História Revólver - Capítulo 43


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Categorias Lady Gaga, Taylor Kinney
Personagens Lady Gaga, Personagens Originais, Taylor Kinney
Tags Agente, Amor, Comedia, Crime, Dinheiro, Fbi, Gaylor, Italia, Lady Gaga, Máfia, Poder, Policial, Romance, Sexo, Tayga, Taylor Kinney, Violencia
Exibições 28
Palavras 3.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ois <3
A música do capítulo é sex on fire, do Kings of Leon
Bjxxx <3

Capítulo 43 - Extra - Vino Rosso


“Soft lips are open
Them nuckles are pale
Feels like you're dying
You're dying” – Sex on Fire, Kings of Leon

Turim, Itália. Início de Maio de 2016.

Taylor

O sorriso dela era a coisa mais bonita do mundo. Era tudo o que eu podia pensar.

Ainda que fizesse pouco tempo que eu pilotara o jatinho com destino a Zurique, Stefani ainda parecia extremamente encantada com a tranquilidade que o local que escolhêramos juntos a trazia. Mesmo sendo maior que Washington D.C. em termos populacionais, a cidade italiana era inegavelmente bem mais tranquila e com poucas chances de encontrarmos algum conhecido. Ela se apaixonara instantaneamente pelo lugar assim que colocara os pés ali pela primeira vez, e então eu soubera onde nós moraríamos.

Meu italiano estava melhorando aos poucos, mas estava evoluindo e eu tinha a melhor professora do mundo... Que passara por tanto durante a vida que, de fato, merecia ser feliz.

Eu cumpriria a minha promessa.

Estava um tanto complicado para que eu me acostumasse a chamá-la de Joanne, já que sua nova denominação era apenas aquela; Joanne Scopelli. Tecnicamente éramos casados havia dois anos; possuíamos o mesmo sobrenome — ainda que eu não houvesse alterado o meu primeiro nome — e sua nacionalidade permanecia a mesma, mudando apenas a região da Itália em que havia “nascido”. Ela estava feliz com isso, no entanto. Não parecia nem um pouco incomodada e eu nunca havia visto-a dar tanta risada.

Isso bastava. E fazia cada coisa que eu fizera por ela valer a pena.

A única coisa que ainda me amofinava um pouco era o fato de que meus pais... Bem, eles não eram burros. Nossa mudança repentina de país não havia passado em branco, e considerando que mesmo que eles não soubessem o que Stefani era, sabiam o que eu era... E jamais poderia ser coincidência o fato de que saímos dos Estados Unidos antes que o caso estourasse. Apesar de não termos sidos tão noticiados na grande mídia — assim como eu previra no passado, o FBI deveras não queria se meter numa polêmica maior que ele — eu não esperava que meus genitores não percebessem que havia algo de errado. Charlotte, minha mãe, ligara mais vezes do que o comum e parecia genuinamente preocupada comigo e desconfiada a respeito de Joanne.

E eu tinha muito medo do que isso poderia causar a minha noiva — ou esposa, se estivéssemos falando em âmbito oficial — quando nos encontrássemos em pessoa. Era inevitável, eu sabia que mais cedo ou mais tarde aconteceria.

Mas por ora eu preferia me concentrar no brilho que havia em seus olhos enquanto ela tomava um copo de café e me puxava pela mão, extremamente ansiosa para ver o que nos aguardava.

— Taylor? Sério, por que você tá tão pensativo? Eu quero ver logo! — Joanne revirou os olhos e me puxou com mais força. — Não me faça dar um golpe em você. Estou morrendo de curiosidade.

Dei risada.

— Isso tudo é pra ver uma casa?

Ela fez beicinho.

— Não é uma casa, é a nossa casa. Claro que eu tô ansiosa! Não vejo a hora de mobiliar e... Ai, meu Deus! Isso é muito animador. Por que você não me trouxe pra ver antes de comprar? Vou morrer querendo ver.

Tomei o copo de café da sua mão e bebi um gole.

Depois de um breve passeio pela cidade — incluindo o museu do automóvel, lugar que havia a agradado muito —, eu decidira que finalmente era hora de mostrá-la o nosso futuro lar. Ao nosso redor havia algumas árvores, o ar naquele instante nos proporcionava uma deliciosa sensação ao respirá-lo. Era diferente da agitação que nos tomava nos Estados Unidos. O sol se punha lentamente e uma leve brisa levantava os cabelos dela.

— Porque eu queria fazer uma surpresa — tirei as chaves do meu bolso e ela fez menção de pegar o objeto. — Nada disso, você nem sabe qual casa é, Joanne.

— Eu só quero ver! Pare de enrolar.

— Feche os olhos.

— Você tá brincando, né?

Fiz que não com a cabeça.

— Ah, Taylor. Vai se foder! — reclamou, no entanto fez o que eu pedia. Certifiquei-me de que seus olhos estavam bem cerrados e comecei a guiá-la. Parei assim que chegamos à fachada. A casa era grande, mas não passava nem perto do tamanho da sua mansão em Washington D.C.

Soltei sua mão e falei baixo:

— Não olhe.

Ela mostrou a língua.

— Should I stay or should I go? — cantarolou no ritmo da canção. Não pude evitar o riso que saiu dos meus lábios e dei-lhe um selinho em seguida.

— Fique aí.

Ela fez que sim com a cabeça.

A cada passo que eu dava, eu a olhava de relance para ver se a teimosia em pessoa ainda estava com os olhos fechados. Felizmente ela parecia estar cooperativa naquele dia em específico.

Escancarei a porta e voltei rapidamente para onde ela me aguardava e a tomei em meus braços com uma enorme facilidade. Joanne deu um gritinho de susto antes de perceber quem a segurava.

— O que raios você tá fazendo?

— Agindo como um cavalheiro, oras.

— Mas não precisa dis...

— Pode olhar — interrompi e a coloquei no chão, perfeitamente ciente de que ela quereria explorar o máximo possível de cômodos.

E eu vi a admiração brincar como uma criança em seus orbes cor de mel. Minha noiva abriu a boca num perfeito “O” e em seguida sorriu de forma aberta. Ela pulou em mim sentindo uma imensa felicidade ao mesmo tempo em que meu celular começava a tocar; Come Undone, do Duran Duran ecoava alto no local sem móveis.

Nem sequer tive tempo de pensar em atender antes que ela me beijasse intensamente e eu a girasse em seu próprio eixo ao som do toque do meu telefone móvel. Mordeu os lábios e piscou algumas vezes.

— Nós vamos ser muito felizes aqui — segredou.

E eu podia jurar que havia visto uma lágrima solitária escorrer de seu olho direito.

Turim, Itália. Início de Junho de 2016.

— Por que nós não podemos deixar tudo simplesmente branco?

Joanne uniu as sobrancelhas.

— Porque eu quero uma parede preta! Olha só, essa tinta é maravilhosa e magnética. Dá pra gente colar um monte de foto nossa com imãs — disse com a mão na cintura.

Rolei os olhos, ainda não muito convencido com a ideia de Joanne mexendo com tinta.

— Ok, gênia da Física... Você se esqueceu de que tem rinite?

Ela já estava abrindo a escada articulada.

— Foda-se.

Sacudi a cabeça.

— Ok, então eu vou limpar os outros cômodos. Divirta-se.

Ela tirou um CD da Shakira do além e o exibiu antes de colocar no aparelho de som que eu não me lembrava dela ter comprado.

— Ah, meu bem, com essa belezinha eu vou me divertir bastante.

Loca preencheu o ambiente e eu arqueei a sobrancelha.

— Você já ouviu falar em YouTube?

— Ui, o moderninho. Você já ouviu falar em celular sem 4G e casa sem WiFi? — falou num tom sério. — Eu me esqueci de pagar a conta.

Eu me segurei para não gargalhar e saquei o meu próprio aparelho.

— Vou rotear a minha Internet pra você.

Joanne deu de ombros num gesto blasé e subiu as escadas enquanto eu digitava a minha senha em seu aparelho. Minha noiva usava apenas um short muito curto e a mesma camiseta do Iron Maiden que vestiu quando foi à minha casa pela primeira vez.

Já estava me virando para sair quando a escutei chamar meu nome.

— Amore?

— Sim?

— Desliga a Shakira e me dá meu celular?

Sorri e fiz o que ela pedia. Joanne colocou Nirvana no último volume.

...

A sala de estar estava completamente cheia de água e produtos de limpeza enquanto eu tentava, em vão, tirar aquilo.

Escutei Stupid Cupid tocando cada vez mais perto e a recém Sra. Scopelli cantando a letra inteira. Abri a minha boca para avisar a situação em que o chão se encontrava, mas Joanne estava se aproximando de forma tão serelepe e tão cheia de tinta preta no rosto que eu queria dar risada.

— Since I kissed his loving lips of wine, the thing that bothers me is that I like it fine. Hey, Hey set me free… Stupid Cupid, stop picking on me! — berrou com todas as suas forças e eu fiquei temporariamente surdo, o que me deu certeza de que cantar não era um dos seus inúmeros talentos.

— Taylor, eu preciso de... — e nesse exato instante ela escorregou. Tentei segurá-la, mas no final das contas nós dois caímos e acabamos molhados.

Ela abriu a boca em sinal de descrença. E então começamos a rir. Rimos tão alto que a nossa voz ficou estranhamente aguda.

E depois desse ataque, eu a ajudei a se levantar e ela olhou o celular encharcado com pesar.

— Shakira não provoca essas coisas — brincou.

Tentei tirar parte da tinta que havia em sua face.

— Pelo menos você nunca mais vai se esquecer de pagar a conta.

Joanne pareceu ponderar.

— Realmente.

Turim, Itália. Dia 26 de Julho de 2016.

“Manual: Como reconhecer uma lagartixa apaixonada?”

Eu coloquei meus óculos e juntei as minhas sobrancelhas num claro sinal de estranheza. Stefani deu risada, embora o ato não tenha chegado ao seu semblante. Eu sabia muito bem o porquê.

Aquele era o presente de aniversário mais bizarro que eu já havia ganhado na vida. A casa finalmente estava vazia. Todos haviam ido lá naquele dia, Skylar — num cargo mais alto do FBI, reconciliada com a mãe e absurdamente mais animada do que já era; Lizzie e Greg — que agora estavam namorando, Gregory estava ajudando Liz a se recuperar de seus fantasmas aos poucos —, Natali (que já estava armando seus planos para ficar mais perto da irmã) e... Meus pais.

Eu sabia que eles não reagiriam tão bem. Eu escondera as partes mais cabeludas e contara apenas o necessário, entretanto a simpatia que eles tinham por Joanne havia sumido num passe de mágica e eu não via jeito algum de mudar aquilo. Minha noiva estava chateada, era óbvio que sim, no entanto tentou esconder e ignorar quaisquer comentários ácidos naquela tarde. Por mim.

— Por que você me deu um livro de lagartixas apaixonadas?

Ela fez beicinho.

— Leia. Não precisa ser de uma vez, mas deixei várias observações legais — disse. — Eu vou colocar comida pras criaturas.

E saiu do quarto, deixando-me com um gato preto mal humorado e um livro que eu não fazia ideia do motivo que ela havia me dado — além da possibilidade de me fazer dar risada —.

“Você me pediu em casamento da forma mais fofa possível e eu só estava esperando uma data especial pra fazer a mesma coisa. Antes que saia correndo pela porta, quero que saiba que eu te amo muito. VOCÊ NÃO COMETEU UM ERRO! Tem um porém, no entanto. Queria te revelar que eu sou uma lagartixa.

No momento você deve estar dizendo a si mesmo “quê?”, mas eu vou te explicar. Andei pesquisando sobre as características desses répteis tão bonitinhos que você jura que gritam — eu nunca ouvi, mas ok —. Muitas coisas batem, veja só:

1 – Lagartixas são frias, eu também (ou era, antes de você me derreter. Isso eu acho que lagartixas não fazem)

2 – Lagartixas são encontradas à noite e em pontos de luz, eu também (você sempre me dá bronca porque quando você entra no quarto à noite o abajur está ligado e eu estou extremamente entretida com um livro)

3 – Lagartixas podem atuar como agentes de controle populacional, eu também (sexo responsável!)

4 – Lagartixas adoram uma parede, eu também (principalmente quando você me joga nela)

5 – Lagartixas caem no seu... Deixa pra lá, mas eu também.

Brincadeiras à parte, seu presente de aniversário não é um livro de lagartixas. É The Complete Miss Marple, um dos mais raros de Agatha Christie. Eu sei que você adora as obras dela. Sei muito sobre você, e espero estar contigo por mais cinquenta anos pra descobrir ainda mais.

Péssima com declarações, jamais chegarei aos seus pés... Mas eu te amo, Taylor. Muito mais do que você imagina, muito mais do que um dia sonhei que amaria alguém.

Sempre sua,

Joanne.”

Turim, Itália. Véspera de Natal de 2016.

— Taylor?

Engoli o que comia antes de responder:

— Hm...

Ela arqueou as sobrancelhas e mastigou a língua.

— Os biscoitos de gengibre são pra árvore, não pra você ficar comendo.

Dei de ombros. Joanne se aproximou e tomou o prato da minha mão.

— Me ajuda, vai. Faz muito tempo que eu não decoro uma árvore de natal.

A neve se prendia ao chão lentamente do lado de fora e os aquecedores de casa estavam em sua potência máxima. Minha noiva exagerara discretamente ao comprar uma árvore — algo um tanto inesperado, já que eu sabia que Natal não era a sua data preferida — de modo que a planta chegava quase até o teto da sala.

Ela estava usando um vestido cor de rubi na altura dos joelhos e de mangas compridas, um decote em V destacava seus belos seios; seu cabelo estava brilhante e um tanto volumoso, os lábios irresistivelmente vermelhos e um perfume delicioso emanava e enchia o ambiente. Um jazz suave recheava nossos ouvidos, Gato Um e Gato Dois brincavam com os enfeites que Joanne ainda não havia colocado, Adhara e Lyra repousavam tranquilamente no sofá e olhavam para os felinos como se elas fossem mais evoluídas.

— O que foi? — ela indagou.

Sorri.

— Nada. Vou te passar os enfeites — tomei um Papai Noel de Gato Dois, que reclamou com um silvo e correu atrás dos inúmeros adornos que estavam espalhados no tapete da sala.

Olhou-me de modo desconfiado, porém pegou o objeto da minha mão e colocou no lugar onde queria. Nós ficamos algum tempo em silêncio, ela cantarolava baixo e subia a escada articulada conforme ornamentava. Estava ficando muito bonita.

Aos poucos os animais cansaram e foram procurar outra coisa para fazer na casa, deixando-nos sozinhos. Joanne tinha uma expressão um tanto indecifrável no rosto.

— Quer falar alguma coisa? — inquiri, levemente preocupado.

Ela apenas suspirou.

— Não é nada. É só que... Não sei, agora é que a ficha caiu. É meio estranho olhar pra trás e ver do que eu abri mão. Do que nós abrimos mão. Não me arrependo nem um pouco, óbvio; o que eu mais quero é ficar com você, mas é meio inevitável não sentir falta do resto... Minha irmã, meus amigos... O que Noah fez por nós também só tem feito algum sentido agora, e eu juro que me sinto culpada pra caralho por conta de tudo isso, nem ao menos fui ao seu enterro e nunca mais vou pisar nos Estados Unidos. A sua relação com seus pais piorou bastante. Nem eu sei onde quero chegar com tudo isso, acho que é mais um desabafo — respirou fundo. — Me passa a estrela?

— Você está triste?

— Não. Eu não sei definir, não sinto nem um pouco de saudade de ser perseguida por aí e atirar. Parece... Sabe quando você acaba a escola? Você fica super feliz e não sente a menor falta da escola em si, mas sim das pessoas que te acompanharam no período em que você ficou ali. É um pouco estranho.

Assenti.

— Entendo — respondi simplesmente, mas na minha cabeça eu já maquinava algo para tirá-la daquele misto de tédio e nostalgia.

Aproximei-me dela com a grande estrela brilhante em mãos. Ela desceu e a segurou, porém eu não soltei.

— Posso...?

Ela fez que sim com a cabeça e eu a levantei em meus ombros. Vi Joanne colocar o adereço em seu devido lugar e sorrir, pulando para o chão sem medo algum. Bateu palmas para apagar as luzes e apenas o fulgor que o pinheiro emitia nos alumiou juntamente à claridade da lareira elétrica.

Sentamo-nos no sofá e permanecemos em silêncio por um tempo que eu jamais saberia como calcular. As músicas mudavam constantemente, não paravam, uma atrás da outra... Ela se levantou e buscou uma garrafa de vinho tinto e duas taças, servindo-nos e me entregando uma.

— Feliz Natal, Taylor — sussurrou e nós brindamos. — Quer comer o Pandoro agora? Acho que já está pronto.

Fiz que não com a cabeça, tirei o cristal da sua mão e o coloquei na mesinha de centro com a minha. Então eu a beijei e suguei sua língua lentamente, senti o gosto do álcool e mordi seu lábio inferior. Seu corpo amoleceu aos poucos.

— Não é isso que eu quero comer agora, Joanne — deslizei o meu nariz até o seu pescoço e inspirei sua fragrância intimamente, deixando meus lábios se arrastarem ali. Ela respirou pesado e afastou o cabelo longo para o lado.

A música mudou, dessa vez para uma do Kings of Leon. Joanne abriu seus olhos cor de mel, suas pupilas estavam muito dilatadas, o desejo estampado em sua face. Seu batom já estava borrado e o brilho que vinha de trás dela a envolvia como se fosse um halo. Como se ela realmente fosse um anjo.

Emaranhei meus dedos em seu cabelo e a puxei para meu colo, onde ela bamboleou de maneira confortável e entreabriu a boca quando sentiu minha ereção. Murmurou algo desconexo e gemeu baixo em seguida. Acariciei suas pernas e subi o seu vestido de forma gradativa, pressionei suas coxas grossas e ascendi até a sua bunda. Joanne se remexeu e resmungou, passando as pernas em torno da minha cintura.

Levantei-me com ela, porém sabia que nunca daria tempo de chegarmos ao quarto que parecia estar a quilômetros de distância. Eu a deitei no chão, tirei sua roupa — deixando-a apenas com os saltos verdes que usava — e cobri seus seios com as minhas palmas. Rocei em seus mamilos intumescidos, mas antes que pensasse em fazer qualquer coisa ela montou sobre mim e sorriu de forma devassa.

— Toque-me — pediu e começou a trabalhar nos botões de minha camisa. Escorreguei minha mão até seu sexo e constatei que não havia calcinha para eu tirar. Arqueei as sobrancelhas — o vestido marcava — justificou.

Ela voltou a me beijar e deixou seu toque descer até o meu cós, onde Joanne massageou suavemente o meu membro ainda coberto pela calça. Fechei os olhos e tentei sentir o máximo que podia daquele encostar macio.

— Eu quero te colocar inteiro na boca — falou baixo, num tom sensual. O impulso que eu sentia entre minhas pernas chegava a doer. — O que acha, Sr. Scopelli?

— Acho que você é muito atrevida.

Joanne me lambeu devagar, olhava lascivamente para mim conforme descia até onde eu mais desejava.

— E eu acho que você é muito gostoso.

Ela me liberou e seus lábios me circundaram num piscar de olhos; forçou e eu senti sua garganta se abrir progressivamente para me receber. Sua saliva me molhava e fazia com que a cabeça de Joanne escorregasse com mais facilidade. Prendi a respiração, sentindo uma pressão enorme se espalhar pelo meu organismo.

— Pare — solicitei. Ela se ergueu e limpou a boca com o dorso da mão. Troquei de lado e deixei meus dedos derraparem em seu clitóris num ritmo arrastado. Ela se contorceu e rebolou, eu tomei sua boca e ouvi um gemido sôfrego vir do fundo de suas cordas vocais.

Brinquei com seus seios, meu dedo médio adentrou o seu interior apertado aos poucos. Seu íntimo se apertava desesperadamente contra ele. Os olhos de Stefani se reviraram conforme ficava mais difícil de se concentrar.

— Por favor — rogou. — Por favor... — sua voz ficou mais fraca, quase fenecendo. Uma aura escarlate aparentava tomar sua nudez.

Eu a beijei com força...

E então entrei nela com a mesma intensidade com qual bebia o vinho que havia em seus lábios.

Joanne cerrou as pálpebras com mais vontade. Peguei em seus quadris a fim de aprofundar a penetração; ela estava escorregadia, tão quente quanto o verão e arrepiada como se houvesse pegado os ventos de inverno e os omitido dentro de si.

Minha concentração também se esvaiu e eu somente a senti, senti cada arranhão que ela fez, cada mordida que me deu, cada gemido que escapou. Não foi surpresa quando Joanne chegou ao êxtase para só depois eu dar lugar ao meu. Ela jogou os braços para cima de sua cabeça e uma paz enorme tomou seu cerne.

E nós tombamos exaustos logo depois. Esperamos nossas respirações se normalizarem até ela se elevar. Contemplei sua singeleza, o desenho de sua cintura, a forma como seu cabelo bagunçado caía em suas costas.

— Volta pra cá — pedi.

Ela riu suavemente.

— Só quero mais vinho.

Brindamos novamente quando ela voltou para o meu lado. Beijamo-nos de novo, porém de maneira mais doce. Joanne descansou a cabeça em meu ombro e permanecemos.

Foi quando uma ideia absurda se passou pela minha mente. Não filtrei as palavras que preencheram o ambiente.

— Nós vamos conhecer o mundo, vamos voar juntos — anunciei. — Depois do ano novo.

Ela franziu a testa, mas então sorriu.

E o sorriso dela era a coisa mais bonita do mundo.


Notas Finais


Comentem u.u


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