História Riders on the Storm - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Drama, Rick Grimes, Romance, Universo Alternativo
Exibições 47
Palavras 1.940
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada a Salais, dixonjonhson, JelenaFormation, Pam_Malik1D, Lolita_Sad e JoaBR por favoritarem a fic.

Capítulo 13 - Um pequeno e passageiro abrigo na tempestade


Fanfic / Fanfiction Riders on the Storm - Capítulo 13 - Um pequeno e passageiro abrigo na tempestade

Sam foi à frente seguida por Carl, com Jessie e Rick na retaguarda, a entrada do posto dividiram-se, caminhando em lados opostos para dar a volta na edificação e avaliar se haviam outros errantes ou outras entradas que pudessem estar comprometidas, com Sam e Jessie retornando para entrar pela frente, enquanto Carl e Rick seguiam pela entrada dos fundos.

Apesar de desejar ter feito par com Rick, Jessie sabia que ele precisava ter alguém que pudesse auxiliá-lo e, mesmo que estivesse aprendendo a se defender, ainda não estava preparada para isso e talvez nunca estivesse, pelo menos não como a garota ao seu lado.

Quando Sam seguiu para dentro, depois de avaliar o interior pelo vidro sujo, manteve a mulher atrás e de seu lado esquerdo, notando como suas mãos tremiam segurando o pé de cabra, em como ela olhava para todos os lados como um coelho assustado, se rendendo ao fato de que Jessie era bonita, feminina e tinha um ar frágil que deveria incitar um homem a querer protegê-la. Droga! Até mesmo ela agora, apesar da raiva que sentia pela rival, não podia negar que se sentia um pouco protetora para com alguém que parecia tão indefesa.

Rival. A palavra lhe soou estranha, ainda que sentisse que havia uma história entre a mulher e Rick. O que lera nos olhos dele não fora fruto de sua imaginação. E a idéia de que a outra desfrutara com ele da mesma intimidade que ela, lhe revoltava de uma maneira que não conseguiria explicar, apenas sentir.

Sacudiu a cabeça para fixar o pensamento no que precisava no momento. Entrando no local e pedindo a Jessie que se abaixasse quando avistou um errante parado em um canto, olhando para o vazio de uma das prateleiras.

Fez sinal para que ela continuasse onde estava e seguiu em frente, se escondendo atrás de uma prateleira por alguns segundos, antes de olhar para o corredor, verificando se havia algum deles no chão, adiantando-se para atirar na cabeça do errante e agarrar seu corpo na queda, evitando que fizesse barulho.

Se adiantou para verificar os dois corredores do fundo nada encontrando, as prateleiras nuas, o chão atulhado com latas, caixas e sacos vazios, papéis e toda sorte de sujeira.

Voltando pelo fundo da loja, se aproximou do balcão de atendimento, percenbendo uma porta fechada em um canto, atrás deste. Sinalizou para que Jessie se aproximasse, depois verificou atrás do balcão sem nada encontrar.

Por meio de gestos indicou a Jessie o que queria que ela fizesse. A mulher arregalou os olhos e mordeu o lábio inferior, mas acenou afirmativamente, ficando posicionada ao lado da porta, para ficar atrás desta assim que a abrisse. Sam ficou de frente para o lugar, com a mão armada erguida, preparada para atirar em qualquer coisa morta que saísse dali.

Começou a contar sem emitir som algum: três, dois, um.

Jessie abriu a porta, ficando escondida e protegida atrás da mesma, enquanto Sam permanecia parada, olhando para a escuridão no interior do pequeno aposento, até que ouviu um grunhido e o errante se adiantou, avançando em sua direção, os braços erguidos, o rosto onde parte da carne faltava do lábio e do maxilar, com os destes expostos e a boca negra aberta pronta a lhe morder se houvesse uma chance.

Atirando o acertou no meio da testa, o corpo magro e esfarrapado caindo como um monte de ossos aos seus pés. Sem se mexer esperou, mas nenhum outro o seguiu, o silêncio só sendo quebrado pela sua respiração compassada e pela de Jessie assustada, ouvindo uma porta se abrir e percebendo em seu campo periférico, Rick e Carl surgindo dos fundos.

“Luz.” Sussurrou para Carl.

O garoto se adiantou ficando ao seu lado, ligando a lanterna e apontando para o espaço escuro além da porta que Jessie usava como escudo.

Alguns monitores, uma cama de campanha, e alguns outros objetos permeados por um cheiro pútrido foi tudo o que encontraram ali. Ao comando de Rick, Jessie fechou a porta e todos rumaram para a parte de trás do local.

Sam retornou guardando a arma e puxando o desmorto pelo pé, segurando pela bainha da calça jeans desgastada para evitar tocar a pele morta, aproximando o corpo da porta que levaria aos fundos, deixando-o ali para que seu cheiro encobrisse um pouco o dos vivos.

Rick lhe esperava do outro lado da porta, o rosto sério em expectativa, enquanto Carl e Jessie arrastavam dois corpos para o lado de fora da entrada dos fundos.

“Preciso buscar Jay.” Ela falou passando por ele. Notando como seu rosto estava magro e esgotado, a barba um pouco mais grisalha, os olhos tristes a seguindo. Sentindo quando ele quase a segurou pelo braço, mas desistiu da idéia deixando a mão tombar ao lado do corpo.

“Deixe-o lá.” Rick lhe pediu quando se afastava. “Ele não irá escapar.”

“Amarrado daquele jeito, ele acabará nos denunciando caso apareçam outros membros da Irmandade ou selvagens.” Ela explicou parando e se voltando par ele.

Parados se fitaram por alguns segundos. Rick fez menção de se aproximar, mas Sam se afastou, sabendo que aquele não era o momento.

Saindo correu em direção ao local em que deixara Jay, se esgueirando entre os carros. Desamarrou e o levou para a parte de trás do posto de gasolina o mais rápido que pode. Lá dentro o guiou para o quarto de onde o errante saíra, deixando-o ali para evitar conflitos com a outra mulher, mesmo que no íntimo soubesse que, desde o encontro com Rick, a presença do errante lhe causava uma estranha vergonha, um lembrete cruel de que era fraca, dos momentos humilhantes que passara no bunker, ainda que quisesse mantê-lo daquele jeito e perto para observar seu atual estado, vendo-o se decompor aos poucos.

Diferente da fachada, quase completamente envidraçada do Posto, os fundos possuíam duas janelas que já estavam parcialmente bloqueadas, no que parecia uma pequena cozinha, seguida por dois grandes quartos que serviram de depósito e uma porta que levava ao banheiro.

Jessie e Carl vasculharam em busca de mantimentos, mesmo sabendo que não resultaria em nada. Sam retirou de sua mochila suas últimas duas latas, meio pacote de biscoitos, o cantil pela metade e colocou junto às maçãs sobre a mesa, se afastando para olhar pelas frestas da janela. Quando deram a volta vira uma bomba d’água. Talvez a água não servisse para consumo, mas precisariam usar o banheiro.

Pegando dois baldes entregou um a Carl, que a seguiu sem nada dizer, ainda que achasse estranho que ela levasse a mochila às costas.

A tarde já estava morrendo, mas ainda possuíam luz suficiente para tentar a bomba, satisfeitos quando conseguiram encher um dos baldes e o outro pela metade, a água um pouco salobra, mas serviria ao seu intento.

“Sinto por Judith.” Sam deixou escapar quando voltavam, tentando evitar que as lágrimas que enchiam seus olhos derramassem.

“Eu também.” O menino respondeu com voz estrangulada.

Quando chegaram à porta, ainda do lado de fora, Sam colocou o balde no chão e segurou Carl pelo ombro. Depois se abaixou vasculhando na mochila, procurando por algo. Carl observou ela retirar alguma coisa embrulhada em uma jaqueta, que teve quase certeza que pertencia a seu pai.

Devagar ela desembrulhou um porta retrato, virando-o e lhe entregando. Carl olhou para a fotografia dele com seus pais, ficando calado por alguns segundos, depois deixou que uma lágrima caísse sobre o vidro, enxugando-a e aos olhos com a manga da camisa, envergonhado.

“Sei que a guardava para Judith, por isso trouxe-a comigo.” Falou se erguendo e colocando a mão novamente em seu ombro. “Mas agora, penso que a lembrança também era tão sua quanto dela.”

Carl sacudiu a cabeça confirmando, puxando o chapéu para que encobrisse seus olhos.

“Mas eu deixei isso para trás, quando tivemos que fugir da prisão.” Carl se deu conta erguendo os olhos para a garota. “Você esteve lá... Voltou pelo meu pai.” O garoto constatou mais do que perguntou.

“Voltei sim.” Sam afirmou agarrando um balde. “Mas acho que foi muito tarde.” Finalizou esperando que o garoto abrisse a porta para que entrasse.

Colocaram os baldes próximos ao banheiro, ambos se aproximando da mesa para pegar as vasilhas que Jessie arrumara para o jantar. Sam sentou em um dos cantos mais afastados, vendo Carl de costas colocar o porta retrato na sua mochila, escondido de Rick, como se soubesse que Sam não gostaria de contar como conseguira o objeto, pelo menos, não agora.

Começou a comer, mordendo um pedaço de maçã, enquanto observava, pela porta aberta, Jessie a limpar o lugar, estendendo alguns velhos cobertores sobre algumas caixas de papelão abertas no aposento ao lado, improvisando duas camas. Depois voltou pegando o que sobrara dos alimentos e acondicionando em algumas pequenas embalagens plásticas que encontrara pelo local e arrumando na mochila.

A mulher parecia não parar quieta, o que lhe dava uma sensação ruim, já que estava tão cansada que não pensava em se mexer até que fosse a sua hora de montar guarda e temeu perder na comparação.

Colocou o prato improvisado no colo, se encostando um pouco mais à parede, deixando aquela idéia de inferioridade de lado, notando que o modo como Jessie se esmerava em tornar o lugar aconchegante, mesmo que apenas por uma noite, lhe fazia sorrir por ser uma bobagem, ainda que percebesse o sorriso de aprovação nos lábios de Rick.

Fechou os olhos pensando em toda a bagunça que seus sentimentos estavam agora. Sentindo que a escuridão lhe engolfava aos poucos, adormecendo encolhida naquele canto, o cansaço e a noite anterior, que passara acordada e assustada em um carro largado na estrada, cobrando seu preço.

Rick do outro lado a viu adormecer, pensando que deveria colocá-la em uma das camas organizadas por Jessie, mas refletiu um pouco e concluiu que Sam não se sentiria bem com aquilo.

Agarrando um cobertor se aproximou dela. Abaixando-se lhe cobriu da melhor maneira que pode, decidindo que daria a ela o terceiro turno de vigília, para que descansasse um pouco mais. Ela parecia tão exausta quanto ele, e ferida de forma que ele não podia imaginar agora, tanto física, quanto emocionalmente.

Com delicadeza afastou parte do cabelo solto que lhe cobria o rosto, avaliando a extensão dos machucados, notando algumas marcas escuras no pescoço. Devagar deslizou as costas dos dedos pela linha de seu queixo, sentindo a pele suave e quente em contato com a sua áspera e machucada, deixando que um dos dedos afagasse o seu lábio inferior, para logo afastar a mão, sabendo que seu corpo escondia seus movimentos, mas não a idéia, na mente de Jessie, do que poderia estar fazendo. E não queria magoar a mulher. Desejava que ela soubesse quem Sam era e o que representava em sua vida, através dele e antes que tirasse suas próprias conclusões.

A contragosto se ergueu. Desejava sentar ao lado de Sam e puxá-la de encontro ao seu peito, lhe abraçar e ser abraçado por ela. Queria não se sentir sozinho nunca mais. Nem estar tão carente ao ponto de se apegar a primeira mulher que o ajudasse e segurasse sua mão.

Afastou-se, deixando-a dormir, começando com o primeiro turno da guarda, sem desejar deitar em uma dos leitos que Jessie preparara, mas receando magoá-la com aquele gesto.

Em pé ao lado da porta, olhava pela fresta da persiana, a escuridão quase total tornando o lugar ainda mais lúgubre do que qualquer local em que tivesse estado antes, olhando de soslaio para Sam algumas vezes, depois que Carl e Jessie já haviam se deitado, até que encontrou seus olhos abertos e vivos lhe encarando de volta.



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