História Rise Up - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chris Evans
Tags Drama, Romance, Tragedia
Exibições 14
Palavras 2.544
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Autora má.
😢😢😢😢

Capítulo 46 - R.I.P


Fanfic / Fanfiction Rise Up - Capítulo 46 - R.I.P

R . I . P 
ALLIE  /  ALGUNS  DIAS  DEPOIS 
Eu não sei o que  está  acontecendo , mas nos últimos  tempos vivemos  aos sobressaltos. 
Quando  acho que vamos ter um pouco  de sossego  , acontece  alguma coisa  para nós desestruturar  ... 
A última  havia  sido o acidente  com a Carol.  Todos  nós  ficamos  apavorados  , mas graças  a Deus , não  havia  sido grave . E desde então  , ela é Fábio estavam mais  unidos  do que nunca.
Lucca  e eu , também  estávamos  bem e comemorando  o fim da reforma  da nossa casa. A próxima  etapa  era a decoração  , mas isso ficaria à  cargo dele e da Carol. 
Eu fiquei  responsável  pela organização  da cerimônia  e da festa do nosso  casamento  , que ocorreria  em seis meses  ,  no dia 31 de Julho. Eu havia  sugerido essa data por ser  o dia do aniversário  da minha mãe  e uma data muito  especial para mim , Lucca concordou  de imediato.  Apesar  de achar que seis meses era um tempo  longo demais  para esperar. 
Mas além  de ser uma  data especial , eu ainda  tinha  a esperança  que ao ver que era inevitável  a minha união  com Lucca  , meu avô  acabasse cedendo  e se aproximasse de nós. 
Ele já  havia melhorado . Se não  era a favor  , também  não  demonstrava mais contrariedade.
Havia  voltado a me tratar normalmente  e à  época  da compra da casa , não  permitiu  que eu mexesse  no dinheiro  deixado por meus pais  e, ele e vovó  Cellie me presentearam com o dinheiro  necessário  para a compra. 
Apesar de certa contrariedade  e depois  de  muita persuasão da minha  parte, Lucca acabou aceitando o presente  dado por meus avós .
Aparentemente  ,havia  chegado  o tempo da bonança  após  tantas tempestades  ...
Saí  do trabalho  e passei em um supermercado  para comprar os ingredientes  que faltavam  para  os garotos  Landucci  prepararem  o jantar no apartamento  da Carol e do Fábio . Liguei  para Lucca em busca  da confirmação  de um ingrediente. 
-  Oi bebê  , tudo  bem  ?
-  Tudo  princesa . Só  estou morrendo  de saudades ...
-  Eu também.  Muita  . Agora  preciso confirmar , você  pediu  manjericão  ou manjerona  ? Não  é  tudo  igual  ?!
-  Não  , Allie !!! E eu pedi manjericão  fresco. Faz  toda diferença  no sabor ...
-  Ok , chef !!! – disse rindo da indignação  dele . -  Vou terminar as compras  e daqui  a pouco passo  aí  para te pegar. E vou te encher  de  beijos  !!!
-  Ótimo  !!! Vou cobrar  .
Voltei as compras  sorrindo,  prestando  bastante  atenção  para não  trocar nenhum  ingrediente  da lista.
Cheguei  para buscar  meu  príncipe  , que  já  me esperava  na varanda.  Como íamos  apenas  ao apartamento  de Carol e Fábio  , ele estava de muletas e era mais fácil  se locomover. 
Fábio  já  nos esperava  , Carolina  havia  tido  uma reunião  que se estendeu  além  do horário mas já  estava a caminho .
-  E aí  cunhado  do meu  coração  , pronto  para nós deliciar  com seus dotes culinários  ?! -  perguntei  irônica  , era sabido  por todos que Fábio era uma negação  na  cozinha. 
-  Minha cunhada  preferida  , você  irá  se surpreender  ...  – respondeu  enigmático  .
-  Ai meu Deus  !!! Agora estou com medo  . Bebê  você  ainda lembra onde guardei  as  apólices  de seguro ?!  Seja  o que for que  aconteça  comigo  , não  esqueça  que  eu te amo !!! – disse no meu melhor  tom dramático. 
Lucca ria e nem conseguia responder  .
-  Engraçadinha  !!! Espere para ver !!!
-  Bom vocês  dois ,  vamos parar com o duelo !!! Se nós  quisermos  comer , melhor irmos para a cozinha. 
-  Ok !!! Eu quero  muito  comer !!!
-  Eu também  !!!  - disse  Fábio  rindo  , enquanto o seguiamos para a cozinha. 
E para nossa  surpresa  ele já  havia  deixado os ingredientes  separados  na bancada,  utensílios  e panelas organizadas.  Coloquei  a sacola  com o restante  dos ingredientes  em cima da mesa e fui convidada a me retirar  .
-  Princesa , agora esse território  é  estritamente  masculino.  Aproveite  para descansar  um pouco  .
Enquanto  Lucca falava , Fábio  colocou em minhas mãos  uma taça  e uma  garrafa  de vinho , dando uma piscadela. 
-  Certo  . Vou me retirar para que a mágica  possa acontecer !!! Mas antes ... – me debrucei sobre a bancada e roubei um beijo do  meu príncipe  . 
Fui para sala rindo dos resmungos de Fábio. 
Pouco depois  Carol chegou e  fomos para o quarto  conversando  , enquanto  ela  tomava banho  e se trocava.
-  Então  Allie ,  ansiosa ? Seis meses passam voando   ...
-  Carol , você  acredita  que até  agora  estou calma. Acho  que  ainda não  caiu  minha  ficha ... Minha  avó  e d. Marina  , estão  em pânico  com essa história  de  enxoval  . Dizendo  que temos  pouco tempo  e  ficam me  pressionando. Ah , e tem o vestido  ...
-  Mas elas tem  razão  , Allie . Você não pode deixar  para  a última  hora ...
-  Ah  Carol , você  também  !!! Ok , vou pegar um fim de semana  e todas nós iremos  fazer  compras e montar esse bendito enxoval . Não  entendo  porque tanta frescura  para comprar meia dúzia  de toalhas  e lençóis ...
-  Allie , frescura ?! Você  é  uma ogra !!! – ela estava  indignada – São  as coisas da casa de vocês  ...
-  Tudo bem !!! Vou me dedicar  com afinco  a fazer esse bendito  enxoval  . Não precisa  me crucificar  !!!  - disse  rindo , enquanto  erguia as mãos em sinal de rendição , fazendo – a rir.
-  Muito  bem !!!
-  Agora  mudando  de assunto  , mas sem sair do tema ... e vocês  , já  tem uma data em  mente ?
- Não  .  Estamos em um impasse  ... ele quer uma grande cerimônia  , evento  . E eu uma só  para a família  e amigos  íntimos  . Não  vou me sentir  confortável  com a ausência  dos meus pais ...  – sua expressão entristeceu . – Eu  já  cedi em fazer uma cerimônia católica .
-  Ah , Carol ... eu acho que tem muita  influência  dos pais,  nessa questão  da grandiosidade  do evento.  Nossos  sogros  gostam de grandes comemorações  ...
-  Eu sei , mas não me vejo mais  em algo tão  grandioso  .
Fábio  bateu  na porta , abrindo – a e colocando  metade do corpo no vão  da porta :
-  As senhoritas nos dariam a honra de se juntar aos  pobres mortais  ?! O banquete está servido .
Rimos do drama desnecessário e o seguimos para a sala de jantar.
A mesa estava disposta com capricho e o aroma que vinha da cozinha era tentador.  
Ajudamos  a colocar as travessas na mesa , enquanto  Fábio  pegava o vinho.
Fui encontrar  Lucca na cozinha e o vi tirando o avental. Caraca , ele ficaste sexy até  de avental !!!
Era até  falta  de educação,  alguém  ser  assim  tão  bonito  e gostoso  !!!
O agarrei , segurando em suas  nadegas e  ficando  na ponta dos pés para beija – l- 
 - Meu dorito  !!! Gostoso  !!! 
-  Ei vocês  dois !!!  Deixem  a sobremesa  para depois do jantar !!! – Fábio  ria .
- Hum ... esse pode ser nosso  último  beijo . Não  sei se  vou sobreviver  ao  jantar  ...
-  Cara , essa sua  mulher é  abusada !!! Mas vai pagar a língua  ...
Rindo fomos  para a sala de jantar e  ajudei Lucca  a se acomodar  . 
Começamos  a nós servir e Fábio  fez a apresentação  do cardápio  :
-  A entrada consiste em uma salada verde com camarões  , o prato principal rolê  de mignon  recheado  com cogumelos  selvagens  e molho ao pesto ,  risoto com brócolis  e parmesao. Espero que gostem ...
Não me  contive e bati  palmas.
-  Bela imitação  de maitre !!! Mas vemos  ver se podemos parabenizar  o  chef  ... –  falou  Carol , olhando  diretamente  para Lucca  .
-  Ei anjo , nem você  me apoia ...
-  Amor , suas torradas  são  ótimas  !!!
Caímos  na gargalhada  e ele depois de mostrar  a língua  , também  riu.
O jantar estava  delicioso  e transcorreu  alegremente. 
O celular de Fábio  tocou  e ele pediu licença indo atender no corredor.  Eu me lembrei  que precisava colocar o meu para carregar  . Havia acabado a bateria no caminho para  cá. 
Fábio  voltou para a sala  com uma palidez  cadavérica  e em choque .
-  O que aconteceu Anjo ?! – perguntou  Carol  alarmada.
-  Fábio  , senta aqui ... – falei , enquanto  puxava uma cadeira para ele.
-  Cara o que foi, você  parece que  viu um fantasma  !!!
Aguardamos  em silêncio  , até  que ele nos olhou , detendo  - se em mim e seus olhos  estavam marejados  .
-  Allie , eu sinto muito  ... meus pais ligaram avisando  ... Hum ... seus  avós  faleceram  . Parece que foi um  acidente de carro .
Eu sentia que todos  estavam me olhando , Lucca me abraçou  e Carol  ficou próxima  como se eu pudesse cair a qualquer  momento.
Respirei  fundo . Me sentia anestesiada.
-  Onde eles estão  ?  Eu preciso tomar as providências  necessárias  ...
-  Princesa ...  calma  . Nós ...
-  Eu estou calma. Só quero aonde em que hospital  eles estão. 
Fábio  se  levantou e segurou em minhas  mãos  , as dele geladas.
-  Eles estão  no Mercy. Meus pais já  estão  lá.  
-  Ok. Então  eu vou  passar em casa  para  pegar os documentos  necessários  e vou para o  hospital.  Estou sem bateria  no celular , mas eu dou um  jeito  de ligar para  vocês.  Fábio , vocês  leva o  Lucca  para casa  ?  -  a  Allie  prática  estava em ação. 
-  Alicia  ...
-  Allie você  ...
-  Nem pensar ...
Falaram  os três  ao mesmo  tempo e ergui as mãos  , impedindo que continuassem. 
- Eu estou bem e preciso fazer  isso sozinha. Assim que tiver alguma  informação  , ligo para  vocês .
Não  dei tempo para que  tentassem  argumentar.  Peguei minha bolsa  e saí  apressada , ainda ouvi Lucca me chamando  , mas não  me detive.
Ao  entrar em casa , senti que poderia  desmoronar ... porém  , eu precisava  ser  forte.
Peguei  a pasta com os documentos  no escritório  e fui para o hospital.  Meus  sogros  estavam  a minha  espera e me  abraçaram  chorando. 
-  Nós  sentimos muito  , Allie  !!! – disse  meu sogro  , enquanto  d. Marina  acariciava meu cabelo.
-  Obrigada  . Eu quero  vê  - los . Com licença  .
Saí  em busca de alguém  que pudesse me dar  alguma  informação. 
O médico  que havia prestado  o  à eles , veio  falar comigo. 
-  Alicia  Halle ? Eu sou o Dr. Jones e cuidei dos seus pais ...
- Avós  .
-  Desculpe  . Avós  ... eles já  chegaram aqui sem vida . O impacto causou a morte instantânea  deles. Eu sinto muito  pela sua perda .
-  Obrigada  . Hum ... o senhor acha que eles  sofreram ? – perguntei  hesitante. 
-  Acredito  que não  . Eles morreram  no momento  do impacto. 
-  Certo . Obrigada doutor. 
Quando  voltei à  sala de espera , Lucca  , Fábio  e Carol  já  estavam  lá  . Me senti  reconfortada , mas não  podia  ceder a  vontade  de chorar e gritar contra aquilo  que  considerava  uma injustiça.  Se eu  cedesse , acho que nunca  mais iria  parar de chorar. 
Fui ao setor pertinente  para  resolver  as questões burocráticas  e me demorei na escolha  dos caixões  e adornos para o velório. 
Não  consegui evitar  que fossem todos  para casa  comigo  . 
Lucca  veio no carro  comigo  . Eu queria me jogar em seus braços  e pedir  a ele que me dissesse que tudo não  passava de um pesadelo.  Mas não  fiz nada disso  , me mantive em silêncio  . 
Eu sabia que se deixasse a dor vir à  tona , ela me dominaria.
-  Princesa  , eu sinto muito  . Queria poder fazer algo ...
-  Você  já está fazendo  . Está  ao meu lado e eu te agradeço. 
-  Allie nós  estamos  preocupados  com você  .
-  Eu estou bem . Está  tudo bem. – Eu repetia  isso . Precisava  acreditar.
-  Tudo  bem . Apenas não  esqueça  que nós  te amamos  e que estamos ao seu lado para o que der e vier .
-  Eu sei . – toquei  brevemente  sua mão  .
Tive que  lidar com a parte sacrificante de avisar os pouco parentes ,muitos amigos ,colegas e conhecidos . Lucca ,Carol e Fábio , me  ajudaram  nessa tarefa.
D. Marina  começou a  cozinhar  para o pós  funeral . E sr. Gian Carlo  foi  ate a igreja  conversar com o padre  , para que ele fizesse  uma benção. 
E eu ainda  tinha  que escrever  o elogio fúnebre.  
Quando esse pesadelo  ia acabar  ...
O resto da  madrugada  e do dia seguinte   passou  de  forma nebulosa  . Eu estava  fazendo tudo  de  maneira automatizada.  Tentando  me manter firme.
Chegada a hora do elogio fúnebre  ,  subi ao  púlpito   : 
“ Aqueles que conheceram  Ben  e Cellie , sabem que  tiveram  a dádiva  de conviver com dois seres humanos  incríveis  , generosos  e que se doavam a todos.  Amigos fiéis.  Pais  amorosos.  Profissionais  dignos  e competentes.  E avós  maravilhosos  !!! Nós  não  os  perdemos ... Cada sorriso  , abraço  , palavra  e gesto recebido vão  nos manter  ligados.  E o amor que  sentimos , conectados  por todo o sempre.  E tenho  certeza  que esse não  é um adeus , mas um até  breve. “
O sepultamento  ocorreu após a benção  do padre e da oração realizada pelo  dirigente  do Centro  que ambos  frequentavam. Aliás , os colaboradores  , colegas de trabalho compareceram  em peso.
No pós  funeral  , via as pessoas  comendo e relembrando  diversas  situações  que  viveram com meus avós  e consegui sorrir e me manter  firme.
Depois que todos foram  embora , meus sogros acabaram  por me convencer a não  ficar sozinha. Fui para a casa deles , que já  era minha também. 
Fábio  e Carol também  decidiram ficar por lá.  Estavam todos  me cercando de cuidados. 
Ao chegar disse que ia tomar um banho e fui para o quarto. Lucca  veio atrás  de mim logo depois. Embaixo do jato  forte de agua , não  me contive mais  deixei a dor me tomar e chorei toda a  minha dor .
Minhas  pernas não me  sustentavam mais , meu  corpo doía.  Eu só  queria que aquela  dor acabasse.
Eu não  tinha  mais ninguém  no mundo. Raízes. 
Era uma folha vagando ao vento ,sem destino ou  direção.  
Não percebi a porta do banheiro  e tão  pouco  a do boxe se abrindo  , tão  imersa estava  na minha dor .
Só  senti quando  Lucca   sentou ainda de roupa no chão  do boxe , me puxando  para  o seu colo , me ninando como uma criança. 
-  Amor , vai  ficar tudo  bem. Você  não  está  sozinha  . Pode chorar , você  não  precisa ser forte o tempo todo. Eu te amo .
Eu não  estou sozinha ?! 
Eu sou sozinha ...
E apesar  de  todos  ao meu  redor , era assim  que me sentia.  Como se um buraco negro,  estivesse sugando  minha alma e eu não   conseguia pedir  socorro .

 


Notas Finais


😭😭😭😭
Beijos de Luz.


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