História Rewind is not an option - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Red_Ruby

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama
Exibições 5
Palavras 1.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shoujo-Ai

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


안녕, sejam bem vindos a essa fanfic original.
Provavelmente serão poucas pessoas a lerem, mas nos sentimos na obrigação de escrever algo aqui.
Essa é a história de um casal que terminou o relacionamento, mas as lembranças continuam tão vivas quanto o amor deles. Retornar não é uma solução, mas relembrar - talvez - seja.

Capítulo 1 - Chapter I


Seok JiTae & Yeon JeongRin.

A story to remember, or to forget?

How could you hurt me like this?

Aquilo definitivamente doía, mas não era como se JeongRin fosse mencionar ou se deixar demonstrar. Não mais uma vez. Seu olhar recaiu sobre o colo, por que aquilo tinha de ser tão desconfortável? Dentre tantas pessoas, por que sua irmã tinha de se apaixonar justo pelo irmão dele? JeongSoo, no entanto, encontrava-se radiante. Era até irônico o quão divergentes estavam as gêmeas naquela noite. A mais velha dentre as Yeons se encontrava quieta, mantendo o olhar sempre baixo, incapaz de fitá-lo. Como poderia ela após tudo o que aconteceu? Sequer sabia como agir diante tudo aquilo, e o fato de o relacionamento ter sido um tanto que “secreto” para seus pais dificultava ainda mais para que ela viesse a ter uma escapatória do jantar. No fim, JeongRin sabia que aquilo era só uma parte do sofrimento que ela merecia após tudo o que aconteceu.

Dentre tantas pessoas para se apaixonar, por que seu irmão tinha que se apaixonar por JeongSoo? Aquele jantar seria difícil de aguentar e a pior parte seria ter que encarar JeongRin após aquele término desastroso. Ele quase podia bater no irmão por ter aceitado todo aquele circo, mas de que adiantaria? Isso não faria ele voltar no tempo e muito menos faria com que sua história com a mais velha das gêmeas simplesmente sumisse do mundo. A blusa social quase parecia sufoca-lo, então ele apertara os lábios um no outro, de modo a desviar o olhar da jovem a sua frente. — Então JiKyung finalmente está a namorar nossa JeongSoo, isso nos deixa felizes de fato, mas e você, JiTae, quando ira arranjar uma namorada? A idade está a bater em sua porta. — A matriarca dos Yeons falara com um tom doce, quase sorrindo ao mais velho dentre os Seoks, que em nada demorou a retribuir o sorriso, levando olhar de relance até JeongRin. — O amor é complicado, ommoni, não é algo no qual um jovem como eu deva se arriscar.

A jovem estava com a taça em seus lábios ao escutar a pergunta da mãe, quase engasgando-se e, por um breve segundo, levantou o olhar ao irmão do namorado de sua gêmea. Enorme erro, uma vez que este olhou para ela de relance. JiTae ainda tinha um grande efeito em si, por mais que a jovem viesse a negar para si, para o mundo e, especialmente, para ele. — Isso é bobeira, rapaz. O amor parece até um bicho de sete cabeças, mas quando se é a pessoa certa, faz com que se assemelhe a um parque de diversões. — O patriarca dos Yeons comentou, de modo agradável e quase sorridente. Não era à toa que estava assim, o homem estava satisfeito com o namoro da caçula. JeongRin permaneceu em silêncio, seu pai sempre dizia tais coisas. — É muito bom, JiTae-ssi. E se me permite dizer, não é complicado. As pessoas que o complicam. Digo isso por ter passado toda a minha vida ouvindo JeongRin unnie desromantizando as coisas. — JeongSoo comentou de modo simplório, a mais velha das gêmeas quase se encolhera, sabia que dali, seria ela o exemplo utilizado de adolescente a negar o amor, afinal, era sua irmã a romântica da dupla.

Um leve, pequeno e simplório sorriso se formou ao que JeongRin tossira, ele sabia que tal pergunta a havia atingido em cheio e, diferentemente dele, ela não conseguia simplesmente fingir não ter ouvido. Com calma ele pegara parte do alimento em seu prato, imaginando como os adultos naquela mesa reagiriam se soubessem que o grande amor de sua vida, e sua ex namorada, havia sido a mais velha das gêmeas, tal pensamento quase o fazia sorrir, quase o fazia se divertir, mas tudo aquilo estava longe de ser cômico. Era deprimente o fato dele estar ali, sentado de frente a ela e não poder dizer um simples “Sinto muito.”. — Ah, aboji, o hyung tem um problema sério com o amor, parece até que ele já amou, mas não sei dizer ao certo. Ele é romântico, mas… Não sei dizer ao certo o que se passou com ele. — JiTae quase, quase, lançara um olhar irônico ao irmão, mas achava melhor deixar discussões ou reclamações com o irmão para mais tarde. —  Não é que eu ache que o amor é um bicho de sete cabeças, o amor é fácil, o difícil mesmo são as pessoas envolvidas e como lidar com os sentimentos. — Agora ele remexia a comida de modo desinteressado, ele estava com medo de levantar o olhar e ter de encarar JeongRin, Seok ainda amava aquela mulher, não havia como mentir, então para que tentar encara-la nos olhos? Naquele momento não lhe era viável ter um misto de emoções.

Cada vez mais, JeongRin sentia vontade de simplesmente sumir daquele lugar, não havia condições para ela ficar ouvindo a família de ambos discutirem tal tipo de coisa. Forçou-se a levar um pedaço do alimento até a boca, demorando mais do que o necessário para mastigar e forçou-se a engolir. — Dizendo tais coisas… JiTae-ssi, você já amou antes? — JeongSoo questionou, deveras curiosa, afinal, sendo a romântica que era, vinha a ser inevitável a mesma buscar saber dos relacionamentos das pessoas. A pergunta de sua irmã, no entanto, fizera com que a mais velha se martirizasse ainda mais. Precisava sair dali, sentia-se um tanto que sufocada. Não apenas isso, mas estar ali, em frente a JiTae, naquele jantar… Poderia ter sido a respeito do relacionamento deles se não fosse por ela. — Ahn, com licença, onde fica o banheiro? — Questionou num tom baixo, finalmente se forçando a levantar o rosto para fitar os anfitriões, rezando para que não ficasse evidente a vontade de chorar.

Já havia algum tempo que ele queria simplesmente sumir daquele maldito jantar, mas ele tinha que aguentar por seu irmãozinho, por mais que ele não fosse um irmão exemplar. Encarando a comida ele se forçou a levantar o rosto para focar o olhar na mais nova das gêmeas. “damn it, por que ela tem que ser gêmea dela?”, mas, ainda sim, um sorriso leve se formou. — Na verdade, há alguém que eu ainda amo, mas eu e essa pessoa não damos certo. — Sua expressão e sua linguagem corporal expressava que ele pouco ligava, mas aquilo era uma puta de uma mentira, uma mentira que ele contava apenas para si mesmo.

— Subindo as escadas, no fim do corredor, a sua esquerda, querida. — A matriarca dos Seoks sorriu de modo leve a jovem, indicando com a mão o caminho que esta devia seguir. Enquanto isso Seok JiTae se sentia ainda menos a vontade ali, sem contar que eles tinham assuntos a resolver. — Com licença, eu preciso ir até o meu quarto. — O rapaz sorriu aos presentes antes de se levantar da mesa e refazer o caminho feito segundos antes pela mais velha das irmãs Yeon.

A morena subiu as escadas de modo rápido, sentindo como se, por um momento, fosse vomitar. O nervosismo da jovem era tremendo, mas que podia ela fazer? Ir para o banheiro não era a melhor das opções, visto que ela precisava de um ambiente aberto, amplo, livre. Mas por hora, o pequeno cômodo teria de servir. Dentre tantas famílias, por que JeongSoo se apaixonara justamente por um membro da família dele? “Ao menos é pelo irmão… se ela houvesse se apaixonado por JiTae…” JeongRin fechou os olhos com força, parando em meio ao corredor. Não. Ela precisava tirar tais pensamentos da cabeça. — Não é como se você pudesse exigir qualquer coisa. Se estamos separados agora… a culpa é sua, JeongRin.

Seok praticamente pulara os degraus da escada, fazendo assim com que o trajeto se tornasse menor e mais rápido, mesmo sem querer admitir, ele conhecia a morena e ele sabia em momentos ruins como aquele, JeongRin tinha a tendência de sentir-se sufocada. — Você sabe que o banheiro está longe de ser uma boa opção, certo? — Falara em tom baixo, aproximando-se da jovem e então segurando a mão desta, a puxando delicadamente até seu quarto, para a varanda do local. Ficar a sós não era uma escolha viável, então o rapaz optou por abrir a porta da varanda, deixando que ela ficasse ali. — E eu não acho que a culpa seja só sua, veja só, quando um não quer, dois não ficam juntos, Yeon.

A voz masculina extremamente conhecida a fizera pular com o susto, não era como se a jovem esperasse que o rapaz fosse até ali. A Yeon assentiu, embora a contragosto, e antes que pudesse raciocinar alguma coisa para dizer, acabou por se deixar ser puxada ao quarto do mesmo. Sentiu seu estômago embrulhar um tanto mais, o nervosismo agora estava a crescer e a morena não sabia ao certo o que fazer. Houve uma pontada de alívio uma vez que chegaram à varanda, JeongRin se forçou a respirar fundo, soltando o ar devagar pelos lábios entreabertos. — Mas quando um quer, dois terminam, Ta-.. JiTae.

Não havia muito a ser falado naquele momento, ele deixara a menina na varanda e, aos poucos, se afastou da mesma, já que não era como se fosse fácil para qualquer um deles estar ali ainda mais juntos e tão próximos. — É, exatamente isso. — Dera de ombros, aquela maldita aura de despreocupação e falta de empatia sempre fazia com que o jovem não ligava para toda aquela situação, talvez, ele fosse o que ainda estivesse mais sentindo tudo aquilo.

Os olhos agora se encontravam fechados enquanto sentia a leve brisa bater contra seu rosto. Yeon não deveria ter se permitido entrar ali, não é? Ela julgava que não. Tudo já havia terminado entre eles, não havia mais necessidade de que ele a ajudasse ou qualquer coisa. — Obrigada, JiTae…-ssi. — JeongRin se viu forçada a falar de tal modo, aquilo precisava entrar em sua mente o quanto antes, ainda mais que o maior aparentava estar bem com toda aquela situação. — Por me ajudar agora… e por tudo antes, hm. — A jovem caminhou de modo lento para o interior do quarto, o olhar se elevando apenas um pouco, precisava olhá-lo em algum momento. — Mas é melhor eu ir. — Fizera um leve gesto com a cabeça, sentindo os olhos arderem mais uma vez, no entanto, antes que qualquer lágrima lhe escapasse, Yeon já estava saindo do aposento do rapaz.

Aquele perfume estava fazendo mal a ele, era quase como se ele estivesse morrendo por dentro por causa daquele maldito jantar. O novo casal em muito se assemelhava a ele e JeongRin, o que o fazia ter inveja do recém casal. Um suspiro pesado escapou-lhe pelos lábios ao ouvir o “ssi”, quando foi que eles chegaram a aquele momento? Ele ainda não entendia os motivos da jovem, mas estava longe de bancar a vítima ou o cara que não aceitaria o término. Ao que a mais baixa se despediu, ele sentiu algo lhe pesar ainda mais sobre os ombros e, em um movimento rápido, buscou o objeto sobre seu criado mudo, indo até a menina e novamente a segurando, para que ela parasse. — Não tenho o direito de fazer isso, mas acho que as coisas deviam ficar com seus verdadeiros donos. — Pegou a mão da Yeon com calma, depositando o pequeno anel há muito dado a esta, não demorando a sorrir de modo leve. — Aproveite o quanto quiser da varanda, você precisa de mais ar fresco do que eu.



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