História Ridiculamente Delicioso... - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Coldplay
Personagens Chris Martin, Guy Berryman, Jonny Buckland, Personagens Originais, Will Champion
Exibições 39
Palavras 1.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, como estão? Espero que gostem ;)

Capítulo 21 - Vá pra casa


 

  Era exatamente o que eu tinha em mente. Mas preferi não dizer sequer uma palavra ou expressar qualquer sentimento. Apenas observei as gotas de chuva que começavam a molhar o vidro do carro. Mas Guy quebrou o silêncio. 

  - Não vai falar nada? 

  - Me leva pra casa. Pra sua casa. 

  - Eu... 

  - Fica quieto. Só dirija. 

  Senti que ainda estava me olhando, mas não liguei. Guy ligou o carro e fomos pra casa em um silêncio absoluto. Mas talvez fosse melhor assim. Eu não sabia como deveria reagir ou o que fazer. A verdade é que as palavras não paravam de rodar em minha cabeça. Era exatamente o que eu queria ouvir dele, mas tinha medo. Já sei que não entendem o que eu digo! Vou explicar...

  Pra ser sincera, nunca me achei digna de nada. De nenhum amor de qualquer homem ou algo assim (estou abrindo meu coração e espero que ninguém saiba disso). Sempre fui eu e eu. Os namorados que falei pra Guy? Tudo mentira. Precisava saber o que ele queria com todo aquele interrogatório e tive uma resposta falsificada. Mas essa também não é a parte mais importante da história. A questão é que ouvir isso saindo de um cara tão arrogante era extremamente gratificante, como se meu trabalho valesse a pena. Agora estou agindo como se esse "te amo" fosse um troféu. Mas suas palavras não causaram só isso. 

  Era muito mais profundo e intenso. Algo que eu não consegui decifrar pra mim mesma. E nunca mais tentei desde então. Era o que eu esperava há muito tempo, mas as ter esperança era inútil. Nunca pensei que ouviria algo assim saindo de sua boca. Mas por que eu esperei por isso? Talvez... talvez exista algum sentimento, dentro de mim, por ele (bem lá dentro, tudo bem?). Mas é aí que entra o medo. Eu não sabia exatamente se podia corresponder aquele amor. E não sabia se podia ser o alguém que ele queria que eu fosse, sabe? 

  Era tudo tão complicado e bipolar pra mim... O medo de não querer machucá-lo e a felicidade de saber o que ele sentia estavam juntos. E era o que mais apavorava. Tanto que nem percebi quando chegamos em sua casa. 

  Guy estacionou o carro e tocou em meu ombro. Não vi nenhuma vergonha, espanto ou algo do tipo, expressões que qualquer pessoa tímida teria se tivesse acabado de se declarar pra a amada. O olhar era sereno e calmo como sempre. Só consegui me desprender de meus pensamentos quando ouvi sua voz, me chamando para entrar. Vamos?, ele perguntou com um sorriso fraco nos lábios. Vamos, respondi depois de voltar ao mundo real. 

  Nos molhamos um pouco, a chuva estava extremamente forte, mas eu realmente não liguei e Guy, certamente, também não. 

  No elevador, mais silêncio. Ele parecia estressado com isso, mas não falou sequer uma palavra. Trocávamos olhares enquanto íamos até o último andar. Queria saber milhões de coisas, mas me contentei com a sensualidade daqueles olhos castanhos me secando, com um meio sorriso e um suspiro. 

  Mas finalmente chegamos. Ele abriu a porta e me deu a passagem. A sala estava fria e tentei disfarçar a tremedeira, contudo, Guy sempre foi mais rápido que eu e percebeu. 

  - Está com frio? 

  - Um pouco. 

  - Vamos pro meu quarto. Provavelmente está mais quentinho por lá. 

  - Acha uma boa ideia? – Lhe olhei desconfiada. 

  - Prometo que não farei nada que não queira.

  - Tudo bem. 

  Subimos com lentidão e fomos pro seu quarto. E, sim, estava tudo mais quente. Guy tirou a camisa e pegou uma toalha seca. Sorriu e se aproximou. 

  - Obrigada... 

  - Será que eu poderia? – Se referiu a tirar minha blusa. 

  - Hm... Claro. 

  Suspendi os braços e ele puxou o tecido suavemente, expondo meu sutiã. Jogou a blusa para o lado e abriu o botão do short. Desceu o mesmo e começou a me enxugar. Ele começou os movimentos suaves, sem nada agressivo.  Começou pelas pernas a subiu lentamente até meus seios. Estava gostoso. Todo aquele carinho vindo dele que nunca pensei que teria antes. Não daquela forma. 

  Eu mesma tomei a iniciativa de tirar o sutiã encharcado e percebi que estava surpreso com o ato. Apenas sorri. Tirei sua camisa e coloquei delicadamente no chão. Era a minha vez de puxar a toalha e fazer o trabalho. Passei por todo o peito e desci  até a barriga. Enxuguei as costas e aproveitei para a abraçá-lo. Guy retribuiu sem hesitar. Beijou meu rosto e se afastou pra tirar as calças. Puxei a cueca e, em seguida, minha calcinha. 

  Estávamos nus. E o simples toque dos nossos corpos nos fez arrepiarmos por completo. Sua pele estava gélida e a minha não tinha tanta diferença. Mas foi questão de segundos para ficarmos totalmente aquecidos ali. Ele me esquentava, mas talvez eu não fosse boa ou grande o suficiente pra fazer o mesmo. Então lhe puxei e deitamos na cama, embaixo dos lençóis. 

  O silêncio dominou por um segundo mais longos minutos até Guy quebrá-lo. 

  - Então... Estamos em silêncio há tanto tempo... Você ainda não disse nada sobre o assunto. 

  - Você me pegou. Eu realmente não faço ideia do que dizer. Nunca pensei que escutaria algo assim saindo de você. 

  - Sempre fui tão rude com você, não é? 

  - Não é isso... Pensei que o seu jeito não permitiria. Mesmo sabendo da história de Kate, pensei que fosse diferente. 

  - Diferente? Como? 

  - Nunca tinha visto um "gesto de amor" vindo de você. Não diretamente. Todas aquelas palavras, aqueles discursos... Eram todos pra ela. Eu achava lindo, claro. Mas não imaginava que era pra mim.   

  - Tentei tomar cuidado com isso. Não sabia se era a hora certa de te dizer. Ainda acho que não foi. 

  - Por que não? 

  - Não sei. Eu simplesmente falei porque estava com raiva. Não foi tão especial. Na verdade, eu acho que não teria coragem de falar. 

  - Então, de qualquer forma, sua raiva ajudou. E foi bom...

  - Bom? Bom pra quem? Porque pra mim realmente não fez diferença nenhuma, Annie. Você não sente a mesma coisa. 

 

  Guy

  A sensação era horrível. É sério. Nunca senti algo pior. A dor era maior que quando quebrei o braço caindo do segundo andar do apartamento da minha mãe quando era menor. Ou quando recebi um fora da menina que eu mais gostava na oitava série. Nada daquilo se comparava ao que eu estava sentindo naquele momento. 

  Não entendem? Claro, porque pra vocês não há nada melhor do que ganhar coragem e se declarar pra a pessoas que você mais ama. Mas não foi assim comigo. A coragem nunca existiu. Só a raiva. E eu me arrependi do que tinha feito. Não falei a verdade, que a amava, na intenção de ouvir o mesmo dela, mas agora Annie sabia e não fez nada pra me consolar. Era só aquelas perguntas bestas de sempre. Não imaginei que fosse recíproco, até porque nunca fui o tipo de homem que uma mulher amaria, mas, porra, ela precisava ficar me tocando e o caralho todo? 

  Tudo bem. Eu também fiz, mas não esperava nenhuma reação dela. Aliás, ela nem deveria ter entrado em meu carro naquele momento. Poderia voltar pra o namoradinho que estava plantado naquela mesa de Starbucks e me deixado me afogar sozinho. Mas não. Annie tinha que me seguir e eu não ousava contrariar aquela mulher. E eu fazia coisas que até mesmo eu não queria. 

  Passar meu carinho foi uma péssima ideia e agora estávamos deitados, agarrados, juntos, colados em minha cama. E só de saber que ela não estava nem aí pro que eu sentia... estava me matando. Disfarcei as lágrimas que caiam discretamente de meus olhos. Por quê? Porque eu só queria que ela fosse embora dali e me deixasse sozinho. 

  - Você sabe porque não sinto. 

  - Você realmente não é obrigada a isso. 

  - Guy, o amor não se constrói de uma hora pra outra. E esse amor que sinto por você não é o mesmo que você sente por isso. Eu lamento. 

  - Não diga que lamenta. Não tenha pena. Eu odeio isso. Eu sei que você teve a melhor das intenções comigo. Me ama do seu jeito. E percebi quando se preocupou. Mas eu realmente não tô com cabeça pra isso. E agora que já sabe tudo, quero que saiba que foi a primeira, mas também será a última. Não vale a pena te amar. Você já tem Chris e aposto que ele sente o mesmo que você sente por ele agora. Então... vamos dar um ponto nisso.   

  - O que você quer dizer com isso? 

  - Que acabou, Annie. Eu não quero mais nenhum vínculo com você. Pelo menos até eu expulsar esse sentimento que tenho por você. Não quero que tenha pena ou algo assim. Você só está aqui comigo porque não me ama e quer retribuir de alguma forma. E eu sei disso. Então já chega. Seremos amigos quando eu não sentir mais nada. E se você quiser. 

  - Você... 

  - Por favor. Tente entender. Isso é complicado pra mim e você sabe que é verdade. Então não vamos deixar as coisas ainda mais difíceis. Vá viver sua vida com Chris e será mais feliz assim, tudo bem? 

  Levantei da cama e vesti uma cueca. Peguei as chaves do outro carro e lhe entreguei. 

  - Tem umas roupas suas no seu quarto, pode se trocar e ir. Pegue o carro e vá pra casa. 

  - Pensei que ficaria aqui. Com você. 

  - É melhor não. Preciso ficar sozinho. 

  - Você pensou tudo errado, Guy. Pra ser sincera, eu queria, sim, ficar com você. E não por pena ou qualquer coisa parecida. 

  - Não! Pare de tentar se enganar. – Suspirei. – A gente se fala. 

  - É assim que prefere? Não me ver mais? 

  - Não fale como se eu fosse um dependente de você. Eu não vou morrer. Agora vá. 

  - Tudo bem, Guy. Me ligue quando quiser. E não se preocupe. Não vou mais aparecer. 

  Ela saiu e bateu a porta. Por mais que ninguém ache, eu tinha certeza que aquilo era o certo a se fazer. 


Notas Finais


:)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...