História Rewind - Fanfic incompleta - Hiatus - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Jackbam, Jackyeom, Markjin, Rewind, Sugar Baby, Sugar Daddy, Yugbam, Yuson
Visualizações 2.592
Palavras 2.554
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi~
Voltei antes do previsto.
Até porque esse capítulo não teve tantas mudanças. A partir do próximo capítulo que haverá algumas mudanças mais notáveis (ainda não fiz elas, já que estou mudando e postando, mas está tudo anotadinho hahaha).
Eu nem preciso dizer mais uma vez como estou feliz em ter o apoio de vocês, né? Eu amo vocês <3 Estão todos no meu coração.
Qualquer erro, ignore, ou me fale que arrumo na hora. Capítulo betado somente por mim, então não é lá grande coisa.
Enfim, vão ler. Vão! Vão!
Boa leitura :3

Capítulo 2 - Capítulo 02


Choi YoungJae se sentia como um ponto de poeira mediante a imensidão daquele lugar. Quando o carro estacionou em frente ao grandioso hotel, não se sentiu nada calmo. Na verdade, desde a viagem de Mokpo até Seul que estava sentindo suas pernas um pouco bambas, com um frio terrível na boca do estômago e muito nervoso.

Foram três dias sem nem tocar no cadastro do site Sugar Babies e por um deslize seu, acabou contando a JungSu quando ele o perguntou a respeito. Foi praticamente obrigado a terminar de preencher seu perfil. JungSu o obrigou a tirar uma foto decente — já que de seu ponto de vista, as que o mais novo tirava eram realmente ruins — e pediu a ajuda de um amigo que cursava jornalismo para tal tarefa. YoungJae nunca se sentiu tão constrangido antes na vida.  Nem a chance de escolher qual queria usar teve a oportunidade já que JungSu simplesmente fizera questão de fazer isso por ele. Nunca havia visto uma pessoa ficar tão feliz em acabar com a vida de alguém assim como JungSu estava fazendo consigo.

Quando finalizou tudo, o jovem ficou extremamente nervoso. Realmente não achava que alguma pessoa iria se interessar num perfil tão simples quanto o seu quando se tinha vários outros mil vezes melhores, com gente incrivelmente bonita. Ficou tão estressado com isso que acabou ficando mais dois dias sem verificar o site. Só quando criou coragem para ver a vergonha que supostamente estava passando ao se sujeitar aquele papel ridículo que finalmente entrou em sua conta e viu.

Duas solicitações.

YoungJae ficou um bom tempo encarando o celular, tentando digerir o que estava acontecendo, e só depois foi verificar as pessoas, que poderia rejeitar ou não. A primeira era uma senhora de quarenta e seis anos muito bonita. Se aquilo tivesse algum tipo de edição de imagem, YoungJae prometeu a si mesmo que denunciaria o site por propaganda enganosa. Ela se parecia como as clássicas senhoras ricas de dorama, com cabelo curto e negro, pele lisa e bem cuidada, roupas sociais. Parecia uma pessoa decente, mas para YoungJae claramente não era. Para estar usando um site daqueles, coisa boa não deveria ser. A segunda havia o deixado chocado. Era um mulher de trinta e quatro anos muito bonita. YoungJae pensou que houvesse algum engano, mas não.

Mesmo achando muito estranho uma pessoa que claramente poderia conseguir qualquer namorado/amante que quisesse estar usando algo como aquele meio de encontro, acabou escolhendo a segunda opção com um apoio positivo de JungSu, que só sabia se intrometer na vida alheia. Depois de ter aceitado a solicitação, não conversaram muito. Ela pediu para encontrá-la em Seul quando fosse o melhor dia para YoungJae, já que morava longe, e foi o que fez. Conseguiu arrumar uma folga dos trabalhos no sábado, pois assim poderia aproveitar o domingo também, e a avisou. Não lhe passou endereço, mas disse que alguém iria o buscar no lugar de sua preferência.

A pior parte foi mentir para sua mãe e irmã. Tivera que inventar a desculpa de que um amigo estava vendo um ótimo trabalho bem remunerado em Seul e que precisaria ir até lá para uma entrevista — o que, em partes, era verdade. Se elas ficaram desconfiadas? Talvez, mas não disseram nada.

Pela primeira vez em muito tempo, conseguiu dormir num sábado por algum tempo a mais, mas isso não queria dizer que foi um sono tranquilo. Tivera um pesadelo horrível onde era sequestrado para retirarem seus órgãos e venderem no mercado negro. YoungJae acordou bem assustado e se xingando por ter feito uma besteira daquelas. Afinal, só poderia estar no fundo do poço mesmo para aceitar se tornar um Sugar Baby, mas o fato era que estava e não via solução a não ser tentar.

Após se arrumar e vestir as melhores roupas que tinha, saiu de casa sem nem ao menos tomar café da manhã de tão nervoso que estava. Por via das dúvidas, havia marcado o lugar de busca bem longe de casa e quando o Honda Accord negro estacionou ao seu lado, sentiu vontade de sair correndo e desistir daquela loucura. Ainda mais quando o motorista com cara de carrasco perguntou se ele era Choi YoungJae e pediu para entrar quando concordou. Só conseguia pensar no seu destino enquanto colocava o cinto de segurança, sentado no banco traseiro sob o olhar sério do homem alto de terno e claramente encorpado. Poderia acabar morto sem os órgãos, jogado em uma vala qualquer ou levado para um centro de prostituição.

Não conseguia mentir para si mesmo: morreu de medo durante a viagem inteira, mas agora que descia do automóvel de boca aberta enquanto encarava o grande Novotel Ambassador localizado em Gangnam, conseguia se sentir mais tranquilo — ainda com as pernas bambas, frio no estômago e a circulação sanguínea rápida, mas calmo. Uma mulher vestida em roupas sociais azuis o recepcionou, pedindo para segui-la e YoungJae o fez sem protestar, parando em um dos restaurantes do hotel. O lugar era realmente incrível e grande, como tudo ali parecia ser. Havia uma parede de vidro negro, com algumas pilastras brancas pelo salão entre as mesas, sendo algumas delas ocupadas por hóspedes. As paredes eram em maioria brancas, variando com os tons pastéis, assim como o chão. Tudo muito refinado e longe da pequena bolha na qual vivia.

A ficha só pareceu finalmente cair quando notou para onde estava sendo levado. A mesa de madeira polida grande tinha dois lugares e um deles era ocupado pela mulher que reconheceu ser Yoon SooMin. Ficou um pouco mais aliviado ao se dar conta de que ela era real, e não uma farsa com imaginou. Era ainda mais bonita do que pela foto do site. Cabelos castanho ondulados e mantidos de lado, deixando à mostra o brinco provavelmente mais caro do que sua casa inteira. Usava um vestido roxo e maquiagem leve no rosto de traços finos. Quando ela cravou os olhos em YoungJae, sorriu de forma gentil e logo ele se curvou em cumprimento, sentindo-se desengonçado.

— Sente-se — ela pediu e YoungJae obedeceu sem pensar duas vezes. Foram deixados sozinhos em seguida. — Se não se importa, eu já fiz o pedido.

Choi sorriu minimamente, sentindo-se muito mais nervoso do que antes.

— Tudo bem.

SooMin apoiou o braço na mesa e a cabeça na palma da mão, avaliando-o. Sem qualquer confiança, YoungJae acreditava fielmente que ela estava vendo que não valia a pena gastar dinheiro com um ser que parecia estar prestes a ter um ataque de pânico. Até mesmo sentia suas mãos suarem horrores tamanha a aflição que sentia.

— Não precisa ficar nervoso — ela pediu, sorrindo novamente. — É sua primeira vez, certo? Vamos apenas conversar um pouco e você decide. Pode se sentir à vontade e me chamar de noona.

Se YoungJae queria se levantar e sair correndo? Com certeza. A sorte era que suas pernas não colaboraram com a sua vontade e mal se moviam.

— Talvez eu demore um pouco para me sentir à vontade, noona-ya — comentou, sentindo vergonha na hora quando ela riu.

— Seu sotaque é fofo — YoungJae entreabriu os lábios, só então percebendo que nem se esforçou para esconder o sotaque satoori. Estava começando a considerar a possibilidade de se atirar na frente de um carro quando saísse dali.

— Me desculpe.

— Não fique assim, é realmente bonito.

Se foi sua salvação, não sabia, mas o garçom apareceu no instante seguinte servindo os pratos com todo o cuidado do mundo. Claro que não demorou para ficarem sozinhos novamente.

— É omelete — ela explicou, chamando a atenção de YoungJae. — Foi uma criação de um restaurante em Nova Iorque. Tem garras de lagostas e caviar Sevruga, é ótimo.

YoungJae observou a forma como ela pegava delicadamente o garfo e a faca, cortando um pedaço pequeno do omelete, comendo-o em seguida. Quando SooMin lhe lançou um olhar que claramente dizia para comer, ele a obedeceu.

Vergonha foi pouco para o que sentiu. Tudo bem, sabia comer de garfo e faca mesmo não estando muito acostumado, mas estava totalmente sem graça com ela o encarando e quase que o omelete voou para fora do prato quando foi cortá-lo. YoungJae não sabia se ficava aliviado ou se deveria se cortar ali mesmo quando ela riu baixinho. Em toda a sua vida, nunca passou tamanha vergonha na frente de alguém; nem quando caiu de cara no chão quando foi chutar a bola em um treino de futebol do colégio e seu shorts rasgou.

Pediu desculpas e tomou todo cuidado para não cometer o mesmo erro enquanto comia, tendo um vinho branco como acompanhamento.

— Sobre o pagamento — ela conseguiu atrair sua atenção, vendo-a mexer em sua bolsa, retirando um talão de cheque e uma caneta, escrevendo algo. Em seguida, estendeu para que YoungJae pudesse ver, fazendo-o se sentir até um pouco tonto. Era muito mais do que conseguia em um mês trabalhando feito louco. — Isso é em torno de três mil dólares, mas se achar que é pouco…

— Não, de modo algum!

— Você receberá essa quantia a cada encontro e assim que assinar o contrato, este já será seu. Não vou perguntar seus motivos para ter aceitado ser um Baby, mas tem algumas exigências.

— Quais?

— Você precisa se mudar para Seul — YoungJae mordeu o lábio inferior, pensando no que fazer. Na verdade, já imaginava que algo assim aconteceria. — Vai ser disponibilizado um apartamento com tudo o que precisa aqui em Gangnam e não precisa se preocupar com gastos, mas precisa se comprometer. Quando receber um telefonema, sempre atenda, não importa onde ou o que esteja fazendo. Tem que estar disponível para sempre que precisar. Está de acordo?

YoungJae ficou relutante em aceitar aquilo. Sentia como se estivesse prestes a assinar um contrato escravo, onde seria trancafiado em uma jaula de diamantes e só sairia com uma coleira. Mas sua família precisava daquele dinheiro e seria o suficiente para pagar todas as dívidas, dar uma vida de conforto a elas e custear o tratamento de JinKyong. Todos os seus problemas seriam resolvidos com aquilo.

— Sim.

SooMin sorriu e chamou o garçom, que veio rapidamente com a conta. Ela pagou e se levantou em seguida, e YoungJae a imitou.

— Deixei o contrato no meu quarto. Venha.

Sentia suas pernas moles feito gelatina, mas se esforçou em seguir SooMin para fora do restaurante até o elevador. Quando a porta se fechou, o silêncio que se fez presente após ela telefonar para o motorista subir o deixou quase desesperado. YoungJae ficou observando os números vermelhos do painel mudarem até parar no quadragésimo andar, deparando-se com um corredor largo, branco e cheio de portas. Era muito bem iluminado e o chão era liso, brilhando de tão limpo.

Somente quando esperava abrir a porta com o número 4358 dourado ao lado da entrada que muitas coisas vieram em sua mente.

“Um quarto, eu e ela… Sozinhos”.

Quando a porta se abriu e ela entrou, segurando-a e esperando YoungJae entrar, ele resistiu por um instante antes de fazê-lo. Não era como se fosse um virgem que nunca ficou com uma garota antes. E daí que SooMin era treze anos mais velha, mais bonita e experiente?

YoungJae analisou o quarto espaçoso e era mil vezes mais bonito do que imaginou que seria. Era uma suíte. Tinha as paredes em um leve tom bege com a cama de casal no centro do quarto e com uma janela de vidro com grades de frente para o móvel — lá se ia embora sua ideia de se jogar dela. O chão era coberto por um carpete cinza claro e havia uma porta do outro lado do local. SooMin foi direto para a mesa ao lado da TV, onde haviam papéis, uma pequena caixinha tinteira e caneta

— Pode assinar — afirmou com um sorriso e apontou para o conjunto de folhas. YoungJae aceitou, indo até o contrato e pensando se não deveria refletir melhor a respeito. No entanto, sabia que não poderia ficar em Seul por muito tempo. Respirando fundo, curvou-se um pouco, deixando sua impressão digital marcada no local indicado e começando a assinar logo abaixo antes que mudasse de ideia. — Não faz ideia do quanto ele ficou interessado em você. É a primeira vez que o vejo assim.

Foi automática a forma como parou o que escrevia, pensando no que tinha acabado de ouvir. Havia escutado errado, certo? Franziu as sobrancelhas e voltou o olhar para SooMin, que o observava.

— Ele?

— Sim.

“Não, isso é brincadeira. Tem que ser.”

— Mas… — largou a caneta, e se ergueu muito confuso — Eu pensei que fosse você.

— Ah, isso… — SooMin sorriu sem graça e deu de ombros. — No site dizia que você queria uma Sugar Mommy, mas meu chefe se interessou por você assim que viu o perfil, então pediu para que fizesse isso por ele.

— Espera, eu fui enganado?

— Sinto muito — YoungJae abriu a boca e acabou deixando um palavrão escapar no mesmo instante em que a porta se abriu. SooMin não pareceu se importar para o seu linguajar vulgar. — Sook vai te levar até ele.

Se tinha como suas sobrancelhas se franzirem mais, achava impossível, então fuzilou os dois — SooMin e Sook, o motorista carrasco.

— Olha, eu não vou fazer isso — deixou claro e ela suspirou. Notou na hora que seria inútil tentar debater a situação e estava a ponto de enlouquecer. Sentia que poderia bater nela, ainda que fosse uma mulher, e furar o motorista com a caneta que estava posicionada ao seu lado. Aquilo era um absurdo, ora! — Eu vou embora.

YoungJae não esperou que SooMin concordasse ou não com sua decisão e passou por ela indo até a porta, esbarrando por querer em Sook para que saísse do caminho, mas ele o segurou pelo braço assim que foi para o corredor. Se YoungJae tivesse como atirar raios pelos olhos, o motorista provavelmente já estaria duro no chão.

— Apenas o leve.

Sook concordou com um “sim, senhora” e já ia arrastando Choi pelo corredor, que xingava a mulher em pensamentos de todos os nomes e palavrões que conhecia — era uma lista verdadeiramente extensa. No entanto, YoungJae se soltou com um puxão e saiu correndo vergonhosamente até tropeçar no próprio pé, caindo com tudo no chão. Definitivamente, era o pior dia da sua vida.

Sentindo vontade de chorar e se socar, não conseguiu encontrar coragem para se levantar e tentar manter o resquício de orgulho que tinha. Apenas esperava aquele brutamontes o levantar e o obrigar a ir sabe-se lá para onde o miserável que planejou aquele teatro idiota estava. Se achava, com toda certeza, a pessoa mais fodida daquele planeta. Quando acreditava que não poderia piorar, que não tinha como ir mais fundo naquele poço, sempre dava em mais merda.

— O que está acontecendo aqui? — YoungJae sentiu seu corpo inteiro se arrepiar quando ouviu a voz severa, mas ao mesmo tempo calma, invadir seus ouvidos e na mesma hora olhou para frente, deparando-se com dois pares de pernas cobertas por calças sociais negras.

Sentiu-se sufocado com sua própria respiração e pela forma como seu coração estava batendo forte. Quando encarou a pessoa à sua frente, a primeira coisa no que conseguiu prender a atenção foi no par de olhos por trás das lentes dos óculos negros, que o fitavam com seriedade e certa curiosidade.

Foi como se estivesse sendo sugado pela imensidão daquelas orbes negras.

Pelo jeito, tinha como as coisas piorarem ainda mais.


Notas Finais


Imagens:
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:3
Que saudades disso.
YoungJae só se lasca, fato número 01.
Amo ver ele pagando mico nas fics, fato número 02.
Amo vocês, fato número 03.
Muito obrigada por tudo, amouras (amor + amora = amouras, ah, vocês entenderam a minha retardice).
Prometo não demorar com a atualização.
Kissus :*


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