História Rise Of The Villains - Jerome Valeska - Capítulo 4


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Categorias Batman, Gotham, Os 13 Porquês (13 Reasons Why)
Personagens Barbara Kean, Comissário James "Jim" Gordon, Dra. Leslie Thompkins, Edward Nygma, Hannah Baker, Jeff Atkins, Jerome Valeska, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim)
Tags 13 Porquês, Batman, Jerome Valeska
Visualizações 24
Palavras 2.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Incesto, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora meus amores, mas agora finalmente minhas provas terminaram. Mas como tenho ainda minhas responsabilidades, não vou poder postar muito rápido o próximo capítulo, mas prometo que não vou demorar tanto!! Desculpem se tiver algum erro, não tive tempo de revisar. Chega de enrolação e vamos direto ao capítulo. Espero que gostem. Beijos com gosto de Pudim meus pequenos Maniaxs 💙💙

Capítulo 4 - The Devil Is Damned


Fanfic / Fanfiction Rise Of The Villains - Jerome Valeska - Capítulo 4 - The Devil Is Damned

Paciência, teste minha paciência
Se eu fiz isso ser muito difícil para você, talvez
Você deve ter mudado
Diga, você deve dizer
Porque eu diria que estava errado só para conseguir
Preencher todos os espaços
Esperando, sempre esperando
Se eu te desse controle você diria que
Nós poderíamos salvar isso

 

Presente 

 

Fita 1, Lado B

Quantos de vocês lembram do encontro por um dólar? Aquilo era divertido, não é? Todo ano o GCPD fazia isso. Você apenas preenchia um teste com coisas pessoais, e recebia o nome e telefone da sua única e verdadeira gêmea. E toda a arrecadação ia para uma causa nobre : O hospital infantil de Gotham City. A pesquisa do encontro de um dólar tinha duas partes. Descrever a si mesmo, e descrever o que esperava encontrar em outra pessoa. E conforme eu preenchia o meu teste, percebi que estava descrevendo um certo alguém. Para ser mais específica, um ruivo de olhos verdes fascinantes. Se todas as minhas respostas descreviam uma pessoa, essa pessoa deveria ter aparecido entre os cinco melhores pretendentes. Mas não. Não combinou com a pessoa que poderia ter sido a certa. Talvez não tenha sido a minha culpa. Talvez nenhum de nós possa dizer quem realmente é. Talvez sejamos mais do que mundo vê. Ou menos. Talvez nenhum de nós seja o que parece. Talvez eu tenha sido estúpida por manter a esperança. Esperar por alguém que fosse legal. Eu meio que gostava do Jerome. Você sempre me pareceu um cara do bem. Mas quase sempre eles parecem. E eu continuo pensando. Se tivesse saído outra pessoa na lista. Então talvez, talvez, tudo pudesse ter sido diferente. E eu fiquei pensando, sentada lá, imaginando todo tipo de cenário, um cenário em que você desse certo comigo. 

 

Passado

 

Gotham City, Police Department 03 : 45 P.M

Meu coração gela assim que a porta é aberta. Revelando um ruivo, Jerome Valeska. 

-Oi, Jerome - disse amigável - Por favor, sente-se aqui - meu pai se levantou, caminhando até Jerome. Puxou a cadeira para que o mesmo pudesse se sentar. Jerome sentou-se em silêncio, lançando um leve olhar de canto para mim - Já conhece o Sr. Cicero, do circo?

-Sim, senhor - disse tímido. Ele era fofo, eu tinha pena de Jerome. Não sabia como alguém tão bom e puro como ele pudesse estar nessa situação. Afinal, ele estava sendo julgado pela a morte de sua própria mãe, mesmo conhecendo Jerome há pouco tempo, sei que ele não seria capaz disso - Olá, Sr. Cicero.

-Boa noite, Jerome - disse sem demonstrar qualquer sentimento de medo ou preocupação em sua voz.

Jerome sorriu levemente para mim, fazendo-me retribuir o sorriso. Mas no exato momento, meu pai virou-se de frente para mim, olhando em total negação. Sentou-se sem desviar o olhar de mim. Eu sei que ele estava me repreendendo por isso. Meu pai sempre foi assim. Sempre teve ciúmes de mim, ainda mais com um dos suspeitos que estão sendo investigados. Mas ele está enganado se penso que estou gostando de Jerome, isso jamais aconteceria. Eu apenas pensava nele como um amigo. Eu pensava em Jerome. Às vezes temos pensamentos que nem nós mesmo entendemos. Pensamentos que nem são tão verdadeiros - que não são realmente o que nós sentimos - mas que ficam rondando nossa cabeça porque são interessantes de se pensar. O problema é que não ficamos sabendo o que realmente sentem as pessoas com as quais convivemos.

-Sabe por que está aqui, Jerome? - cruzou os dedos, perguntando com um tom acusador. Jerome virou-se para meu pai, e por míseros segundos, me perdi em seus olhos verdes profundos. Mas eles tinha algo por trás. Algo obscuro. Algo que somente ele tinha. 

-Descobriu quem matou a minha mãe? - perguntou com inocência. Era algo que eu admirava nele. 

-Você matou a sua mãe, Jerome - disse frio. Foi como se meu corpo tivesse sido atingido por um caminhão a mil quilômetros por hora, cortando todo o oxigênio dos meus pulmões. Não pude me mover. Não pude levantar, gritar e ir embora. Qualquer coisa teria sido melhor do ter ficado lá sentada, achando que de algum modo tinha sido minha culpa por ter confiado nele. 

-Como eu poderia ter feito algo assim? - disse com surpresa. Eu queria correr até, abraça-lo e dizer que tudo ficaria bem.

-Você a matou naquela colina, e o Sr. Cicero deixou que se limpasse no trailer dele. Disse para você marcar os símbolos satânicos na arma do crime, e depois joga-la da ponte. 

-Mas senhor - sua voz falha, formando um nó em minha garganta - Isso é um absurdo e ofensivo - mas apesar de tudo, você quer acreditar que existem pessoas boas no mundo. Eu sabia que existiam. Acreditava nisso. 

-Mas é a verdade - como ele podia estar tão confiante de que tinha sido Jerome? E por que ele não me falou nada sobre isso? - Só não sei por que esse homem se arriscou tanto para te ajudar. Eu acho que ele é o seu pai - isso não pode ser real.

-Você não sabe o que está falando - Jerome riu visivelmente conturbado com o que tinha acabado de ouvir - Meu pai era o capitão da marinha - meu pai me olhou, e entendi o seu olhar. Ele não sabia, Lila mentiu para ele todo esse tempo.

-Estou errado, Sr. Cicero?

-Sim - disse estranhamente calmo.

-Ele era capitão da marinha - persistiu - O nome dele era Sven Karlsen. E ele morreu no mar. 

-Qual era o nome do navio? - o que ele pretende descobrir com isso?

-Ele trabalhou em vários navios diferentes - era perceptível que ele estava sofrendo e estava confuso.

-O navio em que ele morreu, Jerome - disse meu pai com raiva.

-Eu não sei - balançou a cabeça na negativa - Ela nunca disse. 

-Podemos fazer um exame de sangue para provar que eu estou certo. Leva só meia hora para conseguir o resultado. Você é médica, vamos saber o resultado em meia hora, não é mesmo, Hannah?

-É sim - abaixo a cabeça.

-Ou você se poupa da agulha - debochou.

-Eu odeio mesmo agulhas - disse sufocado pelas palavras. Trazendo o olhar de Jerome para si - Eu sinto muito, Jerome. 

-Do que está falando, Sr. Cicero? - sua voz estava falha, e suas mãos tremiam.  Assim como as minhas. 

-Ele está certo. Eu sou seu pai - isso com certeza foi uma facada no coração de Jerome. 

-Não é não - disse incrédulo. Ele estava nervoso, e triste - Por que está dizendo isso?

-Deve ter suspeitado da verdade. 

-Não é meu pai, minha mãe nunca... - Sr. Cicero o interrompeu.

-Sua mãe era uma mulher cruel. Ele era muito rude comigo, mas já me amou um dia, à maneira dela.  E ela amou muito você - colocou sua mão sobre o braço de Jerome - E por isso ela te deu um pai melhor. 

Eu estava com o coração nas mãos. Jerome abaixou a cabeça, com lágrimas nos olhos. Isso devia ser a pior coisa que se pode sentir. Toda a sua vida foi uma mentira, e acabou de descobrir a verdade por desconhecidos. Ele chorava como uma criança que tinha perdido a mãe, e de fato ele perdeu. Caminho até Jerome, ficando ao seu lado, acariciando lentamente suas costas. Até que suas lágrimas param. Me distancio de Jerome ficando de frente para o mesmo. Sua cabeça é levantada lentamente revelando um sorriso em seus lábios, logo sendo acompanhado de uma risada rouca e baixa. 

-Minha mãe era uma vadia sem coração que nunca amou ninguém - virou-se para Cicero ainda rindo. Me causando calafrios. Afasto-me de Jerome, batendo com as costas na parede - E ela nunca encostaria em um velho patético e estranho como você - sua voz não estava mais assustada e gentil, estava fria e com ódio.

-Todos esses anos, acha que fui gentil com você por que sou um homem tão bom? - disse com uma pontada de tristeza - Se eu não fosse seu pai, eu te ajudaria como fiz, depois do que fez? - Jerome o olhava em total desprezo.

-Meu pai - virou-se para nós, com ódio nos olhos por estarmos certos - Mas que coisa - deu de ombros - Está com medo, querida? - direcionou seu olhar até mim - Não precisar ter medo, Angel. Não. Na verdade, é muito engraçado! - riu de forma assustadora e curta - Ba-Doom-Shh - Gesticulou como se estivesse tocando uma bateria, anunciando seu próximo número - Parece que a vadia me pregou uma peça no final. 

-Por que matou a sua mãe, Jerome? - eu não conseguia acreditar. Minha mente se recusava a acreditar no que eu estava ouvindo.

-Ah, você sabe como são as mães - disse com calma, dando de ombros em seguida - Ela gostava de encher - Lila não era apenas um mãe ruim, ela tinha feito algo. Não se cria ódio sem motivo da sua própria mãe do nada - E eu ficava "Tudo bem, mãe. Seja uma vadia. Seja uma vadia bêbada, até. Mas não seja uma vadia que só reclama" Sabe? - tombou a cabeça para o lado com um sorriso nos lábios - Então, não venha gritar comigo para lavar a louça, se estiver transando com o palhaço no quarto ao lado - socou a mesa, me assustando mais do que eu já estava - Você sabe? - gargalhou como um verdadeiro psicopata sem sentimentos. Olho incrédula para meu pai, que estava irritado com tudo isso. 

-Tirem ele daqui - grito com lágrimas nos olhos - Vamos tirar logo a foto do registro criminal - um dos guardas se aproximava, algemando Jerome.

-Uma foto, é? - sorriu malicioso - Tira uma ao meu lado, Princesa?

-Fica longe de mim - saio da sala com lágrimas nos olhos.

O segurança me acompanha, trazendo Jerome consigo. Ligo a câmera, e indico onde Jerome deveria ficar. Eu estava na dúvida se conseguiria tirar aquela foto. Eu estava com medo. Medo por ter confiado em alguém que mentiu para mim sobre tudo. Medo de estar perto de um assassino incapaz de ter sentimentos. Jerome percebeu meu nervoso, ele sabia que eu estava com medo. Sorriu de forma sádica para mim. Tomei coragem o suficiente e bati a foto. Jerome é finalmente levado por um dos seguranças, e acena a distância para mim. Pego a foto e entrego a Lee, mas deixou uma cópia guardada em meu bolso. Caminho até o vestuário do GCPD, e sento-me no banco de ferro. 

Meu coração e minha confiança estavam entrando em choque. E esse choque criou um vácuo no meu peito. Como se todos os nervos do meu corpo estivessem definhando, se soltando dos dedos dos pés e das mãos. Se soltando e desaparecendo. Fechei os olhos, apertando os tanto que doía. Tentando empurrar para longe tudo o que eu via dentro da minha cabeça. Abro os olhos assim que escuto alguém se aproximando. Sentou-se de frente para mim, acariciando minha mão.

-Noite longa, hein? - disse calmo - Acho que a coisa ficou feia. 

-Ficou sim - limpo as lágrimas secas de meu rosto.

-Você está bem? - eu podia perceber que ele estava preocupado comigo, ele sempre se preocupou tanto comigo.

-Estou bem - Não. Era mentira. Eu não estou bem. Isso é demais para mim. Tudo isso é demais para mim - De verdade. Foi feio, mas também foi emocionante. 

-Emocionante? - olhou-me surpreso.

-Emocionante e assustador - sorrio - Como olhar para um túnel profundo e escuro. Obrigada por ter me deixado estar lá - beijo seu rosto.

-Você é uma filha incomum, Hannah.

-Você não conhece muitas filhas - olhou-me sério, fazendo com que rissemos.

-Vai participar do encontro de um dólar?

-Não - balanço a cabeça em negação - A pessoa que eu pensei que fosse sair, não saio - bufo triste.

-Se alguém fizer algo com você, Hannah... - seu tom de voz estava sério - Eu vou matar quem te fizer mal. 

-Podemos ir para casa agora? - deito minha cabeça em seu ombro. Assentiu sorrindo para mim. Levantou-se, estendendo o braço para mim, pego-o caminhando ao seu lado para fora do GCPD. 

 

Presente 

 

Fita 1, Lado B

Um fato engraçado. Fiz uma pesquisa sobre as lápides. Ou mais especificamente, sobre os epitáfios nas lápides. O melhor que encontrei foi deste escritor chamado Henry Charles Bukowski Jr. Em sua lápide, ele gravou a imagem de um boxeador, e embaixo do boxeador, duas simples palavras : "Não tente" Imagino o que estará na minha. 


Notas Finais


Será que a Hannah vai continuar nutrindo qualquer sentimento por Jerome depois disso? Espero vocês no próximo capítulo💙💙


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