Acha mesmo que pode derrotar um ser evoluído como eu? – eu não sabia o que falar, sentia minha alma tremer. – Aceite minha oferta, deixe-me te mostrar a verdade sobre a vida!

Os monstros estavam de volta, ensandecidos corriam em minha direção, com garras e presas a mostra, eles desejavam algo para rasgar e morder. Ira, pela primeira vez também atacou. Diante de tudo isso a única coisa que me restou foi dar tudo de mim também.

Fechei os olhos e concentrei toda a minha energia em meu corpo e a liberei de uma vez só. O poder foi tão grande que desintegrou as criaturas mais próximas, reduziu alguns prédios a escombros, arremessando Ira para longe de mim.

Mas tamanho esforço teve seu preço, meu corpo voltou ao seu estado primário, deixei os músculos e assumi minha forma, já gastada pelo tempo, voltando a ser velho e frágil. Cada parte do meu corpo doía, queimava, parecia que meu coração ia explodir de tão acelerado que estava.

- Fantástico! – com dificuldade avistei uma figura surgir em meio a tanta destruição. – Vocês me fazem tão bem... vai ser divertido tê-los em minha coleção. – confesso que o desespero tomou conta de mim, estava sem poder algum, o desespero foi o que restou, como protegeria meus amigos agora?

- O que quer de nós? – eu apenas sussurrei, não tinha forças para falar.

- Não queremos nada! – era impossível Ira ter ouvido, mas ele me respondeu. - E queremos tudo!

- O que vocês são? – ele caminhava lentamente em minha direção, ileso sem nenhum arranhão, apenas suas roupas haviam se rasgado.

- Somos a personificação de seus maiores desejos, somos a divindade de seus corações. – seu corpo não tinha sexo, ele alternava entre o masculino e o feminino. – Tanto homem como mulher desejam o que sou...

- E o que desejamos? – com dificuldade, sobre minhas pernas velhas e cansadas, me colocava de pé.

- Poder.. Todos querem poder, independente do outro, tudo o que um indivíduo de sua espécie quer é poder! Nunca estão satisfeitos com que tem, sempre querem mais... e essa fome me define.

Mesmo diante de tamanha destruição as palavras de Ira me fizeram lembrar de quem sou, ou de quem fui e de que como todos que eu conheço vão embora no final. Me lembrei do império de sujeira que lutei para construir.

Fechei os olhos, procurando o arrependimento que nunca pensei sentir, afinal de contas Ira era a personificação de tudo o que eu sempre quis ser... Busquei na memória todos que amei e que já se foram... dos quais não tive tempo de me despedir ou dizer o quão importante eles eram pra mim, pois, estava ocupado demais, sentado em meu trono de mentiras, cheio de pensamentos quebrados, dos quais não podia mais concertar.

- Deixe-me dar fim a sua dor, vou saciar seu coração desejoso por mais poder! – Ira estava diante de mim com o punho levantado como um martelo. – Vou fazer de você um novo ser, a minha imagem e semelhança.

Mas, o tempo, ele nos obriga a mudar, eu não era mais o mesmo, agora estou a milhas de distância daquele Bjorn, posso recomeçar, fazer tudo diferente. – Enquanto a mão de Ira descia para amaçar o meu crânio eu a segurei.

– E hoje tudo o que mais quero é proteger a minha nova família!

- Isso! me alimente! – o rosto sem forma de ira começava a mudar, talvez procurando algo em comum dentro da minha alma. – Mostre o seu poder!

- Vou mostrar tudo o que sou hoje! – as lembranças do homem que fui, da família que perdi, agora me acusavam. Em lágrimas, dentro de mim pedi perdão a eles, pois ainda viviam dentro de mim, disse-lhes que agora eu era um novo homem e que nunca é tarde para mudar!

A Potis despertou, liberando um fluxo de energia por todo o meu corpo. Aquela voz, quase inaudível, se fez presente, a mensagem era “Força”. Aquilo não fazia muito sentido, mas decidi acreditar. Liberei tudo o que estava dentro de mim e mantive meus pensamentos fixos na segunda chance que recebi e naqueles que estão comigo.

- Morraaaaa! – Ira me socava com a mão direita, desesperado, tentando soltar o braço que ainda mantinha preso.

- Você não vive mais em mim! – meus músculos não paravam de se enrijecer de maneira que meu corpo foi deixando a forma orgânica e se tornando literalmente uma armadura.

- SIM EU VIVO! Dentro de seus desejos de poder mais sombrios, dentro das almas de cada um de sua espécie. – a energia corria dentro de mim como uma tsunami.

- Na minha não, pois agora... estou em paz! - ao soltar a mão de Ira a energia liberada foi tão grande, que obliterou tudo o que estava a minha frente.

 


Notas Finais


Obrigado pela Paciência de vocês de terem lido aqui... Por favor, me perdoem caso a narrativa não tenha sido do agrado de vocês e por qualquer erro de português. Se possível deixem aqui seu comentário e sua sugestão. Favoritem se possível! Agradeço a todos...
Atenciosamente,
O Chaveiro.


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