História Rewind - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Jaebum, Markjin, Rewind, Sugar Baby, Sugar Daddy, Youngjae
Exibições 868
Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi de novo~
Fui rápida dessa vez, né? Tô aproveitando minha folga, apenas.
Como sou uma pessoa apressada, decidi postar de uma vez.
Capítulo com algumas mudanças, espero que consigam notar a diferença >3<
Qualquer erro, perdão. Fanfic não betada.
Boa leitura <3

Capítulo 3 - Capítulo 03


Não era todo dia que uma cena daquelas acontecia pelos corredores do grandioso Novotel Ambassador. Im JaeBum já vira todo tipo de coisa ocorrer por ali; mulheres traídas pegando maridos infiéis no flagra, crianças fazendo pirraça, gente apanhando, mas aquela era a primeira vez que via uma pessoa sair de um dos quartos como se estivessem fugindo de um assassino serial killer, tropeçar e cair vergonhosamente. Se seu senso de humor estivesse em seus melhores dias, teria rido, mas não o fez. Ainda mais pelo rapaz ter caído praticamente aos seus pés, sem nem se levantar. Teria se machucado?

Quando JaeBum ouviu passos se aproximarem, seus olhos rapidamente encontraram com o conhecido motorista Sook e isso o fizera tomar uma postura séria. Oh, então era isso?

— O que está acontecendo aqui? — perguntou, desgostoso e voltando a encarar o jovem caído, que pareceu finalmente se dar conta de sua presença.

Mas foi somente quando ele o encarou temeroso, que JaeBum não evitou esconder a curiosidade. Ou, talvez, algo além dela.

YoungJae não sabia por quanto tempo ficou ali, jogado no chão retribuindo o olhar que o homem de cabelos levemente acobreados lhe lançava, mas foi tirado de seu torpor quando o obrigaram a se levantar com certa indelicadeza por parte de Sook. O infeliz simplesmente o agarrou pelo braço e o puxou como se fosse uma boneca de pano. “Ou uma boneca inflável já que a ocasião me permite dizer”. YoungJae se praguejou silenciosamente por fazer esses trocadilhos mentalmente, ainda mais levando em conta que estava fodido, quase literalmente falando.

Tentou se soltar, mas desta vez Sook não permitiu.

— Acho que perguntei o que está acontecendo.

— Senhor JaeBum — SooMin, que apareceu logo em seguida, se curvou e YoungJae estreitou os olhos. — Estamos apenas cumprindo as ordens do Sr. HyunShik.

Voltando a fitar o cara de óculos, Choi só então notou que ele estava acompanhado por mais uma pessoa e ambos o encaravam. JaeBum soltou uma risada nasalada, soando sarcástico enquanto analisava o rapaz da cabeça aos pés. Por pouco YoungJae não se escondeu atrás de Sook.

— Mais um?

Como assim, mais um? YoungJae bufou e puxou o braço, mas era mais fácil ficar sem ele do que o motorista o soltar.

— Me largue — pediu, mas Sook só ignorou. — Aish, eu mandei me largar! — Não foi bem a sua intenção, ou talvez fosse sim, mas chutou o joelho do motorista com força e ele finalmente o soltou, grunhindo de dor enquanto se curvava um pouco e lançava um olhar assassino na direção de YoungJae, que arqueou as sobrancelhas de maneira desafiadora e estalou os lábios, vislumbrando SooMin. — Eu já disse que não vou fazer isso. Deveria ter me dito a verdade!

— Tecnicamente, não menti tanto. A sua função continua sendo a mesma.

— O quê? Eu tenho cara de ser tão trouxa assim? Por favor, tenho mais inteligência do que isso.

SooMin fechou as pálpebras por um instante e respirou fundo.

— Você assinou o contrato e só será liberado quando Sr. HyunShik quiser.

— Eu não assinei nada.

— Claro que sim. Eu vi.

YoungJae bufou

— Então, onde está? — JaeBum se intrometeu na conversa, mas YoungJae não lhe deu atenção.

— No quarto — SooMin respondeu mais amena. — Vou buscar.

Ela saiu quase correndo de volta ao quarto e YoungJae cruzou os braços, com o coração acelerado enquanto esperava. Não era nada legal ficar no meio do corredor com um motorista irritado o encarando como se quisesse quebrar seu pescoço e mais dois caras estranhos, que, aliás, também não paravam de o olhar. Ignorou e não retribuiu. Em instantes, SooMin voltava fitando o papel com as sobrancelhas encrespadas.

— Viu? Não assinei.

— Assinou sim — ela acusou, virando o contrato nas suas direções. Na linha de assinatura, estava apenas o “Choi Young” que não terminou. — E tem até mesmo sua digital para comprovar isso.

— Mas não assinei meu nome completo! — tentou pegar os papéis, mas ela desviou e virou para si. Na mesma hora, YoungJae notou que ela estava com uma caneta em mãos e foi escrever algo. Era fácil saber o que ela estava fazendo e até mesmo tentou pará-la, mas Sook o impediu. — Yah, o que está fazendo? — quando ela virou de novo, o nome estava completo em uma caligrafia quase igual a original. — Isso é falsificação!

SooMin deu de ombros e YoungJae sentiu vontade de voar naquele pescoço fino e estrangulá-lo; só não o fez porque o maldito motorista estava o segurando de novo.

— De qualquer forma, esse problema está resolvido — ela sorriu minimamente. — Aconselho que seja bonzinho com seu Daddy, ele não é muito paciente.

— O quê?! — sua voz saiu mais esganiçada do que desejava e quase se jogou no chão para não ser arrastado para fora do hotel.

— Solte ele — JaeBum mandou, e YoungJae agradeceu aos céus pela intervenção quase divina. Pelo jeito como SooMin o tratava e pela forma como Sook hesitou, aquele homem claramente era alguém importante ali. Quando YoungJae o contemplou com curiosidade, ele desviou os olhos do menor e encarou o que estava do seu lado. — JinYoung, leve ele para o meu escritório.

— Pode deixar.

Após a confirmação, JaeBum voltou a atenção a Sook, tombando a cabeça de lado e franzindo a testa.

— Pensei ter mandado você o soltar.

Ainda hesitante, o motorista largou YoungJae, que suspirou aliviado e fez uma careta para Sook, que só faltou rosnar. Em seguida, foi puxado por JinYoung com calma, retirando-o dali. Quando pararam de frente para o elevador, Choi espiou onde estava antes, vendo o homem de óculos esticar o braço, talvez pedindo seu contrato.

— Pode ficar tranquilo — sentiu uma mão nas suas costas e encarou JinYoung, que sorriu formando ruguinhas no seu rosto. — JaeBum hyung vai resolver isso rapidinho.

YoungJae concordou, mesmo duvidoso, e entrou no elevador com o outro, que apertou o botão para o penúltimo andar. Levou uns dois segundos, ou talvez mais, para perceber que JinYoung o analisava, deixando-o inquieto. Um pouco irritado, devolveu o olhar.

— O que foi?

— Nada — ele riu. — Tenho a impressão de que já te vi em algum lugar.

— Deve ser só impressão mesmo, porque eu nunca te vi — disso tinha a mais absoluta certeza.

JinYoung era um cara bonito, com cabelos castanho escuros, lisos, mas um pouco bagunçados. Era alguns centímetros mais alto do que YoungJae e parecia ser um cara legal e decente, mas o menor achava melhor não se deixar levar pelas aparências. Acabou descobrindo da pior forma que as pessoas da capital não eram tão confiáveis.

— Sou Park JinYoung.

YoungJae admirou seu sorriso transparente e franziu os lábios, ainda receoso. Por fim, suspirou.

— Choi YoungJae.

Por um instante, YoungJae se questionou a forma como ele franziu levemente as sobrancelhas, parecendo pensativo, mas quando a porta do elevador se abriu em seguida e ele sinalizou com a cabeça que deveria segui-lo, deixou isso de lado.

— Vamos lá, YoungJae.

Como não tinha muitas opções, foi atrás de JinYoung, deparando-se com um corredor mais largo, mas bastante semelhante com o do outro andar. A diferença era que havia menos portas e no lugar de números, havia nomes e cargos. Quando ele abriu uma delas, notou o “Im JaeBum” pregado na entrada e logo abaixo escrito “Gerente”. Aquele cara era o gerente do hotel? Quantos anos ele tinha para estar num cargo desses? Parecia ser muito novo, apesar da expressão rígida e séria.

O escritório era incrivelmente grande, como já era de se esperar, e bonito. A parede de vidro dava vista para Seul, com persianas, e o chão era composto por tacos de madeira clara. Todos os móveis - estantes, armários, mesa, cadeiras, sofá - variavam entre as cores marrom, bege escuro e claro. Nada fora do lugar e completamente organizado.

— Fique à vontade. Ele não vai demorar.

 

 

Assim que abriu a porta e adentrou seu escritório, viu YoungJae se levantar rapidamente do sofá macio na parte lateral da sala. Choi se curvou para JaeBum assim que notou seu olhar em si, sentindo sua boca seca e o coração acelerar, ainda mais ao notar que ele estava com o contrato em mãos.

Passando direto por YoungJae, sentou-se em sua poltrona e abandonou os papéis na mesa, cruzando os braços em seguida e o encarando. Não evitou analisá-lo minuciosamente por alguns segundos com um interesse além do normal enquanto o menor se prostrava totalmente sem graça de frente para sua mesa, evitando olhá-lo por mais de três segundos, pois a forma como JaeBum o observava fazia sua pele formigar de nervosismo.

YoungJae não era tão menor que si, talvez fossem apenas uns dois centímetros de diferença. Os cabelos castanhos e lisos estavam um pouco bagunçados, com a franja caindo ligeiramente sobre os olhos escuros. Era magro, mas seu rosto tinha expressões bem destacadas e acentuadas, com lábios um tanto volumosos, mas sem exageros. Ele era muito bonito do seu ponto de vista.

“Droga, como isso foi acontecer?”, JaeBum pensou, soltando um longo suspiro em seguida. — E então? — ele fez uma pausa, mas sua voz saiu exigente. — Por que virou um Sugar Baby? — desta vez, YoungJae cravou os olhos em JaeBum, não gostando muito da pergunta e vendo-o descruzar os braços, apoiando-os sobre a mesa. — Sabe… Dependendo da sua resposta, eu decido se deveria jogar esse contrato fora ou entregar ao meu pai.

Ele ficou chocado com a informação. O pai de JaeBum havia o contratado? Só poderia ser uma brincadeira de muito mal gosto.

— E-eu… — gaguejou, umedecendo os lábios e tentando se acalmar.

— Sim?

— Para ajudar minha família.

JaeBum desviou os olhos dele por um instante, parecendo refletir a respeito e suspirando novamente antes de voltar a encará-lo.

— Sua família?

— Você não está acreditando em mim, certo? — YoungJae concluiu com amargura. Até compreendia a situação, mas, poxa, custava dar um voto de confiança? — Eu estou falando a verdade.

— Tudo bem, e em que sua família precisa de ajuda? — o menor se negou a responder ao notar que ele perguntou aquilo com certo sarcasmo. — Lembre-se, eu decido o que fazer com isso.

Os olhos de YoungJae acompanharam o movimento quando JaeBum pegou o contrato e balançou de um lado para o outro, conseguindo desmanchar sua pose de teimosia.

— Dívidas. E também tem o tratamento da minha irmã. Ela sofreu um acidente há alguns meses e ficou paraplégica. O médico disse que ela poderia voltar a andar, mas não temos dinheiro para arcar com os custos.

JaeBum ficou um tempo o examinando e YoungJae concluiu que ele estava tentando descobrir se era mesmo verdade, mas se manteve firme e no controle, não desviando do seu olhar.

— Então deveria aceitar — o jovem franziu a testa, descrente no que tinha acabado de ouvir. JaeBum deu atenção ao contrato e folheou as páginas, lendo superficialmente. — Vai ganhar o suficiente para cuidar da sua família, se é o que importa. E conhecendo meu pai, logo ele enjoa de você — quando Im voltou o olhar para YoungJae, sustentando uma sobrancelha arqueada, foi como se o menor tivesse levado um chute no estômago. — Você é bem orgulhoso, não é mesmo? Apenas aceite. Não vai encontrar outra forma mais rápida de conseguir dinheiro para o que precisa, mas é como SooMin disse. Meu pai não é tão paciente, então se não for bom para ele, ele também não vai ser bom para você.

YoungJae realmente não sabia o que dizer e acabou fitando o chão, sentindo-se irritado, chateado, humilhado e sem saída. Deveria mesmo aceitar? Era realmente uma oportunidade única e não sabia se outra pessoa estaria disposta a pagar aquele valor por si. Era um meio sujo, mas sua mãe e JinKyong ficariam bem. Por que tudo tinha que ser tão difícil? Não queria fazer isso, mas..

— Eu… — quando voltou a atenção a JaeBum, prestes a se dar por vencido, ele simplesmente rasgou o contrato e YoungJae observou aquilo atônito, vendo-o jogar os pedaços de papel na lixeira ao seu lado sem desviar as íris do jovem.

— Você realmente não estava brincando… Aish. — JaeBum bagunçou os próprios cabelos castanhos escuros, fazendo uma careta de preocupação e só então YoungJae percebeu que estava chorando. Enxugou rapidamente o rosto, abismado por não ter se dado conta disso e sentindo seus olhos arderem pelas lágrimas. Se achava realmente um fraco e idiota que só sabia passar vergonha. Ouviu um novo suspiro e espiou Im, notando que ainda o observava. — Eu decidi. Vou me responsabilizar por você — dessa vez, YoungJae o encarou confuso. — Vou ser seu Daddy.

— Por quê?

— Eu posso te ajudar, mas você precisa dizer sim. E então?

YoungJae umedeceu e mordeu seu lábio. Os pensamentos à mil. Respirou fundo com dificuldade e afastou os contras da mente, agindo por impulso. Provavelmente iria se arrepender disso para sempre.

— Sim.


Notas Finais


Enfim, não foram tantas mudanças, né? xD Mas são elas que fazem toda a diferença no final das contas. E acabou ficando menor que antes...
Prometo que vou responder os comentários do capítulo anterior logo!
Mais uma vez, muitíssimo obrigada por tudo <3
Kissus :*


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