História Rimani - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Lee Chan "Dino", Soonyoung "Hoshi"
Tags Depressão, Soonchan
Visualizações 52
Palavras 2.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


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Capítulo 2 - Estupro, abandonamento e depressão.


Fanfic / Fanfiction Rimani - Capítulo 2 - Estupro, abandonamento e depressão.

A fumaça de um cigarro nunca se fez tão presente na vida de Lee Chan quanto naquele dia. Ao longo que ela passava pelos lábios aparentemente doces e carnudos, as lágrimas grossas molhavam as bochechas que davam belas curvas maduras demais para um garoto de sua idade. Quer dizer, não que ele achasse ruim parecer mais velho, o problema eram as pessoas imundas em sua volta.

Pra começar, Lee Chan só estava daquele jeito porque sua vida em si era uma completa merda. Desde quando nasceu até ali em um canto escondido da quadra de esportes da escola, onde fumava seu cigarro.

Ele se lembrava de claramente do dia em que seu período de abusos começou. Mesmo que tenham prendido o sujeito – que era seu tio – e tivesse passado por tratamento por vários anos, o rapaz de dezessete anos ainda sentia como se estivesse vivendo a época. Tratamento psicológico nenhum poderia apagar as memórias daquele tempo e isso o aterrorizava minimamente.

Não é como se tivesse parado mesmo assim. E não que continuasse fixo. Nem mesmo Lee Chan conseguia compreender como ele deixava tudo aquilo acontecer.

"As pernas do corpo de cinco anos de idade perderam o equilíbrio ao finalmente darem o destino final ao seu dono. Mesmo ainda cansada, a criança correu até a porta do quarto e usando sua sabedoria, girou a chave firmemente e torceu para que o adulto bêbado e drogado não conseguisse o achar. Aproveitou para apagar as luzes e se esconder debaixo dos cobertores.

Mas é claro que nada adiantou.

Minutos depois, o garotinho ouviu um grande estrondo ecoar pelo cômodo e a luz do corredor da casa iluminar quase nada de seu quarto pequeno. Forçou-se a não se mover e controlar a respiração. Qualquer movimento mínimo seria necessário para que algo acontecesse.

O cobertor voou dentro alguns segundos depois, revelando o rostinho infantil apavorado e o corpo em posição fetal. A respiração da criança parou e os olhos permaneceram arregalados.

– Achou que iria se esconder de mim, não é? – a voz do adulto saía grossa e o hálito péssimo de álcool se fez presente no ar, enjoando o pequeno garoto. – Vamos logo com isso.

O adulto forçou a criança a ficar em posição sexual favorável para que fosse abusado com mais facilidade. A criança sentiu algo molhado ser colocado em seu bumbum e gritou de dor e terror quando o adulto introduziu o pênis ali.

E então tudo aconteceu.

Lee Chan soluçou ao lembrar que aquele tipo de coisa aconteceu até seus onze anos de idade. Queria gritar, chutar, sair quebrando as coisas. Era nojento demais. Sempre que aquele tipo de coisa passava por sua cabeça ele tinha vontade de vomitar. A figura daquele ser asqueroso nunca saíra de sua cabeça e só de saber que nunca sairia Lee Chan nem conseguia oensra num futuro melhor pra si.

Retirou de seu bolso mais um cigarro, jogando o que estava fumando no chão e pisando em cima. Nem ao menos sabia como não haviam descoberto nada. Mas estava bom daquele jeito. Lee Chan já não se imaginava sem matar algum tempo de aula pra ficar ali fumando masturbando, ou sendo masturbado por, algum outro delinquente daquela escola – ele até já havia decorado os rostos e nomes.

Ah, tinha aquilo também.

Sempre algum dia ou outro quando estava naquele mesmo pedacinho de propriedade escolar aparecia algum membro de algum time importante da escola ou qualquer outro revoltado sexualmente. E é claro que o pobre – ou não – Lee Chan acabava sendo alvo deles. Não que ele achasse ruim, só era muito incômodo fazer aquele tipo de coisa ao ar livre.

Afinal, ninguém naquela porcaria de lugar era inocente.

Já havia ouvido casos de pessoas fazendo ménage nos banheiros, sexo oral na própria sala de aula durante o intervalo e até mesmo jogos sexuais em outros cantos escondidos daquele lugar chato e cinzento.

Não era de surpreender que também ocorressem estupros dentro da sala de materiais de limpeza depois de jogos de campeonato. Muito menos que haviam professores ou inspetores passando a mão em alugas quando ninguém estava vendo.

Riu.

A vida era uma grande bosta mesmo.

E ele se recordava claramente do primeiro dia em que pisara naquela escola e flagrou com os próprios olhos um inspetor dando em cima de uma de suas colegas de classe.

“O adolescente de quinze anos vagava pelo corredor buscando ajuda. Ele havia chegado atrasado sem querer e nem ao menos sabia onde ficava a sala de aula. Olhava para todos os cantos para ver se tinha alguém por perto para lhe dar informações. Para se ter uma ideia Lee Chan nem sabia onde ficava a diretoria. Só estava perdido assim porque saíra atrasado de casa e não dera tempo para ligar para o telefone indicado.

Entretanto, ao menos que ele tivesse imaginado, a silhueta e corpo de uma pessoa alta curvada na direção de uma garota aparentemente muito mais nova surgiu em sua visão assim que dobrou a esquina do corredor. Seu corpo petrificou assim que viu as mãos grandes do homem ir de encontro aos seios e partes íntimas da garota – que assim como Lee Chan estava estática.

– Ei, o que está fazendo aqui? – o som uma voz bem grave surgiu em seu campo auditivo. – Não pode ficar vendo isso.

Lee Chan se virou num pulo, dando de cara com a figura de um garoto bem mais alto que si, de cabelos negros e olhar meio sombrio.

– E-Eu só estava–

– Não está mais – o garoto insistiu e saiu puxando Lee Chan pelo pulso na direção contrária. – Esse tipo de coisa acontece direto, então vai se acostumando.

– Espera, a gente tem que ajudar ela! – Lee Chan disse tentando se soltar.

O garoto parou bruscamente, fazendo o corpo muito bem feito para alguém de quinze anos se chocasse contra o dele. Lee Chan se recuperou rápido do baque, tendo seu pulso libertado em seguida.

– Você não tem poder sobre absolutamente nada por aqui – o garoto ditou. – Precisa de alguma coisa, não é? Desembucha logo.

Lee Chan hesitou. Não sabia se deveria confiar naquele cara. Não depois daquela pequena violência contra si. O que custava explicar o que estava acontecendo? Após explicar tudo o que estava acontecendo, o garoto o ajudou e se apresentou como Jeon Wonwoo.”

Jeon Wonwoo. Era outro integrante importante em sua vida. Ele já havia saído daquele mofo de escola há muito tempo, mas continuavam se falando. O rapaz naqueles dias parecia irreconhecível em comparação aos seus tempos de colegial. Lee Chan riu nasalmente. Não entendia como as pessoas ficavam atraentes de uma hora pra outra.

Naquele tempo, Wonwoo havia lhe dado o conhecimento de que coisas daquele tipo aconteciam direto e mesmo que tentassem os alunos nunca conseguiam provar que realmente acontecia. E, claro, Chan havia testado. Porém, como o uso de aparelhos celulares era proibido por ali, o máximo que conseguiu foi um “conversaremos com o responsável” e nada mais. O sujeito ainda trabalhava no local e continuava fazendo as mesmas coisas.

Por conta disso, os alunos se aproveitavam da situação. Só que na época Chan não sabia que coisas mais absurdas aconteciam – estupros – e sequer alguém podia abrir a boca. Ouviu falar que a punição era transar com alguém na frente da sala toda sem ter controle do que faria ali.

Ouviu vozes se aproximando e achou que fosse mais um dos delinquentes indo ao seu encontro para fazer alguma sujeira, mas se enganou ao ver um casal de aproximando da sala de troféus dos clubes escolares. Eles olharam em sua direção e Chan deu de ombros.

– Eu não vi ninguém aí – disse.

O casal trocou olhares e entraram ali mesmo assim. Chan se apressou em sair dali. Não queria ser testemunhas de gritos e gemidos. Por mais que nada fosse acontecer consigo, ele ainda se prevenia de futuras advertências. Aquele era o único lugar que conseguia pagar para estudar e caso fosse expulso a vida de Lee Chan se resumiria em prostituição.

Isso porque o garoto vivia sozinho em um abrigo para jovens como ele. Não que trocasse alguma palavra com as outras pessoas que viviam consigo. Ele era apenas na dele e ficava em seu próprio canto.

E tudo porque havia sido expulso de casa aos quinze anos – a idade em que entrara ali – quando sua mãe descobriu que era homossexual e usava drogas ilícitas. Sim, em pouca idade Lee Chan já estava indo pelo “caminho errado” como disse sua mãe assim que fechou a porta bem na sua cara. A cena ainda percorria em seus olhos como se fosse acontecer a qualquer momento. Chan já tinha experiência com aquela dor e não queria ter que passar de novo por aquilo.

Resolveu ir para a quadra interna e se enfiar no vestiário. Por mais que fosse altamente perigoso ficar ali sozinho, Chan já tinha em mente as formas de como se defender. Não que ele já tivesse presenciado alguma coisa ali, mas ele tinha medo mesmo assim. Era a clara a forma como uma pessoa se defenderia usando tacos de baseball, bolas de tênis e entre outras coisas.

“Lee Chan estava voltando de casa com seus colegas de escola depois da formatura de ensino fundamental. Por mais que parecesse inocente, o Chan se catorze anos já usava drogas ilícitas e outras coisas consideradas proibidas para alguém de sua idade. Eles riam à toa e gritavam como se estivessem em uma área deserta para que pudesse fazê-lo.

Lee Chan se despediu deles assim que chegou à porta de sua casa. Apesar de tudo, Chan era um ótimo ator quando se tratava de fingir que não tivera feito nada daquilo.

– Chegou tão tarde – sua mãe disse num tom preocupado e desconfiado ao mesmo tempo. – O que aconteceu?

– Nada demais – respondeu aparentando estar sóbrio. – Só fiquei um pouco com meus amigos.

– Ah, sim... – ela obteve seu tom desconfiado. – Vai jantar?

– Não – respondeu. Quem janta às duas da manhã? – Boa noite.

Correu para seu quarto, jogando-se na cama macia. Sorriu sapeca. Retirou o celular do bolso rapidamente para ver as fotos daquele dia. Caretas, posições, memes... Tudo de “divertido” para alguém de sua idade. Havia mensagens também do garoto ao qual havia feito sexo com e fez questão de responder com fotos de quando fora tomar banho para poder dormir.

Riu das asneiras que o garoto respondia, aparentando estar obviamente sob efeito de álcool.

Lee Chan só não esperava que, dias depois de seu aniversário, sua mãe descobrisse tudo.

– Eu paguei três anos de psicólogo pra você me vir com uma dessa?! – ela gritava. – Lee Chan, me explica isso tudo!

A forma que descobrira era muito clara: de tão cansados, Lee Chan e o garoto da formatura haviam dormido nus e com a porta destrancada. O garoto em si já havia confessado sua paixonite por Lee Chan e havia prometido dar uma ótima noite de prazer ao mesmo, promessa que havia sido devidamente cumprida. Mesmo com a situação constrangedora, Chan sorria por dentro.

Mas ele apenas bufou, vendo de soslaio o garoto olhar o lado de dentro da casa pela janela da sala. Ele havia saído depois de vários gritos homofóbicos e xenofóbicos por parte de seus pais.

– Fora da minha casa – a mulher de trinta anos disse. – Desapareça!”

Lee Chan passara alguns dias na casa do garoto por parte responsável por tudo aquilo ter acontecido até ter achado o abrigo ao qual estava vivendo. Ele não via a hora de terminar o ensino médio e ter um emprego decente como estagiário da faculdade que pretendia fazer para enfim ter seu próprio canto.

Eles se viam até naqueles dias, mas não da mesma forma de antes. Era vergonhoso demais admitir que também fora apaixonado por aquele sujeito – que hoje é dono de boates. Ele já havia oferecido ajuda para Lee Chan, mas o garoto não aceitava nenhuma de suas propostas. Sabe-se lá mais o quê iria passar caso aceitasse trabalhar numa boate.

Em menos de ¼ de vida Lee Chan havia passado por mais coisa que um idoso. As lágrimas secas incomodavam a pele e os cigarros que fumara já nem pensavam em existir mais. A única coisa que teria de fazer era esperar a última aula acabar para pegar suas coisas e dar o fora daquele lugar.

Engraçado. Lee Chan queria se livrar do ensino médio e nem ao menos tinha vontade de assistir aula. Talvez fosse a cara podre dos professores abusivos que o impedia. Ou então sua imensa vontade de se drogar e entrar em devaneios. É claro que também havia pessoas boas ali – Jeon Wonwoo era uma prova disso – e que elas lutavam para que a situação deplorável daquela escola melhorasse, mas elas eram tão raras que Lee Chan nem tentava buscá-las.

– Lee Chan – ouviu uma das vozes bem conhecidas não só por ele, mas por todos. – O que faz aqui?

Era Vernon, o cara estrangeiro dono do coração de mais da metade das garotas. Ele mantinha um relacionamento escondido com Boo Seungkwan, um rapaz fofo da outra turma de segundo ano.

– Esperando o dia acabar – respondeu calmamente. Vernon poderia ser considerado uma boa pessoa se não ficasse praticamente traindo seu namorado depois dos jogos de campeonato. – E você?

– O mesmo – respondeu. – Não vejo a hora de sair daqui.

E Lee Chan sabia muito bem a razão. Ele só não se forçaria e pensar nos detalhes dela.

– Entendo – riu. – Por que vocês não se assumem logo?

– A família dele é religiosa demais – a voz rouca do estadunidense ecoou entre os corredores do lugar. O som de água pingando de torneiras ajudava a manter o ambiente frio e solitário. – E ele ainda nem trabalha. Não tem como eu manter duas pessoas.

– Você faria isso? – Lee Chan se surpreendeu. – Sério mesmo? Por isso não esperava.

Ei – Vernon obteve uma expressão séria. – Eu só faço o que você está pensando pelo bem dele. Não ache que eu faço porque sou galinha e esse bando de bosta que ficam pensando de mim. Se bem que eu não dou uma foda pra nenhum deles.

Lee Chan assentiu.

O sinal tocou e cada um seguiu seu próprio rumo.


Notas Finais


eu disse iria quebrar os tabus aqui, certo? pois bem, mas isso não quer dizer que eu iria mesmo descrever o estupro de uma criança até porque assim como eu vocês devem ter uma ideia sobre o quão asqueroso e nojento é uma coisa dessas e não necessitam que alguém escreva pra vcs assim como outras coisas, né? NÉ?! por favor, pessoal

bom, eu decidi que montarei uma playlist SIM e talvez ela seja revelada no próximo capítulo que não sei quando sai

gente, eu sei que é uma decepção essa coisa de eu não saber quando o próximo capítulo sai, mas entendam que assim como é forte e incômodo pra vcs às vezes lerem coisas que contém nesse capítulo, é muito pior pra mim que escrevo :/
não que eu esteja dizendo que meus sentimentos valem mais do que o de vcs, só estou pedindo compreensão
essa fic aborda várias coisas e preciso me concentrar em não ficar abalada demais se não isso aqui (assim como todas as minhas fics) viram poeira e ficam esquecidas

é isso, gente, acho que não tenho mais nada a dizer
eu já disse que não me importo se isso aqui flopar, certo?

see you SOONyoung!


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