História Ring of Fire - Capítulo 18


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Categorias Saint Seiya
Personagens Abel, Aiolia de Leão, Aldebaran de Touro, Apolo, Atlas de Quilha (Atlas de Carina), Ikki de Fênix, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shun de Andrômeda
Tags América, Anel De Fogo, Empoderamento Feminino, Equador, Eua, Feminismo, Ikkixshaina, Ilha Da Rainha Da Morte, Johnny Cash, México, Musical, Navajo, Panamá, Ring Of Fire, Saint Seiya
Exibições 36
Palavras 5.397
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa tarde, amigos!
Esta história chegou ao seu ponto final.
Quero agradecer a todos os comentários, favoritos, a todo o carinho que vocês tiveram ao acompanhar essa minha pequena doidera.
Algumas das pessoas que comentaram aqui são escritores que admiro muito, e isso me deixou extremamente lisonjeada.
Vocês são show!
Como eu já disse o Ikki é um amor de anos, e estou muito feliz em poder ter escrito algo sobre ele. E tentei expressar um pouco de empoderamento feminino, com a Shaina que descrevi.
Nós mulheres, somos fortes e podemos fazer o que quisermos e ir aonde desejamos chegar!

Espero que gostem do desfecho de ação... eu sei que um epílogo deve ser curto, mas desculpem, não consegui!

Um grande beijo a todos!

Capítulo 18 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction Ring of Fire - Capítulo 18 - Epílogo

Um ano já havia se passado desde que a discípula de Shaina de Ofiúco conseguira sua Armadura. Ela estava prestes a assumir as funções de sua Mestra no Santuário já que Ikki e sua família estavam de partida novamente.

Milana já era uma pré adolescente e estava sendo treinada nas artes do combate, assim como Shiye, o filho de Milo.

O pequeno Escorpião – como era conhecido – era um lindo rapazinho de temperamento forte, do tipo que não leva desaforo para casa. Havia herdado os belos cabelos e olhos azuis de seu pai e as feições fortes de sua mãe. Já arrancava suspiros de jovens aspirantes e, embora gostasse muito disso, seu coração de menino não se interessava por nenhuma delas.

A única menina com quem ele se permitia ter algum tipo de relacionamento era Milana. Ikki não gostava muito dessa aproximação, já que o menino, desde novo, sempre lhe respondia a altura nos momentos em que eles tinham algum tipo de rusga. Por isso, na maioria das vezes, eles se encontravam as escondidas para conversar. O local escolhido era a Casa de Aquário. Shiye gostava de ficar por ali. Desde muito novo ouvia as histórias do Cavaleiro de Ouro que ali havia habitado e da amizade que ele e seu pai nutriram e por isso, aquele era um dos seus lugares favoritos em todo o Santuário.

Os dois jovens estavam sentados no teto da 11ª Casa e observavam o céu.

_Então vocês estão mesmo indo? – perguntou ele.

_Sim... meu pai disse que já está na hora – respondeu Milana, retirando de seu rosto uma mecha de seu cabelo turquesa bagunçada pela brisa noturna – e que ele não suporta mais ficar por aqui.

_Seu pai é um bocó – respondeu ele, cruzando os braços e fazendo cara de bravo – Não entendo porque ele não consegue parar em nenhum lugar.

A menina riu, pelo modo engraçado com que ele falava, e colocou uma das mãos sobre a boca.

_Não tem jeito, ele nunca vai mudar. Também não estou contente, mas minha mãe disse que sempre virá aqui visitar Maya e Marin e eu posso vir com ela.

Shiye olhou para Milana. Ele estava triste e não gostou de vê-la sorrindo e se chateou.

_Se você não vier, não vou nem sentir falta. – E virou seu rosto para o lado oposto onde ela estava.

_Ah? Que isso? Shiye você é um bobo, eu que não vou sentir sua falta, seu idiota! – Milana se levantava para ir embora quando a atenção de ambos foi direcionada ao céu.

Uma estrela cadente de fogo havia cruzado o manto celeste e se dirigiu até o templo de Athena. O Cosmo vindo dela era poderoso, e sua passagem causou um grande deslocamento de ar, quase derrubando Milana do teto de Aquário e atingindo com uma forte rajada de vento todo o Santuário. A menina foi salva graças aos reflexos de Shiye que conseguiu segura-la ao se jogar sobre ela.

_O que foi isso? – perguntou ela, assustada.

_Não sei, mas melhor irmos embora daqui. – disse ele, ajudando-a a se levantar.

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Athena estava dormindo, e ao sentir o poderoso Cosmo despertou.

Pegou seu báculo, saiu de seus aposentos e se dirigiu até a sala do trono e arregalou os olhos ao ver quem estava ali.

Um homem alto com o olhar frio de cor azul safira olhava para ela. Seus cabelos encaracolados se assemelhavam a queima de fogo em movimento, ele usava uma tiara de ouro e estava totalmente coberto com um manto branco.

_Athena. – disse ele. Sua voz era poderosa e ecoava por todos os aposentos do Templo.

_Apolo. O que faz aqui? – disse a Deusa, aproximando-se dele.

_Você sabe muito bem o porquê da minha vinda, irmã. – respondeu o Deus, sério.

Os Cavaleiros de Ouro, assim como Ikki, Shaina, Maya e outros sentiram o Cosmo poderoso, que a eles era até então desconhecido. Por isso se dirigiram rapidamente para o Templo de Deusa da Guerra.

Mu foi o primeiro a chegar. Ele entrava correndo, trajando sua Armadura quando com apenas um olhar, Apolo o jogou para longe. O Deus então ergueu sobre o Templo de Athena uma redoma energética, deixando todos os Cavaleiros do lado de fora, apreensivos e tentando em vão, ultrapassá-la.

_Não desejo ser interrompido por seus humanos imbecis. – disse ele, impassível – Agora, me dê a tenaz de Hefesto.

_Você vai cair sobre Abel novamente, não vai? – Athena apoiou-se em seu trono, preocupada.

_ Ele não deveria ter saído do Tártaro. Vou apenas colocá-lo de volta em seu devido lugar. – respondeu Apolo, dando as costas para ela e olhando para os grandes pilares do salão.

_Não permitirei que causem outra guerra que faça este mundo padecer – disse ela, erguendo seu báculo.

_Você jamais conseguiria impedir uma Guerra, caso fosse essa a minha intenção. É fraca demais para isso. Mas não se alarme, não é do meu desejo que isso aconteça, pelo menos não agora. Você já deve estar ciente de quem está despertando e por isso, não irei me intrometer nos assuntos deste mundo.

Athena encarou seu irmão.

_Me dê a Tenaz. – ele estendeu sua mão. Sua expressão era forte, demandava respeito e obediência – Ela não lhe pertence. Vou levá-la para o Olimpo, assim como os outros utensílios de Hefesto.

Saori precisava pensar rápido. O que deveria fazer?

_Prometa-me, com sua palavra de Deus, que não irá causar uma guerra desnecessária – disse ela.

Apolo sorriu de canto de boca.

_ Athena, não lhe devo satisfações sobre meus atos, não lhe devo promessas, por isso considere o que irei lhe dizer como uma cortesia de irmão. Não começarei uma guerra. Abel ainda está fraco, sua armadura não foi completamente restaurada, não terei um adversário à altura do meu poder.

Athena estava ciente do grande poder de Apolo. Além disso, sinais indicavam que Hades, o Imperador do Inferno iria em breve, despertar.  Refletiu e achou que a melhor decisão a se tomar seria entregar a Apolo o que ele queria, e por isso, retirou de dentro de seu trono uma pequena caixa com seu selo, onde guardava o objeto Mítico.

O Deus Sol a tomou de suas mãos e se dirigia para partir.

_Devo adverti-la, irmã, que não interfira em nossa luta. Caso o faça, descumprirei minha promessa e os humanos pagarão por esse seu, digamos, deslize.

_ Apolo... Por favor - disse ela.

Apolo virou de costas e disse friamente, sem olhar para trás:

_ Adeus... por enquanto.

Um portal da Hiperdimensão se abriu e o Deus seguiu por ele. A redoma em volta do Templo se desfez, e todos os Cavaleiros de Ouro que estavam do lado de fora entraram rapidamente, confusos com o que se passava.

_Athena, você está bem? – Perguntou Mu, preocupado.

_Sim – respondeu ela – Preciso que reúna todos os Cavaleiros e moradores do Santuário, tenho um pronunciamento a fazer.

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Mu transmitiu o recado de Athena. Todos os moradores do Santuário estavam se reunindo perto das portas do Templo do Grande Mestre.

_Onde está Milana? – Perguntava Ikki, preocupado com sua filha, olhando ao redor.

_Ela estava na Vila, com algumas amigas. – dizia Shaina.

Mas Ikki estava preocupado e começou a procurá-la. Finalmente a encontrou, não muito longe da multidão. Sua filha estava ao lado de Shiye, próxima ao Templo de Peixes.

_O que está fazendo aqui e com esse menino? – perguntou, repreensivo.

_Estou aqui para... para ouvir Athena!– respondeu ela, com esperteza e um pouco nervosa.

Ikki olhou bravo para os dois jovens e disse, bravo:

_Volte para casa, agora. Isto não é assunto para crianças.

_Athena convocou a todos os moradores, não só os adultos. – respondeu Shiye, encarando a Ikki.

_Mas, o que é isso?  Seu moleque dos infernos, porque acha que pode me responder desta maneira? – Ikki ficara mais nervoso ainda, e por isso, fechara seu punho. Ele já não gostava que sua filha andasse com o pequeno Escorpião, e ser enfrentado por ele era inadmissível.

Mas Shiye não se encolheu. Encarou Ikki nos olhos.

_O que está havendo aqui? – disse Milo, que procurando seu filho, chegou até eles.

_Escorpião, ensine esse menino a respeitar, antes que eu o faça.  – disse Ikki, puxando Milana pelo braço e saindo do local.

Shiye deu de ombros. Milo apoiou as mãos na cabeça do menino, bagunçou seu cabelo e disse:

_ Filho... não provoque o Fênix. Já te falei que se quer encontrar com Milana, faça escondido.

Ambos riram e se dirigiram para ouvir o que a Deusa iria dizer.

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Athena começou seu pronunciamento. Todos estavam alarmados pelo poderoso Cosmo sentido, e precisavam ser acalmados.

Ela lhes contou quem a visitara e o que viera buscar, mas não deu muitos detalhes. Disse que não havia nada com o que se preocupar, e que todos poderiam ficar tranqüilos.

Depois, chamou em reunião na sala do trono apenas os Cavaleiros de Ouro, Ikki e Shaina, que haviam participado da Missão ao Colima.

Disse a eles que há alguns dias, depois de uma calmaria de anos sobre o assunto, a Fundação havia identificado o despertar de mais um dos objetos míticos de Hefesto. Estava no monte Argeu, na Turquia, não muito longe dali. O local era um vulcão adormecido desde as eras mitológicas, e com grandes formações rochosas que se assemelhavam a pilares. A sismologia havia encontrado indícios de movimentações no subsolo, como pequenos terremotos. Mu, que já estava ciente do que ocorria, e também se pronunciou sobre o assunto:

_Vamos apenas observar – disse ele – pois sabemos dos sinais que vêem acontecendo. A Guerra Santa estará em breve nossas portas e não podemos perder o foco.

_Athena, me perdoe, mas quem garante que Apolo não irá causar uma catástrofe? – perguntou Aiolia, que ajoelhado, olhava para Deusa.

_Infelizmente, Leão, tenho por garantia apenas a sua palavra. Apolo é poderoso e não mentiria sobre suas intenções. Creio que nem mesmo ele está disposto a enfrentar Hades por agora. Seu intuito é realmente punir a Abel por ter voltado.

Aiolia não se sentia convencido. Mas Athena era sábia, e por isso, ele se calou. Ela continuou:

_O monte Argeu fica em uma zona deserta, vou enviar alguns dos Cavaleiros para que cuidem do local, afastando eventuais pessoas e cuidando para que ninguém se machuque.

_Athena, envie a mim. – disse Ikki.

Shaina olhou para ele. Estava temerosa com o que ele poderia fazer. Mesmo depois de muitos anos, Ikki ainda odiava a Abel com toda sua força. Ela sabia que ele não ficaria apenas rondando, cuidando da segurança das pessoas. Ele iria à procura do Deus.

_Me desculpe, Cavaleiro de Fênix, mas não. – respondeu a Deusa.

Mas Ikki não se importou. Ele já sabia aonde Abel iria estar e por isso, seguiria a seu encontro mesmo assim.

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Maya havia sido convocada por Athena para a missão e partiria na manhã seguinte, juntamente com alguns dos Cavaleiros de Bronze menores. Athena achou melhor não convocar nenhum dos Dourados, de imediato. Caso fosse necessário, eles poderiam ser enviados por Mu, rapidamente. Não queria, em um momento tão tenso, irritar a Apolo e ter que enfrentar dois Deuses.

Desconfiada, a Amazona de Ofiúco havia tido uma longa conversa com Ikki, e em vão, tentou persuadi-lo de seu plano. Ele negou suas intenções no começo, mas depois admitiu o que planejava fazer. Discutiram muito feito, ela estava nervosa e preocupada, mas sabia que quando Ikki colocava uma idéia como aquela na cabeça, nem mesmo ela conseguiria fazê-lo desistir. Ele saíra no meio da noite para a Turquia.

Ela queria ir atrás dele, queria fazê-lo parar nem que fosse a força e por isso, procurou Marin e pediu a ela que cuidasse de sua filha, caso o pior acontecesse, e também partiu.

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Monte Argeu, Turquia.

O local de repouso da Bigorna de Hefesto era peculiar. Enormes rochas se amontoavam em pilares, que apontando para os céus, se erguiam como dedos saindo da terra. Uma vasta área de vegetação rasteira e areia completava o ambiente que circundava um pequeno monte onde um antigo vulcão repousava, totalmente adormecido.

Ikki espreitava, atendo a qualquer movimentação que por ali houvesse. Estava parado atrás de uma grande rocha, quando sentiu a presença de Shaina.

_O que faz aqui?! – disse ele, bravo, esfregando com os dedos a cicatriz de sua testa.

_Como o que faço aqui? Eu não vou deixar que você faça uma loucura! Pelos Deuses, Ikki...– Shaina tocou-lhe o braço.

_Não perdoei esse maldito. Jurei que o caçaria nem que fosse no Inferno! – respondeu o Cavaleiro de Fênix.

_Ikki... por favor. Temos uma filha agora, não faça essa loucura... – ela o tocou agora com ambas as mãos.

_Mulher, volte para o Santuário.  – disse ele, firmemente.

_Não. Só volto se você for comigo.  – respondeu ela, também com firmeza.

Eles se olharam nos olhos. Mesmo depois de tantos anos de convivência, o olhar de Ikki não havia mudado. Era forte, determinado, carregava dentro de si toda a sua história de vida e por isso todas as vezes que ele o desferia, ela se sentia arrepiar.

_Você é teimoso. Mas, se vai mesmo fazer isso, estarei ao seu lado. – disse ela, abraçando-se a ele.

O Cavaleiro sentiu que aquela cena era estranhamente familiar, carregava um sentimento de dejá vu. Da ultima vez que enfrentaram Abel, ele quase a perdera e isso ele jamais conseguiria esquecer ou perdoar.

Foram interrompidos quando sentiram dois cosmos se aproximando.
 

Berengue e Jaô, os dois Guerreiros da Coroa do Sol pulavam por cima das formações rochosas, rumo ao centro do que parecia ser o Monte.

_Ikki, espere! – disse ela, antes que ele os seguisse. Ela então respirou fundo e fez o mesmo.

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Maya e os outros Cavaleiros haviam chegado.

_Mestra. – Pensou a Serpente, olhando ao seu redor. Tantos anos de convivência e treinamento faziam com que ela conseguisse sentir a menor evidência do Cosmo da Amazona de Ofiúco.

_Devemos apenas patrular a área, sem interferir. Estas foram as ordens de Athena. – Disse Nachi de Lobo para ela e Geki de Urso.

_Sim – respondeu a Amazona – Irei para o Leste – Ela logo se retirou em corrida. Iria seguir o rastro de Shaina, estava muito preocupada com aquela pessoa a quem tanto admirava e amava e intimamente, também tinha contas a acertar com aquele maldito Deus.

Ikki e Shaina estavam observando os dois Guerreiros da Coroa do Sol quando eles desapareceram. Foram quase pegos de surpresa, quando uma das pesadas rochas explodiu, se estraçalhado em vários pedaços.  Eles pularam, cada um para um lado, se desviando e se separando.

_Finalmente me encontrei com você, sua pecadora maldita. - disse uma voz masculina.

Shaina posicionou-se em ataque, com as garras em formação.

_Quem é você? – disse ela, ao ver o homem parado de joelhos em cima de um dos pilares rochosos. Ele havia retirado sua máscara e a encarava com ódio, olhando para baixo.

_ Sou Jaô e serei o seu algoz. Você feriu nosso adorado Deus e vai pagar por isso! – Gritou ele, apontando-lhe o dedo indicador.

Ikki corria para encontro de Shaina quando Berengue, em um salto, posicionou-se em sua frente.

_Onde pensa que vai, Cavaleiro?  – disse ele.

Duas terríveis lutas começariam a seguir.

 

Jâo pulou e caiu, precisamente, em frente a Shaina.

_Não vou me alongar em conversas, você vai pagar agora por seus pecados! – gritou ele, acendendo seu cosmo com todo o ódio que possuía por ela.  – HÉRCULES RELUZENTE!

O Guerreiro se concentrou, criando uma cápsula de energia incandescente similar ao sol, em volta de seu corpo. Em seguida, partiu pra cima de Shaina em uma super velocidade, enquanto esta energia que estava em volta dele assumiu a forma de um lince em chamas. Shaina tentou se desviar, mas ele foi mais rápido e o impacto do golpe foi extremamente forte. Ele não só lhe atingiu com seu Cosmo como desferiu a ela toda a sua força corporal também. Ela foi lançada contra um dos grandes pilares de rocha que começaram a se quebrar e desmoronar.

_SHAINA!!!  - Gritou Ikki, que de longe conseguiu ver o corpo da Amazona sendo arremessado.

O Cavaleiro de Bronze tentou correr a seu encontro, mas Berengue o impediu, e eles entraram em luta corporal, trocando socos e chutes no ar.

A Amazona havia sofrido um grande impacto, seu corpo doía intensamente. Ela se inclinou, ficando de joelhos. Estava zonza, e por isso colocou a mão na cabeça.

_Mestra! – gritou Maya, que chegando ao local, pulou e carregou Shaina consigo, uma fração de segundo antes de uma enorme rocha se desprender do topo do pilar e atingir o local onde ela estava.

_Maya... – disse ela.

A Amazona de Serpente a levantou, usando seu corpo para que ela se escorasse. Shaina passou um braço sobre o pescoço de sua discípula, para se recuperar.

_ Pois bem, agora serão duas a serem sacrificadas em nome do Grande Sol! – riu Jaô.

_Cale a boa, seu verme! – Gritou Maya.

Jaô continuou a rir.

_ Vou acabar com você primeiro, depois termino com essa pecadora. – disse ele.

Maya desvencilhou-se de Shaina, virou rapidamente para ela e disse, antes de sair correndo em direção ao Guerreiro :

_Mestra, deixa que eu cuido deste aqui. Também tenho satisfações a tirar!

_Maya, não! – Gritou ela.

_Confie em mim! – respondeu, acendendo seu cosmo e gritando, ao investir contra o corpode seu adversário.

Shaina sabia da força de sua discípula, mas sabia também que ela não era uma Amazona experiente. Resolveu ficar por ali, para ajudá-la, caso necessitasse. Não interferiria na luta, a menos que fosse extremamente necessário, pois este era o código de honra entre os Cavaleiros. Tentaria manter-se atenta ao cosmo de Ikki, para fazer o mesmo por ele.

À oeste das Amazonas, Fênix continuava lutando com Berengue.

O embate corporal havia sido intenso. Ambos estavam machucados.

Em um golpe mais elaborado, Berengue havia aprisionado o corpo de Ikki.

_ CABELOS DOURADOS DA MORTE! – gritou o Guerreiro Loiro, lançando sobre o Cavaleiro de Bronze vários fios de cabelo que saiam pelas pontas de seus dedos. Ikki estava preso sobre uma enorme pressão, que o imobilizava completamente e apertavam sua pele, cortando-a.

O Cavaleiro gritava de dor.

_Morra, Fênix! – Disse ele. Em seguida, os cabelos começaram se encher da Cosmo Energia de Berengue que queimou seu corpo, destruiu alguns pedaços de sua Armadura e o arremessou para cima. O corpo de Ikki caiu no chão com força, causando uma cratera no local onde atingiu o solo.

Ikki estava imóvel, deitado de bruços.

_Me parece evidente que o que houve a alguns anos no México foi um puro golpe de sorte – disse Berengue, aproximando-se de Ikki. – Pensei realmente que vocês eram adversários que não deveriam ser subestimados.

_Está enganado. – disse Ikki, movendo as pontas de seus dedos e falando com dificuldade – Eu vim até aqui com um propósito, e não vou parar enquanto não conseguir.

_Cale a boca e aceite sua derrota! – gritou o Guerreiro da Coroa do Sol. Ele começou a pisotear a cabeça de Ikki. Sangue era arremessado de sua boca, a cada pisão.

Ikki lembrou-se de sua filha. Reviveu em sua mente seu nascimento, seus primeiros passos, a primeira vez que a treinou. A imagem de Shaina também lhe veio aos pensamentos e ele reviveu a dor terrível que sentiu ao vê-la quase morrer. Ele iria vencer aquela luta, iria encontrar-se com Abel, por elas. Seu peito se encheu de um sentimento forte, que o queimava como fogo. Seu cosmo se acendeu.

O Guerreiro da Coroa do Sol ficou surpreso e resolveu erguer sua perna mais alto para pisar com toda a sua força a cabeça de Ikki e acabar com aquilo de uma vez por todas.

O Cavaleiro de Bronze, em um movimento rápido, se mexeu e segurou com a mão a sola da bota de seu adversário e o lançou para trás.

Berengue se pôs em posição de combate novamente quando Ikki em um grande salto, subiu ao céu e acendeu seu cosmo com todo o seu poder.

Fênix gritou em êxtase ao atingir o sétimo sentido. Seu cosmo resplandecia em toda a sua totalidade, formando a imagem de uma grande Fênix flamejante.

_Seu maldito! Essa luta termina aqui! AVÊ FENIX!

Ikki caiu sobre Berengue com toda a sua força, atingindo-o em cheio.

O Guerreiro da Coroa do Sol caiu de costas, a vários metros de onde havia sido atingido por Ikki. Sua máscara estava partida em mil pedaços. Ele estava muito ferido, e seus olhos estavam quase sem vida.

_Seu Cosmo... é... esplêndido. – sussurrou, ao dar o último suspiro e morrer de olhos abertos. Sangue escorria por sua boca.

Ikki olhou para o corpo, e cerrou seu pulso. Sentiu os Cosmos que vinham de Shaina e também de Maya, e soube que não precisavam de sua ajuda.

Aquela era a hora dele ir em busca do maldito Deus a quem tanto odiava.

 

Maya e Jaô lutavam. Ela desferia inúmeros chutes contra o homem, que os bloqueava com movimentos rápidos de seus braços.

_Estou me divertindo, mas acho que já é a hora de acabar com isso – disse ele.

_Concordo! – Maya gritou, rodopiando no ar e jogando-se para trás. Ela partiu novamente para cima do Guerreiro – GARRAS DE FOGO!

A Amazona de Serpente Real pulou conta o homem, acendendo seu cosmo e atingindo-lhe com suas poderosas garras. Rastros de chamas se formavam no ar por onde seus dedos passavam, e ela lhe feriu nos braços, rasgando sua pele.

Jaô cobriu o ferimento com a mão, e disse, acendendo seu cosmo com fúria:

_Desgraçada! – Ele partiu para cima dela, e lhe atingiu, com vários socos no estômago. Maya caiu para trás, mas se levantou e voltou para cima dele.

_Ainda não desistiu? HÉRCULES RELUZENTE!

Jão disparou a lince em chamas sobre Maya. Seu elmo foi lançado longe ao ser atingida, caindo de costas ao chão.

_Maya!!! – Gritou Shaina.

A jovem ficou imóvel por um momento. Jaô riu e se virou para Shaina, que entrou em posição de combate, mas a atenção do Guerreiro logo se voltou para a jovem novamente.

Ela ficou muito ferida, mas não o suficiente para deixar de lutar.

Começou a se levantar e ficou sobre seus cotovelos. Limpou o sangue que descia pelo meio de sua testa com as costas de sua mão, e riu.

_Está louca, sua herege, porque está rindo? – perguntou ele, abismado pelo riso da jovem.

Maya se levantou. Posicionou-se, com os braços semi esticados e disse:

_Herege? Você me chama de Herege? O único Herege aqui é esse seu Deus falso, esse maldito Abel! Um Deus deve ser feito de amor, deve cuidar e proteger. Abel causou a morte de todos que eu conhecia, dos meus irmãos, dos meus pais! – Maya começou a acender seu cosmo, que se elevou, crescendo em intensidade – Eu jamais vou perdoá-lo e nem que eu morra aqui, lutando com você, eu vou tirar de dentro de mim toda essa tristeza que ele me causou!

Jaô fechou seu semblante. Ele se preparava para atacá-la quando foi surpreendido. Tudo ao seu redor ficou escuro.

_O que está havendo? – disse ele.

Shaina estava boquiaberta. Nunca, em todos os anos de treinamento, sua discípula havia emitido um Cosmo tão forte. Ela via o homem parado, inerte, olhando ao redor. Ele parecia ignorar Maya que estava a sua frente, com os braços esticados para os lados emitindo grandes ondas com sua Cosmo Energia que vibrava em roxo e vermelho.

_Agora você vai ver o que eu sofri, Jaô. – disse ela – SERPENTE DIABÓLICA!

Jaô se viu em meio a um campo onde alguns casebres existiam, formando uma pequena vila. Estava um belo dia, uma brisa batia em seus cabelos. Havia pessoas com ele, velhos, jovens, mulheres e homens. Ao fundo, um grande vulcão.

 Ele se sentia feliz e calmo. Mas, de repente, o vulcão entrou em erupção. Todos começaram a correr, em vão, pois as grandes bolas de fogo que eram lançadas os atingiam, queimando as casas. Logo, uma densa fumaça se formou, sufocando Jaô. Ele caiu de joelhos, com as mãos em volta de seu pescoço e viu ao redor as pessoas morrendo queimadas. Gritos horríveis eram ouvidos. Ele tentou se levantar e correr, mas foi atingido por uma grande bola de fogo que, aproximando-se dele, tomou o formato de uma Serpente.

Quando voltou a si, sentiu uma dor horrível. Um dos punhos da Amazona estava totalmente enfiado em seu peito.

Ele a encarou com surpresa e agonia. Com uma arfada, sangue jorrou de sua boca.

_Maldita.  – disse, ao cair para trás, liberando seu peito do punho da amazona.

O sangue de Jaô tingiu de vermelho todo o chão ao seu redor e ele morreu, devido ao enorme buraco em seu peito.

Maya caiu de joelhos. Estava fraca, havia elevado seu Cosmo ao máximo que conseguiu. Lágrimas começaram a rolar de seus olhos e se transformaram em um choro sentido. Pensava na morte de sua família. Aquele sentimento a havia acompanhado por anos, e ela o sufocou e o guardou fundo em seu peito, esperando por uma chance de dele se libertar. Ao lutar com Jaô, toda essa tristeza havia vindo à tona e ela se sentia finalmente, livre.

Shaina correu ao seu encontro, ajoelhou ao seu lado e a abraçou.

_Maya... – disse ela, ajudando sua discípula a levantar.

Elas caminharam então, com passos lerdos devido ao desgaste da luta, rumo ao Monte.

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Ikki estava apreensivo. Não havia nenhum sinal de Abel.

Ele sentiu o Cosmo de Maya se elevar, e parou, por um momento, para apreciar. Sentiu-se orgulhoso. Durante o treinamento dela, enquanto Shaina cuidava de Milana, ele havia lhe ensinado algumas coisas mas, se hoje ela era uma boa guerreira, o mérito era de sua amada Amazona de Ofiúco.

Voltou novamente a atenção a sua procura. Onde estaria Abel?

_Seu desgraçado... apareça! – dizia ele.

Foi quando começou a sentir um Cosmo.

Ikki estava de frente para o monte, havia saído da zona de colunas rochosas. Em frente a ele, havia um descampado, que o separava do relevo do Argeu.

No meio do terreno, a areia do chão começou a se mover, em um redemoinho.

Um portal se abriu, e de dentro dele, saiu Abel.

A aparência do Deus estava um pouco mudada. Ele estava mais velho do que Ikki se lembrava. Aquele de certo, era seu corpo.

Ikki tentou se esconder atrás de uma rocha.

Abel sentiu a presença do Cavaleiro, mas continuou com o que fora ali fazer e se dirigiu para mais perto do pé do monte.

_Revele-se – disse o Deus.

Ikki se aproximou.

_Por que veio até mim, humano? – perguntou ele. Sua voz era grave, e atingiu a Ikki reverberando em sua cabeça.

_Você feriu alguém a quem amo muito – disse ele – e eu jurei que iria me vingar.

O Deus sorriu, de canto de boca.

_Eu me lembro de você. Está se referindo a mulher que lhe acompanhava em nosso último encontro, não é? – a voz de Abel continuava poderosa, mas era calma, de certa forma - Acho interessante que um ser tão simples como você acredite que possa se vingar de um Deus.

_Eu não só acredito, como eu vou! – disse Ikki, correndo de encontro a Abel com seu punho em chamas.

_Tolo. – Abel apontou a palma de sua mão para Ikki, e com uma fração de seu cosmo, o jogou para longe, danificando ainda mais a sua Armadura.

O Deus então voltou ao que estava fazendo e movimentou seus braços. A terra tremeu.

Os dois Cavaleiros de Bronze que patrulhavam as redondezas e que já haviam sentido os Cosmos em luta resolveram que deveriam agir e se dirigiram para o local de onde vinha o centro do tremor.

Shaina e Maya também se aproximaram, e encontraram Ikki caído.

_Ikki... você está bem ? – preocupou-se Shaina, levantando a cabeça de seu marido e colocando-a sobre seu peito.

Ikki apenas gemeu.

Abel continuou com o movimento dos braços e um buraco se abriu. Não demorou para que uma grande bigorna dourada e toda adornada em prata e pedras vermelhas saísse do centro dele.

 Abel emanava seu Cosmo, que brilhava intenso em azul. A terra começou a tremer mais ainda. A bigorna reagia à Energia do Deus.

Todos os cavaleiros de Athena ali presentes então se reuniram, quando Geki e Nachi encontraram-se com os demais.

O antigo Deus do Sol acalmou o artefato, e o repousou no solo arenoso.

Ikki começou a se mexer. Olhou para Shaina, e tocou seu rosto. Depois com algum esforço, conseguiu se por de pé.

_Ikki, pare com isso, é loucura! – Shaina sentia-se desesperada e ao ver Ikki se dirigindo para próximo ao Deus tentou impedi-lo e ir atrás dele,  mas Maya a segurou.

_ABEL!!! – gritou – Seu Maldito!

O Deus olhou para Ikki.

_Admiro sua coragem, Cavaleiro de Athena, mas coragem apenas não basta. Acha mesmo que pode enfrentar a um Deus? Nós Deuses estamos muito além de sua compreensão e poder, vocês são como insetos para nós. O que aconteceu em nosso último encontro foi apenas devido a minha divindade enfraquecida, e jamais se repetirá.

Ikki começou a se envolver em sua Cosmo Energia.

_Você diz que somos como insetos... – disse ele, aproximando-se do Deus. O Cosmo de Ikki brilhava cada vez mais intenso, e formava em torno do Cavaleiro grandes asas de fogo – Mas eu te digo, Abel, que até o menor dos insetos se assim quiser, pode se fazer sentir!

Ikki gritou, olhando para o céu, queimando seu Cosmo ainda mais forte. Sua Armadura começou a se regenerar.

Abel achava a atitude do homem a sua frente interessante, e, embora estivesse ficando cheio com aquela heresia, ficou observando-o com seu olhar frio.

_ Vocês Deuses acham que podem nos tratar a seu belo prazer... Mas nem que eu morra aqui, nem que minha alma se desintegre, vou te mostrar que nós não somos os seus peões!

Ele então começou a correr em direção a Abel.

 Shaina também começou a acender seu Cosmo. Mesmo estando um pouco longe de Ikki, sua energia se ligou a dele, aumentando ainda mais a força do Cavaleiro. Ela queria ajudá-lo e como havia prometido há muitos anos atrás, eles enfrentariam a tudo juntos.  

Maya, mesmo enfraquecida, ao observar sua Mestra fez o mesmo. Assim como Nachi e Geki.

As uniões dos Cosmos dos Cavaleiros ali presentes fizeram com que o Cosmo de Ikki explodisse, subindo aos céus em uma grande coluna de fogo.

_AVE FÊNIX! – Gritou, lançando seu golpe com toda a sua força.

O Golpe atingiu Abel, fazendo com que o rosto do Deus virasse de lado e que ele desse um passo para trás. Um novo  e maior corte, bem onde Shaina lhe havia ferido anteriormente, se abriu, e ele sangrou.

Abel tocou o rosto, e ao ver sangue em seus dedos, se surpreendeu em uma feição de raiva e admiração.

Mesmo estando com seu poder quase pleno, aquele Humano havia lhe ferido.

_ É admirável – disse o Deus – mas agora, devo puni-lo.

Abel começou a concentrar seu Cosmo em uma esfera azul quando parou.

O que aconteceu a seguir não durou mais do que poucos segundos. Uma grande Cosmo Energia se fez presente. Os olhos azuis de Ikki mal puderam ver o homem de cabelos vermelhos de fogo que se apresentou, parando de frente a Abel.

_Você... – disse o Antigo Deus do Sol, com medo em seu olhar.

Apolo apenas continuou sério, e com um movimento de seus braços desapareceu, levando consigo Abel e a Bigorna.

A energia usada por Apolo para que eles fossem enviados a Hiperdimensão causou um grande impacto, e todos os Cavaleiros sentiram atordoados a pancada em seus peitos que os jogou para longe.

Um enorme círculo de formato perfeito se fez na areia onde Abel e Apolo estavam mas, fora isso, não sobrou nenhum sinal da presença das duas Divindades.

Ao se recuperar um pouco, Shaina correu de encontro a Ikki.

_Eu te odeio! Nunca mais faça isso comigo! – disse ela, ao ver que embora machucado, Ikki estava bem.

_Eu o feri. Cumpri minha promessa. – respondeu ele.

Ela o abraçou. Depois de tantos anos juntos, o amor que sentia por ele só aumentava. Ikki era seu homem, seu melhor amigo, uma de suas razões de viver. Shaina então o beijou, com toda a vontade que tinha de fazê-lo sentir o quanto ela o amava e o queria em sua vida.

_Vamos embora daqui – disse Maya – devemos voltar para o Santuário.

Todos concordaram e começaram, com passos lentos, a trilhar o caminho de volta.

Nachi e Geki se entreolharam. Estavam apreensivos com o que iriam dizer a Athena.


Notas Finais


Monte Argeu é um lugar esplêndido :https://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Argeu

Apenas aproveitando a oportunidade, em janeiro volto com mais uma Saga que pode agradar aos leitores desta. Junto com a co-autoria de uma querida amiga, estou escrevendo uma história com comédia, ação, romance e pervisses com cenário em Lost Canvas. Vamos servir frutos do mar, rs.
Obrigada mais uma vez!

Beijos,

Madison


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