História Revólver - Capítulo 44


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lady Gaga, Taylor Kinney
Personagens Lady Gaga, Personagens Originais, Taylor Kinney
Tags Agente, Amor, Comedia, Crime, Dinheiro, Fbi, Gaylor, Italia, Lady Gaga, Máfia, Poder, Policial, Romance, Sexo, Tayga, Taylor Kinney, Violencia
Exibições 12
Palavras 3.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ois <3
A música do capítulo é Bailando, vcs sabem de quem HUAHAUSHA
boa leitura <3 (EU AMO ESSE CAPÍTULO)

Capítulo 44 - Extra - Ballare Bene


“Yo quiero estar contigo, vivir contigo

Bailar contigo, tener contigo

Una noche loca (una noche loca)

Ay besar tu boca (y besar tu boca)” Bailando – Enrique Iglesias feat. Descemer Bueno y Gente de Zona

Stefani

Capadócia, Turquia. Janeiro de 2017.

Londres, Paris, Berlim... Mas das muitas opções que poderíamos ter usado como o início da nossa grande viagem, acabamos por começar pela própria Itália. Desde o famigerado Coliseu, passando pelas gôndolas de Veneza e indo até o erro arquitetônico da Torre de Pisa — escolha de Taylor, já que eu não entendia porquê raios ele queria ir tão longe só para ver uma construção errada. Ele atribuiu as minhas reclamações a respeito do local porque na teoria eu estava frustrada por não ter conseguido “segurar” a torre para tirar uma fotografia. Bem capaz de ele estar certo, entretanto eu não admitiria isso —, não demoramos muito para sairmos do meu país natal e, de fato, a aventura realmente começar.

Não conseguia tirar da minha cabeça que nossos animais de estimação pisariam em mais nações do que a maior parte das pessoas.

— Joanne, já tá pronta? — Taylor indagou enquanto batia na porta do banheiro. Eu estava me olhando no espelho com uma expressão bem parecida com a de um zumbi enquanto ele parecia perfeitamente bem com a ideia de acordar antes de o sol nascer.

— Oddio! Quase. Espera um pouco.

Mas eu não estava quase pronta.

Deveria ter ouvido seus alertas durante a madrugada, óbvio, mas embora eu passasse boa parte do dia um pouco cansada — e nem era pela mudança de fuso por enquanto, já que a Itália possuía a mesma zona horária que a Turquia —, à noite eu parecia ser visitada por alguma entidade serelepe que me trazia uma forte vontade de dançar como se não houvesse amanhã

E era claro que eu também tentava puxar Taylor para o meu espevitamento e nunca dava muito certo, já que o filho da mãe dormia como uma pedra — bem arriscado para um ex-policial, devo ressaltar —.

Eu bocejei e desisti de passar maquiagem, ficando bem satisfeita apenas com um protetor solar e hidratante nos lábios. Coloquei uma jaqueta quente por cima da blusa que usava, cachecol vermelho, botas e uma calça jeans skinny. Prendi o meu cabelo num rabo de cavalo apertado. Teria que servir.

— Daqui a pouco a van da empresa vai cheg... — ele começou, mas eu abri a porta antes que continuasse. Ele arqueou as sobrancelhas.

— Eu vou assim, e se não gostar: foda-se. Tô com muita preguiça de me arrumar dignamente.

Ele deu risada.

— A sua delicadeza me comove. Eu ia dizer que você tá linda.

Dei um sorrisinho.

— Agora me diga uma coisa que eu não sei. Eu diria que você tá lindo também, mas meus olhos estão tão inchados que acho que nunca mais vou conseguir abri-los direito. Já colocou comida pros nossos bichinhos?

Scopelli fez que sim com a cabeça.

— Então tá ótimo, pegou a câmera? Vamos — ele pegou a minha mão e saímos do hotel.

O ar frio da antemanhã me atingiu assim que minha face tocou o lado de fora. Encolhi-me para mais perto de Taylor e me virei para ele a fim de esperarmos a van que nos levaria ao local.

Esperava sinceramente que as condições climáticas estivessem favoráveis.

...

— Ok. O QUE A GENTE TÁ FAZENDO AQUI?

Meu noivo/esposo gargalhou. Ele gargalhou.

— Pare de frescura, Joanne. Você sabe pilotar helicóptero.

— Em helicóptero eu não fico soltinha assim.

— Você já pulou de paraquedas.

— Foi diferente, ok? Bem rápido e tinha tanta adrenalina no meu corpo que eu mal senti. Acho que eu vou colocar o café da manhã pra fora, Taylor. Socorro.

Ele riu de novo e me puxou para si conforme o balão ascendia no céu. Fechei os olhos enquanto sentia as conhecidas milhões de borboletas voarem dentro de mim.

— Essa pose de mulher medrosa não combina muito com você.

— Eu posso tê-la às vezes, sabia? Só não é muito do meu feitio. Nas situações certas eu sou mais frágil que as minhas roupas na sua mão — brinquei e permaneci com os olhos cerrados. O ar gélido abordava meu rosto em cheio; respirei fundo.

— Você é a mulher mais forte que eu já conheci — murmurou ao pé do meu ouvido e me trouxe um arrepio maior do que o frio. — Abra os olhos, vai.

Resmunguei.

— O que você vai me dar?

— Uma das melhores visões que você terá na vida.

Hesitei um pouco. Taylor apertou mais a minha mão.

— Chocolate.

Nem pensei antes de falar:

— Coisa doce eu quero.

Eu o obedeci. Encontrei seu olhar admirando diretamente a mim; minhas pernas fraquejaram de modo patético e eu decidi contemplar em volta. Estávamos leves; éramos suaves como penas, ínfimos, insignificantes, pequenos como grãos de areia... E ao mesmo tempo estávamos no topo do mundo; éramos estrelas explodidas em supernova, éramos o fogo incessante, éramos o próprio universo. Dezenas de balões coloridos tomavam o mesmo céu azul claro que o nosso, porém ao mesmo tempo pareciam estar em outro mundo. Belas formações rochosas preenchiam o acanhado solo abaixo de nós.

Era... Eu não tinha palavras para descrever. Apenas deixei meu queixo cair.

Então eu sorri largo. Taylor beijou a minha testa; passei os braços em torno de sua cintura com firmeza e encostei a cabeça no seu ombro.

E algo me dizia que aquele era apenas o prelúdio.

Tromsø, Noruega. Fevereiro de 2017.

— Ok, Aquavit definitivamente é muito forte — falei depois de fazer uma cara feia para o copo vazio. — Não quer experimentar?

— É quase a mesma coisa de você virar um copo de vodca pura achando que é água, Joanne. O que você esperava?

Dei de ombros.

— Quem viraria um copo de vodca achando que é agua sem sentir o gosto ou o cheiro forte?

— Alguém muito gripado, talvez.

Arqueei as sobrancelhas.

— Eu gostaria de conhecer alguém que conseguiu essa proeza.

Taylor sorriu.

— Seria bem curioso.

Nunca pensara que era possível ir a tantos lugares num intervalo de tempo tão curto.

Havíamos conseguido ver parte da Europa no último mês — uma grande conquista, por sinal, já que eu era a turista louca que não conseguia parar de tirar fotos sob hipótese alguma —. Não pararia nem tão cedo.

— Que horas são? — ele perguntou.

— Sete da noite — bocejei. Ainda era o mesmo fuso horário, mas passar grande parte do dia no escuro era um tanto esquisito.

Ele se levantou.

— Então vamos.

Assenti.

— Tem bastante chance de não dar nem um pouco certo.

— Quanto mais nos afastarmos da cidade, mais fácil vai ser pra visualizar — disse. — Prepare-se, a viagem vai ser longa. Nós vamos caçar essa aurora boreal até o inferno.

Havíamos passado boa parte do dia vendo a cidade; os museus eram encantadores, assim como a catedral do Ártico — era num formato triangular e os vitrais em seu interior possuíam uma enorme beleza — e passeamos na costa da região, cuja estava no roteiro de vários cruzeiros marítimos.

Nós saímos da tranquilidade do hotel e eu fingi estremecer; minhas roupas eram bem pesadas e adequadas para a friagem congelante que fazia ali.

— O inferno é gelado desse jeito? — indaguei em tom de brincadeira.

— Você não vai nem sentir quando conseguirmos achar — disse.

— Você tá bem confiante. Já procuramos durante três dias e nada.

— Mas hoje é o dia, minha cara — murmurou enquanto abria a porta do carro alugado para eu entrar. — Quer apostar?

— Claro. O que você quer?

— Se eu ganhar, você terá de mergulhar com golfinhos quando formos à Austrália.

— Topo — coloquei o cinto de segurança. — Se você perder vai ter que voar de asa-delta comigo.

Ele me olhou com um ponto de interrogação estampado na testa.

— Pra quem estava morrendo no mês passado por conta do balão, você tá bem assanhada agora, Joanne.

Dei um sorrisinho.

— Eu sei fazer charme e utilizo esse artifício às vezes.

— Bom saber.

Apertei o botão do aparelho de som e Taylor ligou o carro com o aquecedor, impedindo que eu viesse a me tornar a Elsa dali a pouco. Esfreguei minhas mãos e aí... Descobri o quão diferente era a música da Noruega. Olhei para o rádio com as sobrancelhas juntas. Não estava entendendo nada que a canção dizia.

— Amor, você tá com o pen drive? — inquiri ainda tentando entender o que raios se passava naquela composição.

Ele assentiu.

— Acho que tá no bolso da mochila.

Tirei o cinto de segurança e me estiquei para pegá-la no banco de trás, vibrando silenciosamente assim que realizei a tarefa. Encaixei o dispositivo portátil de armazenamento na entrada USB e aguardei. Assim que Good Life, do OneRepublic começou a tocar eu dei um suspiro de alívio e aumentei o volume.

Vi a paisagem branca passar conforme avançávamos na estrada para cada mais longe da cidade. As músicas tocavam uma atrás da outra; apenas silêncio além da melodia e do som de nossas respirações cadenciadas. De algum modo eu sentia uma paz enorme me tomar; estávamos longe de tudo e de todos, isolados em meio à escuridão, mas acabei por perceber que não precisava de muito para ser feliz.

Sirens, do Pearl Jam começou. Talvez pingos tenham escapado de minha face ao prestar atenção na letra, jamais teria certeza.

E o tempo corria... Ah, e como corria. Fugia, escapava da nossa visão, viajava em círculos e gritava para que não o perdêssemos. Não tínhamos pressa, contudo; cantávamos pela vida, fluíamos e nos lembrávamos de quantas vezes já havíamos desafiado a morte. Reminiscências invadiam brutalmente a minha cabeça sem pedir licença, preenchiam a penumbra com cores uma vez vistas, olhos cintilantes e um majestoso pandemônio de sorrisos que eu gostaria que durassem para sempre. Um véu me cobriu da realidade; naufraguei por cada instante que Taylor fizera com que valesse a pena, eu me afoguei no sabor de seu beijo — cujo nunca sairia da minha mente — e flutuei na eternidade de cada ínfimo momento que persistiria por uma existência inteira,                                                              

 Poucas coisas se colacionavam ao quanto eu o amava.

— Joanne — sua voz apareceu como num sonho; estava um tanto animada. Eu o encarei; meus orbes estavam completamente marejados... — Nós conseguimos.

Então, de alguma maneira, saltei para o banco traseiro e abri o teto solar do veículo, colocando metade do meu corpo para fora. Flocos de neve atingiram minhas bochechas; eu sorri enquanto lágrimas caíam sem parar e mirei o restante no ínterim que o automóvel, lentamente, parava de andar.

Foi quando eu vi.

Apressei-me em descer de onde estava e sair do carro. O frio não fazia mais diferença alguma.

Porque uma ampla cortina verde clara dançava no empíreo mais belo que eu já vira na minha vida.

Uma névoa lilás bailou lentamente, quase se juntando à verde... Nunca saberia dizer de onde saiu o véu azul claro que envolveu o paraíso como se fosse uma noiva cósmica prestes a se casar com as galáxias. Milhares de estrelas formavam centenas de constelações no infinito. Sentei-me sobre o capô, estava sem reação. A música ainda nos cobria.

E eu também nunca saberia dizer onde aquele interminável misto de sentimentos começava e se um dia eles teriam fim.

São Paulo, Brasil. Quase final de Maio de 2017.

Entre Março e Abril fomos à Austrália — com direito a mergulho com golfinhos —, África do Sul, Taiti, Jamaica, Peru e Bolívia. Resolvemos ficar um pouco mais de tempo no Brasil, já que havia muito para ver. Mais de dez dias foram gastos no Nordeste — incluindo os Lençóis Maranhenses, onde descobri que eu dirigia um bugue melhor do que Taylor —, voamos de Asa-Delta no Rio de Janeiro e, só então, decidimos absorver a cultura que São Paulo nos ofereceria.

— Pareço uma habitante local ou uma estrangeira metida? — perguntei a Taylor enquanto colocava meus brincos. Estava com um vestido preto não muito justo e um palmo acima do joelho. Minha maquiagem não estava muito pesada, apenas os olhos ligeiramente marcados.

— Acho que o seu vestido teria que estar um pouco mais curto, tá calor.

Eu olhei para baixo. Parecia tudo ok com a minha roupa, quer dizer, provavelmente não acharíamos ninguém com algo enfiado no útero. Nada contra, óbvio, se o corpo era da pessoa eu não tinha que ditar regra.

— Ué, e você quer mais curto?

— Eu não disse isso.

Arqueei as sobrancelhas.

— Ciumento.

Taylor estava para lá e para cá usando jeans escuros e uma camiseta do Pink Floyd. Ele estava tentando ler o dicionário e repetindo algumas palavras para si mesmo.

— Taylor, você não vai aprender português em alguns minutos. Você tá lindo, aliás. Vamos a algum lugar que toque rock?

— Só não queria ficar muito deslocado. Odeio não entender o que estão falando perto de mim. E sei lá, é sertanejo. Deve ser parecido.

— É, nunca ouvi, mas deve ser. Já tá pronto?

Ele assentiu e me estendeu o braço.

— Vai levar o dicionário? Nunca ouviu falar em Google Tradutor? — juntei as sobrancelhas.

— O Google Tradutor é muito errado. Prefiro ficar com essa belezinha aqui.

Franzi a testa.

— Tá bom, acho que vai dar pra ler lá. Deve ser bem tranquilo.

— Provavelmente.

...

O pesadelo do meu noivo começou logo na fila.

— Mano, essa baladinha vai ser top. Vou pegar várias mina, tá ligado? — dizia um rapaz para um grupo de amigos. Eu não fazia ideia do que aquilo significava.

Taylor sacou o dicionário como se tivesse certeza da pronúncia.

— Ele disse que vai pegar vários depósitos subterrâneos de minério e perguntou se o amigo dele tá concentrado.

— Quê?

— Também não entendi.

— E aí, tio? — um homem aleatório cumprimentou Taylor ao passarmos pela entrada.

Meu namorado se apressou em olhar no livro. Ele me olhou em tom de interrogação.

— Por que ele me chamou de “tio”, Joanne? Nem tenho irmão pra ter sobrinho.

Dei de ombros.

— Sei lá.

No ambiente tocava um ritmo um pouco parecido com Country. Muitas pessoas se espremiam em frente a um palco. Todas as mulheres estavam com vestidos extremamente curtos, saltos altos, o cabelo alisado e batom vermelho. Já os homens usavam camisa xadrez, calça jeans e sapatênis. Tentei agir na maior naturalidade do mundo e arrastei Taylor para o bar, já que havíamos adorado a Caipirinha.

— Taylor... Será que eles combinaram? — indaguei baixo.

— Por quê?

— Todo mundo tá usando a mesma roupa. Olha, só muda a cor. É um flash mob?

Ele estreitou os olhos ao perceber que eu dizia a verdade.

— Meu Deus, Joanne. O que tá acontecendo?

Eu tentaria responder, até ouvir outra coisa:

— Aí, parça. Anda fazendo academia, caralho? Tá saindo da jaula o monstro — um cara muito malhado falou para o outro.

Tomei o dicionário e o guardei da bolsa.

— Ok, deve ser gíria. Vamos dançar isso que você disse que parece que é rock.

Mesmo com uma expressão muito estranha, Taylor fez que sim com a cabeça.

E por fim desistiu de entender.

Buenos Aires, Argentina. Final de Maio de 2017.

— Eu quero uma Piña Colada, por favor — pedi em Espanhol para o barman que nos atendia. — O que você quer, Taylor?

— Um Mojito.

Nós nos viramos um para o outro. Estávamos num salão de festas — que tinha certa obsessão por Salsa, pelo visto — com muitos protótipos de Ricky Martin dançando. Nossos drinques foram prontamente servidos. Bebi um gole do meu e lambi meus olhos cobertos por batom vermelho.

— Hmm, adorei. Quer experimentar? — indaguei. Scopelli assentiu e inclinou o corpo para degustar um pouco enquanto eu fazia o mesmo com a sua. Virei-me para o barman e pisquei um olho, sorrindo em seguida.

— O que sugere que façamos agora? — Taylor perguntou.

— Sei lá — falei. — Observar o movimento e esperar tocar Reggaeton, já que eu não faço a mínima ideia de como se dança Salsa.

Ele levantou uma sobrancelha.

— Oh, meu Deus. Uma coisa que Joanne Scopelli não sabe fazer.

Dei-lhe um tapinha no ombro.

— O que eu faço, faço melhor do que você. Idiota — brinquei.

Taylor sorriu e falou:

— Tem um cara latino muito bonitão te olhando, sabia? Esse seu vestidinho azul decotado não causa reações só em mim.

— Ah, é? Onde? Quero — fingi procurar. — Gosto de variar, meu bem.

Uma mulher de cabelos cacheados, um corpo maravilhoso e usando vermelho secava Taylor com o olhar. Olhei para o meu noivo antes de ver que ela estava acompanhada.

— Quem tá fazendo sucesso aqui é você, amore. — dei um risinho. — Vou retocar a maquiagem, já volto.

Segui em direção ao banheiro, tirei o meu batom da bolsa e o repassei calmamente. Conferi se o meu cabelo estava no lugar e fiz pose para o espelho.

— Joanne, você é uma delícia e tem o melhor homem do mundo — falei para o meu reflexo e passei mais rímel. — Tá destruidora mesmo.

Tirei uma fotografia e saí do local, voltando até onde eu estava com Taylor anteriormente.

Só que ele não estava lá.

Arqueei as sobrancelhas e pedi um Gim Tônico para mim. Saboreei-o como se fosse a última gota de água no deserto do Saara.... E quase engasguei ao ver Taylor dançando com a mulher-de-vermelho. Ele estava extremamente compenetrado enquanto a garota parecia não guiar e ao mesmo tempo conduzia a dança. Ela rebolava, jogava o cabelo e tinha uma flexibilidade invejável.

Claro, não dava para ignorar o fato de que a mão dela era boba, mas eu não.

Minha face ficou quente e eu fiz que não com a cabeça, tomando outro gole.

— Entre Star Wars e Star Trek, eu queria mesmo era star com você — disse um homem que sentou ao meu lado. Sua voz era grossa e arrastada.

Dei risada.

— Meu Deus, de onde veio essa?

— Vi num site de cantadas — falou. — Posso saber seu nome, hermosa?

Virei para ele e... Puta que pariu.

Ele tinha olhos extremamente verdes e a pele morena. Os primeiros botões de sua camisa preta estavam abertos e deixavam parte de seu peito definido a mostra.

Virei rapidamente para ver Taylor, a mulher-de-vermelho estava tão próxima que... Ah, ele me pagaria.

— Joanne, e o seu?

— Alejandro. Quer dançar a próxima música?

— Não sei dançar Salsa...

— E eu sou professor de dança. Sem desculpa.

— Então ok!

Depois do que pareceu uma eternidade, Taylor voltou ao seu lugar com a mulher-tarada-de-vermelho. Ele franziu a testa ao nos ver e eu me levantei de imediato, mordendo a orelha dele discretamente.

— Parece que se divertiu bastante a deixando sentir o-que-é-grosso.

— Fernanda é professora de dança — Taylor falou baixo.

— Alejandro também. E agora é você que vai ficar sentadinho e me assistir — sussurrei sensualmente em seu ouvido.

Alejandro me puxou para a pista já com um giro. Limbo começou a tocar... É, aquilo eu sabia dançar.

Ele me pegou com firmeza pela cintura e eu me movi no ritmo da música contra seu corpo. Olhei para Taylor brevemente e o vi se levantar com Fernanda e se juntar a nós. Rebolei com mais avidez e sorri para meu noivo, que pegou seu par no colo e me encarou desafiador.

Sorri para Alejandro. Ele me fez rodear e ficar de costas para ele. Bamboleei e fui descendo até o chão enquanto lambia os lábios e encarava meu noivo. Movi meus ombros e dei risada, a adrenalina mistura a bebida subindo no meu organismo.

Um pequeno círculo já se formava para assistir a cena.

Girei em direção a Alejandro e o trouxe para mim, olhando em seus olhos apenas para provocar Taylor. O moreno me segurou e empurrou-me levemente, quase fazendo com que eu encostasse-me ao chão. Desvencilhei-me de seus braços e olhei para Fernanda numa clara provocação.

Ela se soltou de Taylor e andou em minha direção. Puxei-a pela mão e, juntas, rebolamos devagar a fim de incitar nossos pares, que então nos olharam boquiabertos. Eu não sabia como, mas de alguma forma o meu ciúme se dissipava aos poucos e se transformava em... Diversão?

À medida que Bailando tinha seu início, pisquei para o meu noivo e o puxei para mim pela gola da camisa, olhando intensamente em seus olhos conforme o ritmo crescia. Nossas respirações estavam descompassadas e nossos rostos brilhando por conta do esforço.

 

Mexi meus quadris contra ele e passei as mãos na lateral de seu corpo. Estávamos tão grudados que eu podia sentir cada parte do seu corpo e... Puta merda.

— E se eu dissesse que adoraria se você me deitasse aqui, arrancasse as minhas roupas e me fodesse na frente de todo mundo? — segredei e tomei seus lábios intensamente.

— Porra, Joanne — praguejou.

— Foi você que procurou por isso... — girei rapidamente de tal modo que o meu vestido esvoaçou e fui em direção a Fernanda, que já me aguardava com um sorrisinho. Entrelacei a minha perna na sua e joguei o meu cabelo.

Ela me prendeu a si com as mãos nas minhas costas e me deu um olhar sugestivo, então começamos a coreografia individual que tinha no videoclipe — que eu já tinha visto muitas vezes, por sinal —. Eu não sabia se ria ou continuava dançando, a sensação que se espalhava no meu interior era extremamente boa. Talvez a moça-tarada-de-vermelho não fosse tão tarada assim.

Alejandro me pegou com delicadeza, mas logo Taylor me tomou. Fernanda foi a última e nós finalizamos a dança. Ela afastou os meus cabelos e beijou o meu pescoço. Na frente do meu noivo.

Não que Taylor parecesse incomodado.

— Que tal nós quatro? — Fernanda inquiriu num sussurro.

Ok, ela ainda era a moça-tarada-de-vermelho.

— Estamos bem assim, Fernanda.

Ela não aparentou estar tão feliz com a minha recusa, ainda assim compreendeu.

No final da longa noite, Taylor e eu nos deitamos na cama do hotel. Estávamos exaustos por conta da dança e dos orgasmos recém-chegados. Encarei o teto.

— Ainda quer se casar comigo? — perguntou.

— Nós já somos casados oficialmente... — respondi.

— Eu digo... A cerimônia. Eu ainda quero muito te ver de branco, sabia?

Fitei Taylor.

— Nós nem somos religiosos.

— Existem cerimônias mais neutras, acho

Fingi pensar antes de falar:

— Depois que a nossa viagem acabar?

— Pode ser no último lugar que formos antes de voltarmos à Itália.

— Eu topo, então.

Ele sorriu e nós ficamos um pouco quietos.

— Então a Srta. Autoestima estava com ciúme hoje, uh?

Fiz cara feia.

— É totalmente justificável. Você viu a Fernanda? Deve ser a perdição de qualquer homem. E você ainda quer que eu acredite que dançou com ela pra não ser grosso.

— E você viu o Alejandro? Céus, Joanne. Nunca mais se esfregue daquele jeito em alguém que não seja eu.

Ri. Apesar de tudo, nós estávamos bem leves.

— Nada de dança latina com outras pessoas, então?

— Trato feito. Dança latina é um pouco demais pra sua autoconfiança.

— Realmente.

— E a Fernanda tem que entrar nos nossos assuntos proibidos.

— Por causa do beijo que ela deu no seu pescoço?

Joguei um travesseiro em Taylor.

— Proibido.

— Mas foi tão estimulan...

Subi nele novamente e calei a sua boca.

— Agora eu vou te ensinar o que é estimulante.


Notas Finais


COMENTEM HAHAHAHAHAH <3
Bjxxx


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...