História Rise - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares
Personagens Enoch O'Connor
Tags Enoch, Mphfpc
Exibições 16
Palavras 1.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Acontecimentos peculiares


Fiquei um bom tempo no orfanato da srta. Jay. Me senti mais livre por aqui, conhecendo pessoas como eu: julgadas pela sociedade por serem diferentes, os peculiares.

Falando em peculiares, comecei a namorar a Marie. Tinha que admitir, sempre sentia um peso nas costas quando me lembrava da El, ela foi meu primeiro amor e ainda sentia sua falta, mas agora com pouca intensidade. A garota raramente aparecia nos meus sonhos ou pesadelos, tudo era calmo demais. Minha vida ficou calma demais.

Até hoje, o dia em que tudo mudou novamente.

_

- O que planeja fazer agora, Enoch? - Marie enganchava os dedos em seus cabelos volumosos. Sua cabeça descansava em meu peito, sentia sua respiração quente acompanhar a minha.

- Que tal ficar perto de você? - Sugeri, sorrindo como um idiota.

- Já está perto de mim, monstrinho. - Retrucou, usando o apelido que me dera ano passado.

- Você sabe o que eu estou dizendo, Marie. - Falei, com um tom maior de seriedade - E se ficarmos assim para sempre?

A garota engasgou. Seus olhos se voltaram para mim com espanto. Esperei alguma resposta, que por sinal, demorou a ser dita.

- Enoch, você não estaria...? -Não pôde terminar a frase, suas mãos tremiam. Não consegui ver nela o sorriso que tanto desejava.

Sem jeito, fiquei de joelhos em sua frente, fitando seus olhos marejados. Segurei, delicadamente, uma de suas mãos - estava gelada, me assustei.

- Marie... há muito tempo nos conhecemos. Você tem sido uma pessoa excepcional em minha vida. Desde o dia em que cheguei no orfanato, você cuidou de mim, se ofereceu a me ajudar a esquecedar da morte de Eleonor, o que não foi uma tarefa fácil. - Suspirei, olhando para baixo, desta vez -Desde então, tenho uma admiração completa por você. Quero poder estar ao seu lado para todo sempre, algo que não pude fazer antes...

- Enoch...

- Marie Wander, você aceita se casar comigo?

A resposta demorou. Fiquei nervoso, envergonhado de receber um "não". Antes que Marie pudesse falar, um ruído foi gerado pela casa, acompanhado por um tremor que se assemelhava a um terremoto.

- O que está acontecendo? - Gritei. Caleb invadiu o quarto, extasiado, seus olhos se arregalaram de uma forma assustadora.

- São eles! - Berrou, sua voz já rouca e desgastada - Os monstros estão nos atacando, fujam!

Me virei para Marie, ela fez o mesmo, roçando os dedos nos lábios como quem estivesse confusa. Desejei que nada tivesse acontecido, que eu não tivesse pedido a mão dela, de não ter passado por esse vexame. Corremos para a porta, eu a deixei passar primeiro.

De longe, mais barulhos de bombas foram emitidos do lado de fora do orfanato. Gostaria de ter Nigel conosco nesse momento, ele seria útil.

- Crianças, se escondam! - Pearl alarmou, mal a reconheci dessa forma, a imagem da mulher serene, rígida e séria havia se desmanchado - Não sabemos quantos etéreos estão nos atacando, mas tomem cuidado de qualquer forma! - De repente, uma mão fria se apoia na minha, a de Marie. Olhei para seus olhos cheios de tristeza e medo, sabia que gostaria de fazer algo por todos nós.

- Senhorita, acho que posso ajudar. - Marie afirmou. Seu irmão pôs-se em sua frente, numa tentativa de protegê-la contra alguma ameaça invisível.

- Irmã, não seja tola. - Rugiu - Isso não é um maldito jogo de cartas!

Um grupo de meninas, junto a três garotos se posicionaram a favor de Caleb, todos dizendo que qualquer passo a tomar seria arriscado. Por mais que meu coração implorasse para ela não fazer nada, senti uma pontada de culpa.

- Por que não deixamos Marie falar? - Ela sussurrou um "obrigada" e se voltou a todos.

- Posso tentar ler a mente dos etéreos, saberemos quantos deles estão no jardim. Quanto aos soldados... - Piscou os olhos, sua boca formando uma linha curva - Não tenho forças para ler tantas cabeças. Enquanto isso, vocês trancam todas as portas e possíveis aberturas.

- Acho que podemos seguir esse plano. - Jasmine suspirou, olhando para uma das janelas, quebradas devido o impacto de uma bomba.

Não segui os outros, como sugerido, Marie me pediu para ficar ao seu lado. Eu a apoiei, segurei sua mão como se fosse a última vez que eu fosse vê-la. Olhei para seu rosto delicado, com a intensão de marcá-lo de tantos beijos. E se eu a perdesse também?

 Concentre-se, Enoch.

 Uma voz no meu interior murmurou, mas não era a minha, e sim, a de Eleonor Jones. Ouví-la me fez sentir cócegas no estômago, sorri como uma criança numa loja de brinquedos; Marie me encarava com dúvidas. 

 - Vou precisar me concentrar, Enoch. - Disse - Será que poderia vigiar a porta pra mim? - Assenti com a cabeça, mesmo sem deixá-la sozinha no lugar. 

 Antes de sair, estudei as expressões faciais da garota, eram sempre caretas. Mesmo relutante, obedeci às suas ordens. 

 ... 

 

- Quais são nossas chances, Richard? - Srta. Jay perguntou para um de seus pupilos. Richard Brown, a criança prodígio e a mais inteligente dos peculiares (se não, de todas as pessoas), fitou seu relógio de pulso como se este fosse dar os resultados que tanto queria. A esse ponto, Marie conseguiu rastrear 12 dos monstros no jardim. 

- Querem uma resposta honesta? - Todos, inclusive eu, assentiram com medo - Bom... temos cerca de 40,8% de chances de sermos devorados pelos etéreos; 28,7% de sermos mortos pelos soldados; 19,2% do orfanato ser destruído por bombas. Isso nos dá exatamente 11,3% de chances de sobrevivência. 

Ninguém ousou dizer nada, Richard nunca errava nos cálculos, eles eram espécies de premonições. Olhei para Marie e beijei seus cabelos, posicionando meu queixo no topo de sua cabeça. 

- Tudo bem, faremos o seguinte. - A mulher começou - Formaremos grupos de 4 à 5 pes... cof! cof! -Pearl parou para tossir, algo que, na verdade, todos fizeram. Algo saía pelas aberturas das janelas que me fez sentir uma dor no peito - o que, pela Ave, é isso? 

A resposta foi logo obtida. Uma bomba de gás foi lançada pela chaminé da residência, fazendo-nos arquear para tossir. Meus pulmões se encheram de ardor, como se estivesse engolindo ácido. 

- O que cof! cof! é isso, senhorita?! - Eugine, outro pupilo, perguntou para nossa mentora. O menino se contorcia no chão, tentando despistar o cheiro das narinas. 

- Isso é gás mostarda! - Richard respondeu por ela - Nós seremos aniquilados em poucos segundos, se não sairmos daqui!

Foi difícil pronunciar mais palavras, mas pude ouvir Pearl sussurrar para irmos ao porão. Procuramos por um piso falso, o lugar onde teria uma portinha para os fundos que nunca chegamos a ir. A srta. Jay julgava ser um lugar perigoso demais para simples garotos como nós. 

Descemos as escadas, alguns segurando os corpos de outros -para o nosso azar, 2 peculiares nos deixaram, por não resistirem ao gás. -Vendo um portão azulado, semelhante a uma porta de madeira, Pearl ordenou que todos fizessem um círculo ao redor da figura. Mesmo sem entender, fizemos o que pediu. 

- Crianças, foi um enorme prazer ser sua tutora legítima, mas temo que não tenha condições de progredir com meu dever de cuidar de vocês. - Pearl falou, seus cabelos pareciam mais esvoaçantes do que em qualquer momento que já viveu - Não mais. 

- Do que está falando, Srta. Jay? - Arrisquei-me, apoiando o corpo ainda vivo de Marie no meu ombro. 

- Meus peculiares, a partir de hoje, essa fenda estará oficialmente fechada. 

- O quê?! - Todos dali gritavam, meu coração sentiu uma pontada de dor ao ouvir a frase. 

O quarto se encheu de mais dúvidas e vozes desesperadas. 


Notas Finais


Olá, peculiares! Bom, é só pra dizer que eu não sei quando será a próxima atualização. O próximo capítulo já está terminando de ser escrito, mas ainda preciso escrever mais um para postá-lo. Por favor, não desistam de RISE. Vou tentar me apressar, até porque....

Estamos quase no fim dessa história. QUASE.

Beijinhos e até o próximo capítulo! ♡

xoxo


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