História Rewind - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Jaebum, Markjin, Rewind, Sugar Baby, Sugar Daddy, Youngjae
Exibições 829
Palavras 3.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi~
Passando rapidinho pra atualizar Rewind pra vocês <3
Perdão por qualquer erro, fanfic não betada.
Boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo 04


Fazia exatamente uma semana desde que YoungJae foi praticamente despachado de volta para Mokpo. Depois de seu “sim”, JaeBum simplesmente mandou que o levassem de volta para casa em segurança após trocarem os números de contato. Isso havia deixado Choi um pouco chateado, afinal, estava começando a achar que havia sido feito de trouxa de novo. Não havia nada que confirmasse o acordo que fizeram - nenhum contrato, cláusula, pedaço de papel, gravação, nada. Tudo dependia unicamente de Im JaeBum e de suas palavras. Se YoungJae confiava nele, isso já era outra história, mas o que poderia fazer? Continuar trabalhando feito o pobretão cheio de dívidas que eu sou e esperar com uma ponta de esperança perturbando meu dia a dia. Não diria que estava aliviado pela demora do retorno; aquilo tudo estava o deixando agoniado para dizer a verdade.

Fez uma careta quando viu uma garota quase vomitar no balcão do bar, sendo amparada pela amiga que a levou para longe. Era apenas mais uma noite de sábado normal na boate, com o barulho ensurdecedor, pessoas dançando e bebendo sem parar até expelir o estômago pela boca. Tudo bem, estava acostumado com isso, mas não deixava de ser cansativo. Foram dias longos sem descanso e o fato de que estava faltando apenas três semanas até os oficiais irem fazer uma visitinha à sua casa o perturbava. O que faria se JaeBum não o procurasse logo? Precisava de dinheiro o quanto antes.

Suspirou ao ver que a mesma garota de instantes atrás voltou, apoiando-se no balcão.

— Eu quero mais vodca! — YoungJae franziu a testa mediante a voz arrastada.

— Não acha que já bebeu demais? — indagou, e ela deu um tapa no balcão, quase caindo. A maquiagem borrada e o cabelo bagunçado era deplorável.

— Eu quero! Eu ‘tô pagando, então só me dá, seu merda! — revirando os olhos, YoungJae pegou a bebida, servindo-a. Ela bebeu tudo num único gole. Detestava esse tipo de cliente. — Oh, droga… — Principalmente quando eles vomitavam perto de si.

— Ah, fala sério — choramingou ao se afastar, vendo a amiga dela aparecer em seguida realmente irritada por ela ter fugido e enquanto a arrastava para outro lugar, a doida gritava pedindo mais.

Como era de se esperar, se a cliente era sua, o vômito também era, então teria que limpar aquilo o quanto antes. Rapidamente pegou os materiais de limpeza, começando a purificação. Fazer isso embrulhou seu estômago, mas não demorou a terminar, jogando as luvas no lixo no mesmo instante em que seu celular começou a vibrar no bolso da calça e o pegou, irritado.

Sentiu seu sangue gelar na mesma hora em que viu o nome JaeBum aparecer na tela, causando-lhe a pior sensação do mundo; uma mistura de nervosismo, medo e ansiedade que o fez engolir seco antes de criar coragem para ir em direção à área dos funcionários, atendendo pelo caminho.

— Alô — houve um silêncio do outro lado que quase o fez insistir no cumprimento, mas JaeBum falou antes que o fizesse.

— Onde você está? Em uma boate?

— Sim — concordou, finalmente entrando na sala dos funcionários sem ser visto e fechou a porta. — Estou trabalhando.

— Em uma boate? — havia descrença em sua voz e YoungJae bufou por imaginar que coisa boa ele não deveria estar pensando.

— Sou barman.

— Ah. Estou em Mokpo.

Sua boca se abriu em pura surpresa e por um instante não soube o que dizer.

— Em… Mokpo? Por quê?

— Me passe o endereço da boate. Eu vou até aí.

— Ah, okay — mesmo um pouco chocado, passou-lhe o endereço e antes que tivesse a oportunidade de questionar novamente o porquê dele estar ali, JaeBum simplesmente desligou.

“Oh, bicho mal educado”.

Bufou e guardou o celular de volta ao bolso, saindo da sala em seguida para voltar ao trabalho. Quando retornou para trás do balcão, a ficha pareceu finalmente cair. “Im JaeBum está vindo atrás de mim”. Por que raios ele estava fazendo aquilo?

Depois de atender dois clientes com mil perguntas e xingamentos na cabeça, fechou os olhos e choramingou.

— Está tudo bem, YoungJae? — abrindo as pálpebras, encontrou JungSu o encarando com uma expressão estranha, como se estivesse vendo algo extremamente bizarro.

Desde que voltara de Seul que não havia contado nada sobre o que tinha acontecido a ele, por mais que tivesse insistido. Apenas explicou que foi enganado e que havia sido uma completa tragédia, nada mais. No começo, JungSu ficou no seu pé o tempo todo querendo que lhe contasse os detalhes, mas YoungJae se manteve firme e forte, então não abriu o bico.

— Sim, está tudo ótimo.

— Sei — estreitou as pálpebras. — Tem um cara te procurado.

YoungJae franziu as sobrancelhas. Era JaeBum? Já?

— Onde?

— Então está mesmo esperando alguém? — JungSu abriu um sorrisinho e o menor sentiu vontade de socá-lo. — Quem é ele?

— Onde ele está?

— Que sem graça — o tatuado fez bico com uma falsa cara de chateado. — Ele está no balcão, perto da entrada. Eu disse que iria te chamar.

Concordando com um aceno, YoungJae foi até o lugar indicado, tentando a todo custo disfarçar sua inquietação enquanto ainda se perguntava o motivo dele ter vindo de tão longe por sua causa. Claro, poderia ter outro motivo e ele apenas aproveitou a oportunidade para vir dizer que mudou de ideia e que não o queria como “responsabilidade” mais.

Foi fácil encontrá-lo e diferente da última vez, ele não usava roupas sociais e estava sem óculos. Sentado com os braços apoiados no balcão, usava uma jaqueta de couro azul escuro com uma blusa cinza por baixo. Era até estranho o ver em um ambiente daqueles. Não que as pessoas ao seu redor fossem um bando de pé rapados e nem nada, mas ele possuía uma aura diferente, como se deixasse claro que a classe dele não se misturava com a da ralé que frequentava a casa noturna e isso chamava a atenção de algumas pessoas. Claro, um cara bonito, bem vestido e que ninguém nunca viu antes na vida conseguia arrancar olhares.

— Oi — JaeBum somente notou a presença de YoungJae quando ele parou à sua frente, passando a encará-lo por algum tempo.

Aquilo deixou YoungJae bastante incomodado, mas não disse nada e preferiu esperar que ele falasse algo. Qualquer coisa.

— Um uísque — JaeBum quebrou o silêncio e YoungJae quase agradeceu por isso, ainda que ele continuasse a analisá-lo. Rapidamente atendeu seu pedido, depositando a bebida à sua frente e ele a bebeu, estendendo o copo em um pedido mudo de que era para enchê-lo. E foi o que fez. — Há quanto tempo trabalha aqui?

— Uns três meses — respondeu, enchendo novamente o copo.

— Me serve um conhaque? — YoungJae forçou um sorriso para o cliente que apareceu ali perto, deixando a garrafa de uísque no balcão, prestes a ir atender o pedido. No entanto, voltou a fitar JaeBum quando ele segurou seu pulso, impedindo-o e o encarando seriamente, como se exigisse que ficasse ali e o servisse. Para a sua sorte, outra funcionária apareceu e cuidou do freguês. Só então JaeBum o soltou.

Estendendo o copo, YoungJae não teve opção a não ser colocar mais bebida.

— Eu já preparei o contrato — avisou e o menor sentiu a própria respiração pesar um pouco enquanto o via beber mais uma vez antes de depositar o copo no balcão, deixando claro que era o suficiente. — Vamos assiná-lo mais tarde, em um lugar calmo. Acho que pode pedir demissão agora mesmo.

YoungJae cogitou a possibilidade de relutar contra a ideia, mas seria perca de tempo. Mas se ele estivesse o enganando, fazendo-o sair de todos os seus trabalhos para não contratá-lo, ah, Im JaeBum iria pagar por isso.

— Tudo bem.

JaeBum pegou sua carteira, depositando o dinheiro da bebida na mesa.

— Vou estar te esperando.

Concordando com um aceno, YoungJae pegou o dinheiro, indo até o caixa e o entregando ao atendente. Passou por JungSu enquanto procurava o gerente e quando o encontrou, foi direto ao pedir demissão. Logo após, foi para os fundos se trocar e pegar suas coisas. Foi rápido nisso e quando se virou já com a mochila pendendo em um dos ombros, deu de cara com JungSu de braços cruzados e encostado na porta, encarando-o com os olhos estreitos.

— Qual é? Não vai me dizer quem é aquele cara? — YoungJae quase revirou os olhos. — Seu Sugar Daddy? — aquilo o pegou desprevenido. — Acha que sou lerdo, hun?

— Não é nada disso, hyung. Eu só… É complicado, entende?

— Que feio, Choi YoungJae. Esconder algo importante assim do seu hyung?

— E queria que eu dissesse o quê?

— Não sei. A verdade, talvez.

Estalando os lábios certo de que JungSu não o deixaria sair enquanto não dissesse a verdade, acabou se dando por vencido e contando resumidamente o que tinha acontecido. Ao contrário do que pensou, ele não fez nenhuma piadinha; muito pelo contrário. Ficou completamente sério.

— YoungJae, tome cuidado — o mais novo sorriu verdadeiramente grato pela preocupação. JungSu descruzou os braços e abriu a porta, lançando-lhe um último olhar antes de sair. — E cuide bem da sua bunda.

— Yah!

Ele saiu rindo e YoungJae resmungou frustrado. JungSu realmente nunca tomava jeito e nem conseguia agir sério por mais de alguns segundos.

Sem perder mais tempo, mas não se sentindo menos nervoso, saiu indo até JaeBum, que se levantou assim que o viu e enfiou as mãos nos bolsos da jaqueta.

— Vamos sair daqui — YoungJae não protestou, ficando até mesmo mais aliviado ao se retirar da boate ainda sentindo o efeito da música ensurdecedora fazendo sua cabeça latejar. Sem o esperar, JaeBum foi para o estacionamento, entrando no seu Mercedes C-class branco e ainda incerto, o menor fez o mesmo, imitando-o ao colocar o cinto. — Onde fica sua casa?

— Aqui perto — respondeu enquanto JaeBum colocava a chave na ignição.

— Vamos até lá.

— Tudo bem — sua resposta saiu incerta.

O que sua mãe acharia se aparecesse em casa mais cedo que o previsto e de carro com um desconhecido? Ela era meio neurótica com essas coisas, então qualquer coisinha era motivo para desconfiança ou medo. YoungJae definitivamente havia puxado isso dela.

Recebendo as instruções, JaeBum não retrucou quando o carro entrou em movimento, atento nas ruas com pouco tráfego. YoungJae encostou a cabeça no banco macio, analisando o automóvel um pouco encantado demais. Amava carros e conhecia vários modelos graças ao pai, que era um amante louco por veículos - eis o motivo para ter mantido a oficina, que pertencia à família Choi e foi passada de seu avô ao pai. Algo como um negócio de gerações, não que pretendesse seguir com aquilo. Já havia deixado bem claro que seu sonho era outro, mas se sentia mal agora que pensava nisso. A segunda coisa que seu pai mais amava era a oficina que, infelizmente, havia sido tomada por não terem conseguido pagar a dívida com o banco. Mesmo tendo sido por um motivo importante, não deixava de se sentir péssimo ao pensar a respeito.

— Sua família sabe? — sua atenção foi atraída para JaeBum com a pergunta repentina. — Sobre o que você fez.

YoungJae cedeu a uma careta com o tom quase acusatório que ele usou.

— Não.

— Já imaginava — ignorando isso, YoungJae olhou a paisagem do lado de fora da janela escura. Não passavam de borrões.

— Eu disse à elas que um amigo tinha arrumado um trabalho em Seul para mim e que tinha ido fazer a entrevista — explicou. — Que estava esperando o retorno.

— Você pensou em tudo.

— Pode parar, é aqui. — não foi necessário pedir duas vezes e JaeBum estacionou, já se livrando do cinto. YoungJae fez o mesmo.

— Vou passar a noite na sua casa, tudo bem?

— Eu… Não tenho muito o que oferecer.

— Está tudo bem. Eu não ligo.

Sem esperar que YoungJae rebatesse, JaeBum abriu a porta e saiu. Aquilo poderia ser um desastre? Com certeza. Se YoungJae estava preocupado? Óbvio, tanto que quase machucou seu lábio de tanto que o mordia ao sair do automóvel e ia até o entrada, pegando as chaves na mochila e abrindo. Não precisou o convidar para entrar, afinal, JaeBum se sentia totalmente na liberdade de invadir a casa sem um pedido formal.

JaeBum passeou os olhos pela sala assim que as luzes foram acesas, analisando tudo. Aquele monte de etiquetas chamando sua atenção. YoungJae fui direto para o corredor e JaeBum o seguiu. Era consideravelmente tarde, apesar de tudo, então tanto sua mãe quanto JinKyong estavam dormindo naquele horário, o que era algo bom. YoungJae foi direto para o seu quarto, jogando a mochila na cadeira da mesa de estudos aposentada.

— Sua casa é bem melhor do que tinha imaginado.

— Achou que eu morasse num barraco? — YoungJae sorriu ao ir direto ao guarda roupa, não sem antes lançar um olhar por cima dos ombros. JaeBum sorriu de canto e foi direto para a cama, sentando-se. — Meu pai era mecânico e dono de uma oficina, então era o suficiente para viver bem.

— E onde ele está?

— Faleceu há pouco tempo.

— Ah… Eu realmente sinto muito por isso — JaeBum não escondeu o fato de que lamentou realmente pelo acontecido.

— Tudo bem — YoungJae pegou algumas peças de roupa e se virou para o outro. — Quer tomar banho?

— Não, já tomei antes de vir.

— Pode ficar com o quarto. Vou dormir na sala.

— Você está falando sério? — YoungJae franziu as sobrancelhas sem entender o porquê dele o olhar com descrença.

— Sim, por quê?

JaeBum soltou uma risada baixa e nasalada, retirando a jaqueta e apoiando os braços no colchão, parecendo divertido.

— Podemos dormir juntos. Tenho certeza que cabe nós dois aqui.

YoungJae pensou em retrucar, mas a forma como JaeBum arqueou uma sobrancelha, soando quase sugestivo e exigente o deixou sem muitas falas. Não era muito fácil aceitar isso levando em conta que nunca teve uma proximidade grande com alguém do mesmo sexo, mas a grande questão era: estava prestes a assinar um contrato com ele e tinha que se acostumar a se sujeitar aos pedidos de JaeBum, ainda que não soubesse bem quais eram os termos do acordo - isso o lembrava que deveria verificar antes de assinar, caso contrário, poderia acabar sem os rins.

— Okay — aceitou. — Volto logo.

Sem esperar por uma resposta, YoungJae saiu do quarto um pouco apressado demais, deixando JaeBum sozinho ali.

O sorriso que se mantinha em seu rosto diminuiu, até tornar-se cansado. Analisou previamente o local, levantando-se em seguida e dando alguns passos pelo quarto de forma lenta e preguiçosa.

Encarando o conjunto de pôsteres na cabeceira da cama, JaeBum riu nasalado ao ver que a maioria deles era do grupo miss A. “Então ele é um Say A?”, pensou com diversão sem cessar sua análise. Seus olhos logo pousaram sobre algumas poucas fotos posicionados sobre a mesa de estudos. Quatro pessoas. Um casal, uma garota alta e um garoto fofo. Eles pareciam felizes, quase sem aparentar ter problemas, o que não era verdade. Todo mundo tem seus problemas. JaeBum suspirou frustrado e voltou até a cama.

 Em outro cômodo da casa, a mente de YoungJae trabalhava incansavelmente em busca de maneiras para evitar que passasse a noite em um quarto, na verdade, em uma cama com Im JaeBum. As ideias iam de inventar uma desculpa esfarrapada de ir dormir no quarto da irmã para que pudesse ajudá-la quando precisasse - o que era bem idiota, pois JinKyong conseguia se virar muito bem sozinha - até falar que estava com dor de barriga e ficar trancado no banheiro até ele dormir. Porém, era idiotice demais. Do que adiantava ficar fugindo? Só iriam dormir; ao menos era o que esperava.

Já vestido, voltou ao quarto em passos lentos e quando entrou, JaeBum se encontrava deitado, mexendo no celular.

— Demorou — ele nem ao menos o olhou ao dizer aquilo, mas YoungJae não ligou. — Não vai trancar a porta?

— Por que eu faria isso?

— Porque vamos dormir.

— E qual o problema nisso?

— Me sinto mais confortável sabendo que ela está trancada — desta vez, JaeBum deixou seu celular na mesa de cabeceira e o olhou.

Sem solução, YoungJae deu-se por vencido e voltou até a porta, trancando-a mesmo com o frio intenso que sentia na boca do estômago.

— Satisfeito?

— Muito. — Ah, que vontade louca que YoungJae sentia de arrancar aquele sorrisinho miserável do rosto do maior. — Você não está com medo de mim, certo?

Sentindo uma veia da testa latejar com o sarcasmo contido na pergunta, YoungJae sorriu em deboche.

— Com medo? Eu? Claro que não.

Apagou a luz, um pouco irritado, e foi até a cama tratando de ignorar aquela sensação terrível na barriga e os pensamentos nada agradáveis que vinham na cabeça.

— Isso é ótimo — a voz de JaeBum soou mais baixa e YoungJae quase bufou ao se deitar, embrenhando-se no cobertor quentinho e grande o suficiente para os dois. Quando um braço o envolveu, obrigando-o a se aproximar mais até colarem seus corpos, YoungJae sentiu toda a sua pele se arrepiar de nervosismo. O que diabos Im JaeBum pensava que estava fazendo? Seu corpo ficou tenso na hora e o maior riu baixinho com a sua boca rente a área perto da orelha de YoungJae. — Você parece nervoso.

JaeBum depositou um beijo no local e o menor prendeu a respiração, chocado demais e agindo por impulso ao tentar afastá-lo sem sucesso, sendo ainda mais pressionado para perto.

— Isso não é engraçado.

— E quem disse que é para ser? — seus dentes se prenderem no lóbulo da orelha de YoungJae, que se encolheu com o coração batendo forte. — Se não está com medo, então por que está agindo assim, hun? — sem uma resposta, JaeBum se colocou sobre o outro, deixando-o verdadeiramente assustado.

— O que você está fazendo? — sua voz saiu mais falha do que desejava e JaeBum o ignorou, curvando-se e beijando sua bochecha de forma lenta e demorada, descendo os lábios sem restrição.

YoungJae se sentia em um estado lastimável; o coração parecia que sairia pela boca e toda a força que tinha foi embora, impossibilitando-o de tomar uma atitude coerente - resultado do nervosismo e do medo que, sim, estava sentindo, mesmo que negasse em voz alta.

Quando a boca de JaeBum se encostou no canto da boca de YoungJae, o menor fechou os olhos em pura tensão. Não demorou para que seus lábios se colassem em um selar e ao contrário do Choi imaginou, não sentiu nojo e aversão. Era até… Bom. Macios.

Uma das mãos de JaeBum foi parar na cintura alheia, invadindo a blusa e apertando a região ao mesmo tempo que mordeu o lábio inferior de YoungJae de leve, fazendo-o suspirar. Aquilo, definitivamente, não deveria ser tão bom assim. Pela primeira vez em muito tempo, YoungJae estava cedendo facilmente a qualquer investida; percebeu isso principalmente quando a língua do mais velho invadiu sua boca sem qualquer protesto, obrigando-o a retribuir e o fazendo ofegar a cada coisa que ele fazia. Estava se sentindo tão confuso, ainda mais quando JaeBum partiu o beijo e se sentiu tentado a implorar por mais.

— Não vou te forçar a nada — abriu os olhos ao ouvir o sussurro, enxergando apenas a silhueta do maior —, mas não vou te ajudar de graça, então você tem que estar cem por cento de acordo com isso e ter certeza de que vai retribuir meus favores. Ainda quer assinar o contrato?

YoungJae se sentia completamente perdido. Querer, não queria, mas a necessidade era maior. Se para ajudar sua família precisasse se rejeitar aquele tipo de relacionamento, o faria.

— Sim.

— Tudo bem — JaeBum selou seus lábios demoradamente e voltou a se deitar ao seu lado, puxando-o junto como se fosse algum tipo de bichinho de pelúcia. — Amanhã, quando chegarmos à Seul, vamos assiná-lo. Prometo que vou cuidar muito bem de você, baby — YoungJae não conseguiu evitar o arrepio com aquela voz baixa rente ao seu ouvido e quase chorou naquele instante.

Não se sentia tão tenso, mas ainda estava incomodado por “N” motivos.

O aperto ao redor de sua cintura, o calor do corpo alheio e a respiração baixa debatendo contra a sua pele… É, não conseguiria dormir tão cedo.


Notas Finais


Mais um capítulo postado. Até que estou sendo bem rápida, né? Hahaha
Muito obrigada por tudo, amouras <3

Pra quem quer ser meu amigo, ou quiser falar qualquer coisa, surtar, cobrar, me bater, xingar, me sigam no twitter: @izzie_nyan
Prometo seguir de volta e responder vocês <3
Kissus :*


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