História Rise Up - Capítulo 52


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chris Evans
Tags Drama, Romance, Tragedia
Exibições 20
Palavras 3.593
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Teimoso ?!
Não .

Capítulo 52 - Stubborn


Fanfic / Fanfiction Rise Up - Capítulo 52 - Stubborn

Stubborn

ALLIE 

Eu não  entendo  como ele pode ser tão  teimoso !!!

Da última  vez o Dr. Edwards  , havia  explicado as possíveis  consequências  se ele não  seguisse  as recomendações  . E de novo estávamos  aqui ... até  quando  ele persistiria no  mesmo  erro ?

E  eu estava com tanta raiva  dele , por se colocar  nessa situação,  que prefiro me manter  calada . Além  do que , falar não  ia alterar  em nada a condição  dele .

O fato  de ele ter tentado  esconder  de mim que estava sofrendo  , me fez ficar preocupada. Se ele achava  que tinha  que me poupar à  custa do próprio  sofrimento ,  era sinal  de que me considerava  fraca ?

Fiquei  observando  - o em silêncio  . Eu sabia  que ele ainda estava com dor e imaginava a frustração  que  sentia ...

Voltariamos a rotina  desgastante, que o deixava de extremo mau humor . E acabava por  contagiar à  todos ao seu redor, deixando  o clima da casa pesado. 

Teríamos  que pisar em ovos,  escolher  o que dizer para não  melindra – lo . Há  ainda a questão  do tempo  de recuperação  ... ele não  terá  tirado  a imobilização  à  época  da realização  do casamento.  E com certeza  não  se sentirá  confortável  com a situação  .

Meu Deus  quando  teremos  um pouco de paz ?! 

Desde aquela  fatídica  noite , vivíamos  em uma montanha  russa.

Algum tempo depois  , a enfermeira  veio levá – lo para imobilizar os pés.  Aproveitei para ligar para os meus  sogros  avisando  - os e  pedindo  que nos  aguardassem chegar com a cadeira  de  rodas , que voltaria a ser parceira inseparável  dele .

Quando  voltou ao quarto ele estava abatido , a enfermeira  reforçou  as recomendações  que o Dr . Edwards  havia feito  e nos liberou , acompanhando – nos  até  a saída  e  me ajudando  a acomoda – lo no carro  .

Durante  o percurso  , ele parecia  dormir.  Ao chegarmos  , o acordei suavemente  , antes de chamar  os pais  dele. 

-  Amor  , chegamos. 

-  Hum Hum ...

Ele  estava grogue com tanta medicação  . E eu imaginava o quanto  de analgésicos  ele deve ter tomado  por conta própria   .

Meu sogro ao ouvir  o barulho  do carro , se aproximou  trazendo  a cadeira,  enquanto  d. Marina  mantinha a porta aberta. Travei a cadeira  e a segurei ,mantendo – a  firme enquanto  ele pegava Lucca  no colo  e o colocava  sentado  .

Meu príncipe  parecia  tão  frágil  e não  demonstrou  reação.  Estava muito  sonolento  .

Ao olhar  d. Marina , percebi  que ela havia  chorado . Seus  olhos  estavam inchados  e novamente   cheio  de lágrimas  .

Fomos  todos  para o quarto  . A cama já  havia  sido arrumada , inclusive  com a almofada  para manter  os pés  dele elevados  , conforme  a orientação  do médico  . Ajudei meu sogro a transferi – lo para cama e a despi – lo.

Minha sogra o limpou  com uma toalha morna e úmida.  Em seguida , eu coloquei seu pijama  . Ele  estava completamente   adormecido  , na verdade  dopado  . 

Depois  de tentar  deixa – lo o mais  confortável  possível,  fomos  para  a  cozinha  . Seu Gian Carlo  começou  a preparar  um chá  e percebi que suas mãos  tremiam  , enquanto  ele enchia  a chaleira  .

D. Marina rompeu  o silêncio  em que estávamos  desde que havíamos  chegado :

-  Allie  o que aconteceu  ? – sua voz  estava  embargada  pelo choro contido .

Contei detalhadamente  , tomando  o chá  que havia  ficado pronto.

Ao final  da minha  narrativa  , meu  sogro perguntou  :

- Allie  o médico  acha que  ele pode perder  o movimento  dos pés  em definitivo  ? – estava desolado. 

-  De acordo  com o que ele disse  e se o Lucca não  seguir as ordens  médicas  , pode sim .

D. Marina  não  se conteve  mais e chorou .

-  Achei que ele estava  tão  bem ... ele quase não  usava mais  a cadeira  . – disse enquanto  choro a copiosamente . 

- Aí  é  que  está  o problema  . Ele tinha  que usar a cadeira  a maior parte  do templo  . Mas ele é  teimoso  ...

-  Na verdade , ele não  aceita a deficiência  . – falou meu  sogro.

O silêncio que se seguiu era triste e apreensivo. 

Nós recolhemos pouco depois  , já  passava das três  e meia da  manhã  .

Tomei um banho  e  como sempre a ducha quente me ajudou  a extravasar aquele  mix de emoções . 

Após  o banho demorado  , me  deitei tomando  o máximo  de cuidado para não  acorda -lo .

Demorei a pegar  a cair em um sono  pesado e sem  sonhos . 

NO DIA  SEGUINTE 

Véspera  de natal  e o clima  era  tenso e triste .

Acordei por  volta das oito horas , fiz minha higiene . E voltei  ao quarto , Lucca  ainda  dormia profundamente  .

Era bom que  ele descansasse .

Fui tomar café  para  minha surpresa  , Fábio  e Carol já estavam  lá. 

Recebi um abraço  duplo que dispensava o uso de palavras. 

-  Bom dia  . – eu disse.

-  Bom dia . – responderam em uníssono .

Meus  sogros aparentavam  não ter conseguido  pregar os olhos  .

Fábio  rompeu o silêncio :

-  Allie  o que aconteceu  ? Ele  estava  tão  bem  ontem à  noite ...

-  Ele  parecia bem –  respondi calmamente . -  Ele já estava com dor e não  disse  nada.

-  E eu o fiz me acompanhar  ao shopping  ...

-  Fábio  , você  não  tem culpa  de nada. Isso  aconteceu  por teimosia  do seu irmão . Que insiste  em ignorar  as recomendações  médicas,  de fazer  uso  da cadeira  de rodas a  maior parte  do tempo. 

-  E agora ? – perguntou  Carol  .

-  Estima – se em 45 dias o tempo de recuperação  , ele  está  com os dois pés  imobilizados.  E  voltamos  à  rotina que tínhamos  logo após  ao acidente  .

Meus sogros permaneciam  em silêncio  . Percebia – se a  tristeza  em suas expressões. 

-  Ele sente dor , mesmo com os pés imobilizados ? – perguntou  Carol  novamente , enquanto  Fábio  passava  as mãos  pelo cabelo.

-  Acredito  que sim . Provavelmente  a dor já se tornou crônica  .

-  Meu Deus  , eu não  sei como ele suporta . – ela disse e seus  olhos  brilhavam,  prenunciando  lágrimas. 

-  Eu também  não  sei ... – respondi tristemente  , me sentindo inútil  .

Minha sogra  falou pela primeira  vez :

-  A situação  é  irreversível  . Então  só  nos  resta apoia – lo e  procurar  trata – lo normalmente.  Ele vai  se sentir pior  ainda  , se  perceber qualquer  indício  de pena da nossa parte .

-  Por  mais que nos doa ... -  completou o pai .

Assentimos . E Carol  mudou de assunto. 

Depois do café , ficamos na cozinha  conversando  banalidades.

Voltei  ao quarto e ele permanecia dormindo . Verifiquei sua temperatura e  estava normal .

Saí deixando a  porta entreaberta  , fui para a cozinha onde d. Marina  e Carol ,  guardavam a ceia   encomendada que havia  chegado . 

Como Rosa  estava de  folga e d. Marina  ,  trabalhando  muito  na galeria , ela havia  optado por  encomendar a  ceia completa  em um dos  restaurantes  mais  bem   conceituados  da cidade  .

Para passar  o tempo , eu e Carol inventamos de fazer  as sobremesas que preferida e elogiadas .

Eu fiz minha torta de limão e Carol um doce típico brasileiro : brigadeiros  e os recheou com frutas e um tal de doce de leite , que achei delicioso .

D . Marina  pediu licença  e se retirou para  descansar  , estava com dor de  cabeça. 

Enquanto  ajudava Carol  a modelar os doces , conversávamos .

-  Allie,  será  que o Lucca faz isso por não aceitar a deficiência ?

-  Os pais dele e eu também ,  achamos que sim . Ele era esportista ,  jogou futebol  americano no  colégio  e na faculdade fazia  parte do time de basquete  . Adorava andar de  moto e pilotava muito bem ... – meus olhos  brilhavam  enquanto   enumerava  suas  habilidades  . – E como jogava hóquei !!! Foi  artilheiro  do time por  duas vezes ... Ah , e  saímos  para  dançar  todo final semana  .

-  Você  fala com tanto  entusiasmo  ...

-  Ele era  muito ativo , às  vezes eu  não  conseguia acompanhar o ritmo  dele . E agora ... – não  pude concluir  ,  as  lágrimas  não deixaram  .

Carol me  abraçou  e me senti  reconfortada .

-  Bom , não  há o que fazer  . D. Marina  tem razão  , então  só  me resta me conformar   para poder apoia – lo .

-  É  o que  nos  resta ...

LUCCA 

Acordei com sede e  dor , provavelmente  o efeito dos  analgésicos havia  passado.

Me sentei na cama e meu primeiro impulso foi o de  pegar as muletas e levantar  . Mas me  lembrei  que por 45 dias pelo menos , isso  seria impossível  .

Olhei  ao redor em busca da cadeira , mas ela estava do outro  lado do quarto . Que  ótimo !!! Eu estava preso à cama .

Meu humor que já  não  estava  bom  , piorou consideravelmente. 

Chamei por Allie , que veio enxugando  as mãos  em um pano de prato e tinha  um arremedo  de sorriso  no rosto  .

-  Boa tarde !!! Pensei  que você  ia dormir o dia todo  ...

-  Eu gostaria  de dormir para  sempre . – respondi sem retribuir  ao seu cumprimento  .

Ela ignorou  minha  resposta  e perguntou , docemente  : 

-  E  como você  está  se sentindo ? 

-  Mais aleijado  do que  nunca !!! – eu sabia que ela não  tinha culpa e só  tentava  me ajudar , mas não  conseguia me  controlar  . – E para ajudar a cadeira está  do outro lado do quarto  .

-  Hum ... estamos de péssimo  humor ...

-  Alicia ,  você  pode parar de falar  como se eu fosse uma  criança  mimada ?!  - explodi .

-  Só  se você  parar de se comportar  como uma !!! – respondeu  com sarcasmo. 

-  Eu  não  sou um dos seus  alunos  e não  estou  com  humor para brincadeiras !!!

-  Não  , você  não  é  mesmo um dos meus  alunos . Porque a maioria  deles tem mais  juízo que você !!!  - ela foi incisiva  .

-  Alicia ...

-  O que ?! Ninguém  tem culpa.  Você  se colocou nessa situação  . Quando você  vai aceitar  que as coisas mudaram ?! Que você  tem limitações  e que esse quadro  é  irreversível ?! Eu sinto muito  . Mas não  vou passar a mão na sua cabeça e fingir  que está  tudo bem ... porque  não  está  !!!

Ela falava com raiva.

-  Eu  melhor  do que  ninguém  sei das minhas  limitações  ,  pode  acreditar . – falei , apontando  em direção  aos  meus pés  . Minha voz tinha um tom cortante  . -  Sei de tudo  que não posso mais  fazer e tenha certeza  que a dor  constante  não me deixa  esquecer , nem por um instante  de tudo que mudou. 

-  Eu sinto  muito  ... me excedi ...

-  Não  sinta . Você  está  certa . Mas você  ainda  tem tempo  de se livrar  dessa situação . Não  precisa se prender a alguém  como eu , sem juízo.  – falei  mordaz e vi seus  olhos  se encherem  de lágrimas  .

-  Lucca por favor ...

-  Por favor, digo eu !!! Não  quero  e não  preciso de outra mãe  ou enfermeira  !!! E não  quero em hipótese  alguma um relacionamento  por piedade , compaixão  .

-  Eu não  sinto ...

-  De verdade , nesse momento  o que eu menos  quero  discutir são seus  sentimentos ...

-  Você  está  sendo cruel ... mas eu entendo. Vai ficar tudo bem ...

-  Alicia pare  de ser condescendente !!! Tudo  bem  ?! Ora ,por favor , encare a  realidade  !!! Você  está  noiva de um deficiente  e  tem que decidir será  capaz de suportar as consequências  disso . As idas ao hospital , noites em claro , as limitações  ...

-  Eu já tomei  a minha decisão  . Fiz a minha  escolha . Só  gostaria  que você  acreditasse e parasse de me questionar  , colocando  em dúvida  o que sinto  e quero . Se bem  que você  deixou bem  claro , que não  dá  a  mínima  para o que sinto .

Ficamos  em silêncio  e eu não a  contra disse .  Optei  por mudar de assunto. 

 -  Por favor , você  pode  pegar a cadeira  ? E chamar meu pai ? Eu preciso ir ao banheiro.  – falei friamente  .

Ela pegou a  cadeira , esperou que eu me  sentasse  o que foi complicado,  eu não  podia me apoiar  no pé  direito e  estava sem prática  .

Quando  consegui , me dirigi ao banheiro,  e esperei que ela saísse  . Mas ela me seguiu e me  indicou  com um gesto a cadeira  de  banho . Pensei em recusar sua  ajuda , mas  eu realmente  precisava usar o banheiro  .

Ela me ajudou  a passar para a cadeira  de   banho e saiu 

Depois  que me  higienizei , a chamei e  pedi que chamasse meu pai  para  me  ajudar no banho. Notei a contrariedade em sua  expressão , mas era melhor nos  afastarmos por alguns  momentos  , antes que dissemos coisas das  quais iríamos  nos arrepender  depois .

Ela saiu e  pouco  depois meu pai e Fábio  entraram  .

-  Oi . Como você  está  se sentindo ? – meu pai perguntou  .

-  Oi . Moído  . – respondi sucintamente. 

-  Posso  imaginar .

-  Cara , se você  estava  sentindo  minha falta e queria que eu voltasse a te dar banho  , era só  pedir !!! Não  precisava  ter feito  isso !!! – falou  apontando meus  pés  e sorrindo , mas seus olhos  não refletiam humor .

-  Idiota  !!! – disse  rindo  - Só  você  para me fazer rir ...

-  Pai , pode deixar  que  cuido do bebezao .  Afinal , tudo isso  é  por  saudades  de mim .

Demos risada e meu pai disse :

- Ok . Amo vocês  . -  saindo com um sorriso de alivio  nos lábios. 

Depois  que ele saiu , começamos  a rotina do banho  em  silêncio  . Mas eu sabia que ele queria  falar alguma  coisa . Então dei a deixa :

- Fábio  fala de uma vez .

-  Eu não  quero falar nada ... – disse  sem me encarar .

-  Eu te conheço  . Para de enrolação  ...

-  Ok . Você  e a  Allie brigaram ?

-  Discutimos.  -  fui monossilabico .

-  Por que ?  - ele insistiu  .

-  Porque  eu não  preciso de outra mãe  !!!

-  Como assim ?! Ela se  preocupa com você  , como todos nós  . E  nada mais  natural  ...

O interrompi : 

 - Eu não  quero que ela fique   comigo por obrigação  . Não  quero ser  tratado com condescendência  .

-  Ah , Lucca !!! De novo com esse papo ?!  Ela te ama !!! E tem  razão  de  estar chateada , ela quer o  melhor para você. Eu não sei como reagiria no seu lugar , não quero  te julgar  ... mas você  não  acha que já  passou da hora, de aceitar  sua deficiência  e tentar  preservar ...

-  O que  restou ?!  Acho ... mas qual é  a  fórmula  para isso  ?! Vocês  não  tem ideia  do que é  dormir  e sonhar com as coisas que fazia e  acordar e , perceber que não passou de um sonho . E que você continua  dependendo  dos outros  e que nunca  mais  vai  poder fazer as coisas que gostava. Despertar  e passar o dia com dor. Ser alvo de olhares  e  comentários maldosos  ou de piedade . Se  algum de  vocês  ,  souberem  de algum jeito,  por favor  me  digam  . Eu estou cansado  disso tudo , só queria poder  dormir  e acordar e , perceber  que tudo  não  passou de um  pesadelo.  E que tenho  minha  vida de volta ...

Quando  o encarei , vi  que ele  chorava .

-  Eu sinto  muito  ... queria  poder  fazer  alguma coisa  para te ajudar ...

-  Não  há nada que ninguém  possa fazer ... E eu também sinto  muito  , por ter  me tornado um problema  .

-  Você  nunca foi e nunca  será  um problema  . Nós  te amamos  e estamos  aqui para te  apoiar .

-  Eu sei e agradeço  .

Não  havia  mais  nada a ser dito sobre isso  .

Terminamos  o banho e ele me ajudou  a me vestir  . Coloquei uma  calça  de moletom  confortável  e  com as barras  largas para que os gessos pudessem  passar. Uma camiseta  e  um blusão  completaram o visual  . Fomos em direção  à  cozinha,  mas já estavam  todos  sentados  à  mesa , na copa para almoçar. 

Uma das  cadeiras já  havia sido retirada e  me  dirigi para lá  .

-  Oi – falei  para minha mãe  e Carol .

Carolina  se levantou e me abraçou  e  depois minha mãe  fez o mesmo .

Para  romper  o clima emotivo , Fábio  falou :

-  Hum ... estou com ciúmes  !!! Também  quero beijos  e abraços  ... – disse fazendo um biquinho  e olhando  para minha mãe  e Carol .

-  Meu Deus  , como você  é  bobo !!! – Carol  respondeu,  rindo . E nós a acompanhamos,  rindo também. 

E ele conseguiu o que queria  , o ambiente  se  tornou mais  leve .

Nós servimos e a conversa girou em torno de diversos assuntos  .

Allie evitava meu olhar  , me ignorando  . E eu não  sabia o que fazer , ainda sentia  raiva pelo o que ela havia  dito  ( mesmo sabendo  que ela tinha  razão  )  e , sabia que eu também  havia  pegado pesado .

O natal  prometia ser maravilhoso  ... só  que não  .

Depois  do almoço  , meus pais foram  descansar e Carol e Fábio , seguiram o  exemplo.

Fui para o meu quarto e Allie me seguiu em silêncio , indo direto  para o closet .

Ouvi o barulho  de algo sendo  arrastado e em seguida o som de  algo caindo  .

- Ai !!! Inferno !!! – ela praguejava sentada no chão  e com uma mala por  cima .

-  Allie o que aconteceu  ?  - perguntei  preocupado  .

-  Esse maldito banquinho  virou e eu caí  . –  disse se levantando  e pegando  a mala , colocando – a  em cima do  Puff  que usávamos  para nos calçar. 

Abriu a mala e começou a jogar as roupas  que ia tirando do armário  de qualquer  jeito  dentro  da mesma .

Eu fiquei apavorado  .

-  O que  você  está  fazendo  ?!

-  Arrumando  minhas coisas , não  é  óbvio  ? Que eu saiba sua deficiência  é  física  e não  intelectual  ... – foi sarcástica  e cruel.

Eu mereci ouvir isso. Ignorei sua grosseria .

-  E posso saber por que ? – falei  tentando  manter a calma .

- Porque vou embora . – seu  tom era didático  . Provavelmente  era assim que ela se dirigia aos alunos  . – Vou te livrar  da minha  presença  incômoda e maternal  . Cheia de sentimentos , que não te interessam ou pouco  importam . Vou voltar para  minha casa , que  está   fechada desde a morte dos meus avós  .

-  Alicia  , por favor  , quer parar de  bobagem  ?!

-  Bobagem  ?! Como eu me sinto  é  uma bobagem  para você  ?! – ela veia até  mim mancando  e tirando  o anel de noivado . – Bom saber !!! Mas pode  se sentir aliviado , você  não terá  mais que suportar as minhas  bobagens  !!! A idiota aqui cansou !!!De ser rejeitada !!!

Fez uma pausa e continuou  furiosa  , enquanto  eu a olhava atônito  e  sem reação  :

-  Eu cansei das suas dúvidas  em relação  aos meus  sentimentos  , às  minhas atitudes  . Eu só  queria poder te amar e cuidar  de você.  Desculpe  se o meu  modo de demonstrar  o quanto me importo com você  , te incomoda . Eu não  tinha percebido  . Mas as coisas  mudaram nesse  último  ano e  eu  não  me dei conta  que o que te ofereço  não  é  suficiente  . Eu não  sei se você  engana bem  ou se eu não quis enxergar   ... Mas eu acreditei  que era para sempre  , que seríamos  capazes de enfrentar  qualquer  problema  se estivéssemos  juntos. 

-  Alicia ...  Princesa  , me perdoe !!! Eu fiquei  com raiva  do que você  me disse  e de toda essa situação  .  Eu descontei  em você  . Por favor  , não  faz isso  ... Eu te amo e não  sei viver  sem você  . – fiz uma pausa , porque  ela se aproximou de mim pegando minha mão  e colocando  o anel . A segurei pelo pulso com a mão  livre e a puxei  -  Eu amo tudo  em  você  !!! Por favor  , não  me abandone . Você  é  tudo  que eu tenho . O melhor  de mim , é  você. 

A essa altura  nós  dois choravamos 

-  Você  não  está  mais apaixonado  por mim ... – disse  soluçando  .

-  Não  estou mesmo  . – ela deu um passo  para trás em choque  , tentando  se soltar . E eu continuei  , mantendo  -a presa . – Eu SOU apaixonado  por você  !!! Estar é  uma condição  passageira , hoje eu posso  estar  apaixonado  , amanhã  não  . Ser é  uma condição  permanente  , faz parte de quem  sou e não  há  como mudar isso  .

A puxei,  fazendo com que sentasse no meu colo e beijando -a com todo o meu amor.

Ela  cedeu e correspondeu ao meu beijo. 

E esse  beijo tinha gosto  de desespero  , medo mas também  de amor  .


Notas Finais


Casal complicado , só por Deus !!!
Mas são uns fofos !!!😍😍😍
Beijos de Luz .


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