História Rising Star - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Shawn Mendes
Personagens Hayes Grier, Matthew Espinosa, Nash Grier, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Shawn Mendes
Exibições 44
Palavras 1.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EU VOLTEI, AGORA PRA FICAR!

Mona, abaixa que lá vem tiro.

Capítulo 34 - It is not ok.


POV Shawn.

Dormir ao lado dela só não foi melhor do que poder acordar ao seu lado. O seu perfume invadia minhas narinas e me deixava entorpecido.

Os cabelos loiros, em um emaranhado, espalhados pelo travesseiro de uma forma bagunçada a deixavam mais linda que o normal. Ela era natural, sem artificialidades. Aqueles olhos azuis que me fizeram me perder ali dentro tantas vezes agora estavam escondidos embaixo de suas pálpebras. E aquela boca, ah aquela boca. Entreaberta, deixava o ar entrar e sair com facilidade, fazendo seu peito subir e descer com leveza.

Era assim que ela estava quando eu me levantei da cama naquela fatídica manhã que eu a deixei. Como eu pude ter sido tão idiota?

Mas na noite passada ela me deu uma segunda chance, uma pequena e bucólica chance de poder apenas me deitar ao seu lado. E dessa vez eu não a deixaria, ela vai acordar e eu vou estar ali pra ela.

Não só pra ela quanto pra ele. Eu sinto que lá no fundo isso não passa de maluquice da cabeça dela e no final Lívia não vai abrir mão do nosso filho por um capricho seu. Ela nem sequer sabe quem serão os pais dele! E pai é quem cria, e eu não posso deixar de ser pai dele. Ele é tudo o que eu tenho.

E por mais que eu saiba que as chances de que minhas vontades não aconteçam são enormes eu não consigo simplesmente não me apegar a Ben.  Tanto que eu cheguei a dar um nome a ele. Benjamin. Eu gosto desse nome e bem no português, língua materna de Lívia, quer dizer “o que causa alegria e felicidade”. Tem nome melhor?

[...]

Fazia um tempo em que estava acordado, mas Lívia ainda estava dormindo. No meu canto, o sofá do quarto, eu me sentei com o notebook aberto em cima das minhas coxas, ao meu lado alguns livros jogados e um caderno com algumas músicas parado em uma página em branco.

Agora eu teria um filho pra cuidar, supostamente, e pra manter eu e mais dois não é bem assim. Tenho que trabalhar mais e mais, até porque eu sei que o pai de Lívia não a auxilia mais financeiramente desde que descobriu sobre Ben.

E quando Matt, sim, ele, me contou isso foi como se tudo tivesse feito sentido na minha cabeça. Por isso ela disse que não poderia voltar pra casa, porque o pai a odeia por “ter gasto todas as economias dele pra virar uma ‘vadiazinha internacional’” – ele disse sobre a própria filha.

A enfermeira já havia entrado e saído duas vezes até que Lívia acordou. Mas foi bem diferente do que eu imaginei.

Primeiro ela começou a fazer umas caretas estranhas, ainda de olhos fechados. Ben estava agitado em seu ventre. Ela começou a se encolher em posição fetal e aquilo estava me deixando cada vez mais angustiado. Ela grunhia e se revirava na cama até que eu percebi a cama não estava mais seca. Ela estava fazendo xixi?

Então, de súbito, ela abriu os olhos e me chamou baixinho. “Shawn, Shawn” ela disse e eu, é claro, corri até ela.  Ela, com os olhos arregalado, me olhou e com um dos indicadores apontou para a barriga duas vezes.

Eu não tinha ideia do que estava acontecendo. Me levantei ainda a olhando cada vez mais agitada na cama e andei até a porta procurando por alguém que pudesse me amparar. Só tinha uma pessoa no corredor vazio. Matthew.

Carregando um ursinho de pelúcia com um laçarote azul bebê, quando me viu esticou o braço e começou a abanar pra mim.

– Matthew! – gritei. – Eu acho que vai nascer!

– Nascer? Ai meu Deus, vai nascer! – ele largou o urso no chão e colocou as duas mãos na cabeça.

– Chama alguém, um médico – eu respondi.

– Aonde eu vou achar um médico, Shawn? – Matt começou a parecer um pouco mais desesperado que eu. E isso era assustador.

– A gente ‘tá em um hospital, seu idiota!

Eu estava quase socando a parede ou indo eu mesmo atrás de alguém, mas um é que eu não poderia quebrar minha mão agora e dois é que nem a pau eu saio do lado dela.

Então Matthew se ligou e correu pelo corredor de onde veio, não sem antes arremessar o urso na minha direção.

[...]

Me vestiram com uma roupa verde claro horrível, mas mais horrível que isso era ver Lívia com dor. Ver meu amor chorar de dor me partia o coração. As contrações vinham e a arrasavam. Ela apertava a minha mão com uma força que eu não sei de onde saiu.

E eu não sei se fico feliz ou entro em desespero, mas minhas suspeitas estavam certas, ele estava nascendo. Lívia estava em trabalho de parto.

Assim que as enfermeiras chegaram já preparam tudo. Lívia até tem condições de ter um parto normal, mas os riscos são grandes, então vamos à cesaria. O que eu desaprovo totalmente; um porque, sei lá, mas não gosto de cirurgias, dois é uma cirurgia e três: Lívia é quem estará na maca.

Na sala em que nos levaram estava cheia de enfermeiros e médicos, e ali no meio consegui ver a Dr. Manning, aquela que a acompanhou durante todos esses meses. No meio da sala estava Lívia deitada ainda sentindo as contrações. Ela segurava as bordas da maca com força, parte por medo e parte por dor. Eu não sabia o que fazer, nunca participei de um parto antes que não tivesse sido o meu.

Eu estava agoniado, não sabia o que dizer, o que fazer, onde colocar as mãos – as quais suavam feio louco. Eu as esfregava no tecido da calça tentando amenizar quando senti minhas pernas começarem a tremer. Deus me ajuda.

Dava um pequeno passo para o lado direito depois o esquerdo, daí o direito e o esquerdo de novo. Até que Lívia me olhou.

Ela estava serena, já anestesiada provavelmente. Ela esticou o braço esquerdo e pegou na minha mão, entrelaçou os nossos dedos e, calmamente, disse:

– Se você não parar de andar de um lado pro outro eu juro que quando eu sair daqui eu te bato. Com muita força.

Ah, cara. Eu amo essa mulher.

[...]

– Shawn, te acalma.  Nos conta direito o que aconteceu – disse Alessia ao me ver andando novamente de um lado pro outro do corredor enrolando a touca verde nos dedos. Respirei fundo e narrei:

– Tava tudo bem – eu comecei a contar o que havia acontecido minutos atrás. – A Lívia já estava mais calma quando o Ben nasceu, mas daí ele não chorou, simplesmente nasceu quieto – eu contava pra todos que só me olhavam silenciosos. Elizabeth, minha mãe, os meninos e Alessia estavam todos me olhando com os mesmos olhos, os de quem sente dó. – Eu vi quando tiraram aquela coisinha pequeninha da barriga dela, e foi incrível.  Só que depois os médicos começaram a andar pra lá e pra cá e eu já não via mais ele. E a Lívia também ficou assustada e começou a apitar aquele troço com o som do coração dela e quando eu vi já tinham me posto pra fora da sala. Foi rápido demais pra que eu entendesse alguma coisa.

Eles me olhavam e se entreolhavam, todos pensavam a mesma coisa: não está nada ok.

[...]

– Oi – Lívia me disse. Só isso. Baixo como um sussurro, como se tivesse medo de dizer, mas mesmo assim audível.

Ela estava bem, era isso que importava. Não havia acontecido nada demais com ela, na verdade foi só nervosismo, mas com seu histórico de ataques de pânico, os médicos se apavoraram também. Ela já estava de volta ao quarto, deitada novamente, pálida como se estivesse morta. Os pés alvos escapavam pra fora da coberta. Ficamos nos olhando sem dizer nada por alguns minutos, que poderiam muito bem serem horas.

– Como... como o bebê tá? – ela perguntou ainda mais acanhada.

– Vivo. – falei pela primeira vez. Ela soltou o ar que eu nem sei desde quando ela o prendia.

– Ele se parece com quem? – aumentou um tom no volume da voz.

– Por que tu quer saber? Achei que não pudesse se apegar já que vai despachar nosso filho.

A verdade dói, é dura, mas necessária.

Então ela começou a chorar. Ela soluçava e as lágrimas rolavam soltas por seu rosto. Me aproximei e me deitei ao seu lado na cama, como ontem a noite. Ela se apoiou em mim e se permitiu chorar um pouco mais.

– Desculpa – ela disse depois de mais ou menos meia hora em meio a choros e silêncios.

– Por que se desculpa? Foi eu quem te abandonei, lembra? – o rosto dela estava no meu pescoço e seu braço abraçava meu abdômen. A olhei e seu rosto estava vermelho e os olhos inchados.

– Desculpa por te culpar por tudo que deu errado nesses últimos meses – ela disse. Isso está sendo o momento em que nos aproximamos mais desde que eu fui embora.

– Eu mereço, eu acho – respondi. – Na verdade, a gente não merecia nada disso. Agora temos que esperar pra ver o que o destino tem pra nós.

Ela só me encarou por um momento, mas não disse nada.

– Ainda tem lugar pra mais um aqui. Ainda mais que o Ben é pequeninho. Fica com ele, eu te ajudo.

Você não vai ir embora de novo, né? – ela não respondeu, só perguntou. Mas eu sabia que aquilo também queria dizer um sim.

Nunca mais.

A gente não se beijou nem nada, mas já foi o suficiente pra fazer meu coração fazer uma serie de polichinelos dentro do peito.

Agora é questão de tempo: eu vou reconquistar ela. Nem que eu gaste a minha vida pra isso.


Notas Finais


Nada pra declarar, só aquele fora Temer habitual.
EU AMO VOCÊS, CARA. <3 Valeuzão.


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